BLOG APRENDENDO A DIRIGIR: dicas, aprendizagem significativa, direção defensiva - UOL Blog

29/02/2012


Como entrar e sair de uma garagem com rampa e pilastra (com fotos)

Condutores,

 

essa postagem foi sugestão da Mary, leitora do blog, que enviou as fotos da garagem do prédio onde ela mora. O detalhe é que a garagem da Mary tem rampa e pilastra. De cara, para colocar o carro na garagem já temuma rampinha que, segundo a Mary, é bem mais inclinada do que aparece na foto, de modo queela tem de segurar o carro na rampa, desviar da pilastra e seguir por um corredor até a vaga dela, que é no cantinho. Para sair com o carro da garagem, tem que desviar da pilastra, segurar o carro na rampa, acionar o comando eletrônico do portão e sair com o carro sem que o portão esmague ele.

 

Pode parecer complicado, mas as dicas, macetes e referências servem para qualquer tipo de garagem: basta que o condutor pegue a manha de como abrir a frente do carro, isto é, a manha de ajeitar a frente do carro para desviar dos obstáculos e não ralar a lateral, fazendo com que as rodas traseiras se encaixem no espaço certo sem bater. Então, vamos explicar como chegar com o carro e guardá-lo na garagem, e depois, como sair com o carro da garagem.

 

CHEGANDO EM CASA E GUARDANDO O CARRO NA GARAGEM

 

Essa é a imagem da rampa vista de dentro do prédio.

 

 

Lá em cima, ainda na rua, sinalize com antecedência a manobra e tentar ajeitar a frente do carro para que a quina do capô se aproxime ao máximo (só defendendo para não bater) de um dos lados do portão, dependendo se vc chega pela direita ou esquerda da rua. Isso vai fazer com que a frente do carro abra e as rodas de trás fiquem posicionadas bemno meio da entrada, longe dos obstáculos laterais. No começo o carro fica enviesado, mas quando você puxa o volante para deixar o carro reto na descida, ele fica perfeito e com as laterais longe das paredes. Feito isso, desça com calma, devagar, em 1ª marcha, segurando o carro no freio e pisando na embreagem um pouco abaixo da metade do pedal (não é no fundo) para ele não morrer. Nada de acelerador, pois o carro já está na descida, ok? Agora olhem a foto da entrada na garagem no final da rampa: tem que desviar da pilastra:

 


 

Seguindo as setas, a Mary tem de descer a rampa, desviar da pilastra e seguir pelo corredor em linha reta até a vaga dela, que é no final e no cantinho. Nesse momento, a referência é a quina do capô do carro do lado direito. Já na descidinha da rampa, no final dela, tem que virar o volante como se quisesse encostara quina do capô do carro na pilastra, só que defendendo o suficiente para não bater (mais ou menos uns 2 palmos). Isso vai fazer com que a lateral do carro fique longe da parede. Mas atenção: toda a manobra deve ser feita com calma, com concentração, só no freio e embreagem. Tudo devagar, com calma, sem pressa! Nesse tipo de manobra não pode ter pressa senão a pessoa fica nervosa, perde os pontos de referência e o carro entala. Agora vamos ver como passar pelo corredor entre a parede ea pilastra:

 

 

Olhando a foto de cima, temos que lembrar que tem que descer a rampa de 1ª marcha, segurando em freio e embreagem e com a quina do capô a uns dois palmos da pilastra, ok? Nessa hora o carro vai ficar na diagonal, meio que atravessado entre a pilastra e a parede, mas é normal. Então, é só fazer a mesma coisa em relação à parede: dar mais ou menos 2 palmos de distância só defendendo para não bater e já ir virando o volante para que as rodas de trás do carro se ajeitem e a feente do carro fique apontada para o corredor. Isso faz com que as laterais do carro fiquem longe da parede, da pilastra e de outros carros estacionados. Na foto seguinte, vocês vão ver o carro da Mary (o preto) já guardado na vaga.

 

 

Depois de descer a rampa, desviar da pilastra e ajeitar as rodas para que elas deixem a frente do carro reta, tem que andar pelo corredor e colocar o carro na vaga, que é a última e bem no cantinho. Para guardar o carro nessa vaga tem que usar as mesmas referências: a quina do capô do carro chegando ao máximo perto da parede, só defendendo para não bater na parede. Nesse momento, as rodas do carro já vão estar posicionadas no meio da vaga e quando virar o volante para puxar o carro para dentro da vaga, ele vai entrar certinho, se afastando o suficiente da lateral do carro vermelho.

 

SAINDO COM O CARRO DA VAGA E DA GARAGEM

 

Para sair com o carro preto da vaga há 2 situações:dar a ré sem carro estacionado atrás, e com carro estacionado atrás. Na foto abaixo, vocês terão uma ideia de como é o espaço para tirar o carro da vaga quando não tem carro estacionado atrás do carro preto.

 

 

Se não tiver carro, é só dar a ré, invadir a vaga vazia e sair de frente. Se tiver carro estacionado na vaga de trás, dá a ré, aproxima o máximo que puder a traseira do carro preto do carro estacionado atrás, com calma, com tranquilidade e conferindo tudo pelos retrovisores de fora e de dentro do carro. Depois, vira todo o volante para a esquerda e tenta sair de frente, defendendo para não bater o pára-choque da frente no carro vermelho (penúltima foto). Se vir que vai bater, dá a ré de novo, aproxima o máximo que pode do carro de trás, vira o volante todo para a esquerda e vai saindo devagar, só no freio e embreagem, só defendendo para não bater no carro vermelho. Chegando no final do corredor, tem que passar pela pilastra e subir a rampa.

 

 

 

Aproxima o máximo a quina do capô do lado esquerdo (da parede) deixando mais ou menos 2 palmos, só defendendo para não bater e vai virando o carro para o lado da pilastra, só defendendo para não bater. Tudo com embreagem e freio, lembram? só acelera um tiquinho quando necessário. Nessa hora, já vai posicionando a frente do carro para a subidinha da rampa. Detalhe: olhando os retrovisores o tempo todo para não bater a lateral. Agora vejam a imagem que a Mary vai ter quando o carro já tiver passado pela pilastra e estiver de cara para subir o portão:

 

 

Como o portão é automático e precisa acionar o comando eletrônico, o ideal é segurar o carro em meia embreagem e freio antes de começar a subir a rampa. Sobe de 1ª marcha, acelerando até 10km/h ou menos, e quando as duas rodas do portão já estiverem fora da rampa o carro não volta mais. Sinaliza a manobra, olha bem se não vem pedestre ou ciclista na calçada e já puxa a outras metade do carro para a pista de rolamento para que o portão feche automaticamente sem esmagar o carro.

 

Condutores, vejam que esse tipo de manobra vai exigir antes o treino e a prática de alguns comandos básicos do carro, que são:

 

1. completo controle de meia embreagem, com o ponto ideal de meia embreagem no momento em que o carro quer começar a sair sozinho;

 

2. completo domínio das olhadas de retrovisores externos e internos;

 

Recomendamos imprimir a postagem do blog com as fotos e tentar fazer o percurso andando, conferindo tudo, sem o carro, para tornar a manobra mais significativa e entender tudo o que precisa ser feito. Depois, com o carro em baixíssima velocidade, em 1ª marcha, só com embreagem e freio, acelerando só quando necessário e olhando sempre nos retrovisores, tente com o carro.

 

Mary, tudo bem que a tua garagem é cascudinha e essa pilastra aí ninguém merece, mas praticando, com calma, com tranquilidade, sem pressa, com completo controle de meia embreagem e retrovisores, prestando atenção e entendendo todosos movimentos, você tira de letra, pois vai repetir isso todos os dias, pelo tempo em que morar no prédio. Obrigada pela confiança no blog e pelo envio das fotos, disponibilizando à todos a explicação.

 

Se algum leitor do blog tiver dificuldades e quiser vê-las esclarecidas em forma de postagem, é só enviar as imagens para meu e-mail pessoal: thesys@uol.com.br que a gente responde de forma personalizada. E como as dificuldades de um são as dificuldades do outro... conseguiremos ajudar o maior número de pessoas possível.

 

Direção defensiva não é só com o carro andando: começa antes de entrar no carro, com comportamentos e manobras seguras.

 

Boas manobras, condutores!


Escrito por Márcia Pontes às 01h34
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26/02/2012


Baliza passo a passo com fotos: manobra segura, certeira e rápida

Pois bem, condutores,

 

Hoje vai uma postagem especial para vocês: como fazer uma baliza de forma segura, certeira e rápida. Mas vejam bem: a rapidez na baliza é o que menos importa, este não deve ser o objetivo principal do condutor na baliza, pois se você só foca em fazer a baliza rapidamente, vai acabar descuidando do principal: a segurança, e aí os resultados serão desastrosos literalmente. O primeiro passo é a segurança em tudo o que fizermos no trânsito, absolutamente tudo mesmo!

 

Então vamos lá, por meio de uma sequência de fotos, já nos primeiros treinos, em lugar calmo, rua tranquila, sem muito movimento, e com apenas um carro estacionado à sua frente vocês já sentirão a diferença e desmistificarão a manobra da baliza. O que torna a baliza difícil no começo da aprendizagem são dois principais fatores:

 

a) no começo, como ainda não temos prática, nos falta naturalmente a segurança necessáriapara fazer as manobras com tranquilidade;

 

b) no começo da aprendizagem tendemos a dispersar a concentração nas manobras que estamos fazendo, e por conta da ansiedade, do nervosismo, é comum "dar branco", ficar com medo e abandonar a manobra e os treinos. Consequentemente, tendemos a desistir dos treinos.

 

 

DICAS COM FOTOS PARA UMA BALIZA SEGURA E FÁCIL

 

Primeira coisa: aproxime-se devagar da vaga e vá sinalizando antes (isso é fundamental para avisar o condutor de trás que você vai reduzir e parar para colocar seu carro na vaga). Se você achar difícil treinar no dia a dia com um carro de verdade estacionado na sua frente, treine com cabos de vassoura simulando o pauzinho da baliza do pátio da autoescola


 

 

Vejam a foto de cima que o pauzinho da baliza simboliza a traseira do carro que vai estar estacionado. Antigamente, aprendiza-se a emparelhar retrovisor com retrovisor, isso porque os modelos de carros da época tinham, praticamente, todos os mesmo tamanho. Hoje em dia, com carros de todos os tamanhos e larguras laterais, é fundamental emparelharmos traseira com traseira para eliminar a diferença. Além disso, a traseira do carro é que vai determinar a entrada da frente do seu carro atrás da traseira do carro que vai ser balizado. Feito isso, olhem a foto seguinte:

 


Na foto de cima vocês visualizam o próximo passo da baliza, que é colocar a marcha ré e virar todo o volante para dentro da vaga até que o retrovisor do carona fique alinhado com o pauzinho da baliza. Atenção, condutores: a sequência certa é alinhar a traseira com o carro de trás, colocar a ré e virar o volante TODO para dentro até que o espelho retrovisor do seu carro alinhe com o pauzinho da baliza. Nada mais que isso, ok? Esqueçam, pelo amor de Deus, as contadinhas de volta no volante, pois isso não é significativo para compreender a referência universal para a baliza: o ângulo da aproximação entre a quina da traseira do seu carro e o meio-fio.

 

Vejam que estou falando de treinos que podem ser feitos, também na autoescola, mas para evitar conflitos com o seu instrutor, conversem com ele antes, expliquem como vai ser feita a manobra, o novo ponto de referência para a baliza, isso para evitar brigas, afinal, lá no pátio da autoescola ou na rua, prevalece o que o instrutor ensinou. Então, aprendam a fazer desde já o que o trãnsito vai te cobrar sempre: negociem.

 

A próxima imagem vai mostrar prá vocês onde está o segredo de uma baliza bem feita: a imagem que vocês vão ver no retrovisor, seja do lado do carona ou do lado do motorista, dependendo do lado que você estaciona.

 

 

Prestem bastante atenção nessa etapa, pois mesmo que você tenha feito tudo certinho até agora, não basta virar todo o volante para dentro até que seu retrovisor fique alinhado e depois desvirar as rodas para alinhar o carro, pois a "fundura" da vaga é diferente. Ou seja, se você tiver um carro "magrinho" estacionado como um Fiat Uno ou a maioria dos carros pequenos de passeio, é uma coisa, mas se você tiver um carro mais largo, como as camionetas, aí a vaga fica mais funda. Taí o segredo da baliza.

 

Se vocês observarem os motoristas fazendo baliza no dia a dia, vão perceber que alguns já desviram as rodas e se encaixam nas vagas, mas vão perceber que tem aqueles que deixam as rodas do carro retas, andam um pouquinho para trás e depois sim, é que desviram as rodas. Então, quando alinhar a roda? O quanto andar para trás? A resposta está na foto de cima: se na hora que você alinhou o retrovisor do teu carro com a baliza e já formou esse ângulo aí da foto de cima, tudo bem: é só começar a ir desvirando as rodas e encaixar o carro na vaga. Mas.... se ainda não atingiu esse ângulo, aí sim, você deve alinhar as rodas do carro, ir um pouquinho, gradualmente para trás e acompanhar todo o movimento pelo retrovisor até ficar como está na foto de cima. O próximo passo de como a imagem tem de ficar no retrovisor está na foto de baixo:

 


 

Vejam que na foto anterior você aproximou seu carro da vaga e parecia que a quina da traseira do carro ia encostar no meio-fio, mas a imagem engana: nesse momento, só parece que encostou, quando na verdade, a roda do carro não encostou no meio-fio. Deem uma olhadinha na distância da roda para o meio-fio e da quina da traseira do carro para o meio fio e constatem que existe uma diferença. Portanto, encostar a quina da traseira do carro na imagem do retrovisor não é o mesmo que encostar a roda.

 

Portanto, atingiu o ângulo da primeira imagem, é hora de desvirar o volante AOS POUCOS, pessoal. Toda manobra é feita devagar, só com embreagem e freio e acelerando bem pouquinho conforme a necessidade. Desvirando as rodas aos pouquinhos para ajeitar o carro na vaga, vejam o que acontece na imagem abaixo:

 

Isso mesmo: a quina da traseira do carro vai se afastando do meio-fio. Porquê isso, se antes na imagem parecia que a quina da traseira estava colada no meio-fio? Porque o que encostou foi a imagem da quina da traseira do carro e não a roda. Lembram que existe uma distância entre a roda e a quina da traseira do carro? Lembram que o que encosta é a imagem no retrovisor? Desvendado o mistério da baliza, então, condutores!

 

APRENDA A CONSERTAR A BALIZA SE O PNEU FICAR MUITO PRÓXIMO DO MEIO-FIO

 

Tá, mas se no dia a dia a pessoa deixar passar um pouquinho a imagem no retrovisor e o pneu ameaçar encostar ou encostar mesmo no meio-fio? Tem conserto. Não precisa sair com o carro todo da vaga, condutores. Claro, que no dia a dia, pois na prova prática, se o pneu do carro encostar no meio-fio tá reprovado.

 

Mas, digamos, que na hora do treino da auto escola ou da prova você percebeu que errou o ângulo e que se for mais um tiquinho para trás o pneu vai encostar. Vamos consertar, começando pela foto abaixo:

 

 

Vejam na foto de cima que o pneu quase encosta e que se você for mais para trás com o carro para alinhar as rodas da frente, ele sobe no meio fio. Então, o procedimento é o da foto abaixo:

 


 

Pise no freio e na embreagem, segure o carro paradão na mesma posição em que está, engate a primeira marcha e vire o volante de modo que as rodas da frente vão em direção ao meio-fio para alinhar o carro. Veja na foto abaixo o que vai acontecer:

 

Vejam que a parte de trás do carro nem se move, não sai do lugar, permitindo o conserto da manobra. Porquê? Po quê antes você estava de marcha ré e o carro ia para trás, mas depois que colocou a primeira marcha e virou as rodas em direção ao meio fio passou a movimentar só as rodas da frente. Consequentemente, você vai "puxar" o carro para frente e ajeitá-lo na vaga certinho. Olhem os detalhes do pneu da frente: eles não encostam no meio-fio. Olhando pelo retrovisor você vai ver que não existirá mais o ângulo da quina da traseira do carro com o meio fio, pois o carro não vai mais estar torto. Você verá exatamente um corredor paralelo, duas linha sretas entre a lateral do seu carro e o meio-fio. Veja a belezura que fica na foto abaixo depois que alinha as rodas da frente:

 

Balizão, né?

 

 

OUTRAS DICAS

 

1. Jamais vá treinar ou aprender baliza direto no trânsito;

 

2. Treine antes em local calmo, rua sem movimento, com segurança e sem riscos para você e para os outros motoristas;

 

3. Treine bastante a angulação entre a quina da traseira do seu carro e o meio fio (a aproximação);

 

4. Foque em achar o ângulo certo e desvirar o volante;

 

5. Preste atenção em cada manobra lenta que fizer e veja que quando a lateral do seu carro ficar rente, alinhada com o meio fio, o carro estará retinho na vaga.

 

Aprendizagem defensiva sempre, condutores!

 

Mãos à obra e vamos perder já esse medo de baliza!

 

Qualquer dúvida é só postar e perguntar!

 



 

 


 

 


Escrito por Márcia Pontes às 11h34
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23/02/2012


Cuidados que se deve ter ao sair da vaga de estacionamento: com fotos e vídeo

Condutores,

 

Vou usar um vídeo que está circulando muito na internet em tom de piada em relação às dificuldades enfrentadas pelo motorista para sair da vaga de estacionamento.

 

Escolhi esse vídeo não com as mesmas intenções de quem o publicou, mas para comentar uma situação real que acontece no dia a dia de muitos motoristas inexperientes que tentam sair logo da vaga de qualquer jeito para se livrar da situação o mais rápido possível. Isso não funciona, pessoal. O nosso carro está estacionado na vaga, mas temos de ter visão periférica, ampla, espacial, do espaço que temos para manobrar com segurança, com calma e sair tranquilamente sem causar problemas. Notem no vídeo e na sequência de fotos que o condutor age com completa imprudência (pois imperícia e falta de prática não é desculpa para agir com risco), se bate todo com o carro na vaga e ainda sai na CONTRAMÃO e por pouco não bate de frente com um caminhão.

