BLOG APRENDENDO A DIRIGIR: dicas, aprendizagem significativa, direção defensiva - UOL Blog

31/05/2012


Não apoie nem pratique a corrupção: denuncie quem vende CNH ou aprovação nas provas práticas

 

 

Condutores,

 

o papo de hoje é mais sério ainda acerca de um crime que vem sendo praticado com frequência em todo o Brasil: a venda de CNH e o pagamento de propina para passar na prova prática do Detran. Além de ser corrupção e crime as pessoas que oferecem este tipo de coisa a alunos de autoescola precisam ser denunciadas pelos seguintes motivos:

 

1.Dirigir não é só saber fazer o carro andar: tem que conhecer a legislação de trânsito, o que dizem as placas, saber como trafegar em preferenciais, rótulas, direção defensiva, enfim, dirigir é coisa séria e só é aprovado nos exames quem corresponde aos critérios de avaliação;

 

2. Quem vende CNH ou pede propina para deixar o aluno passar na prova prática do Detran não está nem aí com a sua vida, se você vai sofrer ou provocar algum acidente;

 

3. Se você morre, mata, fica ferido, mutilado num acidente de trânsito porque comprou a CNH e não aprendeu o mínimo para estar habilitado vai ser só mais um que alimentou a corrupção e encheu o bolso de gente corrupta e sem escrúpulos. Dane-se você porque eles já tem o que queriam: o seu dinheiro;

 

4. Não tem esse papo de "eu aprendo depois" porque quem compra CNH ou paga para passar na prova não vai se dar ao trabalho de estudar as placas e as leis de trânsito. Vai continuar colocando um carro em movimento achando que sabe dirigir, quando na verdade agiu desonestamente consigo mesmo.

 

Vamos ajudar a combater essa prática criminosa: denuncie os CFC/autoescolas, instrutores e examinadores de trânsito que pedirem propina para passar na prova!

 

Procure o Detran do seu Estado ou o Ministério Público. A denúncia também pode ser feita pela internet.

 

O mais importante não é um documento e sim o que saber fazer ao volante depois de habilitado e isso, quem vende CNH e pede propina não está nem um pouco interessado. Eles querem mesmo é ganhar dinheiro sem se importar com a sua vida e a dos outros.

 


 


 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 13h53
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PPD vencida: tem que fazer o processo de habilitação de novo?

Bom dia, condutores!

 

Vamos dizer que o condutores recem habilitado, por algum motivo, deixou de requerer a sua CNH definitiva logo após o vencimento da Permissão Para Dirigir. Quais as consequências desse atraso? Perde a PPD? tem que fazer o processo de habilitação de novo desde o psicotécnico? Não. E nós vamos explicar o porquê com base na legislação de trânsito brasileira. Aliás, todas as respostas para as nossas dúvidas estão dentro do CTB e da legislação completar (Resoluções, Portarias), que fazemos sempre questão de citar e comentar aqui pelo blog para incentivá-los a conhecer melhor as leis de trânsito. Afinal, não se respeita uma lei que temos obrigação de conhecer se não a conhecemos, não é, condutores?

 

Digamos que um condutor na PPD teve dificuldades para dirigir durante o período de 1 ano e acabou desistindo, engavetando a PPD. Só que depois de alguns meses ou mais de 1 ano ele decidiu que quer voltar aos treinos para dirigir. O que fazer? Bom, primeiro vamos explicar porque a pessoa com a PPD vencida não precisa refazer o processo com base no art. 34, §§ 2ª e 4ª da Resolução 168 do CONTRAN:

 

Art. 34. A CNH será expedida pelo órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, em nome do órgão máximo executivo de trânsito da União, em modelo único e especificações técnicas definidas por esse órgão da União, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da publicação desta resolução.


§2° Na Permissão para Dirigir das categorias “A”, “B” ou “A” e “B”, constará a validade de 01(um) ano, e ao término desta, o condutor poderá solicitar a definitiva, que lhe será concedida desde que tenha cumprido o disposto no §3° do art. 148 do CTB.

§4° Para efeito de fiscalização fica concedida a mesma tolerância estabelecida no art. 162, inciso V, do CTB, ao condutor portador de Permissão para Dirigir, contada da data do vencimento do referido documento, aplicando-se a mesma penalidade e medida administrativa.

 

Analisando o § 2º constatamos que a PPD tem prazo de validade de 1 ano e que essa validade e para dirigir dentro desse prazo, não é que o documento se extingue ou deixa de existir dentro desse prazo, e é aí onde tem morado a confusão. O mesmo § 2º ainda diz que ao término da validade de 1 ano o condutor poderá solicitar a PPD desde que tenha cumprido o disposto no §3° do art. 148 do CTB, ou seja, não tenha cometido nenhuma infração gravíssima, grave ou 2 médias. Sacaram, condutores? ao término de 1 ano a PPD perde a validade e depois desse tempo o condutor pode pedir a CNH definitiva independente do atraso no pedido.

 

Mas o § 4º explica melhor, pois ele equipara a PPD à CNH definitiva em termos de condições para os efeitos da fiscalização. Quando o CTB diz que §4° Para efeito de fiscalização fica concedida a mesma tolerância estabelecida no art. 162, inciso V, do CTB, ao condutor portador de Permissão para Dirigir, contada da data do vencimento do referido documento, aplicando-se a mesma penalidade e medida administrativa ele está concedendo ao motorista na PPD o direito de rodar com este documento até 30 dias após o prazo de vencimento. Porquê? Por quê o CTB entende que se a sua PPD vence em uma determinada data 30 dias é um prazo suficiente para entrar com o pedido da CNH definitiva e esperar que ela seja expedida dentro desses 30 dias sem prejuízos ao condutor.

 

COMO REQUERER A CNH DEFINITIVA COM A PPD ATRASADA?

 

Uma vez que a Resolução nº 168 do CONTRAN equiparou a PPD à CNH definitiva para efeitos de fiscalização, isso significa que o motorista na carteira provisória tem os mesmos direitos, prerrogativas e deveres dos motoristas habilitados com a definitiva, inclusive para fins de fiscalização.

 

Por exemplo, se um motorista com CNH definitiva estiver com a carteira vencida ele não pode dirigir e também não perde a carteira por causa disso: basta ir numa autoescola e se informar para regularizar a sua situação e renovar a CNH. No caso do motorista na PPD ele não vai renovar a carteira porque não pode renovar um documento que nunca teve, afinal ele nunca teve CNH definitiva e sim uma Permissão Para Dirigir. Neste caso, o motorista na PPD vai solicitar a SUBSTITUIÇÃO da PPD pela CNH definitiva. Então, basta ir numa autoescola, pagar a taxa correspondente e esperar a CNH definitiva chegar. Ou, fazer isso sozinho pelo Poupatempo ou indo no Detran e solicitando a guia de pagamento e que documentos entregar para fazer o pedido da CNH definitiva sozinho, indo direto no Detran, que aliás, sai pela metade do preço cobrado pelas autoescolas.

 

E SE A CNH DEFINITIVA DEMORAR PARA CHEGAR?

 

Aí não tem chorinho, condutores, tem que esperar a CNH definitiva chegar. Lembram que a PPD foi equiparada à CNH definitiva para fins de fiscalização? Isso significa que se você for parado numa blitz com a PPD vencida mesmo que já tenha dado entrada no pedido para substituição pela carteira de habilitação definitiva, vai estar sujeito ás mesmas penalidades que todo motorista. Vejam o que dá dirigir com a PPD ou CNH definitiva vencida:

 

Se a Permissão Para Dirigir estiver vencida há mais de 30 dias mesmo que você tenha solicitado CNH definitiva e cair numa blitz sem a PPD, será autuado por infringir o artigo 232 do CTB (não portar documento obrigatório);


Art. 232 - Conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório referidos neste Código:

Infração - leve (3 pontos negativos na CNH)

Penalidade - multa (R$ 53,20)

Medida administrativa - retenção do veículo até a apresentação do documento (ou o carro fica retido até sair a PPD definitiva e você paga diária de guincho e diária no pátio ou chama um motorista habilitado para dirigir seu carro de volta para casa).

 

Mas vejam bem: existe diferença entre dirigir sem o documento de habilitação e dirigir sem habilitação. Os agentes de trânsito conferem os dados no sistema para verificar se a pessoa só esqueceu o documento em casa, se está aguardando a CNh definitiva chegar ou se o cara dirige sem ser habilitado. Nesses casos a infração é gravíssima, o carro é retido, sobra para quem dirigia sem habilitação e para o dono do carro, que entregou a direção a pessoa sem habilitação e a multa é de mais de R$ 500,00.

 

 

Se você estiver dirigindo com a PPD vencida estará infringindo o artigo 162, inciso V do CTB (dirigir com PPD vencida + 30 dias);

 

Art. 162. Dirigir veículo:

V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta dias:

Infração - gravíssima (7 pontos na CNH)

Penalidade - multa (R$ 191,54)

Medida administrativa - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado;

 

Então condutores:

 

1. se a sua PPD está vencida não dirija de jeito nenhum. Informe-se no Detran ou procure uma autoescola para regularizar a sua situação solicitando a CNH definitiva;

 

2. PPD vencida não precisa fazer o processo de habilitação de novo;

 

3. A PPD tem os mesmos efeitos da CNH definitiva para fins de fiscalização: multa, pontos negativos no prontuário e retenção do veículo.

 

Condutor bem informado é condutor consciente e cidadão que vai fazer a diferença no trânsito!

 

 


Escrito por Márcia Pontes às 11h10
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30/05/2012


Cometeu infração e foi multado na PPD? Veja o que fazer

Condutores,

 

esse é um assunto e uma preocupação muito comum entre quem acabou de tirar a Permissão Para Dirigir (PPD), pois se cometer uma infração gravíssima, ou uma infração grave, ou duas infrações médias terá de refazer todo o processo de habilitação. Essas dicas são para esclarecer as dúvidas e informar os novos condutores, mas também servem para motoristas experientes saberem o que fazer desde o momento em que foram notificados da autuação até o julgamento do processo de defesa na Junta de Recursos Administrativos de Infração (JARI). Primeiro, vejamos o que diz o art. 148 do CTB (lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997).

 

Art. 148. Os exames de habilitação, exceto os de direção veicular, poderão ser aplicados por entidades públicas ou privadas credenciadas pelo órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, de acordo com as normas estabelecidas pelo CONTRAN.

§ 2º Ao candidato aprovado será conferida Permissão para Dirigir, com validade de um ano.

§ 3º A Carteira Nacional de Habilitação será conferida ao condutor no término de um ano, desde que o mesmo não tenha cometido nenhuma infração de natureza grave ou gravíssima ou seja reincidente em infração média.

§ 4º A não obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, tendo em vista a incapacidade de atendimento do disposto no parágrafo anterior, obriga o candidato a reiniciar todo o processo de habilitação.

 

Como vocês podem ver, o condutor que está na PPD não pode cometer nenhuma infração gravíssima, grave ou duas infrações médias (consulte aqui no blog a tabela de infrações no seguinte link ou cole-o no seu browser: http://thesys.blog.uol.com.br/arch2010-02-01_2010-02-28.html#2010_02-08_14_43_45-132268972-0).

 

COMO SABER SE FUI MULTADO

 

Digamos que você passou por alguma situação no trânsito que te deixou em dúvida se foi multado ou não e aí fica com aquela pulga atrás da orelha. É simples: acesse a página do Detran do seu Estado, digite a placa com as 3 letras e os 4 números e o número do RENAVAM que está no documento obrigatório do carro (aquele verdinho), o CRLV (Certificado de Registro de Licenciamento Veicular). Anote o dia, a hora e o local aonde você acredita que tenha sido multado.

 

Há três formas de ter a infração registrada: por semáforo com câmeras e fotossensores, lombadas eletrônicas e pelo guarda de trânsito independente de ter sido abordado por ele ou não. Isso é porque muitas vezes a infração é cometida com o carro em movimento (furar semáforo, por exemplo) e não dá tempo do guarda te abordar, mas a autoridade de trânsito tem fé pública e pode registrar a infração assim mesmo.

 

Condutores, prestem bastante atenção nas explicações daqui prá frente porque existem 2 documentos que vocês recebem em casa antes de pagar a multa, justamente para que tenham amplo direito de defesa e do contraditório e possam recorrer da multa. O primeiro é a notificação do auto de infração de trânsito (AIT), o segundo é a Notificação de Imposição de Penalidade (NIP). Cada um tem um prazo específico para defesa.

 

AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO

 

É o primeiro documento que vocês recebem em casa, pelo Correio, por AR ou carta registrada. Em alguns casos, o Correio manda a notificação de retirada obrigatória de encomenda na agência mais próxima. Equivale a este documento aí da foto:

 

Fonte: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/12/eles-nao-sossegaram.html

 

A partir do momento em que você foi parado e notificado pelo guarda de trânsito ou que o semáforo ou lombada eletrônica registrou a infração este documento tem 30 dias para chegar às suas mãos pelo Correio. Se passar desse prazo de 30 dias perde a validade e você não pode ser mais multado.

 

Assim que receber a AIT, confira todos os dados atentamente: placa do carro; o município e Estado da federação; marca do carro; cor dia, hora, local da infração, tipo de infração, enfim, confiram tudo. Se alguns desses dados não conferirem vocês devem elaborar um recurso provando que os dados "não batem". Ligue para o Detran da sua cidade e se informem se tem que pegar o formulário de recurso pessoalmente, se pode baixar pela internet e o endereço de onde levar o documento com a contestação.

 

Mas vejam bem, esse ainda não é o momento de entrar com a defesa caso estejam todos os dados corretos na AIT. Também não é a hora de pagar a multa, pois esse documento é só um aviso de que você foi multado, o boleto vem depois. O que o departamento de trânsito vai julgar é se o guarda de trânsito ou o equipamento eletrônico preencheu os dados certos no auto de notificação. Se você fizer uma defesa mais elaborada nesse momento a JARI não vai nem ler se os dados do AIT estiverem corretos e o pedido vai ser indeferido. Então o que tem de fazer? se os dados estiverem preenchidos errado entre com a defesa em cima desses argumentos e anexe os documentos do carro para provar o erro e pronto: multa cancelada. Mas se os dados baterem, aguarde a chegada do boleto para pagar a multa, pois este documento também informa os prazos de defesa.

 

A partir do momento em que você recebe o Auto de Infração de Penalidade (AIT) tem 15 dias para indicar o condutor do veículo no momento em que a infração foi cometida. Digamos que o carro é seu, mas você emprestou para um amigo ou parente e foi ele que cometeu a infração. Nesses casos, é só seguir o que está na parte de baixo do formulário: destacar na parte pontilhada, preencher com os dados e a assinatura do condutor infrator e anexar junto a cópia da CNH dele. Aí os pontos e a multa vão para o outro motorista que cometeu a infração dirigindo o seu carro.

 

NOTIFICAÇÃO DE IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE (BOLETO DE MULTA)

 

Assim que você receber a Notificação de Imposição de Penalidade (NIP), aí sim, é que vem o boleto para pagamento junto. A diferença é que o boleto de multa é bem parecido com o formulário de AIT aí da foto de cima só que vem com o valor discriminado e o código de barras. Recebendo o boleto aí sim, você tem mais 15 dias para entrar com o recurso de defesa na JARI e aguardar o julgamento.

 

COMO FAZER A DEFESA DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO

 

Condutores, diariamente muitos motoristas tem suas defesas de infração recusadas, reprovadas e indeferidas por não saber fazê-las. Não adianta você escrever que em tal momento agiu de tal forma por causa disso ou daquilo: toda a sua defesa tem de estar fundamentada no Código Brasileiro de Trânsito, citando os artigos, os parágrafos, os incisos, as letras, e se possível fundamentando com alguma decisão favorável dos Tribunais em casos parecidos. A linguagem deve ser formal, mais próxima do jurídico possível e fundamentada nas leis de trânsito.

 

Se o recurso for indeferido em primeira instância na JARI, deve-se pagar a multa e recorrer em 2ª instância ao CETRAN. Se for deferido o pedido, o Detran devolve os valores pagos depois.

 

ALERTAS PARA QUEM FOI AUTUADO NA PPD

 

1. Não adianta se esconder do carteiro para não receber o AIT ou o boleto de multa, pois o Correio tenta 3 vezes e se não der, o documento volta para a sede dos Correios, mas a notificação e os prazos continuam correndo no Detran;

 

2. Não adianta tentar trocar a multa por advertência, pois o artigo 267 do CTB só beneficia quem já está na CNH definitiva e não cometeu a mesma infração nos últimos 12 meses, e ainda assim só vale para infrações leves e médias e se o pedido for deferido pela JARI;

 

3. Se o seu recurso foi indeferido pela JARI e no CETRAN e você não pagar a multa não vai poder licenciar os documentos do carro caso ele seja de sua propriedade, e vai ter de refazer todo o processo de habilitação matriculando-se numa autoescola de novo.

 

4. Enquanto o processo administrativo do julgamento do recurso de multa está correndo, o motorista pode dirigir com a PPD até que ela não esteja vencida. Depois de vencida, pode-se rodar mais 30 dias com a PPD, que é o prazo permitido por lei até que o seu pedido de substituição pela  CNH definitiva seja atendido. 

 

 

O melhor mesmo é estar atento, aliviar o pé e dirigir defensivamente para evitar esse tipo de dor de cabeça!

 


 



 

 

 



Escrito por Márcia Pontes às 14h45
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Conheça os 4 tipos de atenção exigidas para dirigir

Condutores,

 

"Presta atenção" é um dos alertas mais ouvidos pelo aluno de autoescola seja do instrutor ou dos seus caronas e passageiros depois de habilitado com a PPD. Mas o que é exatamente a atenção? Será que existe só um tipo de atenção? Na verdade existem 4 tipos de atenção que são exigidas do motorista para dirigir com segurança. Lembram do psicotécnico? Pois é, a atenção concentrada é um dos itens avaliados. Então vamos a cada um dos tipos de atenção que devemos ter no trânsito:

 

A atenção é um processo cognitivo (relativo a aprendizagem), conhecido na Psicologia como um processo psicológico superior em que a nossa atividade mental se concentra em um ou mais estímulos vindos do ambiente. Então tá. No trânsito os estímulos do ambiente se referem a tudo que acontece á nossa volta enquanto dirigimos: o movimento dos outros carros, dos pedestres, das bicicletas, as mensagens das placas de trânsito, enfim, tudo mesmo. Nossa atividade mental e psíquica nesse momento está voltada tanto para esses estímulos quanto para o que estamos fazendo no trânsito.

