BLOG APRENDENDO A DIRIGIR: dicas, macetes, direção defensiva - UOL Blog

15/05/2012


Saindo de vaga de ré em ruas movimentadas

Condutores,

 

ultimamente venho recebendo postagens e emails de condutores recem habilitados que estão se batendo literalmente com essa dificuldade. Pequenos acidentes que são provocados, em parte por imperícia de quem ainda está aprendendo a dirigir, em parte pela pressa, falta de paciência e afobação dos motoristas experientes que não esperam um pouquinho até o outro fazer a manobra. Vamos ver na foto a visão que se tem da aproximação de um carro que iniciou a fazer essa manobra:

 

 

Digamos que você está se aproximando de um local em que tem um motorista saindo daqueles estacionamentos permitidos em diagonal na calçada, então a imagem que terá de dentro do carro é essa! Não si como tem motoristas que vendo uma imagem assim ainda continua acelerando ou mantendo a velocidade. Uns podem dizer: ah, mas eu não vi o cara manobrando. Mas, ora, quando trafegamos em ruas assim, com esses estacionamentos de vaga em diagonal, já temos de estar alertas, preparados, antenados de que uma hora pode ter um motorista manobrando para sair. Ou seja, nos anteciparmos a eventual necessidade de parar para o outro terminar a manobra dele e sair, e fazer isso com segurança, dando uns toquinhos de aviso antes no freio para alertar o motorista de trás. medo de colisão traseira não justifica uma colisão dianteira, lembrem-se disso, condutores!

 

QUANDO VOCÊ É O MOTORISTA QUE TRAFEGA PELA RUA

 

Se você vem trafegando por uma rua movimentada com vagas diagonais para estacionamento fique alerta. Você já deve ter em mente que em algum momento um motorista pode estar tentando sair de uma vaga de ré, então coloque-se no lugar dele: vagasem diagonal dificultam a visibilidade dos retrovisores. A saída tem que ser lenta, devagar, cautelosa. Você ia gostar de ficar entalado numa vaga dessas até um bendito te dar a vez? Como ia se sentir? Feliz, né? Ita até agradecer com dois toquinhos na buzina, não ia? Então quebre essa para o colega que está manobrando: seja gentil, espere um pouquinho até o cara sair em segurança e tenha certeza que alguém vai fazer isso por você quando mais precisar.

 

"Ah, mas a preferência é minha!" Condutores, preferência não é direito adquirido, é apenas preferência, presunção de direito de passagem, o que não significa que só porque apreferência é sua você prossiga sabendo que vai causar um acidente. É preciso ter bom senso, gente! Custa ceder a preferência por alguns segundos? Não dá nem um minuto! E evita-se dores de cabeça, discussões, bate-boca e desgastes típicos de um acidente deste tipo.

 

Geralmente o outro motorista que está fazendo este tipo de manobra está alerta, mas ansioso, inseguro, principalmente se for motorista iniciante. Então, quando for ceder a vez e esperar que ele termine a manobra sinalize de alguma forma, com duas piscadinhas rápidas de farol ou mesmo uma buzinadinha rápida.

 

SE VOCÊ FOR O MOTORISTA QUE ESTÁ SAINDO DA VAGA

 

Se for você quem estiver saindo da vaga é ter cautela redobrada para evitar acidentes por conta de motoristas apressadinhos.

 

1. Sinalize tudo, dê seta e se a seta desarmar, ligue-a de novo

 

2. este tipo de saída de vaga é cascudo mesmo: os retrovisores de fora estão "mortos", sem imagem nenhuma de quem vem trafegando pela via; pode passar uma criança, um ciclista, um pedestre, um idoso por trás do seu carro, então, tudo na manha, na calma e na tranquilidade. Não adianta ter pressa nessa hora!