 

Em se tratando de motorista iniciante, existe aquela falsa percepção de que está atrapalhando o trânsito e de que tem de sair rápido do local para não atrapalhar mais ainda. Mas a grande verdade é que se não tivermos calma, paciência e não avaliarmos bem a situação, aí sim, estaremos com muitos problemas criados pela nossa própria ansiedade e, na maioria dos casos, algum acidente grave será provocado. Mas vamos à explicação e à análise da situação com fotos, depois vocês conferem a sequência toda no vídeo:


 

Na foto de cima temos o cenário da vaga. Notem que a saída correta deveria ser pela esquerda para ingressar de ré na mão de direção correta, mas o motorista sai pela direita, optando por sair de frente com o carro. Só que tem um detalhe: ele vai ficar de frente para a contramão, quando o certo deveria ser sair no sentido da via, encontrar o retorno mais próximo e fazer a conversão com segurança.



 

Desse momento em diante, o motorista provoca uma sequência de trapalhadas que poderiam ter sido evitadas se ele tivesse feito a coisa certa: agir com calma, com segurança, observar os espaços para manobrar e ingressar na via até achar o retorno mais próximo.


 

Notem que o motorista se atrapalhou com o espaço e nos giros de volante e acabou ficando entalado entre o vaso e o poste.

 


Na foto de cima vocês veem a famosa raladinha na lateral por falta de olhar no retrovisor. O motorista já tem dificuldades em sair da vaga com calma, não percebeu, antes de começar a manobra, o ambiente à sua volta, e já nervoso, deixa de olhar no retrovisor e lasca com o carro. Foi um vaso, mas se fosse um pedestre? uma criança? uma mãe com bebê de colo?

 

 

Não bastasse a raladinha na lateral, deixou de olhar os retrovisores externos de novo e desta vez os danos, arranhões e raladas foram na traseira do carro.

 

 

Notem na foto de cima que o motorista saiu da vaga pela CONTRAMÃO e na foto abaixo, ele vai entrar na rua de lado e, por pouco, escapa de bater de frente com uma carreta.

 

 

1. Treine antes as manobras de estacionamento em local calmo, rua sem agitação, sem movimento;

 

2. Coloque caixas de papelão para simular os obstáculos

 

 

3. Treine as olhadas no retrovisor infinitas vezes e esteja atento a aproximação das laterais do carro com o obstáculo

 

 

4. Não vá para o trânsito antes de treinar os fundamentos básicos com segurança

 

 

5. Jamais faça uma manobra arriscada, imprudente e perigosa como a do motorista do vídeo e das fotos fez pensando que vai ganhar tempo ou espaço: por mais perto que esteja da vaga ingresse na via na mão de direção correta, dirija até o retorno bem sinalizado mais próximo e faça a conversão com segurança, sinalizando tudo.

 

Pois é, condutores, prá vocês verem como se aprende com tudo nessa vida, principalmente no trânsito. Quem diria que um vídeo comum da internet, que foi postado em tom de piada, renderia dicas tão valiosas para o dia dia.

 

Bons treinos, direção significativa e defensiva sempre!

 

 

Segue o vídeo:

 


 

Escrito por Márcia Pontes às 13h29
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Bati o carro nos treinos, e agora?

 

 

Bom dia, condutores!

 

Resolvi abordar esse tema com vocês hoje porque é a coisa mais normal, mais natural do mundo, que na fase de aprendizagem da direção aconteça algum tipo de incidente que deixa o motorista iniciante abalado. Por exemplo, subir no meio fio durante uma manobra para estacionar, ralar as calotas, ralar a porta ou a lateral do carro no portão, e o mais comum, que acontece em 30% dos casos: bater em algum obstáculo ao manobrar de ré. Se isso aconteceu com você e você ficou triste, envergonhado, preferiu se afastar do carro, engavetar a PPD ou CNH definitiva e até pensou em desistir de dirigir, digo uma coisa bem séria, franca e verdadeira: se você desistir de qualquer coisa na vida diante do primeiro obstáculo, vai continuar desistindo de outras coisas mais importantes, vai acabar desistindo de sonhos, e se penalizando duas vezes: porque não consegue vencer a dificuldade e porque desistiu de tentar enfrentá-la.

 

 

Sabem porquê a maioria das pessoas que leem esse blog se identificam muito com as postagens e com as situações abordadas aqui? Por quê só entende as dificuldades do outro quem já passou por elas. E posso dizer prá vocês que eu passei por todas e mais algumas no começo da aprendizagem. O blog nasceu da minha superação do medo de dirigir, das dificuldades para as quais eu não encontrava resposta nem apoio de motoristas mais experientes, inclusive dentro da minha família. Então, eu coloquei na cabeça que assim que aprendesse a dirigir iria tentar ajudar as outras pessoas a não passarem pelas situações difíceis e constrangedoras que eu passei nesse período. Decidi que ajudaria os outros a saber o que fazer, mas explicando também como fazer. E é por isso, que eu me identifico tanto com vocês todos.

 

 

Quando eu estava com 3 meses de PPD fui manobrar meu Uno de ré e acertei o pára-lamas na parte da frente do carro do vizinho da minha mãe. Imaginam a cena? O barulho está na minha cabeça até hoje, assim como a lembrança da cena, dos sentimentos ruins que senti: a vergonha, o constrangimento, pensando em como eu ia falar com o dono do carro, que eu nem conhecia. Mas acontece, que a solução para o problema está em como vamos resolver isso, nas nossas atitudes, no modo como estamos dispostos a enfrentar consigo mesmos essas reações e emoções. Por isso, é que essas lembranças não machucam mais, não travam, estão bem resolvidas.

 

1. Bom, o melhor a fazer nessa hora é tentar manter a calma. Olhe o estrago que deu, seja humilde e vá falar com o dono do carro ou do patrimônio atingido, que pode ser um portão, uma moto, uma bicicleta, enfim...

 

2. O diálogo respeitoso entre você e o dono do patrimônio é a chave do negócio. Portanto, se a outra pessoa ficar nervosa, xingar, se alterar, diga que você está, humildemente, tentando encontrar junto com ela a melhor maneira de resolver o problema. "Não se preocupe, vou pagar o estrago" é uma frase que costuma acalmar os mais exaltados. "Não se preocupe, eu tenho seguro" deixa a outra pessoa mais calma ainda.

 

 

3. Se você tiver seguro, acalme-se primeiro e depois acione por telefone (geralmente 0800) a seguradora e explique o que aconteceu. Se o estrago no carro do outro é menor que o valor da franquia, não compensa, obviamente, acionar o seguro.

 

 

4. Se não tiver seguro ou for pagar do próprio bolso, faça o orçamento em mais de uma oficina e escolha o serviço mais barato e de qualidade.

 

Agora, vem a parte mais importante: como superar essa experiência negativa, que se for enfrentada do modo certo, sem cobranças cruéis de nós mesmos, resulta em aprendizagem significativa. Na hora que a gente rala o carro novinho no muro ou bate no carro de alguém o primeiro sentimento que vem é a vergonha e a vontade de nunca mais dirigir na vida, mas adianto que isso não resolve o problema. Assim como o modo como agimos na vida reflete o modo como agimos no trânsito, o modo como enfrentamos as dificuldades (se fugimos dela, se nos encolhemos com medo) vai se refletir no modo como vamos enfrentar e superar essa situação chatinha.

 

 

Quando aconteceu de eu bater de ré no carro do vizinho da minha mãe senti tudo isso que, talvez, muitos de vocês estejam sentindo, mas não corri do problema. Depois de conversar com o dono do carro em que eu havia batido, de pedir desculpas e assumir os R$ 400,00 de prejuízo na época, fui resolver meu problema comigo mesma, como motorista. Porquê eu bati? Onde eu errei? O que saiu errado? O que fazer prá não acontecer de novo? E assim foi que eu "descobri" que tinha medo de olhar nos retrovisores, evitava olhar, me apressava nas manobras prá sair delas logo e era onde faltava a cautela necessária. Corrigindo essas coisas, me corrigi como motorista, passei a acertar, a repetir os comandos do carro do modo certo, a ser mais atenta no trânsito e tudo se automatizou no dia-a-dia.

 

Se você passou ou se vai passar por uma situação dessas, de bater, ralar o carro na fase de PPD, não desanime, não desista. Sentir-se envergonhado, triste, chorar, e até pensar em desistir de dirigir é um direito seu. Mas depois que estiver mais calmo, repense as suas decisões, as suas emoções e parta para o enfrentamento do medo, da ansiedade, da insegurança.

 

 

1. Se você bateu ou ralou o carro, dê-se o direito de ficar triste, de chorar, de sentir-se envergonhado, mas depois que isso passar, encare o problema de frente;

 

2. Analise o que deu errado: não olhou no retrovisor e bateu de ré? Encostou no portão? O carro desceu a ladeira? identifique o problema, busque a ajuda para resolvê-lo com uma pessoa calma, paciente, que saiba explicar o que fazer e como fazer para isso não acontecer mais;

 

3. Treine os fundamentos do ato de dirigir num lugar calmo, tranquilo, sem movimentação excessiva de pessoas e de carros;

 

4. Corrija o erro, repita certo e no dia-a-dia os acertos vão se automatizar. Quando você menos pensar, estará dirigindo com segurança e naturalidade;

 

5. Nunca desista de dirigir porque algo saiu errado nos treinos, por pior que seja, pois se você desistir de dirigir, vai desistir de outros projetos, metas, de outros sonhos ainda maiores;

 

6. Converse numa boa com motoristas mais experientes e peça que eles contem dos imprevistos e incidentes da época em que estava aprendendo a dirigir. Conheço instrutores de autoescola que comentam com seus alunos que também bateram quando estavam aprendendo a dirigir, que ralaram as calotas, que subiram no meio-fio, que quase levaram o muro junto, dentre outras "peripécias".

 

7. Não existe motorista perfeito, todos erram para aprender, ninguém nasceu sabendo dirigir; muitos motoristas continuam errando feio mesmo depois de experientes, portanto, evite esses modelos de condutores;

 

8. O que não nos mata, não nos destrói, nos deixa mais fortes. Tente aprender com os erros, tirar experiências positivas, identifique o que deu errado, corrija e verá que esse erro dificilmente acontecerá de novo.

 

Claro que ainda tenho muitas outras histórias do tempo de aprendizagem para contar prá vocês e sou humilde o suficiente para contá-las. Não é vergonha nenhuma errar em fase de aprendizagem. Mas a diferença é que temos de saber aprender com essas coisas, até com as coisas negativas. Hoje em dia, dirijo por qualquer lugar onde um carro possa ir; manobro de ré com perfeição; dirijo por tudo, com naturalidade, com tranquilidade, com atenção, e faço do ato de dirigir um prazer, uma paixão. E digo isso não para me vangloriar ou parecer melhor que os outros motoristas, mas justamente para tentar mostrar que podemos aprender com os erros, superar as dificuldades, melhorar a cada dia.

 

Nunca se subestimem como motoristas. Não existe motorista perfeito e a prática não nos torna melhores que os outros. Prova disso são as estatísticas de acidentes de trânsito provocados por motoristas experientes, que se acham melhores que os outros ou que confiam demais nas habilidades que pensam que tem.

 

Não tenha vergonha de estar aprendendo a dirigir e de aprender com os próprios erros.

 

Muita força de vontade, determinação e superação a todos!

 


Escrito por Márcia Pontes às 11h46
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22/02/2012


Dicas para parar com segurança para o pedestre na travessia da faixa

 

 

 

Condutores,

 

Sinceramente, eu gostaria que a maior parte da inspiração para escrever esse blog não viesse da realidade cruel, dura, do trânsito. Que não viesse do mau comportamento de muitos motoristas, da falta de respeito, de cuidado, da negligência, da imprudência e do excesso de confiança nas habilidades que muitos motoristas pensam que tem. Eu gostaria que a inspiração para escrever esse blog viesse só de pessoas que estão (re)começando a dirigir, das postagens para esclarecer dúvidas, para obter respostas para seus questionamentos, ajuda técnica e emocional para superarem as dificuldades. Mas, infelizmente, o comportamento de alguns motoristas no trânsito nos trazem os piores retratos da realidade.

 

Na noite de quarta-feira de carnaval um senhor de 64 anos foi atropelado durante a travessia na faixa de segurança por um carro que estava parado atrás da faixa de retenção (aquela faixa branca, horizontal, que fica atrás da faixa de pedestres) e foi arremessado por um outro carro que bateu na traseira. Distração do motorista de trás? Alta velocidade? Velocidade incompatível com a via? Ou excesso de confiança nas habilidades que pensa que tem?

 

É por essas e outras que além das dicas, dos macetes, não só de direção prática, para se tornarem pessoas que sabem dirigir um carro sem dificuldades a partir da aprendizagem significativa, este blog procura acolher o motorista iniciante em suas dificuldades, dar apoio emocional, incentivar, dar estímulos positivos para motivar atitudes éticas, seguras e defensivas no trânsito. É por este motivo que cada postagem sobre uma dificuldade prática (com pedais, com troca de marchas, para estacionar, etc...) prioriza a segurança física e emocional, a responsabilidade nos treinos, o respeito, a valorização no trânsito das regras e dos valores de convivência em sociedade: porque mais do que ajudar a formar pessoas que sabem dirigir um carro, queremos ajudar a formar cidadãos para o trânsito, uma nova geração de condutores, motoristas que vão fazer a diferença por onde passam.

 

É muito triste, gente, saber que os motoristas apressados, imprudentes, distraídos, provocam acidentes como este, muitos resultando em mortes, em sequelas permanentes, em fraturas difíceis de tratar, principalmente em idosos, que tem dificuldades para perceber a aproximação de objetos em movimentos rápidos, que tem reflexos mais lentos, passadas mais lentas e curtas, visão e audição comprometida pela idade.

 

E que me perdoem os motoristas experientes, que não tem paciência para "ensinar", para orientar, para explicar, e tampouco servem de exemplo para quem está (re)começando a dirigir, quando afirmam que são os motoristas iniciantes que provocam acidentes por causa da imperícia. Diariamente adultos, crianças, idosos, mulheres grávidas, mães com bebê de colo, deficientes, inclusive cadeirantes, tem sido atropelados na travessia de faixa de pedestres por motoristas que se acham "eficientes" demais, habilidosos demais, que acham que dirigem bem demais....Só quem passa por essa situação e sobrevive à ela, só quem tem na família pessoas vítimas de acidentes de trânsito como eu e milhares de pessoas tem, sabe o quanto dói essa dor. Então vamos às dicas, condutores, para fazermos a diferença no trânsito com responsabilidade, com cuidado, com cidadania e com ética.

 

DICAS PARA PARAR COM SEGURANÇA PARA O PEDESTRE NA FAIXA

 

1. Geralmente, na nossa cidade, passamos sempre pelos mesmos lugares, fazemos sempre o mesmo trajeto: procure identificar os locais onde tem faixa de segurança e reduza a velocidade ou a marcha quando estiver próximo desses locais; redobre a atenção;

 

 

2. Quando estiver se aproximando da faixa de pedestres, dê alguns toques de advertência pisando levemente no freio para avisar o motorista de trás a sua intenção de parar para o pedestre atravessar na faixa;

 

 

3. Quando estiver parado atrás da linha de retenção da faixa de pedestres, enquanto aguarda a travessia, sempre que for possível, coloque o carro em 1ª marcha, faça a meia embreagem e pise firme no freio. Caso o carro de trás bata na traseira do seu carro, esse procedimento vai ajudar a segurar o seu carro e impedir que ele seja lançado para frente;

 

 

4. Deixar de dar a vez ao pedestre é infração gravíssima com 7 pontos na carteira, mas o mais importante é que todos nós, motoristas, também somos pedestres e merecemos ser respeitados no trânsito. Então, respeite, pare na faixa de pedestres, permita a travessia; faça a sua parte para um trânsito melhor;

 

5. Lembre-se que pessoas idosas, cadeirantes, pessoas andando com ajuda de muleta, de andador, mulheres grávidas, com criança de colo, são pessoas que costumam atravessar mais lentamente a faixa de pedestres. Aguarde, espere, respeite a vida no trânsito. No trânsito, os veículos maiores são responsáveis pelos veículos menores e todos juntos, são responsáveis e devem cuidar e proteger o pedestre (art. 29, CTB)

 

 

6. O pedestre tem prioridade na travessia da faixa mesmo que o sinal de semáforo tenha aberto para os carros, portanto, aguarde o pedestre concluir a travessia da faixa para seguir com segurança (art. 70, parágrafo único CTB);

 

 

7. Está no art. 170 do CTB: constitui infração gravíssima: Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos , punida com multa e suspensão do direito de dirigir;

 

 

8. Está no art. 214 do CTB:

"Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado: I - que se encontre na faixa a ele destinada; II - que não haja concluído a travessia, mesmo que ocorra sinal verde para o veículo; III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes; caracteriza
Infração - gravíssima , com pena de multa." 

 

 

 

9. Deveria estar na consciência de todo motorista: "vou parar antes da faixa de pedestres e permitir a travessia porque sou civilizado no trânsito; porque respeito o direito das outras pessoas; porque também sou pedestre e não vivo com a buzanfa colada no carro o tempo todo, portanto, quando estou na condição de pedestre também mereço respeito", ou ainda: "mais importante que o risco de ser multado, é agir pela segurança no trânsito";

 

 

10. Essa história de que não parou na faixa para o pedestre porque o carro de trás vinha em alta velocidade não cola mais, pelo menos, nas Juntas Administrativas de Recursos de Infração (JARI´s), pois é dever do motorista dirigir com segurança, e segurança também é dar toquinhos no freio para avisar o apressado de trás que você vai parar para o pedestre atravessar na faixa;

 

 

11. Sempre que você parar para a travessia de pedestres na faixa de segurança ligue o pisca-alerta do carro (só enquanto estiver parado) para avisar o motorista de trás; para garantir que o pedestre não seja atropelado pelo carro ou moto que vai passar ao seu lado, pelo lado da porta do motorista, estique o braço para fora da janela e faça movimentos lentos para cima e para baixo. Isso significa "baixe a marcha e a velocidade", e o condutor vai entender que alguém estará atravessando a faixa de segurança;

 

 

12. Os pedestres tem prioridade de travessia na faixa em todos os locais, mas se você estiver trafegando numa via rápida e a faixa não estiver debaixo do semáforo, o pedestre tem de aguardar para fazer a travessia segura. Ou seja, o motorista não é obrigado a parar se o tráfego é intenso, em alta velocidade e se a parada para a travessia do pedestre resultar em acidente de trânsito com colisão do outro carro na sua traseira. Mas prestem atenção, condutores: só nas faixas onde não tiver semáforo e se o tráfego for rápido e intenso, ok?