 

ATENÇÃO MOTORA: este tipo de atenção se refere aos movimentos que estamos executando ao dirigir o carro. Por exemplo, eu parei numa sinaleira e fico com o pensamento focado no movimento dos pés nos pedais para sair com o carro sem deixar ele morrer. Nesse momento, por mais que os olhos enxerguem o que está acontecendo na nossa frente ou ao nosso lado, o foco da atenção está nos movimentos que temos de fazer para dirigir.

 

ATENÇÃO DIFUSA: este tipo de atenção refere-se à atenção geral. Por exemplo, estamos no trânsito e prestamos atenção a tudo que acontece à nossa volta, só que de um modo panorâmico, sem focar ou se concentrar num estímulo específico. Quando dirimos numa rodovia movimentada  e ficamos de olho nos carros que estão lá na nossa frente até onde o olho humano consegue ver isso é atenção difusa.

 

ATENÇÃO CONCENTRADA: é umtipo de atenção que usamos quando estamos fazendo uma manobra de ré, por exemplo, saindo do estacionamento de uma padaria ou passando por uma rótula, trevo ou outro cruzamento. Na manobra de ré a atenção do motorista está toda em verificar se vem carro atrás, do lado, se tem carro convergindo na frente dele ou se tem pedestres, crianças, idosos e ciclistas passando por trás do carro. Ou seja, o tipo de estímulo do ambiente que vai fazer ele tomar os cuidados necessários. A atenção concentrada também é requerida em outras situações no trânsito em que temos de tomar cuidado e agir defensivamente.

 

ATENÇÃO SUSTENTADA: se refere à capacidade do motorista sustentar a atenção concentrada pelo maior período de tempo possível até a realização de uma manobra no trânsito. Ou seja, o motorista pode ter atenção, mas se não conseguir sustentá-la pelo tempo necessário vai acabar causando um acidente.

 

Agora que vocês já sabem os tipos de atenção que são exigidos para dirigir, é ficar esperto, aumentar sempre o estado de alerta no trânsito e se antecipar ás situações de perigo evitando acidentes.

 

Bons passeios, condutores!

 

Direção defensiva sempre!

Escrito por Márcia Pontes às 12h09
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Escapamento fumaceando? Revisão preventiva também é direção defensiva

Condutores,

 

o Blog Aprendendo a Dirigir tem algumas ferramentas novas de SEO, gerenciamento e acompanhamento das buscas feitas pelos seus leitores e isso tem nos ajudado a identificar quais as principais dúvidas dos leitores que também servem de sugestão de postagem.

 

Para que servem as aulas de mecânica básica na autoescola? Como parte de ações de direção defensiva para cuidarmos bem do nosso carro, aprendermos a identificar problemas logo no início e agirmos defensivamente eliminando o problema que pode nos deixar a pé em situações bem difíceis, tipo, quando sai do mercado carregado de compras, em dias de chuva, dentre outros.

 

Seu carro está fumaceando principalmente quando troca de marchas e acelera? Qual é a cor da fumaça? Branca, preta, azulada? Pois saibam que isso faz diferença. Claro que só o mecânico de confiança de cada um é que vai fazer o diagnóstico certo do problema do carro, mas temos aqui alguns vídeos e dicas que ajudam a perceber se o seu carro está com problemas. Lembrem-se que a falta de manutenção periódica do carro pode causar acidentes. Vamos ao primeiro vídeo de um cara que sou fã: o Doutor Carro.


 

Esse vídeo fala sobre a importância de um mecânico de confiança:


 

Mais dicas nesse outro vídeo. Mas lembrem-se: só o mecânico de confiança pode fazer o diagnóstico correto do problema.


Escrito por Márcia Pontes às 11h41
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Motoristas em Portugal: como contornar uma rotunda com segurança?

Condutores,

 

Aqui no Brasil uma das maiores dificuldades dos motoristas é em passar pelas rótulas ou trevos, lá em Portugal a mesma dificuldade está em contornar as rotundas, como são chamadas as rótulas. As rotundas costumam ser bem maiores, com mais tráfego do que as nossas rótulas.

 

Então, para os leitores do blog que nos acompanham em Portugal, vai uma postagem mais do que merecida com alguns vídeos e dicas de legislação e segurança para trafegar em rotundas usando a direção defensiva. Peço desculpas pela demora na postagem sugerida pela querida Maria Frazão. Vamos ao primeiro vídeo produzido com a ajuda e as dicas da Associação Portuguesa de Escolas de Condução:

 


 

 

Este outro vídeo ensina a como contornar rotundas do modo correto e seguro, complementando as explicações do vídeo acima:


 

Se formos perceber, condutores, não se diferencia muito das regras brasileiras de trânsito: sempre trafegar pela faixa ou mais próximo da faixa que se pretende entrar para fazer a conversão sem cruzar a frente dos outros carros.

 

Saudações brasileiras e direção defensiva aos nossos irmãos portugueses!


Escrito por Márcia Pontes às 09h42
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Dicas para encontrar mais rápido o que você procura no blog

Bom dia, condutores,

 

Vamos dar uma dica bacana prá vocês encontrarem o que procuram bem rapidinho aqui no blog. Assim que a página do Blog Aprendendo a Dirigir abrir:

 

1. clique em NESTE BLOG acima do campo onde está escrito BUSCAR com uma lupazinha no final;

 

2. Digite uma ou mais palavras-chave sem frases completas. Por exemplo: se você procura postagens sobre meia embreagem não precisa formar uma frase ou sentença do tipo "dicas para ensinar o aprendiz a fazer meia embreagem"; digite somente EMBREAGEM e vai abrir uma lista de links de todas as postagens do Blog Aprendendo a Dirigir sobre esse assunto;

 

3. Se tiver algum tema, alguma dificuldade específica que você tem e ainda não foi esclarecida ou gostaria de complementar a explicação, no final de qualquer postagem clique em COMENTÁRIOS, faça a sua pergunte e deixe registrada no blog, pois atualizo diariamente e já respondo em seguida; às vezes demora um pouquinho porque são muitas as solicitações, mas ninguém fica sem resposta.

 

4. se você tiver alguma dificuldade seja para estacionar em garagens apertadas, passar numa rótula, subir um viaduto, entrar numa rodovia ou qualquer outra, pode enviar fotos do local ou endereços de imagens no Google Maps ou qualquer outra referência que me ajudem a localizar essas fotos enviando para thesys@uol.com.br que faço a postagem personalizada prá vocês.

 

PRINCIPAIS PALAVRAS-CHAVE E EXPRESSÕES DE BUSCA

 

Vamos dar uma dica das principais palavras-chave em ordem alfabética que os ajudarão a achar mais rápido o que procura no blog:

- ACIDENTE OU ACIDENTES

- ACLIVE

- AUTOESCOLA

- BALIZA

- BUZINA

- BUZINADA

- CARONA PALPITEIRO

- CARRO MORRE

- CNH DEFINITIVA

- COBRANÇA DOS OUTROS

- CONTRAMÃO

- DEPENDÊNCIA DO CARONA

- DIFICULDADES

- DIREÇÃO DEFENSIVA

- DIRIGIR DESCALÇO

- DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS

- EMBREAGEM

- ESTACIONAMENTO

- EXAME DE DIREÇÃO

- EXERCÍCIOS

- FAIXA DE PEDESTRE

- FREIO

- GARAGEM

- GARAGENS APERTADAS

- INSTRUTOR

- INSEGURANÇA

- LADEIRA

- MANUTENÇÃO PREVENTIVA

- MARCHA RÉ

- MÃO ÚNICA

- MECÂNICA

- MEDO DE DIRIGIR

- MORRO

- MULTA

- PISCA-ALERTA

- PLACAS

- PPD

- PROVA PRÁTICA

- REPROVAÇÃO

- ROTATÓRIA

- SEGURANÇA

- SINALIZAÇÃO

- SUBIDA

- TREINOS

- TROCAR MARCHA

 


Escrito por Márcia Pontes às 09h17
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29/05/2012


Os 3 pontos de referência universais da baliza: pare de contar voltinhas no volante

Condutores,

 

essa postagem é mais uma da séria série: "indignação com o método de aprendizagem da baliza contando voltinhas de volante". Sei que muitos instrutores ainda ensinam assim e discordo, pois nenhum método de ensino fundamentado em memorização não vai funcionar para o dia da prova nem para o dia a dia.  Se possível, negociem com seus instrutores uma forma que a aprendizagem da baliza seja significativa, ou seja, que faça sentido prá vocês, que vocês construam sentidos acerca dessa manobra.

 

1ª PONTO DE REFERÊNCIA UNIVERSAL

 

Alinhar traseira com traseira: jamais alinhem retrovisor com retrovisor, pois os tamanhos dos carros são diferentes. Vejam como é na foto:

Fonte: www.defensiva.com.br

 

Depois que alinharam traseira com traseira, engatem a marcha ré, virem todo o volante para dentro da vaga de modo que a traseira do carro também seja empurrada para dentro da vaga e já vem trazendo o carro de ré até o segundo ponto de referência universal da baliza.

 

2ª PONTO DE REFERÊNCIA UNIVERSAL DA BALIZA

 

Condutores, o segundo pont de referência universal da baliza é o retrovisor do lado de dentro da vaga exatamente no ponto em que ele passa das lanternas traseiras do carro. O retrovisor do lado de dentro da vaga passou pelas lanternas do lado do carro que está sendo balizado vocês vão ter essa imagem aqui:

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=v7CLwL5B8go

Baliza fácil - instrutor Fabiano

 

Nesse momento é hora de procurar o 3ª ponto universal da baliza: o ângulo que a quina da traseira do carro faz com o meio fio e que vai aparecer na imagem do espelho retrovisor do motorista.

 

3º PONTO UNIVERSAL DA BALIZA

 

Prestem atenção nessa explicação, condutores, pois ela vai diferenciar se a vaga é daquelas rasas ou fundas. Vaga rasa: se o carro que você vai balizar é um carro pequeno. Vaga funda: se o carro que você vai balizar é largo tipo caminhonete ou caminhão.

 

Independente se você vai estacionar atrás de um carro largo ou um carro popular comum, a imagem que tem de aparecer indicando a hora certa de alinhar o carro na vaga é essa:

 

Fonte: www.defensiva.com.br

 

Se a vaga for rasa, logo que você perceber que o retrovisor do lado do carona passou das lanternas traseiras do carro da frente essa imagem vai aparecer no seu retrovisor, então só desvire o volante todo para o outro lado sem ficar contando voltinhas até que o carro alinhe com o meio fio. Pronto, com o carro parado na vaga só gire o volante para o outro lado para deixar as rodas retas.

 

Se a vaga for funda porque você está estacionando atrás de carro largo vai ter uma distância entre a quina da traseira do carro e o meio fio na imagem que aparece no seu retrovisor. Então, nessa hora como o carro já vai estar com as rodas todas voltadas para dentro, desvire o volante sem contar voltinhas até que as rodas fiquem retas, continue de ré até a imagem ideal se formar no retrovisor e aí sim, alinhe o carro na vaga.

 

MAS COMO SABER QUANDO AS RODAS ESTÃO RETAS?

 

Simples: toda a manobra é feita usando só pedais de embreagem e freio, acelerando pouca coisa só quando for necessário mesmo. Para saber se as rodas estão retas desvire o volante e deixe o carro ir pouquinha coisa para trás sempre olhando na imagem do retrovisor. Ficou torto ainda? Freia, acerta o volante mais um tequinho e anda mais um pouquinho até achar a posição ideal.

 

É isso que fazemos no dia a dia para estacionar em manobra de baliza. É isso que os examinadores querem ver. É por isso que na prova muita gente se ferra: porque o instrutor só ensinou a contar voltinhas no volante; se o aluno perde a contagem de voltinhas ele se perde, invalida a manobra, não sabe mais o que está fazendo. Mas se ele sabe os 3 pontos universais da baliza vai saber consertar o erro ainda no meio da manobra se guiando pela imagem dos retrovisores e pela imagem do ângulo que a quina da traseira do carro faz com o meio fio. Simples, né?

 

Com o treino e a repetição desses exercícios vocês se familiarizam com o volante e a posição das rodas sem ter que ficar perdido na contagem de girinhos ao volante que nem o instrutor ensinou.

 

Negociem com seus instrutores. Não se penalizem na aprendizagem da baliza. A manobra tem que ser significativa. Aprendeu essa técnica, estaciona em qualquer vaga em que caiba um carro.

 

Bons treinos, condutores!


Escrito por Márcia Pontes às 22h49
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27/05/2012


Direção defensiva: o que fazer quando tem óleo na pista?

Bom dia, condutores,

 

essa postagem foi sugestão da Carina, leitora do blog aqui pela plataforma UOL e na página oficial no Facebook. A dúvida da Carina é em como proceder para agir defensivamente quando tem óleo na pista. Primeiro, vamos identificar as origens do problema, ou seja, em quais condições o óleo pode ser derramado na pista? Depois, vamos assistir um vídeo que vai mostrar prá vocês as reais dificuldades quando se trafega numa pista com óleo e quais os cuidados que o motorista deve tomar para evitar acidentes.

 

O QUE CAUSA O VAZAMENTO DE ÓLEO NA PISTA?

 

Dependendo da quantidade de óleo derramada na pista as causas podem:

 

a) Acidentais: nos casos de acidente de trânsito em que o impacto da batida arrebenta o cárter (reservatório ou bujãozinho de óleo)

 

b) Derramamento de carga de óleo na via por conta de carga mal amarrada ou acondicionada (isso dá multa);

 

c) Falta de manutenção preventiva no veículo. Nestes casos, as causas do derramamento de óleo podem ser:


1. Motor que superaquece e funde, causando o rompimento das mangueiras de óleo;

 

2. Vazamento de muito tempo na junta do cárter (junta que veda as partes do bujãozinho de óleo embaixo do carro);

 

3. Vazamento de óleo do(s) amortecedor(es);

 

4. Vazamentos em retentores do motor (pecinhas com a finalidade de evitar vazamentos);

 

5. Vazamento nas mangueiras de óleo de freio (neste caso percebe-se a roda do carro melada de óleo ou poças na garagem);

 

6. Entupimento no sistema de respiro do motor;

 

7. Demora para trocar o óleo no período indicado: o óleo queimado acumula, fica mais espesso, causa borras e vazamentos;

 

Condutores, vejam as cenas desse filme: não é montagem. Embora o derramamento de óleo não tenha sido no Brasil, basta uma pesquisa rápida no Google para aparecer centenas de ocorrências de acidentes graves por conta de derramamento de óleo na pista. Independente da causa, o derramamento de óleo chega a ser pior do que a aquaplanagem porque quando se trata de poças de água na pista torna-se mais fácil recuperar o comando do carro porque a água não é viscosa nem densa como o óleo. Vamos ao vídeo:


 

DIREÇÃO DEFENSIVA: O QUE FAZER

 

Na prática, a presença de óleo na pista se assemelha ao que acontece na aquaplanagem: forma-se uma lâmina de líquido entre o pneu e o asfalto e faz com que os pneus percam o atrito e a aderência com o solo. No caso da água, ela preenche os sulcos dos pneus, fazem com que uma das rodas dianteiras recuperem a tração antes da outra e faça o motorista perder o controle do carro. Neste momento o carro fica bobo, solto, a direção fica molinha, levinha demais e sem controle.

 

No caso do óleo, por ser mais viscoso ele adere por mais tempo nos sulcos dos pneus e mesmo depois de ter passado da poça, ainda compromete a aderência dos pneus e potencializa o risco de acidentes.

 

1. Trafegando por uma pista ao ser surpreendido por uma poça de óleo não freie bruscamente: freie gradualmente antes de entrar na mancha ou poça de óleo, com firmeza, mas sem ser brusco. Nada de freadas súbitas atolando os pés no freio;

 

2. Depois de frear gradualmente diminua uma ou mais marchas antes de entrar na mancha ou poça de óleo para ajudar a baixar a velocidade do carro mais rápido e com segurança;

 

3. Nunca freie em cima de uma poça de óleo, pois o líquido é viscoso, vai entranhar nos sulcos dos pneus e eles vão perder o atrito com o solo; a lâmina de óleo que seforma entre o pneu e o asfalto vai fazer a direção ficar solta, sem controle e se frear as rodas vão travar, o carro vai jogar para o lado e ficar sem controle;

 

4. Caso você não tenha percebido antes a mancha ou poça de óleo e se for inevitável ter de passar por ela, mantenha-se na marcha e velocidade em que está e não pise em nenhum pedal. Lembre-se: se frear trava as rodas e o carro fica sem controle; se pisar na embreagem para baixar marcha o carro vai ficar mais solto e bobo ainda;

 

5. Quando estiver passando pelo óleo na pista não pise em nenhum pedal (essa manobra é segura porque o carro vai estar engrenado na marcha); jamais coloque em ponto morto em qualquer situação com o carro andando, ainda mais passando por uma poça de água ou óleo e mantenha as duas mãos firmes no volante tentando manter as rodas do carro retas na posição em que estava antes de entrar na poça de óleo;

 

6. se o carro jogar para o lado não tente ajeitar no volante porque ele não vai responder: o volante fica bobo, soltinho, sem resposta e girá-lo para qualquer um dos lados só vai fazer as rodas ficarem ainda mais soltas, com grandes chances do carro rodar na pista;

 

7. Avistando uma poça ou mancha de óleo antes de entrar nela, freie ainda na parte seca da pista, diminua uma ou mais marchas para tentar parar o carro e desviar do perigo. Ligue o pisca-alerta para avisar os motoristas de trás.

 

8. Se puder desviar da poça de óleo, melhor ainda, nem que isso te custe fazer um trajeto maior. Só quem já passou por isso sabe a sensação de impotência e de falta de domínio do carro.

 

Condutores, dirigir sóbrio, atento a tudo e sempre alerta faz toda a diferença nessas e em outras situações no trânsito.