 

3. Todo o comando de posicionamento do carro para a saída da vaga é feito só em embreagem e freio, achando aquele ponto em que o carro quer entrar em movimento. Pisando mais na embreagem o movimento do carro é lento, soltando mais a embreagem o carro se movimenta mais rápido;

 

4. Se tiver carros do lado, dê ré e aproxime ao máximo a quina do capô do seu carro da lateral desses carros só defendendo para não bater. Isso vai fazer com que melhore a imagem no retrovisor e o carro saia com melhor aproveitamento de espaço, sem ir com a traseira inteira para a rua e dando a impressão que precisa da pista toda para manobrar

 

5. Saída deste tipo de vaga é negociação com o outro motorista: se ele deixar você vai, se ele não deixa espera! Mas espera mesmo, o tempo que for preciso. Não adianta ter pressa nessa hora que só dá tudo errado, tem que esperar e acabou. Quem está atrapalhando o trânsito é quem não dá a vez, não espera, não facilita a manobra para o outro!

 

6. tente treinar em casa antes os movimentos de volante, sempre olhando nos retrovisores para não ralar na lateral dos outros carros estacionados e para não atropelar os pedestres que passarem por trás do seu carro.

 

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

 

1. Fique calmo, ligue o pisca-alerta e não bata boca, não fique discutindo no meio da rua

 

2. Chame a guarda de trânsito para fazer o registro do acidente, mas saiba que em casos de acidentes com danos materiais leves os agentes de trânsito não são obrigados a vir

 

3. Tente negociar com o outro motorista, vão juntos ao Depto de Trânsito, façam o laudo e assinem o documento

 

4. Anote todos os dados, nome, documentos do carro, placa, RENAVAM, chassi, nome do condutor e nome do dono do carro e vá sozinho à guarda de trânsito registrar o boletim de ocorrência do acidente

 

5. Não pague nada nem fique discutindo valores de prejuízo no meio da rua porque isso só deixa o trânsito pior. Só quem sabe fazerorçamento é oficina, então troquem telefones e endereços. Para não ser enganado, se o outro motorista te der o celular dele ligue na hora, dali mesmo, para ver se chama e se o telefone é mesmo dele. Faça, pelo menos, 3 orçamentos do prejuízo

 

6. Se você e o outro motorista não se entenderem, entre no Juizado de Pequenas Causas e aguarde o julgamento pela Justiça, mas saiba que é um desgaste tremendo esperar por audiência de conciliação, essas coisas...E isso também não é garantia de que o outro seja culpado ou vá pagar os prejuízos (infelizmente é assim que funciona).

 

7. Se você tem seguro e foi o culpado, acione o seguro. Se o outro tem seguro e foi culpado ele que acione o seguro dele. Se o outro não tem seguro e foi culpado, negocie para que ele pague a franquia do seu seguro. Enfim, negocie, negocie, negocie...

 

Nessa hora a calma é tudo e negociar, se entender, é a melhor coisa. Bom mesmo é evitar acidentes, mas sempre tem um que provoca o acidente, e aí é necessário mais calma ainda.

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 11h16
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Evite acidentes por imperícia: exercícios para ter total controle do carro nas saídas, reduzidas e paradas

Condutores,

 

um dos maiores medos ou insegurança de motoristas que estão (re)começando a dirigir é não conseguir sair com o carro, deixá-lo morrer num cruzamento ou não conseguir pará-lo a tempo. Já quando conseguem ter domínio sobre o carro todas aquelas sensações ruins desaparecem e passa-se a dirigir tranquilo, com segurança e com a certeza de que tem completo domínio sobre o carro. Então, vamos apresentar essa postagem 3 em 1 para vocês irem treinando, praticando. Lembrem-se: decorar a postagem achando que é a coisa mais fácil do mundo e depois ir "aprender" ou "testar" direto no trânsito não funciona! Tem que ler, imprimir, ir para dentro do carro e treinar seguindo o passo a passo, repetir os movimentos exaustivamente até aperfeiçoá-los. Aí sim o medo vai embora.

 

SAINDO TRANQUILAMENTE COM O CARRO

 

Uma das principais queixas ou dificuldades do motorista iniciante é sair com o carro porque ele morre ou soqueia. Isso acontece porque o motorista ainda não pegou a manha dos pedais, ainda não se entendeu com a meia embreagem. Vamos à sequência correta:

 

1. Entra no carro, ajusta os retrovisores (principalmente se outra pessoa o dirigiu antes) e os bancos

 

2. Verifica se o carro está em ponto morto e com o freio de mão puxado. Se estiver engrenado, pise na embreagem e coloque em ponto morto

 

3. Coloque o cinto de segurança e exija isso de todos os seus passageiros

 

4. Ligue o carro sem pisar em nenhum pedal, posicione os pés na posição de meia embreagem, pise na embreagem até o fundo, passe a primeira marcha ou a marcha ré e em seguida pise no freio para segurar a posição. Nas saídas de ré de garagem, saia em embreagem e freio, bem devagarinho.