 

Para finalizar a postagem, coloco dois vídeos para a gente refletir e repensar nossas atitudes no trânsito:

 

 

E esse outro vídeo é para lembrar que o trânsito é um sistema social, com conectividade, integrado por vidas que nele circulam todos os dias:

 

No trânsito ou na vida, somos livres para tomar nossas decisões, mas somos prisioneiros das consequências.

A vida é sagrada e devemos respeito.

 

 

Aprendizagem significativa e defensiva é que faz o bom motorista.

 


 

 

Escrito por Márcia Pontes às 13h51
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20/02/2012


Você tirou a Permissão Para Dirigir em um estado e tem de pegar a definitiva ou renovar a CNH em outro? Então leia essa postagem

 

Bom dia, condutores!

Situação comum que pode acontecer é você ter feito o seu processo de habilitação em um dos estados da federação, mas acabou se mudando para outro estado em menos de 1 ano, que é o prazo para a troca da Permissão Para Dirigir (PPD) pela CNH definitiva. E agora, como faz? Pode fazer a troca no mesmo estado onde está morando ou vai ter que ir até o Detran do estado onde tirou a PPD? E para quem já tem a CNH definitiva emitida por um estado e tem de renová-la, mas está morando em outro lugar do Brasil? O procedimento é o mesmo?

É o seguinte, se a sua CNH foi emitida num estado da federação, mas você precisa pegar a CNH definitiva ou renovar a habilitação, não vai precisar voltar ao estado de origem, onde o documento foi emitido, mas vai ter de solicitar junto ao Detran do estado onde você está morando, o Serviço de Averbação da Carteira Nacional  de Habilitação (CNH). Funciona assim:

 

1. vá até o posto de atendimento do detran mais próximo, explique o caso e solicite o Serviço de Averbação, que nada mais é, do que a transferência do seu prontuário no Detran do estado onde a CNH foi emitida. 

 

Lembram que quando começamos o processo de habilitação tem aquela folha de tamanho de papel A4 com os dados do condutor e do processo? Chama-se Registro Nacional de Condutores Habilitados (RENACH), onde o médico e os psicólogos do Detran registram os resultados dos exames de avaliação psicológica (psicotécnico) e exame médico, e também onde vai o carimbo do examinador do Detran em caso de aprovação na prova prática.

 

Esse documento fica numa espécie de uma pasta no Detran do estado de origem onde você fez o processo de habilitação. O que acontece é que com o pedido de averbação, o Detran precisa transferir esses dados do seu prontuário para o estado onde você está morando agora e aonde vai renovar a CNH ou pegar a CNH definitiva.

 

2. Documentos necessários:

- Original e cópia do CPF

- Original e cópia do RG

- original e cópia do comprovante de residência do estado onde está morando

- Original e cópia da CNH expedida no estado de origem

- Preencher um formulário chamado Requerimento de  Certidão e Transferência de Prontuário, que se pega no Detran mesmo.

 

3. Se não houver nenhum impedimento (processo administrativo aberto no Detran do estado onde a CNH foi emitida para responder por infrações de trânsito, por exemplo), o registro da CNH será transferido para o Detran do estado onde o condutor está morando. Neste caso, para dar andamento no processo, o condutor terá de apresentar cópia do boleto de pagamento da taxa de serviço de averbação (Documento Único do Detran de Arrecadação - DUDA);

 

4. Só depois do prontuário transferido é que poderá renovar a CNH.

 

5. Condutores habilitados antes de 22/01/1998, para renovar a CNH, deverão fazer 15 (quinze) horas de curso de atualização em direção defensiva e primeiros socorros em um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou poderão optar por estudar e fazer, gratuitamente, uma prova de 30 (trinta) questões (se informa no Detran). Se o condutor que for renovar a CNh definitiva optar pela prova terá que atingir 70% de aproveitamento (acertar 21 questões). Estando tudo certo, renova a CNH.

 

6. Se o condutor for habilitado depois de 22/01/1998 é só levar os documentos originais para simples conferência e as respectivas cópias, pois estão dispensados da prova e curso de direção defensiva e primeiros socorros.

 

Boa sorte a todos que fizeram o processo de habilitação num estado e precisam renovar ou fazer a troca da PPD pela CNH em outro estado.

 

Lembrando que para quem vai renovar a CNH definitiva, não se deve deixar esses procedimentos para cima da hora, pois trata-se de transferência de documentos e informações de um estado para outro e isso pode demorar algum tempo e você só pode dirigir com a CNH vencida até 30 dias depois da data do vencimento, que corresponde ao período de espera pela chegada dos documentos novos. Vejam bem, não é para esperar vencer 30 dias e depois dar entrada na renovação ou troca da PPD! Deu a data, corram atrás para evitar imprevistos.

 

Quaisquer dúvidas, postem.

 


Escrito por Márcia Pontes às 10h48
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Motorista brasileiro habilitado no exterior pode dirigir no Brasil quando está de férias?

Condutores,

 

Essa sugestão de postagem foi da Lúcia, leitora do nosso blog que é habilitada e mora na França. A Lúcia vem ao Brasil de férias e quer saber se vai poder dirigir normalmente no Brasil. Como o nosso blog é reconhecido e acessado em outros países além da França, tais como Japão, Irlanda, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda, Suiça e até na Indonésia, segundo leitores do blog que se identificam, é mais do justo esclarecer a essa dúvida comum de brasileiros habilitados no exterior.

 

Seguindo a Resolução 360/2010 do Contran o cidadao brasileiro habilitado no exterior poderá dirigir no Brasil mediante algumas condições específicas:

 

1.O país estrangeiro em que o brasileiro mora ou que expediu a carteira de habilitação estrangeira deve fazer parte de convenções e acordos internacionais, tais como a Convenção de Viena, o Acordo sobre Regulamentação Básica Unificada de Trânsito (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) e Acordos de Reciprocidade (Resolução 261/2004 - Contran)

 

2. O brasileiro habilitado no exterior só poderá dirigir no Brasil se estiver em estada regular e temporária no país, se for maior de 18 anos e comprovar que mantém residência normal no país estrangeiro por mais de 6 meses a partir da data de expedição do documento de habilitação naquele país. O prazo máximo para o brasileiro habilitado no exterior dirigir no Brasil como turista ou visitante é de, no máximo, 180 dias; mais que isso, terá de fazer a CNH brasileira. 

 

3. Deverão apresentar ao posto do Detran mais próximo a carteira de habilitação estrangeira, que esteja dentro do prazo de validade, acompanhada de documento de identificação com tradução juramentada, devidamente reconhecido mediante registro junto ao Detran (selo). Na tradução juramentada do Documento de Habilitação será colado pelas autoridades de trânsito brasileiras um selo de autorização válido para dirigir no Brasil por seis meses contados a partir da data de entrada no País. Essa autorização é válida de acordo com o vencimento da Habilitação estrangeira;

 

4. As autoridades no Brasil requerem a tradução simples da habilitação estrangeira contendo a equivalência de todos os dados pessoais; na página dos Detrans de cada estado na internet tem a lista dos endereços dos tradutores juramentados credenciados, pois só eles podem traduzir os documentos.

 

5. O documento de identificação do brasileiro que mora no exterior e pretende dirigir no Brasil pode ser: carteira de identidade expedida no Brasil ou no exterior, passaporte com cópia das páginas com dados pessoaisfoto e número do documento; carteira emitida por organismos reguladores da profissão no Brasil ou exterior ou qualquer outro documento em que conste o número da carteira de identidade e foto.

 

6. No caso de um condutor habilitado no Exterior cometer infração cuja penalidade implique na suspensão do direito de dirigir, a autoridade de trânsito tomará uma das seguintes providências:
   • recolher e reter o documento de habilitação até o término da suspensão, ou até que o condutor deixe o território nacional;
   • comunicar à autoridade que expediu o documento a suspensão do direito de usá-lo, pedindo que a decisão seja comunicada ao interessado;
   • indicar no documento que o mesmo não é válido em território nacional, quando se tratar de habilitação com validade internacional.  

 

PAÍSES QUE FAZEM PARTE DA CONVENÇÃO DE VIENA:

 

África do Sul, Albânia, Alemanha, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cazaquistão, Costa do Marfim, Croácia, Cuba, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Guiana, Hungria, Irã, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Níger, Noruega, Paquistão, Polônia, República Centro–Africana, República Democrática do Congo, República Theca, Romênia, San Marino, Seicheles, Senegal, Sérvia e Montenegro, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistã, Zimbábue.


 

PAÍSES QUE CELEBRARAM ACORDOS DE RECIPROCIDADE COM O BRASIL

 

 

Angola, Argélia, Austrália, Cabo Verde, Cingapura, Coréia do Sul, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Gabão, Gana

Grécia, Guiné-Bissau, Guatemala, Haiti, Holanda, Honduras, Indonésia, Inglaterra, Irlanda do Norte, Líbia, México, Namíbia, Nicarágua, Nova Zelândia, País de Gales, Panamá, Portugal, Reino Unido, República Dominicana, São Tomé e Príncipe, Venezuela

 

Se você é habilitado para dirigir em algum país que não faz parte desta lista, isso significa que sua habilitação não é reconhecida pelo governo brasileiro, portanto, só poderá dirigir no Brasil mediante a troca da sua habilitação de origem pela equivalente nacional e ser aprovado nos exames clínicos, psicológicos e de direção veicular, respeitada a sua categoria. Trocando em miúdos, deverá fazer o processo de habilitação no Brasil, o que não atender suas necessidades caso esteja de passagem curta pelo nosso país.

 

O blog aproveita para mandar lembranças verde-amarelas e um grande e afetuoso abraço que só o brasileiro sabe dar a todos os leitores que acompanham o nosso blog no exterior. Bem-vindos sempre!

 


 

 

Escrito por Márcia Pontes às 09h00
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19/02/2012


O motorista iniciante, o ar condicionado e o carro pesadão

"Boas", condutores

 

Feriadão, ótima oportunidade de passear com o carro ou dar aquela voltinha básica pela cidade, um calorão dos infernos e... ah... ele, o ar condicionado do carro! Quem tem um não tem como resistir. Carro preto, então, chega a aumentar a temperatura de 4 a 6 graus dentro do carro depois de estacionado alguns minutos, causando um baita desconforto para o motorista e os passageiros.

 

Por outro lado, o motorista iniciante ou que está recomeçando costuma ter dificuldades para dirigir que podem piorar com o uso do ar condicionado. Que o consumo de combustível pode chegar a 25% não é novidade para a maioria. Ou seja, 1/4 do que você abasteceu vai para o consumo do ar condicionado. Mas o problema maior parece estar no fato de que o ar condicionado ligado deixa o carro 1.0 pesadão, muito parecido com o que acontece quando estamos andando em marcha errada, tipo, andando em baixa velocidade com marcha mais alta engatada. Você pisa, pisa, no acelerador e nada do carro andar. No caso do ar condicionado, basta desligá-lo e o carro fica um cavalo de forte de novo.

 

Sair de um cruzamento, então? vixi.... o carro não anda, parece uma carroça... desenvolve pouco na estrada, e fazer uma ultrapassagem segura com o ar ligado fica muito difícil. Subir ladeira de carro 1.0 com o ar condicionado já fica difícil, imagina se ele estiver cheio, com bagagens ou passageiros. Essas são as situações mais comuns que podem complicar a vida do motorista iniciante, que já tem problemas que chega para se entender com o carro até desenvolver a prática.

 

DICAS PARA UMA DIREÇÃO SEGURA PARA MOTORISTAS INICIANTES COM O AR CONDICIONADO LIGADO

 

O ar condicionado é um conforto, diria até que para quem mora em "terras quentes" no verão como o sul do país (Blumenau tem tido temperaturas diárias de quase 40 graus ou mais nas últimas semanas), é uma necessidade. No entanto, tem que saber usar para não se atrapalhar.

 

1. O ar condicionado ligado em carros com motor 1.0 deixa o carro pesadão, por isso, saiba diferenciar entre as situações em que deve desligá-lo por alguns momentos;

 

2. Se você estiver num cruzamento movimentado ou vai entrar na faixa de integração de rodovias, desligue o ar condicionado por alguns momentos, pois você vai precisar de toda a força do motor do carro para ter uma saída tranquila e rápida, sem perder torque e potência, principalmente em baixas velocidades (como é o caso de saídas de cruzamentos e entradas ou saídas em alças de acesso em rodovias)

 

3. Desligue o ar condicionado do carro sempre que você tiver que subir uma rua íngreme e longa ou mesmo quando estiver trafegando na serra e em trechos de subidas e descidas em rodovias. Pode ser que você precise diminuir a velocidade, baixar uma ou mais marchas e subir lentamente, com o tráfego quase parando. Nessa hora precisamos muito do motor e para quem é iniciante, mesmo que já tenha avançado o suficiente para trafegar em rodovias, é melhor contar com toda a força do carro;

 

4. Em rodovias e vias expressas, no perímetro urbano, nunca ultrapasse desnecessariamente, sempre procure trafegar entre os 80 e 90km/h, claro que de acordo com a velocidade delimitada na rodovia. Mas se estiver seguro para ultrapassar, se for permitido pela sinalização vertical (placas) e horizontal (pintadas na via) e a manobra não oferecer riscos, desligue o ar condicionado e faça a manobra de modo seguro, com o carro mais rápido, com motor mais forte;

 

5. Se o seu carro tem muita bagagem ou se estiver lotado com 4 ou 5 passageiros, cautela redobrada com o ar condicionado. É bom, mantém o conforto dos passageiros na viagem, mas o carro vai berrar para subir uma serra ou mesmo uma rua íngreme em pleno trânsito da cidade. Carro 1.0 com 5 passageiros já costuma dar trabalho naturalmente para subir ruas íngremes, quem dirá com o ar condicionado ligado. Nessas situações, desligue o conforto por alguns minutos, suba a rua muito íngreme de 2ª marcha e acelerando até 40km/h; passada a ladeira, com a rua nivelando, ligue o ar de novo.

 

OUTROS MACETES PARA USO DO AR CONDICIONADO E UMA DIREÇÃO SEGURA

 

1. Nos dias quentes que cai aquela chuva no final de tarde, principalmente em São Paulo, assim que perceber que vem chuva, abra as janelas do carro e deixe que a temperatura de dentro iguale à de fora. Assim que começar a chover o carro vai embaçar, então, ligue o ar condicionado e direcione o ar para o pára-brisa e alterne direcionando o ar gelado para desembaçar o vidro de trás do carro, assim você terá boa visibilidade

 

2. Nos dias de chuva é comum embaçar o vidro das janelas das portas da frente do carro, então, direcione o difusor de ar para o lado com o ar condicionado ligado que melhora a visibilidade do que acontece do lado do carro, permitindo olhar melhor no retrovisor

 

3. Procure não rodar com o carro com o ar condicionado o tempo todo na posição de recirculação do ar, pois em dado momento ele vai usar ar quente para funcionar, prejudicando o sistema

 

Recapitulando: como o ar condicionado deixa o carro 1.0 pesadão, procure utilizar o ar somente em retas, sem subidas ou descidas íngremes, desligando quando for ultrapassar, quando estiver subindo uma estrada ou rodovia com subida e serra, para sair de cruzamentos ou alças de acesso de rodovias. Ou seja, desligue o ar do carro em todas as situações em que o motor for exigido e o carro pesado atrapalhar na manobra.

 

Conforto é bom, mas com segurança fica melhor ainda.

 

Boa direção significativa e defensiva a todos!

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 22h14
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17/02/2012


Dicas para estacionar: como entrar de frente na vaga, portão ou garagem

Olá condutores,

 

Me empolguei tanto com a entrada de ré na vaga que estava devendo prá vocês as dicas e macetes de como entrar de frente na vaga. Então, vamos lá. Para entrar de frente numa vaga, portão ou garagem, o princípio é:

 

1. Verifique se seu carro cabe dentro da vaga e se os retrovisores não vão encostar na lateral do outro carro caso a vaga seja apertada;

 

2. Meça visualmente o espaço que você vai ter entre as duas colunas da entrada da garagem, do portão ou a distância entre dois carros e tente enfiar a cara do carro bem no meio da vaga;

 

3. Se a vaga for apertada, aproxime ao máximo a quina do capô do seu carro de uma das colunas ou da lateral do carro estacionado, devagar, com calma, só defendendo para não bater; lembrando que a manobra é lenta, devagar, usando freio e embreagem e parando o carro mesmo; para ter certeza que não vai bater, pise primeiro na embreagem e logo no freio (mas tem que ser movimento sequencial, pisando quase junto, só alguns pelésimos de segundo de atraso entre a pisada na embreagem e freio), chegue mais a cabeça perto do pára-brisas, estique o pescoço e confira se não vai bater;

 

4. o movimento de aproximar a quina do capô do carro do obstáculo que demarca o espaço da vaga faz com que as rodas traseiras se alinhem com a entrada da vaga. Para tirar a dúvida, na hora em que estiver treinando numa rua calma, sem movimento ou mesmo na entrada do seu portão, aproxime a quina do carro da coluna, páre o carro, ponha em ponto morto, puxe o freio de mão e vá lá atrás do seu carro conferir. Se você olhar, vai perceber que as rodas traseiras e a parte de trás do carro é que se alinham primeiro com a entrada da vaga. A parte da frente, que nesse momento está torta, quando você entrar no carro e "puxá-lo" para o meio da vaga, é que vai alinhá-lo. Porquê? porque as rodas de trás já determinaram onde o carro vai entrar

 

5. Neste tipo de manobra de estacionamento para entrar em garagem ou portão, por exemplo, muitos motoristas iniciantes que não conhecem esse macete costumam bater, ralar a porta, bater com a quina do capô ou outra parte da lateral do carro. Porquê? Por quê eles miram só a frente do carro, deixando de olhar no retrovisor e calculando que passe só a frente do veículo. Se olhassem no retrovisor durante a manobra, de preferência, agachados, olhando por baixo do carro, veriam que as rodas de trás do carro estariam muito próximas da coluna, na mesma linha que ela ou até atrás. Por isso, é que quando "puxarem" o carro para frente alinhando o volante, sempre bate ou rala a lateral. Pegaram o macete? é abrir a frente do carro chegando o mais que pode a quina do capô perto da coluna do portão ou entrada de garagem para alinhar as rodas de trás, olhar no retrovisor e depois "puxar" a frente do carro para dentro da vaga que ele alinha e entra sem bater.