 

Faça as manutenções preventivas do seu carro na data agendada ou informada pelo mecânico de sua confiança e mesmo que não entenda nada de mecânica, de vez em quando abra o capô, agache-se e procure por vazamentos embaixo do carro e nas rodas. Se tiver manchas de graxa nas rodas ou calotas isso é sinal de rolamento estourado e tem de trocar o mais rápido possível.

 

Se você constatar qualquer mancha de água ou óleo saindo do motor, mecânico urgente!

 

Direção defensiva é isso: cuidar bem do nosso carro para evitar riscos desnecessários e saber o que fazer para agir defensivamente nesses casos!

 


 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 12h20
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26/05/2012


Visão, missão e valores do Blog Aprendendo a Dirigir

Condutores,

 

O Blog Aprendendo a Dirigir é fruto do meu compromisso existencial com a direção defensiva, a qual adotei como um código de conduta que rege a minha forma de pensar, minhas crenças, meus costumes, comportamentos, atitudes e práticas no trânsito. A direção defensiva é uma filosofia que incorporei à minha vida e à tudo que faço no trânsito. É essa a minha luta diária, a mensagem que tento com todas as minhas forças levar ao maior número de pessoas onde quer que estejam por meio de um trabalho de Educação Para o Trânsito online (EPTon). Estudo muito, muitas horas por dia, para este trabalho sério, voluntário, de doação pessoal que passou a ter a minha dedicação quase que exclusiva.

 

Onde quer que tenha alguém com dificuldades para aprender a dirigir é onde quero chegar e poder ajudar.

 

Onde houver um motorista inseguro, com a imagem negativa de si próprio como motorista, é este que quero acolher emocionalmente e levar as dicas e postagens fundamentadas na aprendizagem significativa e na direção defensiva para evitar acidentes por imperícia; para ajudá-lo a construir sentidos acerca do trânsito, da direção defensiva e da aprendizagem de comportamentos seguros e éticos, ajudando a formar cidadãos para o trânsito.

 

Muito obrigada a todos os leitores do blog, a todos que mandam emails, fazem comentários, sugerem postagens e ajudam, com suas histórias de dificuldades e de superação, a construir este espaço de respeito à vida, de luta pela aprendizagem de comportamentos humanos e defensivos no trânsito. Conheçam a visão, a missão e os valores do Blog Aprendendo a Dirigir.

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 22h57
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25/05/2012


Dicas com vídeo para fazer a baliza com cones e não reprovar na prova prática

Condutores,

 

quem acompanha o blog Aprendendo a Dirigir sabe o que eu penso sobre o método de ensinar a fazer baliza contando voltinhas em volante, ou seja, simplesmente eu abomino essa prática de alguns instrutores porque ela não é significativa, é baseada em decoreba, em memorização, e portanto não ajuda o aluno a construir sentidos acerca da aprendizagem da baliza.

 

O que os instrutores precisam ensinar é quais são os pontos de referência universais da baliza para que o aluno aprenda de verdade, para que em qualquer vaga que ele encontre possa fazer uma baliza perfeita sem ter que ficar contando voltinhas porque além disso não funcionar não existe um instrutor no mundo que fique lá contando: "uma voltinha prá cá, outra prá lá" e muito menos instrutor "perdido" na contagem de voltas no volante. Então, porquê não ensinar os alunos a fazer baliza como eles próprios, os instrutores fazem?

 

Condutores, assistam esse vídeo com atenção e vão pausando ele nos trechos que vou comentar abaixo, ok? Assim vocês vão matar dois problemas com uma solução só: tornar a baliza significativa para estacionar em qualquer tipo de vaga, e passar na prova prática.


 

Então vamos às dicas, condutores!

 

1. Percebam que aos 0:32 segundos do filme o motorista alinha traseira com traseira;

 

2. Aos 0:49 segundos do filme o retrovisor do lado do carona já passou pelo pauzinho da baliza, o que significa que já é suficiente para encaixar a frente do carro na vaga sem bater no carro que está a frente, simbolizado por este pauzinho da baliza;

 

3. Aos 0:51 segundos do filme, a imagem não mostra, mas se o motorista olhar no espelho retrovisor externo do lado dele vai ver a imagem dos dois cones de trás. É nesse momento que ele já deve desvirar o volante todo e ir ajeitando o carro na vaga. É só olhar no retrovisor do carona e assim que o carro estiver alinhado, pronto. Tá feita a baliza sem subir na calçada ou sem derrubar cone.

 

Gostaram das dicas?

 

Tem muito instrutor que ensina a contar voltinha em volante que deveria ler essa postagem.

 

Nada de decoreba, nada de papelzinho anotando quantas voltinhas tem que dar: aprendizagem significativa, condutores! É isso que faz a diferença nas aulas, na prova prática e no dia a dia do trânsito. É isso que o examinador quer de vocês.

 

Agora peguem o carro e vão treinar para aperfeiçoar a manobra e não errar mais. Até a próxima, meus guerreiros!

 


Escrito por Márcia Pontes às 14h46
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Dirigir descalço dá multa? Em que condições dirigir descalço não oferece riscos à segurança?

 

 

 

Condutores,

 

quem é que que já não ficou em dúvida se dirigir descalço pode ou não pode? Se dá multa? E, principalmente, em que condições dirigir descalço não oferece riscos para uma direção segura?Bem, vejamos o que diz o art. 252 do CTB a esse respeito:

 

Art. 252. Dirigir o veículo:

IV - usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais;

Infração - média (4 pontos negativos na CNH)

Penalidade - multa (R$ 85, 12)

 

No Direito Brasileiro prevalece a exegese, ou seja, a interpretação de que tudo que a lei não proíbe é permitido. Quando o legislador fez o Código de Trânsito ele preocupou-se com o tipo de calçado adequado para dirigir que não comprometa a correta utilização dos pedais e a segurança do motorista, de seus passageiros e das outras pessoas que estão no trânsito em caso de acidente. A lei não diz nada sobre dirigir descalço, portanto, dirigir descalço pode, não dá multa. Mas não é por isso que nós, motoristas, temos que descuidar da segurança mesmo dirigindo descalços.

 

CUIDADOS AO DIRIGIR DESCALÇO

 

1. Evite dirigir descalça usando meias finas de seda, pois elas diminuem o atrito entre o pé e os pedais; os pés podem escorregar facilmente enquanto você dirige;

 

2. Se saiu da praia e vai dirigir descalço, lave e seque os pés para que a areia não atrapalhe os comandos de pedais e não diminuam o atrito dos pés;

 

3. Nunca deixe o chinelo ou outro calçado próximo aos pedais quando for dirigir descalço, pois eles podem escorregar para perto dos pedais e comprometer a segurança;

 

4. Dirigindo descalço, principalmente se depois vai calçar chinelos ou calçados que não prendam aos pés, os coloque no assoalho do banco de trás do carro para evitar ser mal interpretado pela autoridade de trânsito.

 

Por exemplo, se você dirige descalço e o chinelo está perto dos pedais a autoridade de trânsito pode interpretar que você estava dirigindo de chinelos e quando viu a blitz os tirou dos pés.

 

5. Nunca coloque os chinelos ou calçado em cima do painel, do banco do carona ou os deixem soltos dentro do carro. Colocar os calçados enquanto dirige descalço no assoalho do banco de trás faz com que na hora em que você estacionar o carro tenha de sair descalço, abrir a porta do carona, pegar os chinelos e depois calçar. Se tiver um guarda de trânsito por perto ele vai ver claramente que você estava dirigindo descalço, sem riscos de mal entendidos.

 

QUAL O CALÇADO IDEAL PARA DIRIGIR?

 

1) Independente do art. 252 o tipo de calçado ideal para dirigir é aquele de solado fino para melhorar a sensibilidade no contato entre pés e pedais, e que prenda atrás do calcanhar.

 

2) moleka: calçado ideal, preferido pela maioria dos recem habilitados

 

3) tênis: coisa mais gostosa do mundo é dirigir de tênis, ainda mais se é confortável nos pés e o solado não é muito duro ou grosso

 

QUE CALÇADOS EVITAR

 

1) evite as rasteirinhas sempre porque além de não serem presas ao calcanhar não costumam ter solado de borracha. Se for uma rasteirinha de solado emborrachado e presa atrás dos pés, tudo bem

 

2) evite tamancos e saltos plataforma porque os solados são de madeira, muito grossos e comprometem a sensibilidade dos pés e o atrito com os pedais

 

3) salto alto então, nem precisa dizer, né, condutoras? Mesmo que seja saltinho pequeno, de 5cm já está fora de cogitação. Segurança em primeiro lugar.

 

O resto é com vocês, condutores. Bom senso e segurança acima de qualquer lei.

Quando forem dirigir não pensem na multa, mas na segurança acima de tudo. Um acidente provocado por calçado que tire a segurança ao dirigir sai bem mais caro do que multa.

 

Direção defensiva como código de conduta do motorista sempre!


 

 

 




 


Escrito por Márcia Pontes às 11h27
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Placa do carro: números apagados ou nome da cidade que não confere com o que está no CRLV dá multa e guinchamento

Condutores,

 

hoje vamos falar sobre quem comprou o carro em outra cidade, fez o licenciamento certinho, mas não mudou o nome da cidade na placa. Isso porque o art. 237 do CTB determina que os dados da placa do veículo devem ser os mesmos que constam no Certificado de Registro de Licenciamento Veicular (CRLV), aquele documento verdinho que todo motorista tem que portar obrigatoriamente. Ou seja, o nome da cidade que está na placa deve conferir com o nome da cidade onde o carro é licenciado.

 


 

Vamos dizer que você mora em São Vicente (SP), no litoral paulista, e comprou um carro de uma pessoa que mora em Guarujá. Na hora de fazer a transferência e o licenciamento do veículo, por algum tipo de falha, muitos motoristas não são informados que tem de mudar o nome da cidade na placa. No entanto, se forem parados numa blitz de fiscalização o condutor será multado por infração grave, terá 5 pontos negativos na CNH e ainda fica sem rodar com o carro até trocar de placa, pois ele será retido para regularização. Ou seja, o motorista terá de pagar as multas, pagar o guincho e a diária do carro no pátio do trânsito até que enfrente uma correria danada para fazer uma placa nova com o nome da cidade aonde ele mora, ou seja, aonde o carro foi licenciado. Vejam o que diz o art. 237 do CTB:


Art. 237. Transitar com o veículo em desacordo com as especificações, e com falta de inscrição e simbologia necessárias à sua identificação, quando exigidas pela legislação:

Infração - grave; (5 pontos negativos na CNH)

Penalidade - multa; (R$ 127,69)

Medida administrativa - retenção do veículo para regularização.

 

Vamos evitar dores de cabeça desnecessárias, condutores e manter a documentação do carro em dia. Detalhe: placa com os números apagados que não permita a correta visualização das letras e números também dá a mesma multa e as mesmas dores de cabeça previstas no art. 237.

 

Vão lá, confiram a visibilidade da placa do carro e providenciem uma placa nova se os números estiverem apagados ou se o nome da cidade não corresponde ao que está no documento do carro.

Escrito por Márcia Pontes às 10h43
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23/05/2012


Cuidado com as campanhas de trânsito que circulam nas redes sociais: muitas são um desserviço à segurança

Condutores,

me refiro a um material que anda circulando pela internet disfarçado de campanha educativa de trânsito para o uso da seta, quando na verdade mostra:

 

1. motorista falando ao celular enquanto dirige

 

2. motoristas sem cinto de segurança

 

3. motoristas dirigindo sem uma das mãos

 

4. motoristas estressados, intolerantes, que manifestam agressividade no trânsito

 

Falo dessa suposta "campanha" aqui:

 

O trânsito precisa de pessoas mais educadas, tolerantes, éticas, que saibam respeitar o outro, que sejam mais tolerantes e gentis. Não dá para aceitar que um material que pretende ser uma campanha educativa de trânsito por um trânsito mais consciente tenha um baita palavrão em letras garrafais.

 

Sou naturalmente a favor da seta para tudo, pois é a única forma que temos de nos comunicar com os outros motoristas e demais usuários do trânsito, mas o que não se pode admitir é que a mesma "campanha" que pede respeito à seta mostre motoristas sem cinto de segurança, dirigindo com só uma das mãos, falando ao celular, gritando, se mostrando agressivos, mal educados.

 

Por favor, sei que a intenção do autor da postagem foi boa, mas deixou de observar outros itens de segurança e direção defensiva. Então, não reproduzam mais postagens que incentivem comportamentos inseguros no trânsito. Está aqui a indignação do Blog Aprendendo a Dirigir:

 

 

Trânsito mais consciente se faz incentivando práticas seguras no trânsito, começando por usar o cinto de segurança, dirigir com as duas mãos ao volante, não usando o celular enquanto dirige, sendo mais gentil e tolerante com os outros.

 

O Blog Aprendendo a Dirigir apóia e faz campanhas sérias, pela vida. Aí sim, podem contar conosco!

 

Aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes: ajudando a formar cidadãos para o trânsito!

 


Escrito por Márcia Pontes às 12h16
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JURAMENTO DO MOTORISTA DEFENSIVO: direção defensiva como código de conduta

 

Escrito por Márcia Pontes às 23h56
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22/05/2012


E quando for via de mão única, eu estaciono de que lado da calçada?

Bom dia, condutores!

 

Eis uma dúvida de todos, mas que só damos conta quando temos de estacionar numa via de mão única: de que lado estacionar? Direito (facilitando a saída do motorista) ou esquerdo (facilitando para o carona?). Mas como saber se uma via é mão única?

 

Bem condutores, para saber se a via é mão única temos de observar as placas de sinalização. Por exemplo, você está trafegando  por uma via e pretende entrar numa rua transversal seguindo o sentido de fluxo que determina as leis brasileiras de trânsito: o lado direito. É o que chamamos de mão francesa, ou seja, não importa se o motorista vai virar a direita ou a esquerda, ele estará sempre trafegando pelo lado direito da pista de rolamento e com o volante para o lado de fora da calçada. Isso é diferente nas ruas de mão inglesa, em que a sinalização permite trafegar pelo canto esquerdo da via (já fizemos postagem específica sobre isso aqui no blog). Nestes casos, se você pretende continuar trafegando para entrar numa rua e tem uma dessas duas placas aí embaixo, pode crer que é mão única para quem vem no sentido oposto ao seu, o que significa que se é contramão para você.

 

 

Outra sinalização específica de sentido de mão única é a placaR-24a, que indica o sentido de circulação da via ou pista. Viu uma dessas, é mão única na certa. Não confundir com as outras placas parecidas: a que estiver com a seta para cima indica que é sentido obrigatório e se a seta estiver inclinada indica passagem obrigatória para o lado que aponta a seta.


Mais uma sinalização que ajuda a saber se a pista é de mão única é a sinalização pintada no asfalto ou na pista de rolamento com qualquer outro tipo de revestimento.

Notem que as setas são no mesmo sentido de fluxo na via, sem divisória de pista e sinalização correspondente indicando o fluxo nos dois sentidos.

 

MAS DE QUE LADO ESTACIONAR EM VIAS DE MÃO ÚNICA?

 

Se não tiver placa de sinalização indicando que o estacionamento é proibido em um dos lados ou ao longo da via, pode estacionar de qualquer um dos lados. Vamos explicar direitinho com base no CTB e nas legislações complementares. Primeiro, o Anexo I do CTB define o que é a regulamentação da via:

 

"REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com circunscrição sobre a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias."

 

Diz o CTB que a implantação da sinalização nas vias é feita pelo órgão de trânsito com circunscrição sobre a via. Ou seja, em todovias federais são as autoridades federais que definem; nas rodovias estaduais são as autoridades estaduais de trânsito e nos municípios, principalmente, naqueles há municipalizados e integrados ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT) quem regulamenta, disciplina, fiscaliza e determina o tipo de sinalização é o município de acordo com as leis de trânsito e manuais de sinalização.

 

Isso significa que pode ser que num determinado município a autoridade de trânsito entenda que estacionar em determinado lado de uma via de mão única ofereça algum tipo de perigo ou risco de acidentes, daí sim, as autoridades de trânsito do município podem colocar uma placa de proibido estacionar ou proibido parar e estacionar delimitando o espaço de estacionamento. Caso contrário, não há nada no CTB que diga que em rua de mão única se deve estacionar do lado direito ou esquerdo. Agora vamos analisar o que diz o art. 29 do CTB:

 

"Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:

I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas; (vejam que se trata da circulação dos veículos e não de estacionamento, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas, ou seja, as ruas de mão inglesa).

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade; (neste caso, vamos imaginar que uma via de mão única tem mais de uma faixa ou pista. Neste caso, a faixa ou faixas da esquerda são destinadas a quem circula mais rápido, mas também não diz nada sobre estacionar, a menos que a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via vá lá coloque uma placa proibindo estacionar e determine isso).

 

Um artigo do CTB que costuma causar confusão na interpretação é o 48 e o 49:

 

Art. 48. Nas paradas, operações de carga ou descarga e nos estacionamentos, o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo, paralelo ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-fio), admitidas as exceções devidamente sinalizadas.

 

Analisando bem o artigo 48 entende-se que ele permite o estacionamento em qualquer um dos lados da via de mão única pois determinada que "o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo" e por se tratar de uma via de mão única o fluxo é um só, portanto se o motorista estacionar do lado direito ou esquerdo ele não estará infringindo o CTB. Outra prova de que pode estacionar tanto do lado esquerdo ou direito da via é o restante do que dispõe o art. 48: "paralelo ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-fio), admitidas as exceções devidamente sinalizadas." Numa via de sentido único ou mão única de qualquer dos lados que o motorista estacionar o carro ficará paralelo ao bordo da pista e junto à guia da calçada. O que não pode mesmo de jeito nenhum é estacionar na contramão.

 

Agora vejamos o art. 49 do CTB, que também costuma causar confusão na interpretação, mas que não tem nada a ver com o estacionamento em pista de mão única e vamos explicar porque.

 

        Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.

        Parágrafo único. O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.