 

Se você vai sair com o carro e a rua está livre, é reta, assim que passou a marcha mantenha o pé no freio e vá trazendo o pé da embreagem mais ou menos a meio pedal. Levanta um pouquinho o pé do freio até achar na embreagem a posição em que o carro quer começar a entrar em movimento. Se quiser parar o carro para esperar alguém ou se tiver carro na frente, pise no freio e "guarde" a posição no pé de embreagem. Na hora de sair levante o pé do freio e o carro começará a se movimentar bem lentamente. Em seguida comece a acelerar e tire de vez o pé da embreagem. Sacaram o macete? o carro começa a entrar em movimento ainda com o pé na embreagem, aí você acelera primeiro bem devagarinho e constante e só depois solta o pé.

 

Na verdade, o pé da embreagem já estará no limite entre o carro morrer e não morrer sem dar socos ou solavancos. O movimento é lento para sair com segurança, mas mesmo assim o pé não fica descansando em cima do pedal de embreagem e pode-se sair com segurança e tranquilidade. Detalhe: sempre sinalizando tudo e conferindo os retrovisores.

 

PARANDO O CARRO COM SEGURANÇA E TRANQUILIDADE

 

Condutores, parar o carro, para muitas pessoas é um tormento. Primeiro, tem aquela coisa que os psicólogos chamam de animismo, ou seja, pensarmos que o carro é que está no controle, que ele tem vida, que ele comanda e o motorista fica ali, de refém pensando "como é que eu vou parar essa coisa!".

 

Digamos que você vem a 60km/h em 4ª marcha e lá na frente vai precisar parar numa sinaleira, ok? Se a distância for grande entre o seu carro e os outros use o freio motor, ou seja, você tira o pé do acelerador e o carro vai perdendo velocidade sozinho porque você parou de acelerar. Daí vocês me perguntam: mas não é perigoso deixar o carro indo sozinho sem pisar em nenhum pedal? E eu respondo: não! e vou explicar porque. Na verdade, o carro não está andando sozinho:

 

1. porque a marcha está engrenada e o carro não fica bobo, solto;

 

2. O freio motor é uma manobra segura, exige menos do sistema de freios e evita as freadas a tôa, além de ser por pequenos trechos, pois se ficar sem acelerar muito tempo o carro perde velocidade até parar de vez e morrer se não pisarmos no freio e embreagem

 

3. lembre-se que você está no comando, segurando o volante e guiando a frente do carro; portanto, ele não tem vida própria. Entenda que você está no controle.

 

Usando o freio motor ou freando gradualmente, aos poucos, neste exemplo em que o carro roda a 60km/h em 4ª marcha e tem de parar na sinaleira ou semáforo, a ideia é baixar a velocidade para uns 40 ou 30 km/h, passar a 2ª marcha e deixar o carro indo devagarinho até pará-lo pisando primeiro no freio e depois na embreagem. Vejam, condutores, para reduzir não precisamos ficar passando marcha por marcha: basta que derrubemos a velocidade do carro para dentro da faixa de velocidade indicada para cada marcha e pular uma ou duas. Mas só para reduzir! Para aumentar marchas tem que passar uma por uma sim.

 

Um exercício bacana é pegar uma rua calma, tranquila e retona, sem aquela pressão de ônibus, caminhões e outros carros atrás de você, sem buzinadas, sem movimento. Escollha um trecho grande para percorrer: treine as saídas com o carro e quando ele estiver andando (pode ser em 2ª marcha mesmo) escolha um ponto aleatório, imaginário, onde terá de parar o carro. Estabeleça essa meta prá você mesmo e treine as paradas com freio motor (tirando o pé do acelerador até o carro perder velocidade) e freando gradual.