 

Vejam os dois vídeos: um é do Meu Carango TV e o outro foi feito aqui, pelo blog, com desenhos. De quebra, tem o vídeo para treinar baliza.

 

 

Esse aqui é o vídeo com desenhos e explicações:

 

 

E de quebra, um dos melhores vídeos da baliza que já assisti. Aliás, foi com esse vídeo que aprendi a fazer baliza de verdade:

 

Condutores, seguindo as dicas direitinho, treinando antes em local calmo e seguro, sem movimento de carros que possam atrapalhar, que permitam você parar o carro no meio da manobra, descer e ir conferir como está ficando, ajuda a tornar a manobra significativa: ver, constatar, medir com os olhos, avaliar a consequência de cada movimento seu no carro; aprender a detectar o erro e a consertá-lo.

 

No ato de dirigir, toda manobra deve ser significativa, com calma, com baixíssima velocidade, usando muito freio e embreagem e grandes movimentos de volante.

Lembrem-se: carro em movimento, quanto maior a velocidade, menores os movimentos de volante

                      carro parado ou com baixa velocidade, maiores os movimentos de volante.

 

Bons treinos, condutores!

Escrito por Márcia Pontes às 08h56
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16/02/2012


Você deixa de sair com o carro por medo de estacionar? Então leia essa postagem

 

 

 

Olá condutores,

hoje vamos falar de um assunto bastante comum e uma das maiores dificuldades de quem está (re)começando a dirigir: achar vaga para estacionar. Seja aqui no blog, na comunidade Aprendendo a Dirigir, no orkut, ou no msn da comunidade aprendendo a dirigir (group40387@groupsim.com), muitos condutores recém-habilitados ou que estão recomeçando a dirigir depois de muito tempo afirmam que deixam de sair com o carro com medo de estacionar, pois ainda não tem prática, para evitar levar buzinadas ou não atrapalhar o trânsito. Mas o maior medo mesmo, é de ficar circulando com o carro, não saber entrar na vaga ou ficar entalado ali, manobrando, manobrando, e nada. Bem, para isso existem as dicas técnicas em diversas postagens aqui no blog, mas também vamos abordar as dicas para o controle emocional do motorista novato.

 

Imaginem a situação: o condutor é recém-habilitado, dirige em algumas ruas da cidade e quer ir a determinado local. Aí fica pensando: "e se eu não achar vaga?"; "e seu eu não conseguir estacionar?"; "como fazer a baliza?" . Aí o condutor decide levar alguém de carona para dar mais segurança, só que, pelo fato de ainda não ter muita prática, o carona pode ficar ansioso e, pensando que está ajudando, atrapalha com comentários do tipo: "olha uma vaga ali", "entra aqui", "vira o volante prá lá", dentre outras atitudes e comentários. Portanto, escolha um carona calmo, tranquilo, que te deixe calmo também, senão você vai se estressar ainda mais.

 

1. Treine as manobras básicas de estacionamento antes, em uma rua calma, tranquila, sem carros estacionados, apenas simulando que exista um e treinando as olhadas de retrovisor e aproximação do meio fio para estacionar;

 

2. Antes de sair de casa, procure no Google Maps ou Google Earth a imagem do trajeto que vai fazer: veja se tem estacionamento pago, o sentido de cada via, se é mão única, etc...

 

3. Dirija com calma, atento, respeitando a sinalização da via. Quando estiver perto do local onde quer ir, diminua a velocidade e sinalize. Escolha um lado da rua onde pretende estacionar e esteja certo que isso de ter vaga é questão de sorte mesmo, viu, e que todo motorista experiente passa pelo mesmo problema; se a vaga estiver do outro lado da rua, siga em frente, dê a volta no retorno ou rua mais próxima e assuma o lado certo da pista para entrar na vaga. É assim mesmo que funciona!

 

4. Não se distraia olhando para os carros estacionados procurando vaga para não esquecer de olhar para a frente e manter o carro reto na pista; as olhadas são rápidas;

 

5. tente ver por cima dos carros quando estiver se aproximando do local e pelas laterais para visualizar a abertura onde está faltando um: essa pode ser a sua vaga;

 

6. reduza a velocidade, a marcha e sinalize para entrar na vaga: não tente fazer a manobra depressa, com uma agilidade e uma prática que você não tem. Não tenha vergonha de fazer a manobra com calma, tudo devagar, prestando atenção, olhando nos retrovisores;

 

7. Prefira as vagas que estão no início ou no final de portões e garagens (eu disse início e final, cuidado para não estacionar em local proibido). Por exemplo, aquelas vagas sinalizadas em que o último carro pode estacionar, pois dali para frente é um portão. Essa vaga é boa porque vc sabe que na sua frente ou atrás de você não terá mais nenhum carro estacionado e terá espaço suficiente para manobrar;

 

8. Nunca desista de sair com o carro com medo de estacionar: geralmente, antes de sair de casa, os monstros imaginários se criam na nossa cabeça, mas quando chegamos no local as dificuldades são menores do que imaginamos e criamos; pelo menos vá até o local, se não tiver segurança para estacionar ou não achar vaga, volte. Pelo menos você se acostuma com o trajeto. Treine em local seguro, simule aquela dificuldade e depois que sentir confiança e conseguir realizar as manobras com segurança, volte ao local e tente estacionar.

 

9. Uma coisa muito importante: não tenha vergonha de ser recém-habilitado ou de estar recomeçando a dirigir, tenha orgulho, sinta-se como motorista, pois você é um motorista habilitado como os outros. O que te falta é a prática, mas essa vem com o ato de dirigir, com a paciência, a determinação, com os treinos seguros antes de se lançar no tráfego.

 

Carona nervoso transfere para o motorista um medo que não é do motorista, mas do próprio carona, independente de estar na PPD ou na definitiva. Então, se o seu carona começar a dar "piti" na hora de dirigir ou estacionar, deixe bem claro que esse medo é dele e não seu. E se o medo for seu ou se o comportamento do carona te der medo, peça calmamente para ele relaxar, ser menos ansioso, te deixar menos nervoso. Na próxima, escolha um carona mais calminho e tente não absorver o medo do outro. 

 

Vou contar prá vocês uma história bem real, para que vocês entendam que, na maioria das vezes, o medo, a insegurança e a vergonha é do outro, do carona, e isso costuma acontecer, também, com mais frequência, ainda quando o aluno é recém habilitado.

 

Outro dia uma conhecida minha, habilitada há 6 anos e que dirige por tudo, super-bem, defensivamente, foi com o marido que é habilitado, mas não dirige, a uma lanchonete e estacionou no único lugar que dava: uma DESCIDA. Daqui a pouco tinha um carro atrás do carro dela com algum espacinho, e logo veio um condutor com a namorada e estacionou adivinha aonde? Na frente do carro dela, de modo que o carro da minha amiga ficou no meio dos outros dois estacionados.

Na hora de ir embora, o espaço estava apertado para sair, e essa minha amiga tem uma lesão importante no ombro direito que a impede de fazer movimentos bruscos nas manobras, lembrando que o carro estava estacionado numa descida.

 

Então minha amiga pediu para o carona dela (o marido) chamar o motorista da frente para que ele colocasse o carro dele para frente para que ela pudesse sair em segurança. Ocorre que o marido ficou com vergonha e pediu para o garçon chamar o motorista. Quando ele veio, o marido da motorista soltou a pérola: "é que ela ainda é NOVATA, não tem experiência". Pôxa, ela dirige há 6 anos, por tudo, por rodovia, etc... e é novata?

Foi então que a condutora colocou a cabeça para fora da janela, chamou o motorista e disse: "não é questão de ser novata, eu dirijo há 6 anos... é pela segurança minha e do teu carro". E sabe o que o motorista do carro da frente falou prá ela? "Que é isso, muito obrigada, eu é que agradeço, pois sou recém habilitado e não sei estacionar direito". Imaginem como ficou a cara do marido e carona dessa minha amiga!

 

Tá vendo? De quem é o medo? De quem é a vergonha? Não se trata de não saber sair de uma vaga, mas da análise dos riscos que temos de fazer como condutores, do senso de segurança e responsabilidade enorme que temos de ter em qualquer situação no trânsito e que nos impede de fazer manobras arriscadas no trânsito.

 

Não é vergonha nenhuma chamar o outro condutor ou esperar que ele venha se o seu carro estiver numa vaga muito apertada. E não precisa sair se justificando com comentários tipo "tirei a carteira há pouco tempo", como se você fosse culpado de alguma coisa, assim como não é vergonha nenhuma pedir ajuda num momento de dificuldade.

 

O mais importante é a segurança, é fazer a manobra com calma, concentrado no que está fazendo, calculando bem os riscos e não assumindo o medo e a vergonha do outro. Esse medo e essa vergonha é dele, não sua. Cuca fresca e humildade no trânsito é tudo, não interessa quanto tempo temos de CNH.

 

Pensem nisso condutores, planejem suas saídas antes, não fiquem criando monstros imaginários sobre estacionamento ou sobre qualquer trajeto com o carro, pois a mente humana é fértil e poderosa o suficiente para fazer a gente tremer, suar, se apavorar mesmo antes de entrar no carro.

 

Controle emocional é 50% da segurança ao volante e é o que vai determinar se vamos agir calma e defensivamente ou apressada e irresponsavelmente.

Agora me responda: esse medo aí, essa insegurança, essa ansiedade, é sua ou é do outro?

 

Aprendizagem defensiva e segura sempre!

 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 13h58
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14/02/2012


Como estacionar entre pilastras, carros, garagens e portões: passo a passo com vídeos, fotos e desenhos

 

 

Olá condutores,

 

A postagem de hoje é uma sugestão do Alan, do Rio de Janeiro, e como a dificuldade de um é a dificuldade de todos, tentei usar dos recursos que tinha com desenhos e vídeo para explicar prá vocês como estacionar de ré entre as famosas pilastras de shoppings e supermercados, mas os fundamentos são os mesmos para quando precisarmos estacionar de ré na entrada do portão, da garagem ou entre dois carros.

 

As principais características deste tipo de manobra são: baixíssima velocidade, geralmente usando freio e embreagem e acelerando só um tiquinho quando for necessário, mas sempre com o pé do freio pronto para agir; olhar nos retrovisores o tempo todo; muitos giros de volante, já que estamos em baixa velocidade; muita calma, domínio emocional e atenção. Isso porque estamos falando de condutores iniciantes, e condutores iniciantes geralmente são pressionados o tempo todo: sofrem pressão de si mesmos para aprender logo, pressão de pais, parentes, amigos, que exigem que o recém habilitado dirija como eles, que já tem anos de prática; e a pressão que a própria situação impõe.

 

Se você me perguntar com quanto tempo de direção se faz uma manobra dessas, eu digo que é bastante viu, pelos seguintes motivos: essa manobra requer completo domínio de comandos de freio e embreagem, das olhadas no retrovisor, dos giros de volante, a calma necessária para não pensar que está atrapalhando o estacionamento todo (e o iniciante pensa mesmo), porque requer treino antes com outros obstáculos como caixas de papelão, e porque, naturalmente, a gente para aprender esse tipo de manobra alguns meses depois de habilitado. Portanto, não tem nada de errado com você, é assim mesmo.

 

Outra coisa, pessoal: não adianta ver o passo a passo aqui, pegar o carro e sair se aventurando a estacionar de ré pensando que aprendeu tudo, pois toda aprendizagem tem que ser significativa. No ato de dirigir não existe decoreba, memorização; o condutor precisa pegar o carro, sentir os pedais, o volante, ter visão do que está acontecendo e controle do que está fazendo; tem que interagir com o carro e dominá-lo. E para isso tem que ter treino. Eu sempre recomendo os treinos com caixas de papelão antes, em lugares amplos, calmos, abertos, com toda margem de segurança possível. Só depois de repetir exaustivamente os comandos é automatizá-los é que devemos tentar essa manobra. Também tá valendo escolher o supermercado no final do mês, quando costuma ficar mais vazio e sobram vagas.

 

ESTACIONAR ENTRE PILASTRAS NO SUPERMERCADO

Vejam a foto da vaga onde pretendemos estacionar:

Identificada uma vaga como essa, você vai andar com seu carro mais para a frente (lembrando que está perpendicular à vaga, na horizontal) até que a quina da traseira do seu carro fica alinhada com a primeira lanterna do carro que está estacionado do lado da vaga (na foto, é esse carro desfocado, à esquerda, que não conseguimos ver os faróis.Vejam no desenho que esse movimento obedece ao mesmo princípio para se estacionar entre dois carros. Não importa se o obstáculo é uma pilastra, uma coluna do portão ou um outro carro:


 

O próximo passo é ligar a seta para informar o outro condutor que vc vai estacionar de ré, gire todo o volante para dentro da vaga, olhe no espelho retrovisor da esquerda e da direita, e venha movimentando o carro com embreagem e freio, bem devagarinho. Se for necessário, pise pouca coisa no acelerador, mas com o pézinho de freio atento.

Primeiro, veja no desenho, o movimento e como o carro fica quando viramos todo o volante para entrar com ele de ré na vaga:

Agora, vejam na foto:

 

Na foto de cima, notem a distância entre a lateral do teu carro e o carro estacionado vista de fora do carro. Você tem duas maneiras de posicionar a traseira do carro para entrar na vaga: alinhando-a com o segundo farol do carro como eu disse ou, se tiver vaga aberta na sua frente, entre de frente nessa vaga, dê a ré e se encaixe na vaga de trás, ao lado da pilastra. Durante a manobra da foto, muita atenção nos giros de volante, verificando sempre como as rodas vão levando a traseira do carro para dentro da vaga, ok? Olho vivo nos retrovisores e se perceber que vai encostar mesmo, pare a manobra no ponto em que está, coloque a primeira marcha, leve o carro um pouquinho mais para frente e verifique a necessidade de virar o volante para ajeitar a traseira da vaga depois de colocar a ré.Vejam na sequência do movimento a imagem que você vai ter da quina traseira do seu carro e da pilastra:

Tá meio apagadinho aí na foto porque foi o print da imagem do vídeo no final da postagem, mas percebam na imagem do retrovisor o verde e branco da pilastra e a distância que ele tem da quina do seu carro. Parece que vai bater, né? Mas não bate não porque nesse momento as rodas estão todas viradas para dentro da vaga. Se deixar o volante nessa posição bate, mas lembrem-se que conforme o carro vai entrando na vaga a gente vai girando o volante e desvirando as rodas aos poucos para a traseira se encaixar na vaga. Conforme fazemos isso, a imagem vai abrindo como na foto abaixo.

Sacaram a diferença? O segredo está em entrar com o carro na vaga com o volante praticamente todo virado, fazer os movimentos de volante para ir desvirando a roda aos poucos assim que perceber que o carro encaixou na vaga (a carroceria encaixa certinho, mas as rodas aina estão tortas, lembrem-se disso) e ir sempre se guiando pelos retrovisores. Agora vejam a imagem do que você vai ver no retrovisor do outro lado, o do carona:

Essa imagem ainda é do seu carro com as rodas tortas, mas conforme for alinhando o carro na vaga e desvirando as rodas a imagem vai abrir, como na foto anterior e em vez de enxergar um corredor que vai se afunilando entre o seu carro e o carro do lado, ficará um corredor em que a lateral do seu carro e a do carro do lado fique paralela.

Veja a sequência do movimento no desenho:


 

Ou seja, vai dar para ver tudo que acontece atrás e na lateral do seu carro. Se fizer tudo certinho, se orientando pelos retrovisores, o seu carro vai entrar bonitinho no espaço entre a pilastra e o carro do lado, como no desenho e na foto em seguida ao desenho.

 

 

Veja como fica na foto:


Vê como a imagem no retrovisor engana? No começo parece que vai bater porque as rodas estão viradas, mas atingindo o ponto em que fica mais ou menos um palmo do carro de trás, quando desviramos as rodas o carro alinha. Daí é deixar o carro com as rodas retas e colocá-lo para trás na vaga. Nessa hora é bom dar uma olhadinha no retrovisor de dentro do carro (mas só nessa hora porque toda a manobraé feita se guiando pelos retrovisores EXTERNOS) para garantir que não vai encostar no carro estacionado atrás.

 

Pois bem, condutores, lembrem-se sempre que dentro de supermercados, em shoppings ou qualquer outro tipo de estacionamento temos sempre de sinalizar todas as manobras. A velocidade nos corredores costuma ser de 10km/h, então não tem necessidade de colocar 2ª marcha.

 

Muita atenção sempre na hora de entrar na vaga e principalmente na hora de sair dela, pois vc está saindo de ré, tem pouca visibilidade e pode ter um pedestre, pessoas empurrando carrinhos de compras ou mesmo outro carro saindo. Devagar e sempre. Não tenha medo de fazer a manobra bem lenta achando que vai ter um apressado buzinando na sua orelha. E se tiver, a segurança está em primeiro lugar e o apressado que espere.

 

ATENÇÃO: só pratiquem este tipo de manobra quando tiverem completo domínio de freio e embreagem, dos comandos dos pedais do carro e quando souberem usar os retrovisores externos. Não vá treinar o que ainda não domina no meio de carros de verdade. Treinem antes em ruas calmas ou na garagem de casa com caixas de papelão.