 

Esse artigo também vale para quem estaciona em via de mão dupla, ou mesmo para quem estaciona debaixo de uma placa permitindo o estacionamento rotativo ou não. Aqui a preocupação do legislador que fez o CTB não foi em regulamentar ou indicar o lado da pista que se tem de estacionar, mas os cuidados que todo condutor e passageiro deve ter na hora de descer do carro. Isso porque independente do lado da rua que o condutor estacionar de acordo com o que a legislação permite muitos passageiros costumam descer do lado errado, abrindo as portas do carro bruscamente e saindo pelo lado da pista de rolamento, do fluxo de carros, expondo-se a acidentes. É neste sentido que o art. 49 dispõe sobre os cuidados que se deve ter ao descer do carro e não como referência para regulamentar estacionamento, pois mesmo em estacionamentos regulamentados os passageiros agem com imprudência e negligência saindo do carro pelo lado mais fácil e o mais perigoso.

 

E se um acidente for provocado em pista de mão única? De quem é a culpa? O mesmo vale para o estacionamento em qualquer lugar e para os cuidados que devemos tomar no trânsito: a culpa é de quem agiu errado. Essa é apenas uma das decisões dos Tribunais arbitrando e determinando sobre este assunto:

 

"Acidente de trânsito - Manobra para estacionamento - Via de mão única
“Age com culpa o condutor de veículo que, tendo avistado início de manobra visando estacionamento em via de mão única por outro veículo, não aguarda o término da manobra, dando causa à colisão.” (4ª Turma Recursal de Belo Horizonte - Rec. nº 281/02 - Rel. Juíza Selma Maria Marques de Souza - Julg. 22/04/02).Boletim nº56

 

Portanto, em via de mão única pode estacionar de qualquer um dos lados da calçada se não tiver placa de sinalização proibindo e seguindo o bom senso: se perceber, farejar algum risco de acidente de um lado estacione do outro e nunca coloque seu carro alinhado com o outro estacionado do outro lado para não estreitar a passagem do carro que está circulando na pista de rolamento. Isso também é direção defensiva!

 


Escrito por Márcia Pontes às 10h33
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19/05/2012


O segredo para seus treinos e aulas de direção darem certo!

Condutores,

 

apesar de todo trabalho com foco no acolhimento emocional, na aprendizagem significativa e no treino defensivo ainda recebo muitos emails de leitores do blog se queixando que alguma coisa deu errado. Hoje mesmo recebi um email de uma leitora que disse que estava seguindo as recomendações do blog para treinar com segurança: ela estava treinando meia embreagem, espelhos retrovisores e manobras de ré em frente de casa andando com o carro para trás e para frente. O marido viu e depois de debochar e fazer umas piadinhas insistiu que iria ensiná-la a dirigir no trânsito. Ela foi, o marido do lado e voltaram para casa a pé e o carro guinchado porque a um certo ponto ela o marido discutiram tanto que ela ficou nervosa e em vez de frear acelerou, o carro subiu o meio fio e parou num muro.

 

Vejam bem, condutores: todos nós temos dificuldades quando somos recem habilitados porque não temos prática ainda, dirigir mesmo nao sabemos, só sabemos fazer o carro andar e dirigir não é só saber o carro andar. Cada situação no trânsito é nova, requer e propõe uma aprendizagem diferente. Não se dirige bem do dia para a noite, não existe fórmula mágica a não treinar como a moça estava treinando seguindo as orientações do blog. O problema mesmo é quando queremos queimar etapas, quando queremos apressar as coisas. Imaginem um bolo que precisa de 1 hora de forno para ficar delicioso assando na temperatura e no tempo certo, mas alguém vai lá e coloca a temperatura no máximo para acelerar as coisas. Como resultado vamos ter um bolo queimado por fora, cru por dentro e intragável. Assim também é com o ato de dirigir: se apressar as coisas, se queimar etapas não funciona, não aprende.

 

O QUE APRENDEMOS NA AUTOESCOLA?

 

Na autoescola aprendemos o básico: aprendemos também a conhecer a legislação de trânsito, a saber o que pode e o que não pode fazer no espaço social e compartilhado do trânsito, aprendemos umas noções de mecânica para saber cuidar melhor dos itens básicos de segurança do carro (água, óleo, calibragem, etc.), regras de direção defensiva, mas sempre vai ser o básico. Quando saímos da autoescola não temos controle total sobre o carro ainda, não sabemos sequer dar uma ré direito, muito menos estacionar. Mas a culpa é de quem? Da autoescola? Não. E nem do aluno que está aprendendo porque a prática é uma coisa que vem com o tempo, praticando, dirigindo, repetindo infinitamente os movimentos. É assim que um motorista aprende a dirigir, é assim que os movimentos se automatizam e passamos a dirigir automática e naturalmente.

 

Mesmo que o processo de habilitação durasse 1 ano e o aprendiz de condutor ficasse tendo aulas esse tempo todo na autoescola ele não teria prática, podem acreditar. O processo de habilitação dura 1 ano e mesmo assim muita gente tem de refazer tudo de novo, não é verdade? Temos que aprender a não ter tantas expectativas em relação à autoescola, principalmente nossos amigos e parentes na hora de nos cobrarem uma prática que ainda não temos com palavras duras como: "O que foi que tu aprendeu na autoescola?", "Tem que voltar prá autoescola" ou coisas do tipo. Autoescola só ensina o básico: a prática vem depois, com os treinos, com a prática. Infelizmente é assim e não vai mudar, gente!

 

NÃO TENHO PACIÊNCIA PARA TREINAR

 

Condutores, vamos e convenhamos: a maioria não tem paciência para treinar, essa é a grande verdade! Todo mundo que pega a PPD já quer ir dirigir no trânsito de uma vez só e sem completo domínio do carro, se arriscando a acidentes como este da leitora do blog e como a tantos outros que acontecem diariamente por imperícia. E o pior: incentivados por motoristas que já dirigem a bastante tempo e para os quais o ato de dirigir é uma baba, facinho, mamãozinho com açúcar. mas lembre-se que nem sempre foi assim. O bom motoridsta de hoje já ralou muita calota, já subiu muito em meio fio, já fez muito estrago na lataria do carro até aprender.

 

Tem que ter paciência sim para treinar. Não adianta imprimir dicas do blog, decorar e achar que aprendeu. Sei que pareço um relógio de repetição, mas é assim mesmo, condutores! Vocês não podem ir para o trânsito sem controlar os pedais do carro senão o carro vai morrer em cruzamento, vai voltar na ladeira, vai subir no meio fio e parar num muro ou numa árvore. Não tentem apressar as coisas, por favor! Não queimem etapas porque dirigir não é brincadeira!

 

A SEQUÊNCIA CORRETA DOS TREINAMENTOS E DA APRENDIZAGEM DE DIRIGIR

 

1. Controlar os pedais do carro: tem que saber achar primeiro o ponto ideal de embreagem; tem que aprender a frear suave e gradualmente para o carro não dar socos; tem que aprender a acelerar constante, só encostando o pé no acelerador e fazendo o motor ganhar giro; tem que saber parar o carro sem ele morrer; tem que saber arrancar com o carro sem ele morrer ou dar socos; tem que saber andar com o carro bem devagarinho quase parando.

 

2. Completo controle dos retrovisores: condutores, o maior crime que um motorista iniciante faz contra si mesmo é pedir que o carona olhe os retrovisores para ele, pois cada um tem seu tempo de reação, tem sua visão e tempo de decisão no trânsito; além disso, o carona não tem a mesma visão do motorista. Para o carona "vai que dá", ainda mais se ele já tem prática em dirigir, para ummotorista iniciante o "vai que dá" é acidente na certa. Tem que dominar os retrovisores de dentro e de fora do carro primeiro: olhe a imagem dos carros na via aolho nu, depois pelo retrovisor de dentro, depois pelos retrovisores de fora e vocês vão entender o que estou falando, pois a mesma imagem vai aparecer 3 vezes diferente em questão de aproximação, ângulo da imagem, etc.

 

3. Controle do carro em marcha ré: na autoescola andamos com o carro só para frente, mas na vida real depois de habilitados temos de colocar o carro de ré, temos de manobrar, de controlar ele. E se você não aprendeu isso nem na autoescola então porque quer ir testar isso no trânsito de verdade? tem que treinar, tem que fazer isso antes em casa, numa rua calma, com tranquilidade, colocando caixas de papelão atrás para simbolizar os carros e outros obstáculos. Pelo menos, se bater vai ser numa caixa de papelão, sem riscos, sem perigo de acidente. Tem que aprender a olhar os retrovisores, gente!

 

3. Segurar o carro na ladeira: taí outro terrorzinho para muito motorista habilitado porque não tiveram a paciência de treinar antes em terreno plano. Isso mesmo: controle de carro em ladeira é controle de pedais e sem controle de pedais não tem carro que fique seguro numa ladeira de jeito nenhum. Mas muitos aprendizes e recem habilitados insistem... não... eles querem ir aprender no trânsito, por tentativa e erro, imaginando que na hora vai fazer isso ou aquilo e nunca isso dá certo, condutores! Tem que treinar controle de pedais antes, tem que ir pegando desde os pequenos desníveis da rua até a ladeira de verdade.

 

Esses são só alguns exemplos, condutores, de situações em que dá tudo errado porque a pessoa não tem paciência de treinar, de pegar o carro 15 minutinhos por dia e testar as dicas do blog. tem que ir lá, ligar o carro, pegar um trecho de rua calma, tranquila, sem buzina, sem tráfego, sem carona buzinando na orelha da gente com aqueles palpites e xingamentos que magoam. Sozinho sim, na frente de casa, com o carro quase parado, dominando o emocional. Se for pedir ajuda para alguém, escolha uma pessoa calma, que não grite, que não se irrite, que não xingue e não te deixe nervoso(a). 

 

Sem treino, condutores, não tem jeito. Vai viver ralando o carro o tempo todo porque insiste em aprender no trânsito de cara e isso não existe, isso não funciona. Dirigir é sério demais para tentativas e erros.

 

Treinem, treinem, pratiquem cada dia 15 minutos, no mínimo, e em menos de uma semana, se vocês ficarem em cima das dificuldades corrigindo e treinando certo os movimentos vão se automatizar. Sem treino, sem prática não se aprende a dirigir.

 

Nada de ficar admirando os outros que dirigem bem e tentar imitar sem prática. Dirigir exige e requer treinos. E é para isso que estamos aqui: para ajudar, para dar dicas personalizadas. O meu email taí, gente, na primeira página do blog e não me importo em ceder um tempo para atender e responder as dúvidas de quem quer realmente aprender a dirigir. Tem meu perfil no facebook, tem a comunidade Aprendendo a Dirigir no Orkut, o Grupo Aprendendo a Dirigir no Facebook, o Blog Aprendendo a Dirigir no facebook, tem o grupo do MSN, tem tudo aí: é só levar a sério, perguntar, pedir apoio emocional que a gente está aí para isso. Mas nada disso vai adiantar se não pegar o carro e não treinar, não praticar.

 

Segue uns vídeos que fiz para dar uma força bacana prá todos! Eu não posso dirigir por vocês, condutores. Não posso fazer a prova por vocês. Infelizmente, estou muito longe de cada um de vocês para ajudar, para treinar junto, para sentar no lado de vocês e mostrar o quanto fica fácil quando a gente treina com calma e se concentrando nos objetivos. Mas eu posso acolher emocionalmente, eu posso apoiar, eu posso incentivar. Eu posso tentar ajudá-los com exercícios práticos, com dicas de treino seguro e sem riscos, posso tentar ajudá-los a descobrir dentro de si mesmos o prazer e a paixão de dirigir com responsabilidade e segurança. Contem comigo sempre!


 

E tem mais esse:

 

 

E esse outro:

 

Escrito por Márcia Pontes às 15h45
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18/05/2012


Mudar comportamentos no trânsito é a única saída para evitar acidentes. Como fazê-lo? É possível?

A sociedade do século XXI, virtual e motorizada, parece ter compreendido e construído um discurso de consenso em torno dos acidentes de trânsito: tem que mudar comportamentos senão não adianta! Por outro lado, a Psicologia afirma que mudar comportamentos é possível desde que os estímulos sejam adequados a aprendizagem desses novos comportamentos. Mas... leva tempo. Não se muda de comportamento assim da noite para o dia. O que pode parecer desanimador para nós, educadores de trânsito e pessoas engajadas nessa causa que é a luta diária no enfrentamento dos principais problemas relacionados ao trânsito, à circulação e mobilidade urbana, é uma luz no fim do túnel. Surge como uma possibilidade, uma vida efetiva de mudança, mas também um desafio maior ainda, que exige ainda mais paciência, afinal, não é tão fácil assim mudar comportamentos, mas é possível.

 

A gente fica se perguntando como mudar comportamentos no trânsito quando as ruas não tem mais para onde crescer e a estrutura arquitetônica urbana não tem mais como ser modificada, mas incentivam-se a compra de mais carros. Aumenta a quantidade de veículos nas ruas, as pessoas se estressam, se irritam mais facilmente, as dificuldades aumentam para todos que estão no trânsito e é onde mais acidentes são provocados.

 

Penso que a mudança de comportamento começa de cima, então, como mudar o comportamento do governo que baixa as alíquotas e percentuais de impostos facilitando a venda de carros pelas montadoras e concessionárias sem se preocupar com a estrutura e a segurança da malha viária no país? 

 

Como mudar o comportamento das concessionárias de veículos cujo foco está em vender cada vez mais carros sem se engajarem em campanhas de segurança e mudança de comportamentos no trânsito como parte de sua responsabilidade social?

 

Como mudar os comportamentos dos gestores de trânsito nas cidades, que assistem inertes centenas de pessoas se envolvendo em acidentes e atropelamentos sem mover uma palha para tratar o assunto no âmbito de sua responsabilidade objetiva? Sem investir em campanhas educativas preventivas para orientar e informar a população?

 

E o comportamento de motoristas já habilitados, como mudá-lo para que passem a sinalizar todas as manobras no trânsito, para que não bebam e dirijam, para que não façam ultrapassagens em locais proibidos, para que respeitem mais a vida no trânsito acima de tudo?

 

Como mudar o comportamento dos pedestres para que atravessem na faixa de segurança, para que não saiam correndo irresponsável e perigosamente na frente dos carros tentando driblá-los e correndo o risco de perder a vida em alguns segundos de malabarismo no trânsito?

 

Como mudar o comportamento do jovem condutor que está na faixa das estatísticas (18 a 29 anos) e que mais morre no trânsito? Como mudar o comportamento de beber e dirigir, de fazer racha, cavalo de pau, de pisar fundo no acelerador? Como fazê-los entender que o som alto aumenta a sensação de isolamento no trânsito, que o cinto de segurança salva vidas e que empinar motos é uma imprudência que pode lhe custar a própria vida e dos outros?

 

Como mudar o jeitinho brasileiro de achar que existe saída para tudo? De achar (e quem vive achando só se perde) que pode estacionar na vaga do deficiente ou idoso porque não dá nada? Como mudar o comportamento de motoristas que estacionam em vagas proibidas, na frente de garagens, que fazem manobras arriscadas e proibidas no trânsito em troca de alguns metros a menos até o próximo retorno permitido?

 

 Cada um no âmbito de sua atuação, daquilo que acredita e defende em razão direta da visão que tem do trânsito tem procurado fazer a sua parte: a turma dos ciclistas defende e estimula o uso da bike como principal meio de transporte, mas os bikers estão entre as principais vítimas da falta de sinalização adequada, da falta de espaços seguros e bem planejados para ciclovias e ciclofaixas, vítimas da falta de paciência, desrespeito e imprudência de muitos motoristas.

 

Aquele motorista que fica nervoso, dá socos no volante, xinga, buzina, que reclama dos engarrafamentos diários é o mesmo que se recusa a viver sem o carro: o carro fica na oficina uma semana e parece que o ser humano que o dirige perdeu a própria identidade; parece que o mundo vai acabar.

 

Então, senhores educadores de trânsito, autoridades, motoristas, técnicos em engenharia de tráfego, essa é a realidade que temos no Brasil: as estatísticas aumentam a cada dia, mais pessoas mortas, mutiladas, sequeladas, inválidas como consequência de acidentes de trânsito. Percam a ilusão de que a resolução para esses problemas está nas mãos dos gestores de trânsito, na instalação de mais semáforos, da construção de passarelas e túneis porque se não mudar comportamentos nada disso resolverá o problema: os motoristas continuarão furando os sinais de semáforo, os pedestres continuarão atravessando fora das passarelas e túneis assim como atravessam fora da faixa de pedestres. Percam a ilusão de que tudo vai se ajeitar, porque as cidades não tem mais para onde crescer; porque diariamente aumenta o número de carros nas ruas; porque não existem soluções milagrosas e a única saída que temos é a mudança de comportamentos. Mas isso, também não acontece da água para o vinho.

 

Comportamento no trânsito se muda e se aprende quando existe vontade de mudar, quando as ações são sistêmicas, quando toda a sociedade se envolve, se engaja, assume esse compromisso e participa. O comportamento humano no trânsito só muda quando existe intencionalidade. Cada pessoa age no trânsito como age na vida e o modo como agimos é influenciado, é resultado de todas nossas aprendizagens ao longo da vida. É influenciado pela nossa visão de mundo, pelas crenças, pelo modo de pensar que orienta nossas atitudes. É resultado do que aprendemos ou deixamos de aprender com nossas vivências e experiência ao longo de nosso processo de construção como seres humanos e como cidadãos.

 

Uma coisa é líquida e certa: ou se muda o comportamento humano no trânsito ou a situação tende a ficar mais caótica ainda, fora de controle. Os custos sociais gerais dos acidentes de trânsito tendem a ser maiores ainda, e não falo só dos custos do conserto do carro, mas do custo social de uma criança que vai crescer sem os pais mortos em acidentes em trânsito. Falo do custo social de uma família que tem de cuidar para o resto da vida de um motorista que ficou sequelado, inválido, em estado vegetativo em acidente de trânsito. Falo do custo social dos resgates, do atendimento hospitalar, das indenizações, dos custos previdenciários, dos custos de reabilitação, da perda do emprego e da falta de sustento. Falo do custo social de comportamentos agressivos no trânsito.