 

Treine bastando isso nas paradas totais do carro: fazer o carro perder velocidade usando o freio motor ou pisando gradualmente no freio, mas mesmo que use o freio motor tem que pisar no freio primeiro para parar o carro de vez e depois pisar na embreagem senão ele morre. Vai parar o carro? pisa no freio e depois pisa na embreagem. Se vai parar o carro de vez é pisar no freio gradual e embreagem até o fundo; se vai parar o carro, mas deixar ele naquele movimento de quase parando, andando bem lentinho, aí pisa primeiro no freio gradualmente e embreagem um pouco mais para cima, a meio pedal mais ou menos. Se o carro anda um pouquinho mais do que você quer, pise na embreagem que a velocidade vai diminuindo (isso em 2ª marcha ou em 1ª marcha). Se quer que o carro ande mais rapidinho dentro da faixa de 0 a 20km/h solte mais o pedal de embreagem.

 

MUITO IMPORTANTE: nunca reduza para a primeira marcha com o carro em movimento porque vai arranhar a alavanca, forçar o câmbio, fazer um barulhão danado e o carro corcovia. Todo manual do carro, independente do modelo, marca, ano, etc... já traz avisado: so passe a primeira marcha com o carro PARADO. E podemos usar isso nos exercícios também: tá de segunda marcha entre 20 e 40 km/h (essa é a média de velocidade para carros 1.0 na 2ª marcha)? Pisa no freio, reduz a velocidade e pisa na embreagem para o carro não morrer. Quando o ponteiro do velocímetro estiver quase zerando, entre 3 e 5 km/h, aí sim, passe a 1ª marcha se não quiser parar o carro de vez.

 

MAIS EXERCÍCIOS PARA O CONTROLE DO CARRO

 

Condutores, ninguém aqui falou em ladeira, mas saibam que treinar bastante, exaustivamente esses comandos e obter completo domínio do carro é um dos princípios para controlar o carro na ladeira. Isso mesmo! Esses exercícios aí de cima são treinamentos dos fundamentos usados para parar e segurar o carro na ladeira. Como eu sempre digo: treino de ladeira começa no terreno plano, reto, sem aclives. 

 

Treinando o controle de parada do carro você conseguirá colocá-lo em movimento com tranquilidade, diminuir a velocidade para andar devagarinho sem o carro parar de vez e obter o comando de paradas sem o carro morrer. É isso que nos é exigido num controle de meia embreagem em ladeira ou mesmo no controle em comandos de embreagem e acelerador em ladeiras. Sem antes dominar esses princípios aí que expliquei prá vocês e ilustrei com exercícios nem pensa em pegar ladeira que não vai dar coisa boa.

 

Quem trabalha com costura, em fábricas, sabe que é melhor fazer tudo bem feito da primeira vez, devagar, com calma, aperfeiçoando e fir ficando rápido aos poucos para evitar retrabalho e prejuízos: ou seja, evitar que dê errado, que estrague alguma coisa e evitar ter de fazer uma coisa duas vezes. Então, vamos treinar para fazer bem feito nas primeiras vezes e sair dirigindo seguro no trânsito, sem expor a si mesmo e aos outros em risco.

 

Treino, treino, treino e mais treino. Só ler as dicas e memorizar não funciona, não adianta. Tem que ir lá, pegar o carro, sentir os pedais, sentir como o carro responde a cada movimento e o que vocês vão fazer para controlá-lo. Não existe essa de ler, decorar e querer ter controle sobre o carro desse jeito que não vai ter. Trate bem o seu melhor amigo de lata e faça ele responder aos seus comandos, faça ele comer na sua mão. E isso só se consegue treinando, praticando fora do trânsito.

 

Demorou! Agenda os seus 15 minutinhos diários e comece os treinos. Confie em si mesmo, vá lá e mostre para o carro quem é que manda.

 

Aprendizagem significativa com direção defensiva e responsabilidade é a melhor forma de evitar acidentes por imperícia.

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 10h26
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14/05/2012


Porquê nos treinos dá tudo certo e na hora da prova dá errado?

Pois é, condutores,

quem já não passou por isso?

 

Pagamos aulas extras para "matar" as dificuldades nos treinos em pátio ou na rua, treinamos até o último minuto e sai tudo perfeito. Mas na hora da prova.... quanta diferença!