 

E para facilitar a compreensão da manobra, seguem os vídeos: esse primeiro é de onde tirei as imagens do carro estacionando (agradecimentos ao Luiz Fonseca):

 

 

Esse vídeo debaixo foi feito por mim com imagens de um joguinho de estacionamento:

 

E o último vídeo foi feito pela Faby, moderadora da comunidade co-irmã, Eu Tenho medo de Dirigir, no orkut: esse vídeo é para compreender melhor como lidar com os retrovisores e alinhar o carro


 

 

Espero ter respondido as dúvidas do Alan e de todos vocês, tornando a aprendizagem desse tipo de manobra mais significativa. Qualquer coisa, postem nos comentários, ok?

Bons treinos, condutores!

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 09h11
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13/02/2012


O motorista iniciante e o trânsito nas rodovias: questões mais comuns

 

 

 

Bom dia, condutores,

e eis que chega um belo dia que os motoristas iniciantes, na PPD ou já com a CNH definitiva, começam a se preocupar em como dirigir nas rodovias. Considerando que a maioria dos motoristas na PPD são jovens, justamente na faixa etária que mais aparece nas estatísticas de acidentes de trânsito, essa passa a ser uma preocupação também da família e da sociedade.

 

Vamos e convenhamos: a gente cresce influenciado pela cultura do carro associada a status, independência, liberdade e aos ganhos sociais que dirigir um carro ou moto proporciona, dentre eles, se auto-afirmar no grupo de amigos, receber mais atenção das pessoas porque você tem um carro, despertar o interesse das meninas, dos meninos, sentir-se importante porque dirige, dentre outros fatores. É lógico, que quando nos habilitamos para dirigir o que vem em mente é a possibilidade de pegar estrada com os amigos, divertir-se, ir à praia, outras viagens e trajetos que dependem do tráfego em rodovia. Mas qual é a hora certa de pegar a BR quando se está iniciando a dirigir e ainda não se tem aquela prática toda? Como não se sentir pressionado pela família, pelos amigos e por nós mesmos? E aí vem aquela pergunta: se eu nunca dirigir em BR como vou aprender?

 

Ok. Essas são algumas questões pontuais que precisamos esclarecer e orientar. Para começar, existem sim, grandes diferenças entre dirigir na cidade e dirigir em rodovias. Por exemplo:

 

- dirigir na cidade é mais lento que nas rodovias;

- nas rodovias o tráfego e a velocidade são mais altos, o que exige dos motoristas cuidados redobrados

- na cidade troca-se de marcha o tempo todo; nas rodovias, geralmente, a velocidade é constante e não precisamos mudar de marcha com a mesma frequência da cidade;

- nas rodovias o motorista trafega e compartilha o espaço com os gigantões: caminhões, trucks, caminhão de transporte de carga líquida, bitrens, jamantas, cegonhas e outros veículos que, em função do porte, assustam

- nas BRs muitos motoristas tem o péssimo hábito de andar colados, de mudar de faixa sem sinalizar e depois, em questões de segundos, retornar à outra pista

- nas BRs tem as alças de acesso, que requerem atenção redobrada,

 

e por aí vai, essas são algumas das diferenças mais marcantes entre dirigir na cidade e dirigir em rodovias. Então, vão algumas dicas para você dirigir seguro, tranquilo, com responsabilidade e evitar acidentes.

 

A PREPARAÇÃO PARA DIRIGIR EM RODOVIAS

 

Isso me lembra os tempos de autoescola, quando pedi à direção da autoescola para comprar mais aulas para aprender a dirigir em rodovias, e me espantei com a resposta: "não precisa comprar mais aulas porque dirigir na rodovia é igual dirigir na cidade. Quem dirige bem na cidade, dirige sem problemas na BR". Aí é que tava o problema: dirigir bem quando a gente nem passou na prova do Detran ainda. E para completar, autoescolas não podem ensinar a dirigir em rodovias.

 

Depois de habilitado, com a PPD nas mãos, procure dirigir cada dia um pouquinho na cidade, começando pelos trajetos mais curtos, perto de casa, onde é familiar para o motorista e ele não corre o risco de "perder-se" em outros trajetos.

 

Se o carro continuar a morrer o tempo todo ou se você ainda estiver inseguro, busque ajuda de pessoas calmas, tranquilas, pacientes, que dirijam defensivamente, para ajudá-los nos treinos. Pessoas que mostrem os macetes e as dicas para pegar o ponto ideal da embreagem, a tocada certa na troca de marchas, que gostem de dirigir e que falem, naturalmente, sobre cada situação no trânsito. Treine muito e vá ampliando o trajeto dos passeios por ruas do bairro: vá ao supermercado, à farmácia, a uma lotérica, enfim, dirija e faça o que tem de fazer.

 

Nunca pegue a rodovia inseguro, com medo, nervoso, pois você vai precisar de bastante calma, estar com todos os sentidos alertas e dirigir atenciosamente. Se ficar nervoso pode dar branco, agir precipitadamente e causar acidentes.

 

Escolha as vias rápidas de sua cidade no final de semana e somente depois que tiver dominado bem o controle de embreagem e a troca de marchas é que comece a pegar pequenos trechos dessas vias aos finais de semana, quando o trânsito é menos intenso. Aproveite para dirigir até locais onde você não dirigiria durante a semana (trabalho, faculdade, centro da cidade, etc.).

 

Se estiver na dúvida, consulte o Google Maps, o Google Earth, anote os pontos de referência de semáforos, curvas, locais próximos, estacionamentos, etc.

 

TREINANDO EM VIAS RÁPIDAS

 

Dirigir em vias rápidas na sua cidade, como as vias expressas, aos finais de semana, quando o trânsito é menos intenso, é uma ótima oportunidade para se acostumar com a velocidade mais rápida da via, treinar o controle do carro, a mudança de marchas, acostumar-se com o visual e as condições de uma rodovia, que é bem parecido.

 

De preferência, convide um motorista experiente, calmo, tranquilo, que te passe segurança e não fique gritando com você.

 

Dirija por trechos curtos e conforme for ficando mais confiante e seguro, inclusive emocionalmente, vá aumentando aos poucos o trajeto.

 

DIRIGINDO NA RODOVIA

 

Antes de tudo, verifique a situação do carro: calibre os pneus de acordo com o manual do carro, cheque água, óleo, condições das laternas e luzes de segurança do carro; veja se está tudo em dia para uma viagem segura e tranquila. 

 

1. Preste bastante atenção no que tem de fazer para entrar nas alças de acesso e integrar-se à rodovia (sinalizar, olhar no retrovisor, a marcha certa para essa situação, como agir - temos postagens específicas sobre isso no blog).

 

2. Tente não ficar nervoso e quando perceber que está tenso, com músculos enrijecidos, doloridos, se sentir o braço duro ou que a mão esmaga o volante como se esmagasse a cabeça de uma cobra, relaxe; inspire e expire o ar profunda, demorada e calmamente; sinta a musculatura relaxar e tudo ficará mais leve.

 

3. Na noite anterior procure não ficar criando imagens assustadoras de como vai ser dirigir na rodovia; alimente-se com comidas leves; coloque roupa leve; procure dormir o necessário para acordar bem disposto. Pelo amor de Deus e da sua própria vida e a dos outros, nada de calmantes, remédios, ansiolíticos e antidepressivos. Esses remédios são drogas que agem direto no Sistema Nervoso Central e alteram nosso estado físico e mental. Confie em você, fique sóbrio e redobre a atenção.

 

4. Uma vez que estiver ingressado na rodovia, lembre-se de segurar o volante de modo suave, macio. No começo da aprendizagem os motoristas iniciantes tendem a apertar o volante, endurecer o braço, sentem dores no pescoço e nuca, apertam os dentes, suam, tremem, ficam indecisos e podem se precipitar em manobras arriscadas. Basta manter as mãos ao volante e não previsa força para guiar o carro. Não é apertando o volante que se tem controle dele, mas com uma visão clara do que acontece à sua frente e só movendo o necessário para manter-se no meio da pista da sua faixa de direção.

 

5. Escolha a marcha certa para a velocidade certa: se o carro ficar pesado, se você acelerar e ele ficar durão, sem sair do lugar, abaixe uma marcha. Lembre-se que o ar condicionado ligado deixa o carro mais lento, mais pesado, ainda mais em subidas de serras;

 

6. Use a regra: se estou a 80 km/h de velocidade, tenho de ficar 80 metros de distância do carro da frente, e por aí vai caso aumente a velocidade de acordo com a sinalização da via. Mas prefira sempre ir aos oitentinha mesmo.

 

7. Se o motorista de trás piscar com sinal de farol isso significa que ele quer te ultrapassar, então diminua a velocidade e deixe ele ir sem problemas

 

8. Preste atenção na sinalização da via, alertando para curvas, desvios, início de alças de acesso às cidades, quanto às condições de tráfego, se é área de circulação de animais, presença de radares, lombadas eletrônicas e outros limitadores de velocidade e, claro, a indicação de velocidade da via.

 

9. Se preferir, não ligue o rádio e nada de música alta, pois dá a sensação de isolamento, além de impedir de ouvir os eventuais ruídos estranhos que o carro possa fazer e os sons do trânsito (buzinas, apitos, etc.).

 

10. o olhar do motorista deve estar atento para o que se passa em tudo à sua volta: olhe para a frente, mire o horizonte, não olhe diretamente na direção dos faróis dos outros carros para evitar ofuscamento das vistas, e sempre confira, de vez em quando, o retrovisor de dentro e do lado do motorista. Isso é importante para saber se alguém está tentando te ultrapassar.

 

11. Em hipótese alguma ultrapasse, principalmente, em rodovias não duplicadas. Faça uma viagem calma, segura, responsável.

 

12. Em rodovias duplicadas, evite entrar na terceira faixa, por elas são reservadas aos caminhões. Não é que não pode trafegar nessa faixa, mas lá na frente você terá de ingressar de novo na faixa em que estava e para iniciantes ao volante isso pode causar estresse e nervosismo;

 

13. Em rodovias duplicadas mantenha-se na faixa da direita e só use a da esquerda se for ultrapassar em segurança, quando já estiver um pouco mais experiente;

 

14. Preste atenção no comportamento dos outros motoristas nas rodovias: fique longe, distante, de caminhões, principalmente os de caçamba ou transporte de cargas, pois dependendo do que eles transportam pode cair pedriscos, areia e outros objetos que fazem parte da carga na pista.

 

15. Preste bastante atenção nas indicações das entradas para as cidades para não passar do ponto em que tem de entrar no seu destino.

 

16. Tomando todos os cuidados e precauções de segurança a viagem será calma, tranquila, e uma experiência positiva, agradável.

 

Lembrem-se que assim como no dia da prova do Detran o nervosismo é 50% da prova, dirigindo em rodovias é a mesma coisa: manter o controle, ficar calmo e tomar as decisões seguras é 50% de uma viagem bem sucedida, sem acidentes.

 

A prática vem com o tempo, vem dirigindo, mas nunca se lance em rodovias sem total domínio do carro.

 

Dúvidas, podem postar nos comentários, que dependendo como for, fazemos outra postagem, dando desdobramento a esta.

 

Aprendizagem significativa e defensiva, condutores! Esse é o segredo para manter-se vivo no trânsito.

 


 


 


 

 

Escrito por Márcia Pontes às 10h53
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12/02/2012


O blog vai ficar de cara nova nos próximos dias

Olá condutores,

 

não estranhem se nos próximos dias entrarem aqui no blog e tiverem aquela impressão de que o link encaminhou para outra página. É que estamos reformulando o layout do blog para deixá-lo com melhor visualização, firmar sua identidade, tornar a leitura e as postagens mais legíveis, dentre outras melhorias para facilitar a leitura e também a minha vida na hora de postar rsrs

 

Espero que gostem das mudanças, lembrando que o espaço está sempre aberto para ouvi-los.

 

Aguardem!

Escrito por Márcia Pontes às 17h03
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11/02/2012


Alça de acesso em rodovias: como se integrar ao fluxo de carros

Condutores, a postagem de hoje é uma resposta às dúvidas da Veronica, leitora do blog. Ela tem que pegar rodovia e a dificuldade está em como conseguir boa visibilidade para integrar-se ao fluxo de trânsito de modo seguro. E como sempre, como a dúvida de um é a dúvida de todos em se tratando em aprender a dirigir, vai a explicação com fotos enviadas pela Veronica extensiva a todos. 

 

Essa postagem é interessante porque faz parte da minha vivência como motorista e é uma preocupação de todo condutor, desde o iniciante até o experiente. Vamos ver então a foto da rodovia com a alça de acesso vista de cima.

 

Vejam que a Veronica tem que trafegar pela alça de acesso bem onde estão as duas motos, para se integrar à rodovia. Mas olhem na segunda foto a imagem que ela tem de dentro do carro:

Bom, na verdade essa faixa branca meio zebrada aí no chão chama-se faixa de integração, delimitando o ponto de conflito entre quem trafega pela rodovia e quem vai ingressar nela. Notem que a faixa é mais larga e vai afunilando para que o motorista que trafega para a alça de acesso tenha de dirigir com segurança alguns metros antes de se juntar ao tráfego.

 

A maior dificuldade nessa situação é que a imagem que aparece no retrovisor não nos mostra claramente, como se estivéssemos trafegando em linha reta, o que acontece atrás e na lateral do nosso carro. Retrovisor de dentro do carro em entrada de alça de acesso, então, esse nem pensar, só vai mostrar quem está trafegando atrás de você. Então, vamos às dicas:

 

1. Regule os retrovisores externos deixando-os mais abertos possíveis, mais ou menos a 90% entre o espelho retrovisor e a coluna do carro onde o espelho está preso. Na autoescola aprendemos que temos de deixar o retrovisor aberto enxergando a pontinha da traseira do carro, mas tem que ser só uma pontinha mesmo. Com isso, ampliamos a visão da lateral e eliminamos ao máximo nosso ponto cego.

 

2. Assim que ingressar na alça de acesso, ou seja, na estradinha do lado da rodovia para entrar nela, já dê seta indicando, informando e se comunicando com o condutor de trás e o condutor que está trafegando pela BR a sua intenção de ingressar na rodovia. Daí vem aquela pergunta: mas não mais prá onde ir mesmo, só a rodovia, então tenho que dar seta? Tem. Não interessa se esse é o único caminho, tem que dar seta por questão de segurança, porque é prudente, porque você não perde o hábito e porque o CTB determina. Outro detalhe, dá a seta e já vai ficando mais rente ao bordo da via, ou seja, já vai pegando o cantinho para facilitar a entrada na BR e a visualização.

 

No trecho que eu faço para ingressar na BR 101 tem a opção de entrar na rodovia ou seguir em frente, daí a seta, que já era necessária, se torna questão de sair ileso ou causar um acidente.

 

Na segunda foto a gente vê um caminhão de transporte de combustíveis se preparando para entrar na pista.

 

3. Assim que já for margeando a alça de acesso e o carro for se alinhando para ficar paralelo à rodovia, dê uma olhada rápida pelo retrovisor de dentro, que ele vai te dar uma ideia do que está acontecendo atrás e a imagem pega também um pedacinho da rodovia. Nos trechos aonde os carros que já estão trafegando descem uma ponte, você tem uma visão melhor de quem está vindo. Mas é uma olhada rápida, complementar, de segurança.

 

4. Foque no espelho retrovisor externo, pois vai ter um momento, ainda que seja curto, que seu carro vai se alinhar na rodovia paralelo com os outros carros. Quando trafegarem em rodovias, percebam que as faixas de integração não são muito curtas, tem trechos compridos, justamente para que o motorista rode alguns metros paralelo à rodovia antes de ingressar nela. Na segunda foto fica bem claro que a área zebrada vai afinando e o trecho em que o carro fica paralelo com os outros tem faixa pontilhada. Então, explore bastante essa posição em que fica rente, paralelo com os outros carros e certifique-se pelo retrovisor de que o ingresso na via é seguro.

 

Qual a velocidade que devo estar na alça de acesso?

Depende. Se não tiver movimento você pode estar de 3ª marcha a uns 50km/h porque é quando o carro 1.0 está chegando ao seu limite de marcha nessa velocidade e começa a pedir mais marcha para desenvolver melhor, mas sempre pronto para reduzir e baixar uma marcha se tiver mais carros na sua frente e o trânsito for ficando lento, ou mesmo se o fluxo de carros na rodovia é muito intenso e os carros não dão a vez de entrar (isso acontece, ainda mais em rodovia, onde todo mundo vem no embalo).

 

Qual o momento certo de entrar na rodovia?

O momento certo de ingressar na rodovia é quando existe uma distância bem grande e segura entre o seu carro, que está em baixa velocidade e vai entrar na pista, e o carro de trás, que vem já no embalo, em 5ª marcha, portanto, com mais velocidade. Lembre-se que o seu carro vai precisar rodar uns metros ainda até pegar embalo, pegar velocidade e que os carros de trás já vem embalados. Os motores dos carros são bem mais potentes, de modo que um pontinho preto que você vê no seu retrovisor, se tiver motor bom, vai te alcançar rapidinho. Por isso, certifique-se que a distância a segura e não entre com medo, indeciso ou molengando na rodovia.

 

Viu que a distância é segura? Acelera mais um pouco em 3ª marcha, chega a 60km/h e passa a 4ª que o carro 1.0 ganha mais força. Na hora que entrou na rodovia tem que acelerar, pois é pista rápida, depois é só colocar a 5ª marcha e ir seguindo a sinalização da via, principalmente em relação à velocidade.

 

Posso parar o carro na alça de acesso?

Essa é uma dúvida de todo motorista iniciante que começa a pegar a BR: fica na dúvida se pode parar o carro por causa do perigo do tráfego intenso quando os motoristas que trafegam na rodovia não dão a vez, mas ficam com medo de atrapalhar a entrada dos outros carros na pista, de ficar trancando o trânsito, de tomar buzinada, e daí fica nervoso, dá branco e faz a manobra "no escuro".

 

Condutores, segurança em primeiro lugar, portanto se você fez tudo certinho na entrada da alça de acesso, mas o fluxo de carros está intenso e os motoristas que trafegam pela rodovia não dão a vez, se for necessário, pare o carro sim, claro que com o motor ligado, com bom domínio de meia embreagem para deixar o carro pronto para sair, e sempre sinalizando a intenção de entrar. Nada de medo de buzina, pois o seu carro é o primeiro da fila e se você se lançar às escuras, arriscando, vai provocar um acidente e os motoristas de trás não estarão nem aí, vão passar por você e continuar o trajeto deles.