 

Esse é o nosso desafio, senhores educadores de trânsito. Esse é o nosso desafio, sociedade: articular as ações preventivas e educativas de Educação Para o Trânsito; mobilizar os intelectuais, os políticos, os legisladores, as cabeças pensantes desse país para que as ações sejam integradas, coordenadas, com foco na mudança de comportamento humano no trânsito. É certo que a mudança é individual, começa pelo motorista, pelo pedestre, por todos que fazem o trânsito. É certo que a mudança é lenta, mesmo porque uma cultura em relação ao trânsito ou em relação ao “nosso jeito de fazer as coisas por aqui” não se muda assim tão rápido. Mas por maiores que sejam os desafios, não podemos desanimar. Não podemos esmorecer. A realidade do trânsito no Brasil e no mundo não é novidade para ninguém. Sabemos o que precisa ser feito. Daqui para frente vai depender do tipo de estímulos para que a mudança de comportamento seja provocada. Vai depender do modo como a sociedade vai se engajar, se mobilizar e começar a mudança.

 

A mudança de comportamentos no trânsito começa por nós, motoristas! O modo como vamos administrar o nosso estresse, a nossa inquietação, a nossa agressividade no trânsito; o modo como nos tornamos mais gentis, mais tolerantes, menos apressados, mais humanos no trânsito, mais civilizados, mais éticos e mais cidadãos é o que vai provocar a mudança de comportamentos que tanto se espera.


Escrito por Márcia Pontes às 13h05
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Memorização e aprendizagem significativa: porquê a baliza é o terror dos motoristas?

Condutores, desculpem a falta de cerimônia na resposta, mas a baliza costuma ser o terror de todo motorista por dois motivos: a aprendizagem desta manobra nas autoescolas não costuma ser significativa e o aluno ou motorista não tem paciência para praticar. Há 4 anos escrevendo o Blog Aprendendo a Dirigir como parte de um trabalho de Educação Para o Trânsito Online (EPTon) uma de minhas maiores preocupações é com a aprendizagem significativa. Em parte por minha formação em Educação, em parte pelo compromisso com o acolhimento emocional do aluno já na fase de autoescola, e pelo modo como os instrutores ensinam a baliza, ou seja, memorizando, decorando. A aprendizagem e a reação dos alunos neste processo e aprendizagem de um fundamento tão importante do ato de dirigir que não merecia ser tratado com tamanho tradicionalismo que remonta ao tempo das cavernas da didática.

 

Vejamos, basta perguntar para qualquer aluno de autoescola ou motorista habilitado que já reprovou numa prova prática de direção qual o motivo e quase todos dirão: "baliza!". Na lida diária com as histórias de vida de condutores em processo de habilitação ou condutores habilitados que não dirigem por medo, ansiedade ou insegurança a "danada" da baliza tem sido a mais citada entre as dificuldades. Mas o que uma simples prova prática de direção tem a ver com a Educação Para o Trânsito? Tudo, condutores. Tudo a ver. Primeiro, que estamos tratando de Centros de Formação de Condutores, que tem a missão de formar motoristas; estamos tratando de instrutores de trânsito (professores) que vão ensinar pessoas a dirigir (alunos). Então, automaticamente, estamos tratando o processo de ensino e aprendizagem, de didática, de intencionalidade para aprender, de atividades e aprendizagem (quando interessam ao aluno) ou atividades de ensino (quando só interessam ao professor). E a baliza, como vem sendo ensinada vem se configurando, infelizmente, numa atividade de ensino e não de aprendizagem. Não adianta ensinar baliza do modo mais fácil só para passar na prova, tem que ensinar baliza como uma manobra significativa que o aluno vai saber fazer no dia a dia.

 

Os relatos, os comentários,  postagens, pedidos de dicas e macetes para não errar mais a manobra da baliza tem sido em torno do não compreender o passo a passo, os pontos de referência da manobra. O instrutor ensina que deve-se emparelhar traseira com traseira dos carros e alguns, inclusive, pedem para que o aluno anote num pedacinho de papel para decorar quantas voltas tem que dar no volante para encaixar o carro na vaga. Mas, para dirigir no cotidiano o motorista decora ou tem de saber o que está fazendo? Qual é o motorista que puxa papelzinho de decoreba para colocar o carro na vaga?

 

Eis aí a grande diferença entre a aprendizagem significativa da baliza e o decoreba que não leva a nada e só confunde o aluno. Fico pensando se o instrutor explicasse que o segredo da baliza está no ângulo que se forma entre a quina da traseira do carro e o meio fio, e se ele mostrasse isso ao aluno durante as aulas e treinos não ficaria mais fácil de entender, de aprender, de tornar significativo! Fico pensando que, se o instrutor mostrasse ao aluno que quando os dois cones de trás aparecerem na imagem do retrovisor do motorista é a hora dele ajeitar o carro na vaga não daria mais sentido à aprendizagem dessa manobra! Ou se mostrassem aos alunos, no espelho retrovisor, que na hora em que o emblema do fabricante do carro, que fica no meio do capô do carro de trás, aparecer para mais da metade do espelho retrovisor do aluno é hora de ajeitar o carro na vaga. Isso não construiria realmente sentidos sobre esta manobra tão importante no trânsito?

 

O que questiono aqui, condutores, instrutores e gestores de autoescolas, é se todos não deveríamos nos questionar se o que é ensinado nas aulas de direção está mesmo despertando a motivação e a intencionalidade do aluno em aprender e, principalmente, se está se tornando significativo para o aluno. Questionar se as atividades estão sendo de aprendizagem (de interesse do aluno) ou atividades de ensino (de interesse do instrutor), pois todas as teorias sérias de aprendizagem já constataram, demonstraram e provaram que a memorização, o decoreba, não funcionam e o aluno não aprende se o modo de ensinar e a aprendizagem não forem significativos. Ou seja, se não fizer sentido.

 

Uma prova de que aprender a baliza memorizando e contando voltinhas ao volante não funciona é que durante a prova prática o aluno fica nervoso, dá o famoso "branco" e ele se perde na manobra porque não conseguiu memorizar direito. Mas se ele aprende, constrói conhecimentos significativos sobre a manobra isso não acontece porque se confundiu na quantidade de voltinhas ao volante. Quando o aluno sabe o princípio da baliza, quando conhece os pontos de referência universais para este tipo de manobra, ele não terá dificuldades para fazer a prova prática, tampouco para estacionar em qualquer tipo de vaga que caiba um carro. Com a prática, fazendo a coisa certa, as dificuldades serão menores.

 

É este o ponto em que quero chegar: a aprendizagem, seja ela qual for, na escola ou na autoescola, só faz sentido se for significativa para o aluno, se ele construir sentidos a respeito da manobra da baliza e do ato de dirigir como um todo. Ora, os métodos clássicos e tradicionalistas de ensino já estão em desuso já muito tempo. Prevalece a valorização do conhecimento que o aluno traz de suas vivências em sociedade, a aprendizagem significativa, a afetividade na relação entre professor e aluno, a mediação tão importante de que fala Vygotsky, o que também se aplica a aprendizagem veicular, ainda mais numa perspectiva de formação de condutores. E para lembrar Paulo Freire, o aluno não é um receptáculo de informações a serem preenchidas pela memorização, tampouco aprender é transferir aquilo que o professor sabe para o aluno que não sabe.  Aprender (e aprender a dirigir) é construir conhecimentos, é construir sentidos acerca da aprendizagem. Neste ponto, cabe uma reflexão pertinente acerca da formação e da especialização dos instrutores de trânsito que, querendo ou não, são os professores que ensinam seus alunos a dirigir.

 

Mais do que nunca, na década das ações de educação para o trânsito (2011-2020), em correspondência às atribuições dos CFC´s, que é formar condutores, e na perspectiva de educar para o trânsito, cabe a reflexão acerca do modo como os instrutores/professores estão ensinando seus alunos a dirigir. O modo como ensinam a manobra da baliza pode ser um indicativo de como estão ensinando ou formando os novos motoristas, essa geração carregada de esperanças por parte da sociedade de que façam a diferença no trânsito. Em analogia, assim como a educação, a formação e a especialização precisa ser permanente em todos os setores da sociedade. Não deve ser diferente do tipo de ensino ministrado pelas autoescolas. Os instrutores de direção precisam aprender a ensinar e os alunos precisam aprender a aprender significativamente e permanentemente. Principalmente, quando a sociedade espera tanto da Educação Para o Trânsito e dos novos motoristas neste início de século.

Escrito por Márcia Pontes às 12h55
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15/05/2012


Saindo de vaga de ré em ruas movimentadas

Condutores,

 

ultimamente venho recebendo postagens e emails de condutores recem habilitados que estão se batendo literalmente com essa dificuldade. Pequenos acidentes que são provocados, em parte por imperícia de quem ainda está aprendendo a dirigir, em parte pela pressa, falta de paciência e afobação dos motoristas experientes que não esperam um pouquinho até o outro fazer a manobra. Vamos ver na foto a visão que se tem da aproximação de um carro que iniciou a fazer essa manobra:

 

 

Digamos que você está se aproximando de um local em que tem um motorista saindo daqueles estacionamentos permitidos em diagonal na calçada, então a imagem que terá de dentro do carro é essa! Não si como tem motoristas que vendo uma imagem assim ainda continua acelerando ou mantendo a velocidade. Uns podem dizer: ah, mas eu não vi o cara manobrando. Mas, ora, quando trafegamos em ruas assim, com esses estacionamentos de vaga em diagonal, já temos de estar alertas, preparados, antenados de que uma hora pode ter um motorista manobrando para sair. Ou seja, nos anteciparmos a eventual necessidade de parar para o outro terminar a manobra dele e sair, e fazer isso com segurança, dando uns toquinhos de aviso antes no freio para alertar o motorista de trás. medo de colisão traseira não justifica uma colisão dianteira, lembrem-se disso, condutores!

 

QUANDO VOCÊ É O MOTORISTA QUE TRAFEGA PELA RUA

 

Se você vem trafegando por uma rua movimentada com vagas diagonais para estacionamento fique alerta. Você já deve ter em mente que em algum momento um motorista pode estar tentando sair de uma vaga de ré, então coloque-se no lugar dele: vagasem diagonal dificultam a visibilidade dos retrovisores. A saída tem que ser lenta, devagar, cautelosa. Você ia gostar de ficar entalado numa vaga dessas até um bendito te dar a vez? Como ia se sentir? Feliz, né? Ita até agradecer com dois toquinhos na buzina, não ia? Então quebre essa para o colega que está manobrando: seja gentil, espere um pouquinho até o cara sair em segurança e tenha certeza que alguém vai fazer isso por você quando mais precisar.

 

"Ah, mas a preferência é minha!" Condutores, preferência não é direito adquirido, é apenas preferência, presunção de direito de passagem, o que não significa que só porque apreferência é sua você prossiga sabendo que vai causar um acidente. É preciso ter bom senso, gente! Custa ceder a preferência por alguns segundos? Não dá nem um minuto! E evita-se dores de cabeça, discussões, bate-boca e desgastes típicos de um acidente deste tipo.

 

Geralmente o outro motorista que está fazendo este tipo de manobra está alerta, mas ansioso, inseguro, principalmente se for motorista iniciante. Então, quando for ceder a vez e esperar que ele termine a manobra sinalize de alguma forma, com duas piscadinhas rápidas de farol ou mesmo uma buzinadinha rápida.

 

SE VOCÊ FOR O MOTORISTA QUE ESTÁ SAINDO DA VAGA

 

Se for você quem estiver saindo da vaga é ter cautela redobrada para evitar acidentes por conta de motoristas apressadinhos.

 

1. Sinalize tudo, dê seta e se a seta desarmar, ligue-a de novo

 

2. este tipo de saída de vaga é cascudo mesmo: os retrovisores de fora estão "mortos", sem imagem nenhuma de quem vem trafegando pela via; pode passar uma criança, um ciclista, um pedestre, um idoso por trás do seu carro, então, tudo na manha, na calma e na tranquilidade. Não adianta ter pressa nessa hora!

 

3. Todo o comando de posicionamento do carro para a saída da vaga é feito só em embreagem e freio, achando aquele ponto em que o carro quer entrar em movimento. Pisando mais na embreagem o movimento do carro é lento, soltando mais a embreagem o carro se movimenta mais rápido;

 

4. Se tiver carros do lado, dê ré e aproxime ao máximo a quina do capô do seu carro da lateral desses carros só defendendo para não bater. Isso vai fazer com que melhore a imagem no retrovisor e o carro saia com melhor aproveitamento de espaço, sem ir com a traseira inteira para a rua e dando a impressão que precisa da pista toda para manobrar

 

5. Saída deste tipo de vaga é negociação com o outro motorista: se ele deixar você vai, se ele não deixa espera! Mas espera mesmo, o tempo que for preciso. Não adianta ter pressa nessa hora que só dá tudo errado, tem que esperar e acabou. Quem está atrapalhando o trânsito é quem não dá a vez, não espera, não facilita a manobra para o outro!

 

6. tente treinar em casa antes os movimentos de volante, sempre olhando nos retrovisores para não ralar na lateral dos outros carros estacionados e para não atropelar os pedestres que passarem por trás do seu carro.

 

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

 

1. Fique calmo, ligue o pisca-alerta e não bata boca, não fique discutindo no meio da rua

 

2. Chame a guarda de trânsito para fazer o registro do acidente, mas saiba que em casos de acidentes com danos materiais leves os agentes de trânsito não são obrigados a vir

 

3. Tente negociar com o outro motorista, vão juntos ao Depto de Trânsito, façam o laudo e assinem o documento

 

4. Anote todos os dados, nome, documentos do carro, placa, RENAVAM, chassi, nome do condutor e nome do dono do carro e vá sozinho à guarda de trânsito registrar o boletim de ocorrência do acidente

 

5. Não pague nada nem fique discutindo valores de prejuízo no meio da rua porque isso só deixa o trânsito pior. Só quem sabe fazerorçamento é oficina, então troquem telefones e endereços. Para não ser enganado, se o outro motorista te der o celular dele ligue na hora, dali mesmo, para ver se chama e se o telefone é mesmo dele. Faça, pelo menos, 3 orçamentos do prejuízo

 

6. Se você e o outro motorista não se entenderem, entre no Juizado de Pequenas Causas e aguarde o julgamento pela Justiça, mas saiba que é um desgaste tremendo esperar por audiência de conciliação, essas coisas...E isso também não é garantia de que o outro seja culpado ou vá pagar os prejuízos (infelizmente é assim que funciona).

 

7. Se você tem seguro e foi o culpado, acione o seguro. Se o outro tem seguro e foi culpado ele que acione o seguro dele. Se o outro não tem seguro e foi culpado, negocie para que ele pague a franquia do seu seguro. Enfim, negocie, negocie, negocie...

 

Nessa hora a calma é tudo e negociar, se entender, é a melhor coisa. Bom mesmo é evitar acidentes, mas sempre tem um que provoca o acidente, e aí é necessário mais calma ainda.

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 11h16
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Evite acidentes por imperícia: exercícios para ter total controle do carro nas saídas, reduzidas e paradas

Condutores,

 

um dos maiores medos ou insegurança de motoristas que estão (re)começando a dirigir é não conseguir sair com o carro, deixá-lo morrer num cruzamento ou não conseguir pará-lo a tempo. Já quando conseguem ter domínio sobre o carro todas aquelas sensações ruins desaparecem e passa-se a dirigir tranquilo, com segurança e com a certeza de que tem completo domínio sobre o carro. Então, vamos apresentar essa postagem 3 em 1 para vocês irem treinando, praticando. Lembrem-se: decorar a postagem achando que é a coisa mais fácil do mundo e depois ir "aprender" ou "testar" direto no trânsito não funciona! Tem que ler, imprimir, ir para dentro do carro e treinar seguindo o passo a passo, repetir os movimentos exaustivamente até aperfeiçoá-los. Aí sim o medo vai embora.

 

SAINDO TRANQUILAMENTE COM O CARRO

 

Uma das principais queixas ou dificuldades do motorista iniciante é sair com o carro porque ele morre ou soqueia. Isso acontece porque o motorista ainda não pegou a manha dos pedais, ainda não se entendeu com a meia embreagem. Vamos à sequência correta:

 

1. Entra no carro, ajusta os retrovisores (principalmente se outra pessoa o dirigiu antes) e os bancos

 

2. Verifica se o carro está em ponto morto e com o freio de mão puxado. Se estiver engrenado, pise na embreagem e coloque em ponto morto

 

3. Coloque o cinto de segurança e exija isso de todos os seus passageiros

 

4. Ligue o carro sem pisar em nenhum pedal, posicione os pés na posição de meia embreagem, pise na embreagem até o fundo, passe a primeira marcha ou a marcha ré e em seguida pise no freio para segurar a posição. Nas saídas de ré de garagem, saia em embreagem e freio, bem devagarinho.

 

Se você vai sair com o carro e a rua está livre, é reta, assim que passou a marcha mantenha o pé no freio e vá trazendo o pé da embreagem mais ou menos a meio pedal. Levanta um pouquinho o pé do freio até achar na embreagem a posição em que o carro quer começar a entrar em movimento. Se quiser parar o carro para esperar alguém ou se tiver carro na frente, pise no freio e "guarde" a posição no pé de embreagem. Na hora de sair levante o pé do freio e o carro começará a se movimentar bem lentamente. Em seguida comece a acelerar e tire de vez o pé da embreagem. Sacaram o macete? o carro começa a entrar em movimento ainda com o pé na embreagem, aí você acelera primeiro bem devagarinho e constante e só depois solta o pé.

 

Na verdade, o pé da embreagem já estará no limite entre o carro morrer e não morrer sem dar socos ou solavancos. O movimento é lento para sair com segurança, mas mesmo assim o pé não fica descansando em cima do pedal de embreagem e pode-se sair com segurança e tranquilidade. Detalhe: sempre sinalizando tudo e conferindo os retrovisores.

 

PARANDO O CARRO COM SEGURANÇA E TRANQUILIDADE

 

Condutores, parar o carro, para muitas pessoas é um tormento. Primeiro, tem aquela coisa que os psicólogos chamam de animismo, ou seja, pensarmos que o carro é que está no controle, que ele tem vida, que ele comanda e o motorista fica ali, de refém pensando "como é que eu vou parar essa coisa!".