 

1. A gente vê o examinador chegar e as pernas ficam bambas

 

2. a gente vê um colega reprovando no teste dele e a nossa autoconfiança vai para o buraco

 

3. dá um branco esquisito na hora de colocar o carro na baliza e pronto... reprovação!

 

Controle emocional, condutores. Numa prova prática o controle emocional é 50% da prova no papo.

 

Controle-se emocionalmente, relaxe, afaste-se do grupo, feche os olhos, medite, ore, peça a Deus, acredite em você mesmo, negocie a calma com seu corpo e mente e tudo vai dar certo.

 

É sobre isso que falamos neste outro vídeo da palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR: quando o emocional nos trai na hora da prova!


Escrito por Márcia Pontes às 21h44
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Vamos abrir a nossa caixinha do medo, condutores?

Condutores,

 

como muitos de vocês sabem, ministrei uma palestra motivacional no dia 10 de maio de 2012 aqui em Blumenau (SC), na empresa Xanda Treinamento Para Habilitados. A palestra "ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR: direção defensiva para evitar acidentes por imperícia" foi um sucesso e o foco foi no acolhimento emocional, aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia. Ou seja, nada de ir "aprender" no trânsito se não estiver com um instrutor do lado.

 

No final da palestra, para descontrair, fizemos a dinâmica de grupo chamada "A Caixa do Medo".

Na verdade, cada um de nós que tem algum tipo de dificuldade para dirigir temos nas mãos uma caixinha fechada com alguma instrução dentro, mas, por ansiedade, insegurança e medo de descobrir o que tem dentro (se superar o medo de dirigir vai ser bom ou ruim), acabamos empurrando a nossa caixinha do medo para outro... nos recusamos a abri-la. E as justificativas, geralmente são:

 

1. dirigir é difícil

2. eu não vou conseguir

3. fulano ou cicrano disse que eu não sou bom, que eu não nasci para dirigir... e por aí vai o rosário de desculpas a ser desfiado por quem tem medo de dirigir.

 

Acontece, que quando resolvemos enfrentar o medo de dirigir de frente e nos dispomos a abrir a nossa caixinha acabamos descobrindo que dirigir pode ser algo muito bom, pode ser maravilhoso, um prazer, uma paixão, apesar de todos os riscos que corremos diariamente no trânsito. Mas riscos corremos o tempo todo: estar vivo, por si só, já é um risco, não é mesmo? Só que se nos cuidarmos, os riscos diminuem, e é assim com a direção defensiva para diminuir acidentes por imperícia.

 

Olha, eu gostaria muito que vocês tivessem nessa dinâmica, mas como não deu, posto o vídeo de como foi. Peço que vocês observem, ouçam atentamente o que as pessoas dizem e o que eu digo durante a dinâmica. Abrir a nossa própria caixinha do medo pode nos levar a descoberta de que dirigir pode ser tão doce ou mais doce que um bombom.


Escrito por Márcia Pontes às 21h39
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11/05/2012


Vamos enfrentar essas dificuldades e esse medo de dirigir?

Condutores,

 

muitas vezes o medo nos tolhe, nos encolhe, nos pressiona de tal forma que chega a ser sufocante. Quem tem medo de dirigir sofre muito com isso sim.

Mas o mesmo medo que trava, que paralisa, é aquele que impulsiona, que nos faz ir adiante e superar! Vejam o vídeo e percebam que no final o lobo do medo é só uma miragem:

Escrito por Márcia Pontes às 11h08
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Fotos da palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR

Condutores,

 

a palestra motivacional ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR foi um sucesso! As pessoas se identificaram tanto com o medo quanto com a superação do medo de dirigir. Muitos descobriram que não tinham medo, apenas são ansiosos, inseguros ou não tem o domínio do carro. A dinâmica de grupo foi um sucesso e no final uma participante foi premiada com uma aula gratuita.

 

O tempo de palestra, que seria de 50 minutos, esticou para 2 horas. O papo foi bom, rendeu, todos ficaram até o final e ainda conversamos bastante. Seguem algumas fotos:

 

Abertura da palestra

 

Um dos pontos altos da palestra: o mesmo medo que trava é aquele que te impulsiona. Espera só prá ver quando essa mola se destender!