 

Lembrem-se que quando estiverem trafegando numa rodovia sempre ficar alerta perto das alças de acesso. Digamos que seu carro viesse lá de cima, pela rodovia, e tivesse carros para se integrarem na pista vindo pela faixa de integração: fique alerta, atento, antecipe-se aos problemas, pois é comum que alguns motoristas apostem no "vai que dá" e cortem a sua frente. Esteja sempre pronto para uma manobra defensiva e de emergência nesses casos. Lembram que eu sempre digo que não podemos confiar nos outros motoristas? E isso não quer dizer arrogância ou que você é melhor que o outro. Isso significa que você está dirigindo por você e pelo outro, que você está atento e preparado, dirigindo com segurança o suficiente para evitar um acidente porque o outro não fez o que tinha de fazer.

 

Como se defender nesses casos?

Sempre que você estiver trafegando numa rodovia, não importando se está de 4ª ou 5ª marcha, fique atento e use o freio motor. Ou seja, alivie o pé do acelerador até tirá-lo de vez, gradualmente, e deixar a velocidade do carro ir baixando sozinha. A regra é: se não acelerar o carro não progride em velocidade. Mas não é para tirar o pé do acelerador de vez, é gradual, aos poucos.

 

Aí vocês me perguntam: mas isso é seguro se não vai nenhum pé pisando nos pedais do carro? Sim, é seguro e recomendável, pois o carro vai estar com a marcha engrenada. O que não pode é desengrenar a marcha e sair com o carro em ponto neutro fazendo o que chamam de banguela. Nessa situação, com o carro engrenado você tem total controle dele, não vai precisar usar os freios, a velocidade vai baixar naturalmente e se precisar frear para evitar bater atrás ou do lado de um motorista apressadinho que saiu voando da alça de acesso, vai fazer isso com segurança, em velocidade mais baixa, sem risco de cantar pneu.

 

Outra coisa: o bom motorista freia sem cantar pneu ou deixar marcas no asfalto. Lembrem-se sempre disso. Tirou o pé do acelerador e viu que o outro carro esperou ou ingressou na rodovia, retome a aceleração aos poucos. Se a velocidade baixar demais e o carro ficar pesado, diminua uma marcha, acelere, o carro vai ganhar força e vc pode continuar até atingir a velocidade certa para colocar uma marcha mais alta.

 

Recapitulando:

 

- entrou na alça de acesso, sinaliza que vai entrar na BR e já vai trafegando pelo cantinho;

 

- chegando perto da linha pontilhada da alça de acesso, uma olhadinha no retrovisor interno ajuda, mas o foco é o retrovisor externo

 

- só ingresse na rodovia quando tiver uma distância segura entre você e o carro que está atrás (claro, que considerando os carros que estão na frente também)

 

- se for preciso, reduza a marcha e a velocidade, mas quando ingressar na rodovia, acelere para se engajar com segurança.

 

Quero agradecer à Veronica pela sugestão de postagem, pela gentileza de enviar as fotos e possibilitar mais uma postagem bacana para todos.

 

Aprendizagem significativa e defensiva sempre, condutores!

 

Mais do que uma pessoa que sabe dirigir, temos de fazer a diferença no trânsito, com comportamentos e atitudes responsáveis, seguras e defensivas. Cidadania e civilidade no trânsito começa pela gente!

 

Valeu, meus multiplicadores!

Escrito por Márcia Pontes às 09h34
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09/02/2012


Dicas para não trancar o cruzamento mesmo com o sinal verde

 

 

 

Condutores,

 

O que faz a diferença entre uma pessoa habilitada para dirigir um carro ou moto é um motorista defensivo, cuidadoso, que se antecipa aos perigos do trânsito e sabe se defender para evitar acidentes. Os motoristas iniciantes, assim que habilitados ou mesmo durante as aulas, costumam pensar que estão atrapalhando o trânsito, mas quem atrapalha de verdade são os motoristas experientes, que dirigem há bastante tempo, que confiam nas habilidades que pensam que tem.

 

O aluno de autoescola não atrapalha nada porque está aprendendo, está conhecendo o trânsito, as suas armadilhas, as suas dificuldades. Já o motorista "macaco velho", por achar que dirige tão bem, deveria fazer a coisa certa no trânsito como, por exemplo, não trancar o cruzamento das vias mesmo com o sinal verde para eles. Vou explicar melhor. Vejam o que diz o CTB:

 

Código de Trânsito Brasileiro (CTB) - Art. 182, inciso VII Infração: Média - 04 (quatro) pontos Penalidade: Multa - R$ 85,13

 

No entanto, penso que quando estamos ao volante do nosso carro não se deve pensar na multa, mas naquilo que é certo fazer em nome da segurança no trânsito. Se orientarmos nossos comportamentos pela segurança no trânsito não tem que se preocupar com multa, com guarda de trânsito, com semáforo, com fotossensores, pois estaremos fazendo a coisa certa e isso é o que importa.

 

Mas como se tranca um cruzamento?

 

Com pressa, desatenção e distração do motorista. Não adianta o motorista dizer "aconteceu" porque nada no trânsito acontece: é provocado. Mesmo que o sinal esteja verde para o seu carro num trânsito de muito movimento, você não pode garantir que o trânsito não vá parar ou ficar lento de uma maneira que você fique entalado debaixo do semáforo trancando o cruzamento, em cima de uma área de conflito ou da faixa de pedestres. "Ah, mas eu passei no verde", tá, mas lembram que a diferença entre a pessoa que sabe dirigir um carro e um condutor defensivo é se antecipar aos problemas no trânsito?

 

Mesmo que o semáforo esteja verde para você e você perceber que se passar não vai ter espaço para encaixar seu carro antes ou depois do cruzamento, simplesmente não vá, fique atrás da faixa de retenção (aquela faixa branca horizontal antes da faixa de travessia de pedestres) e aguarde a oportunidade segura para ir adiante. O nosso trânsito já é complicado demais, então, não complique mais ainda trancando o cruzamento mesmo com o sinal verde."Ah, mas o motorista de trás vai buzinar". Então deixa ele buzinar, uai, deixa ele contar para o mundo todo que o carro dele tem buzina.

 

O mais importante é a prudência, é a segurança, é fazer a nossa parte para que o trânsito flua sem problemas. Além disso, se você segue com o sinal verde mesmo sabendo que o trânsito pode parar na hora do rush e você ficar no meio do cruzamento atrapalhando a via, a passagem dos outros carros e pedestres, pode provocar um acidente, pode ser multado pelo agente de trânsito ou pelo fotossensor. E pode ter certeza que o motorista de trás não está nem aí para você. Então, como o seu carro não levita e o motorista de trás não vai querer estragar o carrinho dele passando por cima de você, deixa o apressado esperar e se estressar sozinho e quando tiver espaço para ir com seu carro e não trancar o cruzamento, siga com segurança e civilidade no trânsito.

 

Outra situação comum: o farol abre, o trânsito lento pára e tranca a via e você acaba parando em cima da faixa de pedestres (infração média). E se um cadeirante, um idoso, um deficiente ou qualquer outro cidadão que precisa atravessar na faixa precisar cruzá-la nesse momento? Aí sim é que a gente atrapalha o trânsito.

 

Mais uma situação: tem motorista experiente que ainda não aprendeu que aquela faixa pintada de amarelo parecendo um jogo da velha que nunca termina em áreas de cruzamento chama-se sinalização que demarca a área de conflito no trânsito, que nada mais é uma sinalização para que o motorista entenda que naquele cruzamento outros carros saem das ruas transversais para se engajar no trânsito. Olhem a foto:

Nunca pare na área de conflito, pois você vai impedir que o outro motorista que está na rua transversal consiga engajar-se no trânsito. Além do mais, a diferença vai ser bem pouca se você permitir que o outro carro entre na sua frente depois que o sinal abrir ou para que ele cruze a via na sua frente quando for permitido.

 

Você não vai querer perder a sua PPD porque não foi prudente, porque foi apressado e trancou o cruzamento, vai?

 

Muita atenção e cuidados redobrados com o trânsito em qualquer situação para não trancar cruzamentos, áreas de conflito, para não parar em cima das faixas de segurança, nas esquinas e para não levar multa desnecessariamente ficando embaixo do farol vermelho numa situação dessas.

 

Aprendizagem significativa e defensiva sempre, condutores!

 

Mais do que saber dirigir carros ou motos, o importante é formar e educar cidadãos responsáveis para o trânsito!

 


 

 


 


 

 


Escrito por Márcia Pontes às 13h34
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08/02/2012


Como fazer a mudança de faixa/pista com segurança

 

Olá condutores,

 

Foram muitos os pedidos de uma postagem como essa, e eu realmente estava devendo isso a vocês, portanto, hoje vamos comentar sobre como fazer a mudança de pista e a transposição de faixa com segurança. Primeiro, vamos conhecer as diferenças entre ultrapassagem e transposição de faixa:

 

Ultrapassagem: é quando o carro que trafega na mesma pista que você, de mesmo sentido, atrás do seu carro, sinaliza avisando que vai ultrapassar, usa a pista contrária da mão de direção para ultrapassá-lo e retorna à faixa de origem na sua frente. Lembrando que ao perceber que o condutor de trás quer ultrapassar, diminua a velocidade e permita a manobra.

 

Transposição de faixa é quando há a passagem de um veículo de uma faixa demarcada para a outra, ou seja, quando há duas faixas de mesmo sentido e o carro à sua esquerda ou direita sinaliza que vai ingressar na faixa que você está, e entrar na sua frente ou atrás do seu carro, segundo prevê o Anexo I do CTB. 

 

Neste caso, vamos nos ater à transposição de faixa, quando estamos circulando com nosso carro numa pista e queremos ir para a outra. A mudança de faixa requer 4 coisas:

1. Verificar se tem espaço para mudar de faixa (se seu carro cabe na outra pista com os outros carros em movimento);

2. Sinalizar com a seta a intenção de mudar de faixa

3. Olhar no retrovisor (uma coisa que quase todo motorista iniciante evita fazer) para verificar se não tem nenhum carro colado ou em velocidade que possa atrapalhar a manobra

4. iniciar a manobra, acelerar e engajar-se na pista.

 

1. Verificar se tem espaço para mudar de faixa (se seu carro cabe na outra pista com os outros carros em movimento);

O mais certo, prudente e seguro é que ao sair de casa você já tenha em mente o trajeto que vai fazer. Se você está numa pista e sabe que para chegar ao seu destino tem que mudar de faixa, faça isso com antecedência, não deixa para sinalizar e mudar de faixa em cima da hora, pois além de ser muito arriscado, pode ser que algum motorista não dê a vez e você vai acabar parando o trânsito desnecessariamente e levar muitas buzinadas até algum motorista lhe dê a vez de ingressar na faixa certa.

 

Assim que for mudar de faixa, olhe para a outra pista onde você vai ingressar e verifique se tem espaço para caber o seu carro. Assim que abrir espaço, sinalize a sua intenção para o motorista de trás diminuir a velocidade e permitir a sua manobra, e também para que o motorista que vem na outra faixa reduza a marcha para permitir a sua entrada na frente dele. Trânsito é negociação entre motoristas, não esqueçam. Muitas vezes acontece de sinalizarmos, fazermos tudo certinho e ainda assim algum apressadinho não dar a vez, o que, aliás, é uma tremenda falta de solidariedade e de respeito no trânsito.


2. Sinalizar com a seta a intenção de mudar de faixa:

nunca esqueça disso! Seta é comunicação luminosa, nosso único meio seguro de se comunicar com os outros motoristas já que é impossível o condutor dirigir o carro, colocar a cabeça para fora e ficar gritando: "ei, eu quero mudar de faixa!". Para isso que existe a seta: para se comunicar com todos no trânsito (e isso inclui pedestres, ciclistas e outros veículos de tração animal, automotora ou humana). Dica importante: verifique o estado de funcionamento das luzes do carro TODO DIA antes de sair com ele para evitar acidentes por conta de luzes queimadas ou com mal funcionamento.

 

3. Olhar no retrovisor (uma coisa que quase todo motorista iniciante evita fazer)

para verificar se não tem nenhum carro colado ou em velocidade que possa atrapalhar a manobra. Então, recapitulando: vê se o seu carro cabe na faixa aonde você quer ingressar, sinaliza com a seta a intenção de mudar de faixa, e agora vem outra coisa fundamental, que é olhar o retrovisor. Se você vai mudar de faixa para a direita, olhe só no retrovisor da direita, pois o da esquerda não vai te mostrar nada que seja significativo para a manobra à direita. Outra coisa: muitos motoristas iniciantes costumam olhar o retrovisor interno, mas isso não é necessário ou suficiente. Você pode até olhar no retrovisor interno para saber se o carro de trás está muito colado, mas toda a atenção nessa hora está no carro que trafega pela outra pista, pois é lá que você pretende ingressar.

 

Também não pode ficar só olhando pelo retrovisor durante a manobra e esquecer do carro da frente, pois se ele frear ou o trânsito andar mais lento nessa hora você bate na traseira dele. Então, as olhadas são rápidas. Cuidado com o ponto cego, pois você pode olhar, não ver nada no retrovisor naquela hora e o carro estar trafegando bem do seu lado (vejam e entendam melhor no vídeo). Então, depois de olhar no retrovisor e ver que tem espaço para mudar de faixa, para garantir, deem uma viradinha com a cabeça para o lado.

 

Só mudem de faixa se o carro que está atrás de você aparecer com a frente por inteiro e com alguma distância no seu retrovisor externo do lado que vai mudar de faixa. Lembrem-se: o retrovisor interno só mostra o que acontece ATRÁS do seu carro enquanto o retrovisor externo mostra o que acontece ATRÁS e DO LADO do seu carro.

 

4. iniciar a manobra, acelerar e engajar-se na pista.

Condutores, tenham sempre em mente que tanto na manobra de ultrapassagem quanto na transposição de faixa (mudança de pista), só devemos iniciá-las com segurança, se tiver espaço suficiente e se os outros motoristas deixarem. Não pode ficar indeciso e ficar naquele "vou ou não vou" que aí o outro motorista desiste de esperar e acelera, atrasando a sua mudança de pista.

 

Sinalizou, viu que o espaço é suficiente, que o outro condutor deixou mudar de pista, acelera e vai. Mudanças bruscas de decisão causam acidentes. Nunca pare uma manobra dessas no meio se não for absolutamente necessário, se não tiver um bom motivo. Porquê? Por quê o motorista de trás está contando que você vai mesmo para a outra faixa e já vai se preparar para acelerar e tomar o seu lugar na pista. Por quê o motorista da outra faixa, que deu a vez, vai ficar irritado com a sua indecisão, vai acelerar e adeus oportunidade de mudar de faixa naquele momento. Por quê se você frear com medo no meio da manobra certamente vai provocar acidente e o motorista de trás vai bater na sua traseira. Depois não adianta vir com aquele papo de "quem bateu atrás paga" porque isso não é verdade absoluta, não é sempre assim, principalmente se o motorista da frente foi quem cometeu a imprudência.

 

EXERCÍCIOS PARA ENTENDER E SE ACOSTUMAR COM OS RETROVISORES

 

1. Estacione o carro rente ao meio fio numa área permitida de estacionamento.

2. Sente no banco do carona (isso mesmo, no banco do carona), olhe pelo retrovisor externo e veja os carros se aproximando.

3. Depois olhe pela janela do carro para constatar a diferença entre a imagem mostrada no espelho retrovisor de fora e a mesma imagem vista pelo olho humano

4. Agora olhe pelo retrovisor de dentro do carro e tire suas conclusões:

   - a mesma imagem do tráfego de carros vista pelo retrovisor externo é maior, mais distante, cabe mais imagem dentro do espelho

   - a mesma imagem vista pelo olho humano é diferente: é mais nítida, maior, melhor focada, os carros parecem estar mais próximos

   - o retrovisor interno vai mostrar a imagem do que está ATRÁS do seu carro, ou seja, você não vai ver o que acontece ATRÁS e DO LADO

   - Esse exercício é para se acostumar com o que você vai ver no retrovisor na hora de mudar de faixa.

5. Repita tudo isso, agora, no banco do MOTORISTA, que é o lugar sagrado do condutor.

6. Perceba e compare a diferença entre o que o condutor vê e o que o carona vê.

 

Sabem porquê propus esses exercícios? Por quê muitos motoristas iniciantes, com medo de usar o retrovisor, pedem para o carona olhar por eles e dizer se dá para ir. Nunca façam isso, é um erro dos mais graves. Treine, faça exercícios com os retrovisores, mas NUNCA peça para o carona tomar decisões por você. primeiro, porque a imagem que ele vê no retrovisor não é a mesma que o motorista vê. O próprio CTB diz que o motorista é responsável por tudo que acontece no carro, com o carro, com ele mesmo e com seus passageiros. Ou seja, o motorista é a autoridade máxima dentro do carro: ele não sai se todos não estão com cinto de segurança; ele não permite que os passageiros atirem coisas pela janela; ele toma todas as decisões no ato de dirigir; ele é quem observa a realidade, a processa, faz o julgamento e toma a decisão de mudar de faixa ou não.

 

Olhar no retrovisor é obrigação do MOTORISTA, do condutor e não do carona.

 

No volante de um carro jamais confie nos outros: confie em você como motorista, seja cauteloso, cuidadoso, defensivo, esteja pronto para dirigir por você e pelo outro, pois é aí que mostramos que somos realmente bons motoristas. Não entra naquela do "vai que dá", pois só você sabe o seu tempo de reação.

 

Os vídeos abaixo explicam melhor o ponto cego e que a mudança de faixa também preocupa motoristas que dirigem a bastante tempo.

 

 

Esse aqui é para entender direitinho a armadilha do ponto cego nas manobras de mudança de faixa.

 

 

No ato de dirigir a aprendizagem tem que ser significativa e defensiva!

 

Mais importante que formar pessoas que sabem dirigir, temos que formar condutores defensivos, cidadãos que vão fazer a diferença no trânsito!