 

Digamos que você vem a 60km/h em 4ª marcha e lá na frente vai precisar parar numa sinaleira, ok? Se a distância for grande entre o seu carro e os outros use o freio motor, ou seja, você tira o pé do acelerador e o carro vai perdendo velocidade sozinho porque você parou de acelerar. Daí vocês me perguntam: mas não é perigoso deixar o carro indo sozinho sem pisar em nenhum pedal? E eu respondo: não! e vou explicar porque. Na verdade, o carro não está andando sozinho:

 

1. porque a marcha está engrenada e o carro não fica bobo, solto;

 

2. O freio motor é uma manobra segura, exige menos do sistema de freios e evita as freadas a tôa, além de ser por pequenos trechos, pois se ficar sem acelerar muito tempo o carro perde velocidade até parar de vez e morrer se não pisarmos no freio e embreagem

 

3. lembre-se que você está no comando, segurando o volante e guiando a frente do carro; portanto, ele não tem vida própria. Entenda que você está no controle.

 

Usando o freio motor ou freando gradualmente, aos poucos, neste exemplo em que o carro roda a 60km/h em 4ª marcha e tem de parar na sinaleira ou semáforo, a ideia é baixar a velocidade para uns 40 ou 30 km/h, passar a 2ª marcha e deixar o carro indo devagarinho até pará-lo pisando primeiro no freio e depois na embreagem. Vejam, condutores, para reduzir não precisamos ficar passando marcha por marcha: basta que derrubemos a velocidade do carro para dentro da faixa de velocidade indicada para cada marcha e pular uma ou duas. Mas só para reduzir! Para aumentar marchas tem que passar uma por uma sim.

 

Um exercício bacana é pegar uma rua calma, tranquila e retona, sem aquela pressão de ônibus, caminhões e outros carros atrás de você, sem buzinadas, sem movimento. Escollha um trecho grande para percorrer: treine as saídas com o carro e quando ele estiver andando (pode ser em 2ª marcha mesmo) escolha um ponto aleatório, imaginário, onde terá de parar o carro. Estabeleça essa meta prá você mesmo e treine as paradas com freio motor (tirando o pé do acelerador até o carro perder velocidade) e freando gradual.

 

Treine bastando isso nas paradas totais do carro: fazer o carro perder velocidade usando o freio motor ou pisando gradualmente no freio, mas mesmo que use o freio motor tem que pisar no freio primeiro para parar o carro de vez e depois pisar na embreagem senão ele morre. Vai parar o carro? pisa no freio e depois pisa na embreagem. Se vai parar o carro de vez é pisar no freio gradual e embreagem até o fundo; se vai parar o carro, mas deixar ele naquele movimento de quase parando, andando bem lentinho, aí pisa primeiro no freio gradualmente e embreagem um pouco mais para cima, a meio pedal mais ou menos. Se o carro anda um pouquinho mais do que você quer, pise na embreagem que a velocidade vai diminuindo (isso em 2ª marcha ou em 1ª marcha). Se quer que o carro ande mais rapidinho dentro da faixa de 0 a 20km/h solte mais o pedal de embreagem.

 

MUITO IMPORTANTE: nunca reduza para a primeira marcha com o carro em movimento porque vai arranhar a alavanca, forçar o câmbio, fazer um barulhão danado e o carro corcovia. Todo manual do carro, independente do modelo, marca, ano, etc... já traz avisado: so passe a primeira marcha com o carro PARADO. E podemos usar isso nos exercícios também: tá de segunda marcha entre 20 e 40 km/h (essa é a média de velocidade para carros 1.0 na 2ª marcha)? Pisa no freio, reduz a velocidade e pisa na embreagem para o carro não morrer. Quando o ponteiro do velocímetro estiver quase zerando, entre 3 e 5 km/h, aí sim, passe a 1ª marcha se não quiser parar o carro de vez.

 

MAIS EXERCÍCIOS PARA O CONTROLE DO CARRO

 

Condutores, ninguém aqui falou em ladeira, mas saibam que treinar bastante, exaustivamente esses comandos e obter completo domínio do carro é um dos princípios para controlar o carro na ladeira. Isso mesmo! Esses exercícios aí de cima são treinamentos dos fundamentos usados para parar e segurar o carro na ladeira. Como eu sempre digo: treino de ladeira começa no terreno plano, reto, sem aclives. 

 

Treinando o controle de parada do carro você conseguirá colocá-lo em movimento com tranquilidade, diminuir a velocidade para andar devagarinho sem o carro parar de vez e obter o comando de paradas sem o carro morrer. É isso que nos é exigido num controle de meia embreagem em ladeira ou mesmo no controle em comandos de embreagem e acelerador em ladeiras. Sem antes dominar esses princípios aí que expliquei prá vocês e ilustrei com exercícios nem pensa em pegar ladeira que não vai dar coisa boa.

 

Quem trabalha com costura, em fábricas, sabe que é melhor fazer tudo bem feito da primeira vez, devagar, com calma, aperfeiçoando e fir ficando rápido aos poucos para evitar retrabalho e prejuízos: ou seja, evitar que dê errado, que estrague alguma coisa e evitar ter de fazer uma coisa duas vezes. Então, vamos treinar para fazer bem feito nas primeiras vezes e sair dirigindo seguro no trânsito, sem expor a si mesmo e aos outros em risco.

 

Treino, treino, treino e mais treino. Só ler as dicas e memorizar não funciona, não adianta. Tem que ir lá, pegar o carro, sentir os pedais, sentir como o carro responde a cada movimento e o que vocês vão fazer para controlá-lo. Não existe essa de ler, decorar e querer ter controle sobre o carro desse jeito que não vai ter. Trate bem o seu melhor amigo de lata e faça ele responder aos seus comandos, faça ele comer na sua mão. E isso só se consegue treinando, praticando fora do trânsito.

 

Demorou! Agenda os seus 15 minutinhos diários e comece os treinos. Confie em si mesmo, vá lá e mostre para o carro quem é que manda.

 

Aprendizagem significativa com direção defensiva e responsabilidade é a melhor forma de evitar acidentes por imperícia.

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 10h26
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14/05/2012


Porquê nos treinos dá tudo certo e na hora da prova dá errado?

Pois é, condutores,

quem já não passou por isso?

 

Pagamos aulas extras para "matar" as dificuldades nos treinos em pátio ou na rua, treinamos até o último minuto e sai tudo perfeito. Mas na hora da prova.... quanta diferença!

 

1. A gente vê o examinador chegar e as pernas ficam bambas

 

2. a gente vê um colega reprovando no teste dele e a nossa autoconfiança vai para o buraco

 

3. dá um branco esquisito na hora de colocar o carro na baliza e pronto... reprovação!

 

Controle emocional, condutores. Numa prova prática o controle emocional é 50% da prova no papo.

 

Controle-se emocionalmente, relaxe, afaste-se do grupo, feche os olhos, medite, ore, peça a Deus, acredite em você mesmo, negocie a calma com seu corpo e mente e tudo vai dar certo.

 

É sobre isso que falamos neste outro vídeo da palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR: quando o emocional nos trai na hora da prova!


Escrito por Márcia Pontes às 21h44
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Vamos abrir a nossa caixinha do medo, condutores?

Condutores,

 

como muitos de vocês sabem, ministrei uma palestra motivacional no dia 10 de maio de 2012 aqui em Blumenau (SC), na empresa Xanda Treinamento Para Habilitados. A palestra "ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR: direção defensiva para evitar acidentes por imperícia" foi um sucesso e o foco foi no acolhimento emocional, aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia. Ou seja, nada de ir "aprender" no trânsito se não estiver com um instrutor do lado.

 

No final da palestra, para descontrair, fizemos a dinâmica de grupo chamada "A Caixa do Medo".

Na verdade, cada um de nós que tem algum tipo de dificuldade para dirigir temos nas mãos uma caixinha fechada com alguma instrução dentro, mas, por ansiedade, insegurança e medo de descobrir o que tem dentro (se superar o medo de dirigir vai ser bom ou ruim), acabamos empurrando a nossa caixinha do medo para outro... nos recusamos a abri-la. E as justificativas, geralmente são:

 

1. dirigir é difícil

2. eu não vou conseguir

3. fulano ou cicrano disse que eu não sou bom, que eu não nasci para dirigir... e por aí vai o rosário de desculpas a ser desfiado por quem tem medo de dirigir.

 

Acontece, que quando resolvemos enfrentar o medo de dirigir de frente e nos dispomos a abrir a nossa caixinha acabamos descobrindo que dirigir pode ser algo muito bom, pode ser maravilhoso, um prazer, uma paixão, apesar de todos os riscos que corremos diariamente no trânsito. Mas riscos corremos o tempo todo: estar vivo, por si só, já é um risco, não é mesmo? Só que se nos cuidarmos, os riscos diminuem, e é assim com a direção defensiva para diminuir acidentes por imperícia.

 

Olha, eu gostaria muito que vocês tivessem nessa dinâmica, mas como não deu, posto o vídeo de como foi. Peço que vocês observem, ouçam atentamente o que as pessoas dizem e o que eu digo durante a dinâmica. Abrir a nossa própria caixinha do medo pode nos levar a descoberta de que dirigir pode ser tão doce ou mais doce que um bombom.


Escrito por Márcia Pontes às 21h39
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11/05/2012


Vamos enfrentar essas dificuldades e esse medo de dirigir?

Condutores,

 

muitas vezes o medo nos tolhe, nos encolhe, nos pressiona de tal forma que chega a ser sufocante. Quem tem medo de dirigir sofre muito com isso sim.

Mas o mesmo medo que trava, que paralisa, é aquele que impulsiona, que nos faz ir adiante e superar! Vejam o vídeo e percebam que no final o lobo do medo é só uma miragem:

Escrito por Márcia Pontes às 11h08
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Fotos da palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR

Condutores,

 

a palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR foi um sucesso! As pessoas se identificaram tanto com o medo quanto com a superação do medo de dirigir. Muitos descobriram que não tinham medo, apenas são ansiosos, inseguros ou não tem o domínio do carro. A dinâmica de grupo foi um sucesso e no final uma participante foi premiada com uma aula gratuita.

 

O tempo de palestra, que seria de 50 minutos, esticou para 2 horas. O papo foi bom, rendeu, todos ficaram até o final e ainda conversamos bastante. Seguem algumas fotos:

 

Abertura da palestra

 

Um dos pontos altos da palestra: o mesmo medo que trava é aquele que te impulsiona. Espera só prá ver quando essa mola se destender!

 

Início da dinâmica de grupo: outro ponto alto e bastante descontraído da palestra!

 

Para essa dinâmica de grupo usamos uma caixinha e avisamos que tinha uma instrução dentro, que poderia ser boa ou ruim. Coloquei a chave do carro do Centro de Treinamento na caixa e criei um clima de suspense, fazendo aflorar ainda mais o medo, a ansiedade. Virei de costas, a caixa foi passando de mão em mão e no final a pessoa escolheria se queria abrir a caixa ou não.

 

Uma condutora habilitada que não dirige afirmou que, mesmo com medo, ela ia abrir a caixa. Perguntei de novo se estava certa disso, pois a instrução poderia ser dirigir o carro do centro de treinamento. E ela disse que ligaria o carro mesmo com medo, que já tinha batido o carro duas vezes, que tinha todo tipo de medo de dirigir, mas que estava disposta a enfrentar. Sabem qual era a instrução da caixa? "Parabéns, você deu o primeiro passo para vencer o medo. Saboreie este bombom"

 

Isso mesmo: um bombonzão de todo tamanho na caixa. A chave foi só para meter medo. No final, ela foi premiada com uma aula gratuita no Centro de Treinamento de Habilitados. 

 

Eu e Alexandra Pedrosa, da empresa Xanda Treinamento Para Habilitados. Uma parceria pela vida, pela aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia.

 

Alexandra Pedrosa, a Xanda, mandando ver na interatividade com os participantes.

 

Direção defensiva na veia! E no lado esquerdo do peito, onde bate meu coração!

Orgulho de dirigir com o mais alto respeito pela vida e de ter a direção defensiva como o código de conduta que orienta todas minhas práticas no trânsito!


 

Escrito por Márcia Pontes às 00h37
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08/05/2012


A diferença entre aprender num carro de motor 1.0 e depois dirigir um carro 1.6?

Bom diaaaaa, condutores!

Essa postagem aqui eu estava devendo prá vocês faz tempo. Agradeço as pessoas que tem postado sobre o assunto nos comentários, por email e nas redes sociais. Então, vamos desvendar o mistério de aprender a dirigir em carro 1.0 e depois pegar um 1.6. Praticamente, é tudo diferente e aí o motorista iniciante acaba apanhando mais que bumbo em dia de festa sem entender porquê.

 

E eu adianto: essa é mais uma prova de que dirigir não é saber fazer o carro andar. Todo condutor tem que conhecer o mínimo sobre o seu carro: tão fundamental quanto calibrar semanalmente, verificar a água, o óleo e os demais itens de segurança é conhecer as características do carro que vai dirigir. Engana-se um motorista que dirige muito bem o seu carro, que já esta ficand experiente, que se ele dirigir um outro carro, da mesma marca, ano e modelo não terá problemas. Até os motoristas experientes, com anos de CNH costumam "apanhar" de carro diferente ou novo. Isso acontece, condutores, porque o ponto da embreagem é outro em função do ajuste do cabo do pedal, em função do desgaste do sistema de embreagem, a alavanca de marchas é diferente mesmo em carros manuais (com a ré atrás da 5ª marcha, com a ré em cima da primeira marcha), dentre outras diferenças. Por isso é que é aconselhável mais prática antes de sair por sí dirigindo todo tipo de carro que nem um mecânico.

 

A DIFERENÇA ENTRE CARRO DE MOTOR 1.0 E MOTOR 1.6

 

Bem, condutores, quero esclarecer antes de tudo que não sou especialista em motores, conheço bem pouco, mas pelo tanto que pesquiso antes de fazer uma postagem e pela experiência de já ter "apanhado" de um carro 1.6, conheço o suficiente para dar uma ideia geral das principais diferenças. E posso garantir para vocês que a maior diferença está na força do motor: o motor 1.6 é bem mais forte do que o motor 1.0, mas isso não significa que carro 1.0 seja menos valorizado ou "pior" de dirigir do que o carro 1.6. Vamos às diferenças:

 

1. carro de motor 1.0 é indicado para dirigir na cidade porque é compacto e econômico (bebe menos que o 1.6), se bem que um carro 1.0 de motor mal regulado ou fora do ponto pode chegar a beber mais do que carros de motores mais fortes


2. a principal vantagem do carro 1.0 é o preço na loja, o preço de revenda e o preço dos impostos: carro 1.0 é mais barato que carro 1.6; fica mais barato na hora de revender, passar para a frente; quanto mais potência de motor, ou seja, quanto maior for o dígito depois do 1.0, mais caro fica o IPVA.

 

3. Carro 1.0 é ideal para a cidade, pois é mais econômico, bebe menos e gasta menos que os carros de motor mais forte no pára e anda do trânsito.

 

4. Há quem diga que carros acima de motor 1.0 são feitos para rodar nas estradas e rodovias e carro 1.0 para rodar na cidade. Só quem já dirigiu os dois numa rodovia sabe a diferença:

 

5. carro 1.0 não desenvolve muita velocidade: acima de 110 km/h fica gastão e, dependendo da aerodinâmica (no caso de carros de modelos mais antigos como os da série Escort, desestabiliza). Carro 1.0 é um "cavalo" de forte: acelera rápido na saída, responde rápido às aceleradas, é ótimo para ultrapassagens rápidas e seguras enquanto o carro 1.0 não desenvolve tão bem em ultrapassagens.

 

6. Costumam dizer que carro 1.0 tem motor fraquinho, que precisa de mais tempo para ultrapassar e tem até manhas: se estiver de 5ª marcha na rodovia e vai ultrapassar em local permitido (sempre em local permitido pela sinalização), baixa para 4ª marcha, acelera para pegar embalo e depois passa a 5ª que ele vai mais rápido. Mas os carros 1.0 foram projetados para isso, então não adiantar comprar carro 1.0 e ficar falando mal dele e desvalorizando.

 

7. A tecnologia está muito avançada e os carros 1.0 estão saindo de fábrica muito mais seguros, estáveis e rápidos do que os modelos mais antigos. Além disso, quem faz o carro é o motorista: se ele dirige com segurança e prudência vai dirigir melhor que muito motorista por aí, independente se é carro mais antigo ou importado.

 

Para vocês entenderem melhor as diferenças do ponto de vista de um motorista que aprendeu a dirigir no carro 1.0 e agora está apanhando do carro 1.6, fiz aqui um apanhado das fichas técnicas dos dois tipos de motores: o motor 1.0 e 1.6 do Fiesta. Escolhi o Fiesta porque essa dúvida é específica da Ana Paula, leitora do blog, que mandou essa sugestão de postagem.

DIFERENÇA DE POTÊNCIA: Condutores, a potência é a medida da capacidade do carro em atingir maiores velocidades. Quanto maior a potência do motor do carro, mais velocidade ele vai atingir. No caso do Fiesta, temos vários modelos: Fiesta Hatch, Fiesta Supercharger, etc..., então pegamos como exemplo a potência média desses carros em motor 1.0.

Potência do Fiesta 1.0 = 73 cavalos com álcool e 71 cavalos com gasolina

Potência do Fiesta 1.6 = 111 cavalos

Sacaram a diferença? o motor 1.6 tem mais cavalos, então, significa que ele corre mais, tem mais potência, o que faz com que a relação de marchas (a faixa de velocidade ideal para cada tipo de marcha seja mais ampla, marchas mais longas. Isto é, atinge-se velocidades maiores para cada tipo de marcha em relação ao carro 1.0.

 

DIFERENÇA DE TORQUE: O torque refere-se à capacidade de um carro ou de um motor em desenvolver força, capacidade de carregar uma carga. Por exemplo, aquelas carretas que trafegam pelas rodovias carregadas e bem devagarinho estão demonstrando o que é o torque, pois elas precisam de força (ainda mais na subida de serra) para carregar toneladas de carga. Então, quando entupimos nosso carro de motor 1.0 de carga (pessoas, bagagens) vamos exigir mais torque (mais força) do motor do que potência até porque carro cheio pesa e desenvolve menos velocidade (menos potência).