 

Início da dinâmica de grupo: outro ponto alto e bastante descontraído da palestra!

 

Para essa dinâmica de grupo usamos uma caixinha e avisamos que tinha uma instrução dentro, que poderia ser boa ou ruim. Coloquei a chave do carro do Centro de Treinamento na caixa e criei um clima de suspense, fazendo aflorar ainda mais o medo, a ansiedade. Virei de costas, a caixa foi passando de mão em mão e no final a pessoa escolheria se queria abrir a caixa ou não.

 

Uma condutora habilitada que não dirige afirmou que, mesmo com medo, ela ia abrir a caixa. Perguntei de novo se estava certa disso, pois a instrução poderia ser dirigir o carro do centro de treinamento. E ela disse que ligaria o carro mesmo com medo, que já tinha batido o carro duas vezes, que tinha todo tipo de medo de dirigir, mas que estava disposta a enfrentar. Sabem qual era a instrução da caixa? "Parabéns, você deu o primeiro passo para vencer o medo. Saboreie este bombom"

 

Isso mesmo: um bombonzão de todo tamanho na caixa. A chave foi só para meter medo. No final, ela foi premiada com uma aula gratuita no Centro de Treinamento de Habilitados. 

 

Eu e Alexandra Pedrosa, da empresa Xanda Treinamento Para Habilitados. Uma parceria pela vida, pela aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia.

 

Alexandra Pedrosa, a Xanda, mandando ver na interatividade com os participantes.

 

Direção defensiva na veia! E no lado esquerdo do peito, onde bate meu coração!

Orgulho de dirigir com o mais alto respeito pela vida e de ter a direção defensiva como o código de conduta que orienta todas minhas práticas no trânsito!


 

Escrito por Márcia Pontes às 00h37
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08/05/2012


A diferença entre aprender num carro de motor 1.0 e depois dirigir um carro 1.6?

Bom diaaaaa, condutores!

Essa postagem aqui eu estava devendo prá vocês faz tempo. Agradeço as pessoas que tem postado sobre o assunto nos comentários, por email e nas redes sociais. Então, vamos desvendar o mistério de aprender a dirigir em carro 1.0 e depois pegar um 1.6. Praticamente, é tudo diferente e aí o motorista iniciante acaba apanhando mais que bumbo em dia de festa sem entender porquê.

 

E eu adianto: essa é mais uma prova de que dirigir não é saber fazer o carro andar. Todo condutor tem que conhecer o mínimo sobre o seu carro: tão fundamental quanto calibrar semanalmente, verificar a água, o óleo e os demais itens de segurança é conhecer as características do carro que vai dirigir. Engana-se um motorista que dirige muito bem o seu carro, que já esta ficand experiente, que se ele dirigir um outro carro, da mesma marca, ano e modelo não terá problemas. Até os motoristas experientes, com anos de CNH costumam "apanhar" de carro diferente ou novo. Isso acontece, condutores, porque o ponto da embreagem é outro em função do ajuste do cabo do pedal, em função do desgaste do sistema de embreagem, a alavanca de marchas é diferente mesmo em carros manuais (com a ré atrás da 5ª marcha, com a ré em cima da primeira marcha), dentre outras diferenças. Por isso é que é aconselhável mais prática antes de sair por sí dirigindo todo tipo de carro que nem um mecânico.

 

A DIFERENÇA ENTRE CARRO DE MOTOR 1.0 E MOTOR 1.6

 

Bem, condutores, quero esclarecer antes de tudo que não sou especialista em motores, conheço bem pouco, mas pelo tanto que pesquiso antes de fazer uma postagem e pela experiência de já ter "apanhado" de um carro 1.6, conheço o suficiente para dar uma ideia geral das principais diferenças. E posso garantir para vocês que a maior diferença está na força do motor: o motor 1.6 é bem mais forte do que o motor 1.0, mas isso não significa que carro 1.0 seja menos valorizado ou "pior" de dirigir do que o carro 1.6. Vamos às diferenças:

 

1. carro de motor 1.0 é indicado para dirigir na cidade porque é compacto e econômico (bebe menos que o 1.6), se bem que um carro 1.0 de motor mal regulado ou fora do ponto pode chegar a beber mais do que carros de motores mais fortes


2. a principal vantagem do carro 1.0 é o preço na loja, o preço de revenda e o preço dos impostos: carro 1.0 é mais barato que carro 1.6; fica mais barato na hora de revender, passar para a frente; quanto mais potência de motor, ou seja, quanto maior for o dígito depois do 1.0, mais caro fica o IPVA.