 

Vamos fazer a diferença, condutores!

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 16h41
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07/02/2012


Evite dores de cabeça e multas desnecessárias: cheque seu veículo antes de sair

 

 

 

Condutores,

 

vocês sabiam que a manutenção preventiva sai até 50% mais barato do que o conserto do carro?

Vejam bem, manutenção preventiva não significa só mandar o carro para a mecânica para descobrir se tem que trocar peças antes que elas comecem a dar problema. Manutenção preventiva também é cuidar do carro, dar aquela olhada esperta antes de sair com ele.  Quando passarem por algum lugar e virem um carro parado em plena via pública, o condutor do lado de fora falando ao celular e com cara de desesperado, lembrem disso.

 

Por exemplo, antes de sair com o carro verifique os pneus. Há quanto tempo você não pára no posto e calibra? O indicado é uma vez por semana e a calibragem correta melhora a dirigibilidade, dá mais estabilidade nas curvas, evita problemas na suspensão, além de tornar a direção bem mais gostosa, leve e econômica. O segredo para deixar a direção mais leve em carros sem direção hidráulica é a calibragem correta de pneus. Do ano 2000 em diante as informações para calibragem correta (a quantidade de libras nos pneus da frente e de trás) fica numa etiqueta colada na tampa de combustíveis. Peça para o feentista te ensinar como funciona o calibrador e faça você mesmo, pois na pressa, alguns frentistas esquecem de recolocar a tampinha de volta. Esvaziar não esvazia, mas se passar numa rua empoeirada ou sem pavimentação, pode entrar uma pedrinha no bico da câmara de ar e causar vazamento de ar rapidinho.

 

Outra coisa: vai sair com o carro? Já olha se tem água no reservatório. É simples e fácil: só abre a tampa, verifica se a água está no limite indicado e completa com água de torneira mesmo. Se não tiver indicação de limite, JAMAIS complete a tampa toda, pois essa água vai ferver com o carro em movimento e precisa de espaço. O maior risco é a pressão da água fervendo estourar a tampa. Rodar com carro sem água pode dar uma dor de cabeça enorme e fundir o motor. Daí, babau. Um motor depois que ferve pode trincar cabeçote e levar a refazer o motor, o que custa em torno de R$ 3 mil ou mais. E isso só porque o condutor não verificou se tinha água no compartimento de arrefecimento.

 

Já que vai olhar a água, não custa puxar a varetinha de óleo e verificar se precisa repor. O óleo é que vai trabalhar dentro do motor do carro lubrificando as peças mais sensíveis dentro do motor. Trabalhando com pouco óleo ou sem óleo o motor pode fundir e custar mais caro ainda. Tem 3 marcações: máximo, metade e mínimo. Quando chegar no mínimo, completa até um pouco antes do máximo, pois o óleo quente fica preso nas paredes do motor dando a impressão que tem menos óleo do que parece. Se completar no máximo, periga esse óleo esfriar, descer e vazar, borrando o motor e outras peças sensíveis do carro.

 

Outra coisa que quase ninguém checa: a quantidade de combustível suficiente para o trajeto. Se faltar combustível e o carro parar é multa na certa, além da dor de cabeça de sair correndo atrás de um posto. Outra coisa: muitos postos não vendem mais combustível na garrafinha; aqui em Blumenau tem muitos. Se acaba o combustível e a pessoa fica lá, empurrando para pegar no tranco, força o carro e não vai adiantar, além de superaquecer a bomba de combustível, que tem a função de puxar a gasolina para o carburador. Mas se não tem gasolina ela superaquece e tome mais prejuízo.

 

Na hora de sair com o carro, verifique se todas as luzes estão funcionando bem. Só olhar no painel a seta piscando não adianta, pois se queimou uma lâmpada, um fusível ou um relê, continua mostrando que funciona no painel, mas as luzes, de fato, estão apagadas. Daí qual vai ser a sua segurança para se comunicar com os outros motoristas no trânsito? Vai provocar acidente na certa.

 

Não precisa ser mecânico ou entender de mecânica para saber que seu motor está com problemas óbvios. Por exemplo, ao abrir o capô você vai partir do princípio de que ele tem que estar sequinho. Se viu alguma molhada procura que é vazamento, e pode ser vazamento de água, selo do motor desgastado ou faltando, vazamento de óleo do carter (um bujãozinho que tem embaixo, na parteda frente do carro), vazamento de óleo da caixa de marchas ou da bomba de óleo. Não sabem onde ficam essas coisas? Não importa: só procure se tem vazamento. Se tiver, mecânico já, antes que fique na mão com o carro parado no meio da rua.

 

Também verifique as rodas um pouco acima, pois lá passam as mangueirinhas de fluido de freio: se estiver vazando ou furada, vai ter óleo escorrendo.

 

Fique atento para os barulhos estranhos do seu carro, que pode ser só uma peça plástica solta ou problema mesmo. Por exemplo, quando você virar todo o volante para um lado ou outro do carro e ouvir rangidos ou estalos, pode ser problema na suspensão ou junta homocinética (de modo simples, as juntas que fazem a roda girar para os lados)

 

Ao pisar nos pedais, sinta se a embreagem está mais alta do que costume (pode ser cabo avisando que vai se romper), se o pedal de freio está mole (pedal de freio tem que ser duro) ou se o pedal de aceleração está mais duro ou mais mole que de costume (olha o cabo avisando de novo que pode se romper).

 

Lidar com o carro é mais simples do que possamos pensar. Pequenas atitudes como essas também são defensivas, evitam dores de cabeça, multas e acidentes.

 

Esse é um blog feito para quem está (re)aprendendo a dirigir e nossa preocupação é com a (re)aprendizagem significativa e defensiva. Cuidar do próprio carro não é porque o CTB manda, mas para a nossa própria segurança e a dos outros. Além disso, criamos o hábito saudável de verificar os itens de segurança e a cuidar melhor do nosso melhor amigão de lata. Você não quer ficar que nem o motorista aí da foto, né?

 

Aprendizagem e direção significativa e defensiva sempre!

Escrito por Márcia Pontes às 11h00
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06/02/2012


Formar condutores e educar para o trânsito. O que esperar dos CFC/autoescolas?

 

Pois bem, condutores,

já que a pessoa completou 18 anos, chegou à maioridade, alcançou a responsabilidade civil e tomou a decisão de fazer o processo de habilitação para dirigir, é preciso saber o que esperar dos CFC/autoescolas. De antemão, quem espera entrar para a autoescola e sair dirigindo com completo domínio do carro já adianto que é ilusão, pois a prática vem com o ato de dirigir, com o treino diário, de forma responsável e segura.

 

Na verdade, o certo nem é autoescola, mas CFC - Centro de Formação de Condutores. Desde que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) entrou em vigor, em 1998, esta passou a ser a nomenclatura adotada. Os CFC´s passaram a ter a missão de formar condutores para o trânsito seja ensinando legislação, as técnicas de controle e domínio do carro, seja as práticas de direção defensiva. Também passaram a ter um maior controle do Estado por meio dos Detrans. Como vocês sabem, os conteúdos de direção defensiva, de mecânica básica e outros foram incluídos, aumentou a carga horária das aulas práticas, de legislação e incluídas as aulas noturnas. Mas será que existe diferença entre formar condutores e educar para o trânsito? Como se forma um motorista?

 

Quando entramos para a autoescola (vamos usar o mesmo termo que está estampado em letras garrafais pretas com fundo amarelo nos veículos de aprendizagem) chegamos cheios de expectativas (nossas e dos outros). Existe uma preocupação de alguns em escolher a melhor autoescola e a preocupação de outros em escolher a que cobra mais barato pelo processo. Vem as aulas teóricas e muita gente ainda estuda como aprendeu na escola tradicional: decorando, memorizando. Algum motorista decora, memoriza alguma coisa quando vai dirigir? Não, ele entra no carro e dirige fazendo aquilo que lhe é significativo de acordo com a legislação e a direção defensiva. Daí, espera-se que os instrutores de aulas teóricas deixem isso bem claro para os futuros motoristas, ou seja, no trânsito não se decora, se pensa, se age, se conhece a legislação, se aplica aquilo que é significativo no ato de dirigir, ainda que muitos continuem decorando para a prova. 

 

Na autoescola os alunos assistem vídeos sobre direção defensiva, aprendem a como evitar acidentes, conhecem as técnicas de primeiros socorros e são estimulados a saber como agir nessas situações. Mas será que essas imagens são significativas para os alunos a ponto de "provocá-los" a aprendizagem de comportamentos seguros e defensivos no trânsito? Aí há que se pensar na qualidade dos estímulos à aprendizagem que vai causar a mudança de comportamento.

 

Aí vem as aulas práticas: aluno tenso, nunca sentou no banco do motorista antes, ansiedade, nervosismo, dificuldades e uma grande carga de medo. Como será que os instrutores fazem a recepção desse aluno? Será que entendem suas dificuldades iniciais? Será que mandam fazer alguma coisa porque tem que fazer e pronto ou será que ensinam, dão dicas, macetes, explicam em detalhes? Conheço instrutores que dizem: "solta a embreagem aos poucos senão o carro morre", mas também conheço instrutores que dizem: "traz o pedal de embreagem até o meio e pisa no freio, depois levanta o pé do freio e procura o ponto da embreagem em que o carro quer começar a sair sozinho, começa a acelerar e solta o pé da embreagem aos poucos." Será que melhorou para o aluno entender?

 

Uma das coisas mais significativas para o aluno é saber que movimentos padrão ele terá de fazer para colocar o carro na baliza, pois no dia a dia, com a prática, a gente "pega" como a coisa funciona e não fica contando voltinhas no volante. Então, será que não seria mais prático ensinar ao aluno a como reconhecer a imagem do ângulo que a quina da traseira do carro faz com o meio-fio indicando a hora de ajeitar o carro na vaga? Isso ficaria muito mais fácil para as autoescolas que utilizam o protótipo de um carro cortado ao meio, utilizando cada metade para simular o carro da frente e o de trás na baliza. Com isto, comentários do instrutor como: "alinhe com a traseira do outro carro, gire todo o volante para dentro da vaga até que detecte o ângulo exato da quina da traseira do seu carro com o meio-fio e na hora em que vir a imagem dos dois faróis do carro de trás no seu retrovisor, desvire o volante e ajeite na vaga." Não seria mais significativo para estacionar no cotidiano?

 

Vejam bem, não se trata de me meter no trabalho das CFC, dos instrutores, mas de estimular a reflexão sobre a qualidade dos estímulos que estão sendo dados para o aluno e se eles são significativos o suficiente para que a aprendizagem também seja significativa e defensiva. Diariamente, aqui nos comentários do blog, no fórum da comunidade Aprendendo a Dirigir, no Orkut, nas mensagens que recebo em meu perfil pessoal no facebook ou mesmo por e-mail recebo pedidos de dicas para a baliza, pois os alunos sentem dificuldade, ficam nervosos ou "dá branco" não hora de contar as voltinhas no volante mesmo com o instrutor pedindo para anotar no papel.

 

O relacionamento entre instrutor e aluno também é outra coisa para se (re)pensar com base na qualificação, no conhecimento das teorias de aprendizagem, do processo pelo qual o aluno aprende e dos estímulos positivos que podemos dar para facilitar a aprendizagem. Será que podemos afirmar com propriedade e toda certeza que alguns instrutores não pisam nos pedais pelo aluno, cansados de explicar, explicar, explicar como se faz e ele não entende?

 

O fato é que com todas as mudanças no currículo, na carga horária, no conteúdo que as autoescolas tem de ensinar para formar o motorista, isso é diferente de educar para o trânsito, mesmo porque essa não é tarefa exclusiva da autoescola, e nem conseguiria ao longo do tempo do processo de aprendizagem veicular. As autoescolas formam, ou seja, ensinam a conduzir o carro, os seus comandos, dão noções de direção defensiva, de primeiros socorros, de mecânica básica, etc... Dão noções de comportamentos defensivos e seguros no trânsito, mas educar, isso é um processo mais complexo, mais profundo.

 

Um motorista leva, em média, 2 anos para ficar pronto, para dirigir sem ansiedade, com mais segurança, confiança, para adquirir a prática. Seria absurdo imaginar que o aluno ficasse esse tempo todo dentro da autoescola, acompanhado de instrutor, até adquirir a prática. Prática vem com o tempo, com paciência, com calma, dirigindo cada dia um pouquinho, treinando, insistindo na descoberta do que está dando errado no modo como dirige e aperfeiçoando os fundamentos. E isso vem do aluno, do modo como ele enfrenta os seus medos e dificuldades para dirigir. Então não cabe dizer que a autoescola não ensinou direito se ensinou o suficiente para o aluno ser aprovado no exame de direção. E essa é mesmo a função da autoescola: ensinar o básico para dirigir com segurança, avalizada pelo Estado através dos examinadores, que vão avaliar e aprovar ou não o modo como o futuro condutor vai dirigir no trânsito. Dirigir com perícia, isso só vem com a prática.

 

Você pode se matricular naquela que considera a melhor autoescola, pode pagar aulas-extras, pode sugar o instrutor, perguntar, se interessar, mas não sairá educado para o trânsito, pois ser educado para o trânsito reflete nossas vivências como cidadãos, o nosso comportamento, o modo como interagimos com as experiências anteriores que temos na vida em sociedade e que orientam nossos comportamentos e atitudes. Ou seja, a autoescola pode ensinar direção defensiva, mas tudo vai depender se você aprendeu antes, em casa, de berço, as regras de convivência em sociedade e valores tais como: respeitar a vez do outro para não sair cortando a frente dos carros no trânsito; se você sabe ser tolerante com os erros do outro motorista para não sair buzinando e xingando feito doido, quando ali na frente pode errar também e gostaria de receber tolerância e compreensão (no trânsito todo mundo erra, não existe motorista perfeito). Entenderam aonde eu quero chegar?

 

Assim como não é tarefa da escola comum ensinar respeito aos mais velhos, ensinar as regras de higiene como tomar banho e escovar os dentes todo dia, porque isso são aprendizagens básicas que se aprende na educação familiar (e a tarefa da escola é complementar a educação que a criança recebe em casa) também não é tarefa da autoescola, tampouco culpa sua, se o aluno aprendeu ao longo do processo como deve dirigir de modo responsável e seguro e dirige agressivamente, desrespeitando o trânsito e as pessoas e provocando acidentes. Valores, ética, comportamento se aprende desde que se nasce, em família, pelo exemplo.

 

Por isso a importância de educação para o trânsito na escola com a aproximação, o apoio e a interatividade dos pais. Não adianta aprender na escola que se deve atravessar na faixa de segurança com o sinal fechado para os carros se no cotidiano os pais arrastam os filhos pelas mãos e atravessam fora da faixa e com o sinal aberto para os carros.

 

Não adianta a autoescola formar o motorista para respeitar as leis de trânsito e praticar a direção defensiva se os pais se orgulham do filho ter acelerado e passado a tempo no sinal amarelo, se ele é o mais rápido a sair do cruzamento ou se fez uma manobra arriscada com perfeição. A autoescola forma, mas quem educa para o trânsito é a família com o apoio da escola, desde cedo, porque a criança vive e vem crescendo nas estatísticas como vítima dos problemas de trânsito nas cidades.

 

Neste ponto, espera-se que a família faça a sua parte educando, ensinando comportamentos seguros e defensivos, com base em valores positivos para a vida e para o trânsito. Espera-se que a escola ensine, aborde o trânsito como tema transversal, envolva as crianças em projetos de trabalho sobre o trânsito para a aprendizagem de comportamentos e atitudes seguras. Espera-se que os pais não elogiem nem admitam as "façanhas" de seus filhos ao volante e que compreendam as suas necessidades, dificuldades e possibilidades assim que habilitados com a PPD.

 

O que a sociedade pode esperar dos CFC´s é que qualifiquem melhor seus instrutores, que invistam nos cursos de especialização com foco na qualidade dos estímulos para a aprendizagem significativa e defensiva. Que os avaliem e estimuem a auto-avaliação, a afetividade, o respeito e o relacionamento sadio entre aluno e instrutor.

 

Podemos esperar que as autoescolas se tornem parceiras dos projetos feitos pelos professores, abrindo as portas dos pátios para informar aos alunos como é o processo de habilitação, a importância das aulas teóricas, o que se aprende nas aulas práticas. Assim, além de formar condutores para o trânsito, estarão ajudando a educar para o trânsito (tarefa que começa em casa, pelo exemplo de comportamentos seguros e defensivos dos pais), aliando seu nome, missão e valores à marca da responsabilidade social para com o trânsito. Quem sabe, estarão ajudando a conscientizar crianças e adolescentes que dirigir não é brincadeira e que a aprendizagem deve ser feita por instrutores dos CFC´s e não com pais, parentes e amigos, sem conhecer antes a legislação, as placas que vão orientar o aluno e o motorista no trânsito.

 

O que podemos esperar das autoescolas é que ensinem a dirigir com responsabilidade, que ensinem o aluno a se defender das armadilhas do trânsito, a desconfiar dos outros motoristas e não esperar que o outro faça a coisa certa porque se nem o aluno nem o outro motorista fizerem a coisa certa o acidente é provocado. Podemos esperar parcerias com os professores em projetos educativos para o trânsito.

 

O que não podemos esperar das autoescolas e nem seria justo, é que sejam culpabilizadas porque o aluno que fez o processo de habilitação naquele CFC provocou um acidente ou dirige agressivamente porque os componentes que levam a esse comportamento agressivo no trânsito são frutos de experiências e vivências individuais, do próprio aluno; tem a ver com o caráter, com traços de personalidade, com visão de mundo, com conceitos sobre certo e errado, sobre seguro e perigoso, sobre os riscos que o condutor assume ao volante do seu carro.

 

Creio que chegará o dia em que os CFC´s serão parceiros dos professores, parceiros da escola, parceiros dos projetos educativos de trânsito. Aí sim, estarão aliando a sua missão de formar condutores à contribuição de educar para o trânsito.