Torque de motor 1.0 = 9,89 kgfm/litro (a força que tem)

Torque de motor 1.6 = de 15 a 16 kgfm/litro

Sacaram a diferença de novo? carro 1.6 tem motor mais forte, puxa mais, tem mais força

 

DIFERENÇA DE ACELERAÇÃO DE 0 A 100KM/H: Se você ligar um carro 1.0 e um carro 1.6 e sair acelerando desde que ele está parado até que atinja 100km/h, cada um vai ter um tempo diferente para atingir mais rápido essa velocidade.

Motor 1.0 = precisa de 19 segundos para ir de 0 a 100km/h

Motor 1.6 = precisa de 10,9 segundos

Ou seja, o motor 1.6  e todos os motores mais fortes vão fazer com que o carro chegue a 100km/h mais rápido do que os de motor 1.0. No caso do Fiesta, o motor 1.6 chega a 100km/h em 8,1 segundos mais rápido do que o motor 1.0. Agora conta 8 segundos e veja a diferença: em se traando de motores, isso é muita coisa.

 

DIFERENÇA DE CONSUMO: A diferença de consumo entre um carro 1.0 e 1.6 tende a ser favorável para os carros de motor 1.0, justamente porque tem menos potência (velocidade) e menos torque (força) que os motores mais fortes. Os 1.0 foram carros projetados para serem leves, econômicos, para correr pouco e para carregar menos peso/carga. Por exemplo, todo motorista vai ter problemas para subir uma ladeira com carro 1.0 cheio de carga. Ar condicionado então, nem pensar. Já com carro de motor 1.6 é uma tarefa tranquila de se fazer.

 

Em relação ao consumo de motores 1.0 e 1.6, a diferença pode ser compreendida por esta regra universal: acelera mais, pisa mais no pedal de aceleração, injeta mais gasolina e gasta mais. Por isso a importância de andar com o carro de qualquer motor na marcha certa para que o pedal fique leve, a direção econômica e segura. Acelerar à tôa, sem necessidade é que faz gastar combustível. E, claro, a manutenção do motor. Motor no ponto = carro econômico sempre.

Carro 1.0 na cidade = em média, de 10 a 11 km/litro

Carro 1.6 na cidade = em média de 8 a 9 km/l

Carro 1.0 na rodovia = em média, de 12 a 13km/litro

Carro 1.6 na rodovia = 10,2 a 13,2

 

É como eu disse: o consumo do carro vai variar de acordo com a manutenção (limpeza de carburador ou de bicos de injeção), com o modo de dirigir (não pisar desnecessariamente no acelerador) e outros fatores. Hoje vendem-se carros anunciando até 17 km/h na cidade, mas isso é muito difícil. De qualquer forma, os carros 1.0 estão vindo com motores cada vez melhores e mais econômicos, assim como os carros 1.6.

 

DIFERENÇA NA TROCA DE MARCHAS: Essa é uma das principais diferenças sentidas por alunos de autoescola e motoristas recem-habilitados que aprendem a dirigir num carro de motor 1.0 e depois pegam um carro de motor 1.6. Sentem a diferença na horinha, seja na hora de sair com o carro e, principalmente, na hora de trocar as marchas. Isso acontece porque o motor do carro 1.6 é mais rápido (tem mais potência) e mais forte (tem mais torque), o que faz com que o motor tenha mais giros para uma mesma faixa de velocidade em relação a cada tipo de marcha. Vamos explicar melhor mostrando a faixa de velocidades para cada marcha em carro 1.0 e em carro de motor 1.6:

 

Marcha a ré:

Motor 1.0 = só para sair (saída mais lenta)

Motor 1.6 = só para sair, mas o carro é mais rápido e mais forte na saída

 

Primeira marcha

Motor 1.0 = de 0 a 20km/h

Motor 1.6 =de 0 a 40km/h

 

Segunda marcha

Motor 1.0 =20 a 40km/h

Motor 1.6 = 40 a 65km/h

 

Terceira marcha

Motor 1.0 = 40 a 60km/h

Motor 1.6 = 65 km/h a 90km/h


Quarta marcha

Motor 1.0 = 60 a 75km/h

Motor 1.6 = 90km/h a 140km/h

 

Quinta marcha

Motor 1.0 = 75km/h em diante (acima de 100km/h tende a  ficar gastão)

Motor 1.6 = 140km/h em diante

Muita diferença entre um carro 1.0 e 1,6, não é, condutores?

Por isso é que vocês estranham tanto: porque não dá para andar com um carro 1.6 do mesmo jeito que andamos com o carro de motor 1.0, pois a diferença vai ser sentida logo na arrancada, na saída, nas acelerações e, principalmente na troca de marchas.

 

Ao dirigir carro de motor 1.6 não vá direto para o trânsito: treine antes, conheça o carro, pegue as manhas dele. Praticando, tudo dá certo e a direção fica mais segura.

 

Escrito por Márcia Pontes às 10h40
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Juramento do Motorista Defensivo

 

 

 

 

Condutores,

 

como vocês sabem, sempre que concluímos um curso de Graduação na Universidade fazemos um juramento. Este juramento afirma o compromisso do profissional com o exercício de sua profissão, sua arte, sua ciência. Entre nós, motoristas, o juramento dá identidade a nossa conduta no trânsito. Assim como ocorre na universidade, respeitamos aqueles que, por quaisquer motivos, preferem não jurar, mas que mesmo calados incorporam a direção defensiva como um código de conduta no trânsito que vai orientar todas as suas atitudes, comportamentos e práticas.

 

JURAMENTO DO MOTORISTA DEFENSIVO

 

"Juro, por minha própria honra e vida, perante meus semelhantes, as pessoas que amo e a sociedade, no exercício do ato de dirigir:

 

Manter o mais alto respeito pela vida humana e pelas demais formas de vida no trânsito, colocar a minha segurança e a de meus semelhantes acima de tudo.

 

Jamais omitir socorro a uma vida no trânsito.

 

Conhecer e respeitar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as demais leis que regem o trânsito no meu país.

 

Dirigir com prudência, perícia e sobriedade.

 

Ser ético, respeitar e exercer as regras e valores de convivência em sociedade no trânsito, ser paciente, ser gentil e tolerante com os erros de meus semelhantes, dirigindo sempre com prudência e defensivamente, antecipando-me aos riscos de acidente.

 

Usar e exigir que meus passageiros usem os dispositivos de segurança obrigatórios do veículo, zelando, cuidando e protegendo suas vidas.

 

Fazer de meu veículo um instrumento para servir ao próximo e não um símbolo de poder e status.

 

Fazer da direção defensiva o código de conduta que orienta a minha forma de pensar, de agir, meus comportamentos e práticas no trânsito.

 

Assim o prometo."

 

MÁRCIA PONTES

Educadora de Trânsito em Blumenau (SC)

Blog Aprendendo a Dirigir

 

Escrito por Márcia Pontes às 23h12
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03/05/2012


Lidando com a possibilidade de acidentes no trânsito: como superar a insegurança e se defender

Condutores,

 

essa coisa de terem batido atrás do meu carro está rendendo! O pior é que depois de deixar o carro na oficina presenciei dois acidentes envolvendo motociclistas e um quase acidente que ia dando feio entre um caminhão e um ônibus. Confesso: isso mexeu comigo, pois mesmo nervosa e meio trêmula ainda eu sinalizei, estacionei meu carro, chamei o resgate e permaneci do lado de um dos motociclistas feridos tentando acalmá-lo e tranquilizá-lo até a chegada dos paramédicos. Isso chama-se solidariedade no trânsito, condutores. Sim, mesmo quando acabamos de nos envolver num acidente estúpido causado por um motorista apressado.

 

O fato é que a todo momento na vida corremos riscos e no trânsito não seria diferente. Risco de nos queimarmos fritando um ovo, risco de escorregar no banheiro, risco de nos engasgarmos com a comida, e nem por isso a gente deixa de comer ovo frito, deixa de tomar banho ou de comer. A gente cuida, cuida e POW! acaba acontecendo. Só que no caso dos acidentes de trânsito eles não são eventos que acontecem do nada, coisas que não se pode prever. Todo acidente de trânsito é previsível, é PROVOCADO! Pelo menos, por um dos motoristas.

 

Por exemplo, numa situação como a minha: o trânsito ficou lento, um carro parou na minha frente e eu fui freando lentamente até o carro parar a uma distância de 1 carro e meio do carro da frente. Portanto, distância segura, carro seguro no freio e embreagem, mas... um motorista chutado, apressado e distraído bateu atrás. E agora? 

 

Outro exemplo: estamos trafegando com nosso carro na preferencial de uma via rápida (60km/h no mínimo) e um condutor apressado calcula mal a distância e a velocidade e bate no seu carro. E agora? Estes são os riscos de quem está no trânsito.

 

E os pedestres? Gente, já vi pedestre ser atropelado em cima da faixa, em cima da calçada, em ponto de ônibus e até dentro de loja, quando o motorista perdeu o controle, partiu para cima da calçada e atropelou as pessoas. E isso é espaço do trânsito, onde tem circulação e mobilidade humana.

 

Vocês entendem agora o porquê que eu bato tanto na tecla da direção defensiva?  Porquê estou praticamente pregando a direção defensiva como religião? Como código de conduta? Por quê diariamente estamos correndo riscos o tempo todo no trânsito! E porque temos que saber nos defender.

 

Daí vem alguém e pergunta: qual a graça da direção defensiva se mesmo tomando todos os cuidados milhares de inocentes morrem no trânsito fazendo tudo certinho? E eu respondo: porque é a única forma de nos mantermos vivos no trânsito; porque já tem gente imprudente demais colocando os outros em risco e alguém tem que zelar e proteger a própria vida e a dos outros (inclusive dos imprudentes); porque a direção defensiva minimiza a gravidade do acidente.

 

Por exemplo, se eu tivesse parado colada no carro da frente, o carro de trás ia me arremessar contra o carro a minha frente. Por isso parei o carro em embreagem e freio, por isso meu carro não bateu contra o outro. Tudo bem, eu dei sinais de pisada no freio, mas o motorista de trás vinha chutado e distraído, por isso que não funcionou, mas eu fiz tudo o que podia usando a direção defensiva.

 

Numa outra situação, se você está passando na preferencial e vê um motorista saindo de um cruzamento ou via transversal distraído, dê um toquinho na buzina e ele vai se ligar. Pronto, evita-se um acidente que poderia ser grave.

 

COMO SUPERAR A SENSAÇÃO RUIM DE UM ACIDENTE

 

Pessoal, conheço muita gente que simplesmente parou de dirigir, nunca mais pegou num carro na vida depois de um acidente. Nos casos mais graves isso pode transformar-se num Transtorno de EstressePós-Traumático (TEPT) em que a pessoa tem pesadelos com o acidente, tem palpitações só de lembrar, tem alucinação auditiva ouvindo o barulho da buzina, o som da batida; evita passar pelo local do acidente, etc...

 

Primeira coisa, independente se fomos nós que causamos ou não o acidente: zelar pela vida, verificar se estão todos bem, pois a vida é mais importante. Bateu atrás? Bateu, pronto. Conserta-se depois. Mas a vida humana, essa é muito frágil e não teremos outra além dessa até que se prove o contrário. E aliás, está muito bom aqui do lado das pessoas que nos amam e que amamos para querer ir embora cedo demais. Pense nas pessoas que se envolvem em acidentes de trânsito, vítimas ou causadoras, que ficam mutiladas, em estado vegetativo, dependentes dos outros para tudo (higiene pessoal, se alimentar, se locomover). No seu caso se foi só ferimentos leves e danos materiais, beleza! estamos vivos, pessoal e isso é graça de Deus!

 

Não adianta viver na ilusão de que existe motorista perfeito porque não existe! Todos dias aprendemos mais e mais no trânsito, essa é a grande verdade. Também não adianta viver na ilusão de que nunca nos envolveremos em acidentes seja como causadores ou vítimas porque sempre estamos correndo riscos na vida. É muito fácil a gente ver aquelas reportagens horrorosas de acidentes, com família chorando, gente presa em ferragens ou fotos de carros que viraram amontoados de ferro retorcido e dizer apenas: "Meus Deus!". Mas agora quando é com a gente, uma batidinha na traseira é motivo de chorar, dar depressão, querer morrer. Que é isso, gente!

 

Isso acontece porque a realidade do trânsito no nosso país no dia a dia, em qualquer lugar, só se torna significativa, só faz sentido, quando estamos envolvidos, quando é com a gente. Pessoal, eu venho há 4 anos fazendo esse trabalho forte com Educação Para o Trânsito online, lido diariamente com gente acidentada, gente com medo de dirigir que abandonou a direção depois de um acidente e sei o que estou falando: estamos expostos a riscos o tempo todo. O fato de acontecer uma vez não quer dizer que vá acontecer o tempo todo, todo dia isso com a gente, entendem?

 

Não adianta ir para o trânsito imaginando cenas, sofrendo por antecedência porque isso nos desconcentra, nos atrasa a vida. Temos que ir para o trânsito desconfiando das atitudes e comportamentos dos motoristas que cruzam a nossa frente, isso sim. É normal que algumas horas após o acidente ainda estajamos tensos, nervosos. Mas isso não pode durar muito tempo, uma vida inteira. Deixar de dirigir achando que está protegido de acidentes é ilusão! Temos de saber conviver com isso e a melhor maneira é nos tornando motoristas defensivos, sóbrios, alertas, prontos para nos defendermos de uma situação deperigo no trânsito, seja como motorista ou como pedestres!

 

REAPRENDENDO NOVOS COMPORTAMENTOS

 

1. Ter uma imagem positiva de si mesmo como motoristas

 

2. Realizar o luto do acidente, ou seja, entender o que aconteceu, agradecer por estar vivo e superar, digerir isso

 

3. Compreender que os riscos existem, mas não é todo dia que vamos nos envolver em acidentes

 

4. Dirigir sempre defensivamente, desconfiando de todos no trânsito e estando preparado para se antecipar aos perigos e reagir preventivamente

 

5. Não vivera ilusão de que acidentes só acontecem com os outros (acidentes não acontecem, são provocados por nós e pelos outros)

 

6. Não viver a ilusão de que deixar de dirigir te deixa mais protegido. Pelo contrário, estaremos colocando a nossa vida nas mãos dos outros.

 

Essas são algumas dicas que podem ajudar muita gente a cair na real, a parar de lamentar uma lata amassada por outro motorista e a saber resolver a situação com calma, com negociação, e agradecendo por ter saído vivo e ileso ou simplesmente por ter saído vivo. Ajudar a uitos motoristas que desistiram de dirigir a olhar a realidade do trânsito como ela é, mas que na maior parte do tempo temos controle sobre essa realidade. E, principalmente, ajudar a fazer muita gente apática a compreender a gravidade dos acidentes de trânsito no nosso país, na nossa cidade, na nossa rua.

 

Não espere que você se envolva num acidente para que isso se torne significativo para você!

 

Mude seus comportamentos no trânsito. A direção defensiva é e deveria ser nosso código de conduta que orienta todas nossas ações, atitudes, modos de pensar e nossas práticas no trânsito.

 

Riscos existem o tempo todo em qualquer lugar. Cabe a nós, condutores e pedestres, conhecer esses riscos e usar a direção defensiva para se defender deles.

Escrito por Márcia Pontes às 01h17
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Plano de Treinamento Virtual - 1ª Aula: Achando o ponto ideal da embreagem sem depender da famosa "tremidinha"

Condutores,

 

essa parece ser uma regra clássica de ensino em muitos CFC´s/autoescolas: soltar o pedal de embreagem até sentir a famosa tremidinha. Acontece que os carros estão ficando cada vez mais modernos e muitos deles sequer tremem e acaba-se perdendo o ponto ideal da embreagem. Por outro lado, a tremidinha pode comprometer o sistema de embreagem lentamente, pois essa tremidinha inocente, na verdade, tem o efeito de chacoalhão para um sistema tão sensível quanto ao sistema de embreagem.

 

O mais tranquilo e seguro de se fazer é aprender a arrancar com o carro sem pensar ou se preocupar com a "tremidinha" que vai sacrificando a embreagem e o motor do carro lentamente. E tem como: basta que vocês foquem, se concentrem e procurem encontrar o ponto ideal de embreagem em que o carro está querendo entrar em movimento. Vamos explicar melhor o passo a passo da embreagem para o carro não morrer mais, ok?

 

1. Carro em ponto morto, freio de mão puxado e liga ele sem pisar em pedal nenhum

 

2. Pisa primeiro no freio e depois na embreagem até o fundo e passa a primeira marcha

 

3. Mantém o pé no freio e traz o pedal de embreagem até o meio e abaixa o freio de mão;

 

4. Nesse momento, para saber se a embreagem está no ponto ideal levante pouquinha coisa o pé do freio.

    a) se o carro ficar parado ainda não é o ponto ideal: solte mais um tiquinho de embreagem até o carro querer começar a entrar em movimento;

    b) se o carro quiser voltar por causa de um desnível no asfalto, solte mais um tiquinho na embreagem que ele fica paradinho ou começa a andar para a frente

 

Achando o ponto em que o carro quer começar a andar sozinho só no pedal de embreagem, pise no freio e guarde essa posição até a hora de sair.

 

Para sair com o carro:

 

1. levante o pé do freio

 

2. Mantenha o pé na embreagem

 

3. Pise no acelerador e comece a acelerar lentamente e só depois solte a embreagem de vez.

 

Como o carro já vai estar querendo sair sozinho, na hora que vc acelera e solta a embreagem ele não morre de jeito nenhum.

 

Essa dica é mais eficiente e segura que a dica das tremidinhas, pois vc vai focar, na verdade, no pedal de embreagem, vai estar se ocupando de identificar e controlar o momento em que o carro está saindo, entrando em movimento.

 

Tremidinha engana e é pouco eficiente.

 

Mas tem que treinar, condutores. Pegando essas dicas e treinando, pelo menos, 15 minutos por dia, garanto a vcs que em menos de uma semana o carro não morre nunca mais. Mas tem que treinar, não adianta "decorar" a dica, achar que sabe e ir testar no trânsito que isso é irresponsabilidade, é negligência e imprudência, além de potencializar risco de acidentes por imperícia.