 

3. Carro 1.0 é ideal para a cidade, pois é mais econômico, bebe menos e gasta menos que os carros de motor mais forte no pára e anda do trânsito.

 

4. Há quem diga que carros acima de motor 1.0 são feitos para rodar nas estradas e rodovias e carro 1.0 para rodar na cidade. Só quem já dirigiu os dois numa rodovia sabe a diferença:

 

5. carro 1.0 não desenvolve muita velocidade: acima de 110 km/h fica gastão e, dependendo da aerodinâmica (no caso de carros de modelos mais antigos como os da série Escort, desestabiliza). Carro 1.0 é um "cavalo" de forte: acelera rápido na saída, responde rápido às aceleradas, é ótimo para ultrapassagens rápidas e seguras enquanto o carro 1.0 não desenvolve tão bem em ultrapassagens.

 

6. Costumam dizer que carro 1.0 tem motor fraquinho, que precisa de mais tempo para ultrapassar e tem até manhas: se estiver de 5ª marcha na rodovia e vai ultrapassar em local permitido (sempre em local permitido pela sinalização), baixa para 4ª marcha, acelera para pegar embalo e depois passa a 5ª que ele vai mais rápido. Mas os carros 1.0 foram projetados para isso, então não adiantar comprar carro 1.0 e ficar falando mal dele e desvalorizando.

 

7. A tecnologia está muito avançada e os carros 1.0 estão saindo de fábrica muito mais seguros, estáveis e rápidos do que os modelos mais antigos. Além disso, quem faz o carro é o motorista: se ele dirige com segurança e prudência vai dirigir melhor que muito motorista por aí, independente se é carro mais antigo ou importado.

 

Para vocês entenderem melhor as diferenças do ponto de vista de um motorista que aprendeu a dirigir no carro 1.0 e agora está apanhando do carro 1.6, fiz aqui um apanhado das fichas técnicas dos dois tipos de motores: o motor 1.0 e 1.6 do Fiesta. Escolhi o Fiesta porque essa dúvida é específica da Ana Paula, leitora do blog, que mandou essa sugestão de postagem.

DIFERENÇA DE POTÊNCIA: Condutores, a potência é a medida da capacidade do carro em atingir maiores velocidades. Quanto maior a potência do motor do carro, mais velocidade ele vai atingir. No caso do Fiesta, temos vários modelos: Fiesta Hatch, Fiesta Supercharger, etc..., então pegamos como exemplo a potência média desses carros em motor 1.0.

Potência do Fiesta 1.0 = 73 cavalos com álcool e 71 cavalos com gasolina

Potência do Fiesta 1.6 = 111 cavalos

Sacaram a diferença? o motor 1.6 tem mais cavalos, então, significa que ele corre mais, tem mais potência, o que faz com que a relação de marchas (a faixa de velocidade ideal para cada tipo de marcha seja mais ampla, marchas mais longas. Isto é, atinge-se velocidades maiores para cada tipo de marcha em relação ao carro 1.0.

 

DIFERENÇA DE TORQUE: O torque refere-se à capacidade de um carro ou de um motor em desenvolver força, capacidade de carregar uma carga. Por exemplo, aquelas carretas que trafegam pelas rodovias carregadas e bem devagarinho estão demonstrando o que é o torque, pois elas precisam de força (ainda mais na subida de serra) para carregar toneladas de carga. Então, quando entupimos nosso carro de motor 1.0 de carga (pessoas, bagagens) vamos exigir mais torque (mais força) do motor do que potência até porque carro cheio pesa e desenvolve menos velocidade (menos potência).