 


 


 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 13h03
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Tire suas dúvidas sobre a permissão para dirigir (PPD)

 

Olá condutores,

 

Para que você que passou no teste prático de direção é hora de pegar a tão sonhada Permissão Para Dirigir (PPD), mas com isso vem algumas dúvidas. A PPD vale por 1 ano, mas a data da renovação é contada a partir da data de emissão da PPD ou da data de primeira habilitação, já que as duas constam do documento? Como fazer para trocar a PPD pela CNH definitiva? Posso dirigir só dentro da cidade ou em BR´s e rodovias? E se eu for multado tenho de refazer todo o processo? Posso ser punido por imperícia caso me envolva num acidente? Como devo proceder ao ser parado numa blitz?

 

Então vamos esclarecer essas e algumas questões.

 

1. O que é a PPD?

Desde 1998, quando entrou em vigor a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, a PPD é a sua Permissão Para Dirigir. Assim que você faz o teste prático de direção, a última etapa do processo de habilitação, se for aprovado, terá direito a receber esse documento que equivale à carteira de habilitação, só que é provisória e tem validade de 1 ano (art. 148, § 2º, CTB). Antes da aprovação do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), todo motorista recebia a CNH definitiva. Ocorre que diante de uma série de fatores, dentre eles o aumento no número de acidentes de trânsito e de infrações cometidas pelos condutores, adotou-se a PPD como uma forma de avaliar os novos condutores.

 

2. E se eu for multado com a PPD tenho de refazer todo o processo?

Depende. Um condutor na PPD só pode cometer uma infração média ou duas infrações leves. Mais que isso, seja reincidindo na mesma infração ou cometendo outras, o condutor com a PPD perderá o documento e terá de procurar os CFC de novo para refazer o processo, sim, tudo de novo, menos os exames médicos e de avaliação psicológica, pois eles tem validade de 5 anos.

 

3. Motorista na PPD tem direito a defesa na JARI como os demais motoristas?

Sim. O condutor na PPD tem os mesmos direitos de ampla defesa e do contraditório para tentar provar que não estava errado e, assim, ter a infração e a multa anulada. Independente de você ter sido parado pela autoridade de trânsito para ser notificado da infração, receberá em casa dois tipos de notificações: o auto de infração de trânsito (AIT - que não é multa, é só uma notificação, um aviso de que você está sendo acusado de cometer uma infração no trânsito) e a Notificação de Imposição de Penalidade (esse sim é a multa, que vem com um boleto junto discriminando os valores).

 

Se você for multado, anote o dia, a hora e o local da infração. A partir desta data, o órgão executivo de trânsito (Detran) terá até 30 dias para enviar a AIT pelo correio por Aviso de Recebimento (AR), lembrando que o carteiro tenta 3 vezes e se não tiver ninguém em casa para receber o AIT volta para o Correio, mas o Detran mantém os prazos corridos a partir da data da primeira entrega do correio na sua casa.

 

A partir da data que consta do recebimento do Auto de Infração de Trânsito (AIT) você tem  30 dias para formular defesa, no entanto, quando essa defesa é entregue no Departamento de Trânsito (não na JARI neste primeiro momento), de antemão já se sabe que ela será indeferida, pois o que será avaliado é o preenchimento correto pela autoridade de trânsito. Na hora que receber o AIT e constatar que os dados do veículo e do condutor não conferem, o AIT é anulado entrando com recurso.

 

Como o Departamento de Trânsito só julga o preenchimento correto do AIT e não os argumentos do motorista, é aconselhável deixar expirar o prazo de 30 dias do recebimento da primeira notificação e só depois que receber a Notificação de Imposição de Penalidade (NIP), ou seja, o boleto, fazer a defesa por escrito com base nos artigos do CTB, e entregar dentro do prazo de 30 dias à Junta de Recursos Administrativos de Infração (JARI). Aí sim, nessa etapa os argumentos do condutor serão julgados pelos membros da JARI. Caso seja deferido, a multa é anulada e tirada do sistema do Detran; se for indeferido, a multa permanece, assim como os pontos negativos na PPD. Só refaz o processo se for infração grave (5 pontos) ou gravíssima (7 pontos), ou se tiver reincidido em mais de uma infração média ou mais de 2 infrações leves.

 

4. A PPD vale por 1 ano, mas a data da renovação é contada a partir da data de emissão da PPD ou da data de primeira habilitação, já que as duas constam do documento?

Percebam que na sua PPD, no campo bem embaixo da foto, tem o número de registro do documento e ao lado o campo VALIDADE escrito em vermelho. É essa data que conta e que vai informar exatamente o dia em que a sua PPD expira. Por exemplo, se conta na data da validade 20/06/2012 significa que você poderá dirigir com a PPD exatamente até o dia 20/06/2013. No entanto, como você não tem como você dar entrada no pedido da CNH definitiva antes desse prazo, somente no dia que ela vence e vai ter de esperar alguns dias, por isso é que o CTB, em seu art. 162, inciso V concede mais 30 dias para rodar com a PPD vencida. Mas vejam bem o que diz o inciso V desse artigo: É infração

 

Art. 162. Dirigir veículo:

V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta dias: Infração - gravíssima; Penalidade - multa; Medida administrativa - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado;

 

Entenderam? Não é que pode dirigir com a PPD vencida, é que após o prazo de vencimento, você deve ter entrado com o pedido para receber a CNH definitiva e a lei te dá até 30 dias para que ela chegue. Portanto, se cair numa blitz ou se tiver que mostrar sua PPD para uma autoridade de trânsito dentro desses 30 dias que a lei permite andar com a PPD vencida até que chegue a CNH apresente também o recibo da autoescola onde vc requisitou a CNH definitiva ou o protocolo de retirada da CNH se fez sozinho, no Detran.

 

5. Como fazer para trocar a PPD pela CNH definitiva?

Exatamente no dia de vencimento da PPD que está em vermelho no documento, você tem duas formas de requerer a CNH definitiva: indo numa autoescola/CFC ou fazendo sozinho, indo no Detran ou pelo Poupa Tempo.

 

a) indo na autoescola/CFC: leve a sua PPD, pague uma taxa e o pessoal da CFC liga para você quando a definitiva chegar. Esse serviço costuma custar entre R$ 100,00 e R$ 150,00 dependendo da autoescola

 

b) fazendo sozinho pelo Detran: você vai até o setor de CNH do Detran da sua cidade, leva a PPD, comprovante de residência, CPF, RG e paga uma taxa que custa em média R$ 55,00. Pega a guia de pagamento lá mesmo no Detran, vai no banco, paga, retorna ao Detran, dá entrada e espera em média de 5 a 15 dias. Sai quase pela metade do preço do que fazer pela autoescola.

 

c) Fazendo pelo Poupa Tempo: só indo nos pontos fixos do Poupa Tempo e levando, além da PPD, o comprovante de residência a cidade onde está o Poupa Tempo, ou seja, tem que ter domicílio na cidade onde está registrada a PPD, com excessão das cidades que não tem Ciretran.

 

6. Posso dirigir com a PPD só dentro da cidade ou em BR´s e rodovias?

O condutor na PPD pode dirigir em ruas, estradas e rodovias de todo o território nacional. O que aconteceu é que no dia 3 de dezembro de 2008 o senador Aloízio Mercadante apresentou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um projeto-de-lei sugerindo que os condutores na PPD só dirigissem dentro das cidades e que o prazo de validade da PPD fosse aumentado de 1 para dois anos, mas tal projeto ainda não foi aprovado, portanto, não é lei, e se não existe lei, pode dirigir em BR´s e rodovias. Aí o bom senso, a responsabilidade e a perícia do condutor é que conta: não se joguem em BR se ainda não tem completo domínio dos comandos do carro e das regras de direção defensiva para não provocar acidentes por imperícia.

 

7. Posso ser punido por imperícia caso me envolva num acidente?

Sim. Quando um acidente é provocado e o condutor com PPD está envolvido nele, prestem bastante atenção nos procedimentos: a guarda de trânsito é chamada, é feito um Boletim de Ocorrência do acidente e coletados os dados de cada condutor e vítima. Com base na coleta de dados das autoridades de trânsito, é feito um laudo que aponta quem estava certo e quem estava errado. Esse laudo dá um prazo de 6 meses para o condutor que se sentiu ofendido ou prejudicado entrar na Justiça e cobrar os danos. Com todo direito de ampla defesa e do contraditório, se a ação for até 20 salários mínimos vai para os Juizados Especiais. Se não tiver acordo e o condutor na PPD for considerado culpado, pode sim, perder o documento a partir da decisão prolatada em sentença pelo juiz.

 

8. Como devo proceder ao ser parado numa blitz?

Normal. Não tem motivo para estar nervoso se você não cometeu nenhuma infração, principalmente dirigir sem cinto, se seus passageiros estiverem com cinto de segurança e se você não tiver bebido antes de dirigir. Ou seja, se estiver tudo ok com você, com a documentação do carro, tudo em dia com as manutenções e com os equipamentos obrigatórios de segurança, e se não estiver infringindo as leis de trânsito, não tem porque temer. Se a autoridade de trânsito requerer teste de bafômetro, faça numa boa. Quado pedirem o documento de habilitação e os documentos do carro, os apresente tranquilo. Ter PPD é motivo de orgulho e não tem porque ficar nervoso ou se envergonhar diante das autoridades de trânsito.

 

Como vocês podem ver, condutores, o motorista que faz a sua parte certinho não precisa temer nada. Ser parado em blitz é normal e é para a nossa própria segurança e a dos outros.

 

Espero ter respondido as principais dúvidas com a PPD, mas se passou alguma coisa, postem nos comentários que a gente esclarece.

 

Tenham muito orgulho da sua PPD, pois o Detran não sai distribuindo o documento para quem não sabe dirigir. Só vá para o trânsito com o completo domínio dos fundamentos e técnicas para controlar o carro, pronto para se antecipar a uma situação de perigo e evitar acidentes. Direção responsável e defensiva é tudo.

 

Muitas evoluções e alegrias com seu carro!

Escrito por Márcia Pontes às 11h27
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03/02/2012


Um dos maiores problemas de quem está aprendendo: o medo de dirigir. Mas esse medo é seu ou é dos outros?

Condutores,

 

uma das principais dificuldades de quem está (re) começando a dirigir é o medo. Medo de bater, medo de que batam em você, medo de atrapalhar o trânsito, medo do carro morrer, e por aí vai uma lista extensa. De um lado, existem instrutores que não ajudam muito mandando decorar quantas voltinhas se dá ao volante, decorar regras de trânsito e mandando fazer as coisas sem explicar como fazer e que outras possibilidades teríamos para fazer a mesma coisa de outro jeito. De outro lado, a cobrança da família, dos pais, dos namorados, dos amigos e parentes que tentam ensinar o aluno a dirigir.

 

Chega uma hora que a paciência acaba e o "povo" começa a disparar: "sua burra", "seu burro", "prá que carteira se é prá jogar na gaveta?", ou ainda comentários do tipo: "gastou uma fortuna prá aprender a dirigir e não aprendeu nada". Já vi em algumas páginas da internet e até em redes sociais alunos serem desrespeitados e achincalhados, virando piada e deboche porque tentaram obter ajuda para uma dificuldade. E lá vem a resposta: "volta prá autoescola".

 

Tá bom, mas só entende o medo para dirigir quem já sentiu e vocês estão falando com a pessoa certa. Todo mundo sente medo de dirigir porque:

 

1. o medo é um instinto de preservação e nos afasta de situações que representem perigo;

 

2. muitas pessoas nunca sentaram no banco do motorista antes, é natural que sintam medo;

 

3. Muitas vezes nem é medo que você sente, mas ansiedade, e confunde isso com medo;

 

4. Muitas vezes o medo não é nosso, mas do carona que nem sabe dirigir e quer "ensinar" como se faz, ou do instrutor sem paciência, seja da autoescola ou dos parentes que ensinam a dirigir.

 

Pensa comigo: o aluno já tem dificuldade, daí faz uma coisa errada e lá vem um grito, um xingamento. Danou-se! A segurança foi por água abaixo e vai interferir nas aulas.

 

O fato é que, muitas vezes, absorvemos coisas dos outros, sentimentos dos outros, o medo e a fobia do outro. E daí vem aquela coisa: "meu pai falou que dirigir é fácil". Tá, é fácil prá você ou prá ele, que já dirige há anos?

 

Ou o seguinte comentário: "fulano disse que não nasci para dirigir". Tá bom, falaram pro Bethoveen que ele nunca ia ser nada na vida porque era surdo, nem música podia ouvir, e olha que patrimônio musical deixou para a humanidade!

 

Vocês sabiam que Einstein, isso mesmo, Albert Einstein, era ruim de matemática na escola? Tomara que o professor de Matemática que disse que ele era um fracasso tivesse vivido para conhecer a Teoria da Relatividade. E são  tantos exemplos que a gente ia ficar o dia inteiro aqui.

 

O que quero dizer prá vocês é que muitas vezes o medo que sentimos não é nosso, é do outro. O sentimento de fracasso e de derrota depois de uma reprovação no teste de direção, muitas vezes, não é nosso: é do pai que queria que o filho ou a filha passasse de primeira, talvez porque esse pai nunca tivesse passado de primeira num exame, ou porque nem sabe dirigir e projeta o seu sonho no filho.

 

Podem fazer o teste: quando vc está dentro do teu carro, se sentindo seguro, tendo o comando da situação, o mundo pode acabar do teu lado e vc tá lá firme e forte. Inclusive, muitas pessoas preferem dirigir sozinhas depois que saem do CFC e aprimorar o que aprenderam sem ajuda, sem gritos, sem xingamentos, sem impaciência e intolerância de quem quer ajudar, mas acaba atrapalhando.

 

Sempre procurem treinar depois de habilitado com pessoas calmas, tranquilas, que sabem explicar direito, que não gritem, que não cobrem tanto, pessoas que os acolham, que entendam as suas dificuldades. E, principalmente, pessoas que dirijam defensivamente, sem pressa, sem frear em cima, sem colar no carro dos outros, que não tenham vícios na direção.

 

Se alguém da sua família ou aquele que está te ensinando a dirigir se acha o ás do volante, isso é dele, são as atitudes dele ao volante, você é diferente: você não dirige há tanto tempo como essa pessoa, você acabou de sair da autoescola, você é único: tem dúvidas, tem dificuldades, sabe que a prática vem com o ato de dirigir e que não se aprende a dirigir com segurança indo "treinar" no trânsito de verdade quando nem dominou ainda o controle do carro. Ou seja, se deixa o carro morrer o tempo todo, se tem dificuldades para passar marchas, se freia em seco, etc...). Você é uma pessoa, um condutor, que quer dirigir bem, defensivamente, com segurança, e vai conseguir. 

 

1. No começo, escolha ruas calmas para treinar

 

2. Não decore, não imprima dicas e memorize achando que aprendeu, que "pegou como a coisa funciona";

 

3. teste todas as possibilidades de uma dica ou macete, tipo: "aqui diz para pisar na embreagem no meio do pedal, mas eu piso e o carro morre, então vou ler a dica de novo, fazer como está no papel, mas vou me concentrar no que acontece quando modifico o movimento". É assim que a aprendizagem se torna significativa, que você constrói conceitos sobre aprender a dirigir de modo seguro, com calma, no seu tempo. É assim que vai entendendo, descobrindo sozinho o que o outro não tem paciência de ensinar.

 

Não existe burro: todo mundo aprende, só que em ritmo diferente.

 

Todo mundo nasceu para dirigir, o que nos diferencia é se queremos ou não dirigir. Você está aprendendo a dirigir por causa de quem? De você mesmo ou dos outros?

 

Todo mundo sente medo, o que nos diferencia uns dos outros é o modo como enfrentamos os nossos medos: se nos encolhemos, nos acostumamos com ele e insistimos em ficar na zona de conforto ou se o enfrentamos com disposição, com vontade de aprender.

 

Pense bem: sentir medo ao volante é normal, certa dose de medo é saudável, senão ficamos corajosos demais e provocamos acidentes.

 

Muitas vezes, o instrutor de CFC não acredita no aluno e acaba usando os pedais por ele. Muitas vezes, nossos instrutores caseiros (parentes) puxam o volante de nossas mãos quando sabemos que poderíamos fazer aquela manobra com segurança. Então me diga? esse medo aí é seu ou é do outro? Essa sensação de fracasso porque reprovou é sua ou do outro e você acaba absorvendo?

 

A aprendizagem precisa ser significativa, fazer sentido, precisa ser no seu ritmo, no seu tempo, dure quanto tempo levar. Tem que ser segura. Você tem que estar equilibrado e controlado emocionalmente. O trânsito não perdoa: qualquer erro, qualquer precipitação sai caro (e não é só para o bolso).

 

O medo na dose certa é o melhor amigo do motorista, deve seguir com a gente, de preferência sentadinho no banco do passageiro e com cinto de segurança. Assim ficamos mais pacientes, mais tolerantes, sabemos esperar, dar a vez, ceder a preferência em nome da segurança. As dificuldades já existem por si só: não coloque lente de aumento nas dificuldades, foque nos objetivos.

 

O medo de dirigir, esse de iniciante, que apavora, que trava, que faz a gente criar monstros imaginários, esse medo vai embora e dá lugar à tranquilidade e segurança conforme vamos adquirindo domínio dos fundamentos básicos de dirigir. Conforme o domínio que temos do carro.

 

Pensem nisso, condutores!


 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 18h18
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01/02/2012


Nosso blog é o 5º entre os 30 melhores do Brasil na categoria Serviços

Olá condutores,

 

O Blog Aprendendo a Dirigir foi premiado com o selo TOP 30, ranking realizado pela Flash Designer Consultoria e Assessoria em Marketing LTDA no qual os sites participantes são classificados pelo sistema de votação.

 

Eu não sabia, mas os votos estão sendo computados desde o dia 1/01/2011 e acabei inscrevendo o blog quando a promoção estava quase terminando. Mesmo assim, com menos de uma semana de participação, conquistamos o 5º lugar.

 

Obrigada a todos que votaram. É um baita incentivo para que possamos continuar ajudando a ajudar quem está (re)começando a dirigir com dicas, macetes, explicações e demais recursos que tornem a aprendizagem significativa e defensiva.

 

Este é o selo:

 


 

Mais uma vez, muito obrigada pela credibilidade e confiança.

 

E vamos adiante!

Escrito por Márcia Pontes às 12h48
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