 

Treina antes, na frente de casa mesmo, pois não vai ter trânsito, você não vai se assustar com a buzina dos outros carros (som normal do trânsito), o carro vai ficar praticamente parado, andando só alguns metros e você vai se sentir mais seguro e confiante a cada acerto. É só aperfeiçoar nos treinos e dirigir tranquilo sem a preocupação do carro morrer.

 

Bons treinos, condutores!

 

Depois contem as evoluções!

 


 



Escrito por Márcia Pontes às 00h23
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02/05/2012


Me envolvi num acidente de trânsito, e agora? Pegue as dicas e saiba o que fazer

Condutores,

 

eu preferia ter feito essa postagem em outra situação, mas infelizmente, hoje bateram atrás do meu carro, do meu xodó que eu cuido tanto! Detalhe: bateram com o carro PARADO no trânsito. Eu parei meu carro atrás de outro que já estava parado e simplesmente o motorista de trás veio chutado, distraído, não conseguiu frear e bateu em cheio atrás do meu veículo.

 

Essa também é uma situação que pode acontecer com os motoristas iniciantes, recém habilitados que ainda não tem prática, que ainda estão dominando o carro e não sabem agir nesses casos. O que fazer quando se envolver num acidente de trânsito? Já adianto que chorar não adianta, ficar nervoso, bater boca, isso de nada adianta e só piora a situação. Então, vamos conversar melhor sobre isso.

 

O MOMENTO DO ACIDENTE

 

Acidentes não acontecem do nada, não são coisas que não se pode prever. Acidentes são PROVOCADOS porque um dos motoristas ou dois ou mais motoristas agiram com negligência, com imprudência. Independente de quem estava certo ou errado e provocou a batida entre os carros o correto é sinalizar ligando o pisca-alerta e deixar os carros na mesma posição se isso não atrapalhar o tráfego dos outros carros na via.

 

CALMA E NEGOCIAÇÃO

 

Independente de quem cometeu o erro e provocou o acidente, tentem se acalmar: respirem fundo, saiam calmamente do carro e vão conversar com o outro motorista. Pessoal, nessa hora não adianta se alterar, não adianta se indignar, muito menos chorar, ficar histérico, gritar ou xingar o outro motorista. Isso só piora a situação, que já é tensa. Seja você o motorista que errou ou o motorista errado, seja educado, tenha voz firme e pausada e diga que quer resolver a situação da melhor forma possível. Se o outro motorista estiver alterado e nervoso espere ele se acalmar e comece a negociação. Primeiro, procure saber se o outro motorista tem seguro; se não tiver, acione o seu seguro e tente combinar com o motorista que provocou o acidente que ele vai pagar a franquia. Se os dois não tiverem seguro, aí é na negociação mesmo!

 

Lembrem-se que os agentes da guarda de trânsito não são obrigados a atender ocorrência em que os danos são só materiais. Nestes casos, primeiro de tudo peça ao motorista para ver se os documentos do carro e se habilitação dele estão em dia. Se não estiverem, insistam na presença da guarda de trânsito ou chamem a Polícia Militar. Anote o nome do outro motorista na CNH e no documento do carro (muitas vezes o carro é de outra pessoa e o motorista está só dirigindo), a placa, o RENAVAM do carro, o endereço do motorista e telefones. Ali na mesma hora ligue para os telefones que o motorista lhe deu para confirmar se o número é mesmo verdadeiro, principalmente celular. Você pode sair dali sozinho mesmo e ir até o Departamento de Trânsito registrar um Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito, que é a sua prova de registro do acidente.

 

INTIMIDAR E AMEAÇAR PROCESSAR NÃO ADIANTA

 

Condutores, eu vou falar uma grande verdade para vocês: se o outro motorista não quiser ele não paga o conserto do carro mesmo e não tem juiz no mundo que faça ele pagar. Infelizmente, é assim. Vou explicar melhor:  num acidente de trânsito se o outro motorista for mal intencionado ele não vai deixar você ver os documentos do carro dele e dizer que só mostra para o agente de trânsito, e como o agente de trânsito nãom é obrigado a vir.... entenderam, né? Outra coisa: o outro motorista pode dar o endereço errado, o telefone errado, referências erradas; se ele for mal caráter mesmo vai até fugir do local na hora da batida antes mesmo de você sair de dentro do carro.

 

Outra coisa: na hora ali, o motorista pode até dar os telefones certos, todos os dados certos e fazer cara de anjo, mas se ele quiser mesmo sacanear vai dizer algo do tipo: "não tenho dinheiro para pagar o conserto e se quiser pode me processar!" E agora, condutores? Nem chamando o papa que a coisa entra em acerto! Sem dizer que é um desgaste emocional dos grandes, você vai gastar ligando pro cara, correndo atrás dele em vão, vai gastar com advogado e não vai poder esperar para mandar consertar o carro, essa é a verdade. Então, além de tudo isso, vai morrer com o conserto todo sozinho. Mesmo que entre na Justiça vai ser outro desgaste enorme, esperar até 1 ano para a primeira audiência e sabe-se lá o que vai dar, pois mesmo que este tipo de causa vá para as Varas de Juizados Especiais, é tanto processo na fila que o que deveria ser de resolução rápida leva meses e até anos. E ainda assim, se o outro motorista diz que não tem condições de pagar, o Juiz tende a aplicar penas de prestação de serviços comunitários. Ou seja, cadê você nisso tudo?

 

ESCOLHENDO A OFICINA

 

Pergunte se o outro motorista tem uma oficina de confiança dele para indicar, mas faça sempre 3 orçamentos e negocie para o carro ir para a sua oficina de confiança. Leve o outro motorista na oficina, apresente ele ao gerente da oficina e explique o que aconteceu para que fique claro que quem vai pagar o conserto é o outro motorista. Colabore, ajude a negociar prazos de pagamento para facilitar a vida do motorista que bateu no seu carro. Afinal, é melhor ser compreensivo, tolerante, acessível e demonstrar que está fazendo a sua parte para resolver tudo numa boa, sem prejudicar ninguém. É claro que se o outro motorista não cumprir com o acordo, quem vai ter de amargar o prejuízo todo é você. Então... vamos ser bons negociadores, bons cidadãos, bons camaradas e ajudar um ao outro.

 

Basicamente, a negociação para saber quem vai pagar os prejuízos depende de bom senso, de calma, de tentar encontrar tranquilidade em meio a uma situação tensa dessas. Gritar, xingar, acusar, partir para a briga e as vias de fato só piora as coisas.

 

NINGUÉM ESTÁ LIVRE DE ACIDENTES

 

Condutores, tem muita gente que depois que se envolve num acidente desiste de dirigir. Mas é como levar uma topada: nem por isso a gente vai desistir de andar, muito menos vamos deixar de nos alimentar só porque às vezes nos engasgamos com a comida. O trânsito tem dessas coisas e a gente só compreende isso quando, infelizmente, nos envolvemos num acidente... essa é a forma que, geralmente, torna essa compreensão significativa para nós.

 

Temos que saber que por mais que corramos riscos no trânsito, dirigir vale a pena, que dirigir é uma paixão e um prazer muito maior do que uma decepção ou um acidente no trânsito. Na hora a gente fica nervoso, a primeira noite é um horror para dormir, mas logo passa. Temos que ver que existem coisas piores, acidentes piores em que pessoas ficam mutiladas, amputadas, inválidas e outras morrem. Porquê vocês acham que eu escrevo esse blog? Porquê vocês acham que me preocupo tanto com a aprendizagem significativa e a direção defensiva?  Por quê o trânsitoé fogo na roupa, pessoal. Por quê os motoristas tem tido comportamentos horrorosos, agressivos e porque temos de aprender a nos defender disso.

 

DICAS PARA EVITAR COLISÕES TRASEIRAS

 

1. Quando forem reduzir a velocidade ou mesmo parar o carro no trânsito deem dois ou mais toques no freio antes de parar (fiz isso, mas o outro motorista vinha chutado)

 

2. Quando pararem no trânsito façam a meia embreagem e pisem firme no freio para evitar que seu carro seja empurrado para cima do carro da frente

 

3. Sempre deem 1 carro e meio de distância do carro da frente, assim se o seu carro, mesmo com todos os cuidados, for arremessado para a frente, não baterá no outro

 

4. Usem cinto de segurança para tudo! Por menor que seja a distância ou o percurso.

 

É claro que dá vontade de chorar quando a gente vê o carrinho que a gente cuida com tanto carinho ali, todo amassado, ainda mais am colisão traseira. Mas fazer o quê? Brigar não faz o carro voltar a ser o que era. Então, vamos tentar negociar, pessoal. Achar a saída da melhor maneira possível, isso sim é o que conta!

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 20h33
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Trafegue com segurança em rotatórias

Condutores,

 

já temos algumas postagens aqui no blog sobre rotatórias, mas nunca é demais abordarmos esse assunto tão importante!

Nas rotatórias prevalece a preferência de quem já está trafegando pela rotatória e de quem vem pela ESQUERDA! Vejam a figura abaixo:

 

 

Essa figura ilustra o art. 197 do CTB e indica, pela cor de cada carrinho, os cuidados que o condutor de cada veículo tem que ter para ingressar e trafegar pelas rotatórias com segurança.

 

Alguns videos sobre rotatória:

 

 

Mais um:

 

 

Esse aqui tem depoimentos de motoristas:

Escrito por Márcia Pontes às 18h17
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01/05/2012


Como saber se uma rua é mão ou contramão? E quando for mão inglesa?

Condutores,

 

essa é uma das principais dificuldades de motoristas recém habilitados: saber se aquela via em que trafegam é mão ou contramão. Já no caso de muitos motoristas experientes essa também é uma dificuldade comum quando trafegam por ruas de cidades que não conhecem, que estão de passagem ou visitando. O motorista tem que procurar a saída da cidade e fica na dúvida: será que essa rua aqui é mão ou contramão. Digam a verdade, condutores, quem é que ainda não se fez essa pergunta?

 

Essa postagem me faz voltar às aulas de legislação de trânsito, quando aprendemos, dentre outras coisas, a conhecer as placas de sinalização. Contudo, essas aulas nem sempre são significativas para alunos em processo de habilitação porque falta o principal: o hábito de olhar para as placas. Isso ocorre porque quando ainda não somos habilitados e andamos de ônibus ou de carona com amigos não temos esse hábito, esse costume de ficar olhando as placas. Daí, na aula de teórica o professor apresenta aquelas 65 placas de regulamentação, 88 placas de advertência e 56 placas de sinalização de obras, no mínimo. E aí você me pergunta: mas eu tenho obrigação de conhecer todas elas? E eu respondo: mas, claro que sim. E mais os 340 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pois ele regulamenta e disciplina todos os nossos atos no trânsito. Como vamos respeitar as leis de trânsito se não conhecermos as placas? Se não conhecemos quais são os deveres e direitos de todo motorista e o que pode e não pode fazer no trânsito?

 

Por isso é que um motorista leva, em média, dois anos para ficar pronto, para dirigir sem medo, com calma, com tranquilidade e o principal: com domínio de todos os comandos do carro tendo condições de dirigir com perícia, com prática, com experiência. Dirigindo cada dia um pouquinho o motorista vai conhecendo as vias, a sinalização, mas placas e se familiarizando com elas, pois vai passar praticamente sempre nos mesmos lugares. E assim, quando for para uma cidade que não conhece, terá condições de reconhecer as placas e entender claramente a mensagem de cada uma delas.

 

MAS ESSA RUA É MÃO OU CONTRAMÃO?

 

Por exemplo, vamos dizer que um aluno recém habilitado resolveu ampliar seus treinos para um outro bairro da cidade. Ou mesmo que já esta num nível avançado de aprendizagem em que resolveu visitar uma cidade próxima, mas, lá pelas tantas, se sente "perdido" na via. Então, como saber se a rua em que ele trafega é mão ou contramão?

 

Primeira coisa, condutores: devemos saber que qualquer que seja a cidade, por menorzinha que ela seja, desde que haja uma rua, uma via, ela tem de ser sinalizada em seu perímetro urbano (áreas rurais muito isoladas geralmente não tem sinalização nenhuma além daquelas colocadas pelos moradores locais quando eles a colocam). Então, isso significa que você, obrigatoriamente, vai encontrar placas pelo caminho que vão te indicar se você está na mão ou contramão. Vamos olhar a foto abaixo:

 

 

Essa foto aí de cima é da cidade de Tijucas (SC). Vamos dizer que você está trafegando numa rua como essa e ainda não achou as placas de sinalização que indicam o sentido da via, ok? De qualquer um dos lados que você venha observe as linhas de retenção e a faixa de pedestres nas duas mãos da via: a faixa de retenção (essa linha branca horizontal antes ou depois da faixa de pedestres) sempre estará antes da faixa de pedestres se a rua por onde você trafega é mão e sempre estará depois da faixa de pedestres se for contramão. Portanto, achou uma faixa de pedestres, veja se a linha de retenção está antes ou depois. É a melhor dica para quem está dirigindo numa cidade que nunca foi antes e precisa se localizar: olhe para a sinalização pintada ao longo da via.

 

Note que na foto acima tem uma placa de PARE: se ela estiver de frente para você, você está na mão da via; se estiver de costas, você estará na contramão da via. O mesmo vale para sinaleiras ou semáforos: parece óbvio, mas se estiver de frente para o semáforo é mão; se estiver ao contrário é contramão. Agora vamos ver algumas sinalizações obrigatórias muito parecidas, mas que querem dizer coisas diferentes:

 

 

E aí, condutores, lembram daquela aula de legislação e teoria de trânsito? Lembram o que significa cada uma dessas placas aí em cima e qual a diferença entre elas? A primeira é sentido obrigatório, o que significa que ao avistar uma dessas você está na mão certa da via e deve seguir o sentido obrigatório indicado pela placa para manter-se na mão de direção. A segunda placa chama-se passagem obrigatória, o que significa que para manter-se na via tem que passar pelo lugar indicado pela seta. A terceira placa significa Siga em Frente. No final das contas temos de seguir essa sinalização obrigatória para nos mantermos na mão de direção da via. Existem outras placas de trânsito obrigatórias que nos orientam sobre se a rua em que queremos virar é mão ou contramão. Vejam:

 


 

Cada vez que vocês tiverem trafegando pela via e virem algumas dessas placas de fundo branco e borda vermelha saibam que elas são obrigatórias, portanto, determinam o sentido da via. Na sequência, elas indicam se pode ou não virar na rua que você pretende ir. Por exemplo, quer virar à esquerda, mas viu a segunda placa, segue em frente ou à direita se não tiver nenhuma placa proibindo. Já se você está trafegando numa via preferencial e avistar a 5ª placa aí em cima, saiba que é proibido fazer retorno naquele local. Se é proibido só para veículos grandes, como caminhões, ônibus, etc..., vai ter outra placa embaixo desta indicando o tipo de veículo que não pode fazer retorno. Vamos ver as outras placas que ajudam a nos localizar no trânsito:



Essas duas primeiras placas da figura acima chamam-se Via Lateral à Esquerda e Via Lateral à Direita, o que significa que o motorista está na mão certa e deverá seguir em frente ou na via lateral à direita. Já a terceira placa significa Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da esquerda para a direita, o que diz para o condutor que ele está na mão certa, mas nada de se enfiar na faixa do lado. E a última, caso você aviste, te dirá pelo sentido indicado na seta se está na mão ou contra mão. Por exemplo, se você trafega com seu carro pela pista da esquerda e vê a seta da placa apontando para baixo estará na contramão e vice-versa.E essas duas placas aí da figura abaixo? Lembram o que significa?

 


São placas de advertência e a primeira indica início de pista dupla e fim de pista dupla, transformando a mão única que você vinha em mão e contra mão.E a sinalização de mão inglesa, vocês conhecem?

 

MÃO INGLESA, O QUE É ISSO

 

Condutores, o nosso modelo de sinalização de trânsito é baseado no que chamamos de mão francesa, ou seja, uma rua dividida em suas pistas com pista da direita e pista da esquerda. Sempre que estiverem em dúvida em que parte da via entrar mantenham-se SEMPRE pela direita. se vocês perceberem, todos os carros trafegam pela pista da direita, inclusive os que estão na contramão se formos considerar a visão do motorista de cada carro (da direita e da esquerda). Por isso chama-se mão francesa: porque trafegamos sempre na pista da direita seja pela preferencial, entrando em cruzamentos, fazendo conversões, enfim, em tudo no trânsito. Mas a mão inglesa é diferente. Vejam a foto?

 

 

Na mão francesa, que predomina no Brasil, o volante dos carros é do lado esquerdo, mas trafega-se com o carro pelo lado direito da rua; nos países onde os carros tem o volante do lado direito trafega-se pelo lado esquerdo da via. Já viram que carros de outros países tem volante do lado direito? Na mão inglesa ocorre o oposto: trafegamos na via com o volante do lado esquerdo, mas o sentido é do lado esquerdo também. Ou seja, sentido invertido do que realmente fazemos na mão francesa.

 

Olhem a segunda foto aí em cima: se não tivesse a sinalização com cones e nem a sinalização pintada na via o motorista teria obrigatoriamente pelas nossas leis de trânsito de entrar à direita, deixando o lado esquerdo da via para quem viesse descendo a rua rumo ao cruzamento. Só que como tem os cones e a sinalização pintada na via somos obrigados a entrar pela esquerda, ou seja, em mão inglesa, quando volante e sentido da via são os mesmos. Curioso, não é?

 

Não esqueçam: quando estiverem trafegando por uma via que não conhecem e não sabem se estão na mão ou contramão observem sempre as placas, ok? Tem que ter placas no perímetro urbano indicando o sentido de tráfego da via e outras informações. Guiem-se também pela sinalização pintada na via e pela direção da ponta das setas na placa de regulamentação ou de advertência.

 

Quando for mão inglesa haverá sempre a sinalização de advertência a uma distância adequada e cones (em caso de mão francesa provisória ou em construção) ou canteiros.

 

Guiem-se pelas placas e aprendizagem significativa e direção defensiva sempre, condutores!

 


Escrito por Márcia Pontes às 23h04
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