Torque de motor 1.0 = 9,89 kgfm/litro (a força que tem)

Torque de motor 1.6 = de 15 a 16 kgfm/litro

Sacaram a diferença de novo? carro 1.6 tem motor mais forte, puxa mais, tem mais força

 

DIFERENÇA DE ACELERAÇÃO DE 0 A 100KM/H: Se você ligar um carro 1.0 e um carro 1.6 e sair acelerando desde que ele está parado até que atinja 100km/h, cada um vai ter um tempo diferente para atingir mais rápido essa velocidade.

Motor 1.0 = precisa de 19 segundos para ir de 0 a 100km/h

Motor 1.6 = precisa de 10,9 segundos

Ou seja, o motor 1.6  e todos os motores mais fortes vão fazer com que o carro chegue a 100km/h mais rápido do que os de motor 1.0. No caso do Fiesta, o motor 1.6 chega a 100km/h em 8,1 segundos mais rápido do que o motor 1.0. Agora conta 8 segundos e veja a diferença: em se traando de motores, isso é muita coisa.

 

DIFERENÇA DE CONSUMO: A diferença de consumo entre um carro 1.0 e 1.6 tende a ser favorável para os carros de motor 1.0, justamente porque tem menos potência (velocidade) e menos torque (força) que os motores mais fortes. Os 1.0 foram carros projetados para serem leves, econômicos, para correr pouco e para carregar menos peso/carga. Por exemplo, todo motorista vai ter problemas para subir uma ladeira com carro 1.0 cheio de carga. Ar condicionado então, nem pensar. Já com carro de motor 1.6 é uma tarefa tranquila de se fazer.

 

Em relação ao consumo de motores 1.0 e 1.6, a diferença pode ser compreendida por esta regra universal: acelera mais, pisa mais no pedal de aceleração, injeta mais gasolina e gasta mais. Por isso a importância de andar com o carro de qualquer motor na marcha certa para que o pedal fique leve, a direção econômica e segura. Acelerar à tôa, sem necessidade é que faz gastar combustível. E, claro, a manutenção do motor. Motor no ponto = carro econômico sempre.

Carro 1.0 na cidade = em média, de 10 a 11 km/litro

Carro 1.6 na cidade = em média de 8 a 9 km/l

Carro 1.0 na rodovia = em média, de 12 a 13km/litro

Carro 1.6 na rodovia = 10,2 a 13,2

 

É como eu disse: o consumo do carro vai variar de acordo com a manutenção (limpeza de carburador ou de bicos de injeção), com o modo de dirigir (não pisar desnecessariamente no acelerador) e outros fatores. Hoje vendem-se carros anunciando até 17 km/h na cidade, mas isso é muito difícil. De qualquer forma, os carros 1.0 estão vindo com motores cada vez melhores e mais econômicos, assim como os carros 1.6.

 

DIFERENÇA NA TROCA DE MARCHAS: Essa é uma das principais diferenças sentidas por alunos de autoescola e motoristas recem-habilitados que aprendem a dirigir num carro de motor 1.0 e depois pegam um carro de motor 1.6. Sentem a diferença na horinha, seja na hora de sair com o carro e, principalmente, na hora de trocar as marchas. Isso acontece porque o motor do carro 1.6 é mais rápido (tem mais potência) e mais forte (tem mais torque), o que faz com que o motor tenha mais giros para uma mesma faixa de velocidade em relação a cada tipo de marcha. Vamos explicar melhor mostrando a faixa de velocidades para cada marcha em carro 1.0 e em carro de motor 1.6:

 

Marcha a ré:

Motor 1.0 = só para sair (saída mais lenta)

Motor 1.6 = só para sair, mas o carro é mais rápido e mais forte na saída

 

Primeira marcha

Motor 1.0 = de 0 a 20km/h

Motor 1.6 =de 0 a 40km/h

 

Segunda marcha

Motor 1.0 =20 a 40km/h

Motor 1.6 = 40 a 65km/h

 

Terceira marcha

Motor 1.0 = 40 a 60km/h

Motor 1.6 = 65 km/h a 90km/h


Quarta marcha

Motor 1.0 = 60 a 75km/h

Motor 1.6 = 90km/h a 140km/h

 

Quinta marcha

Motor 1.0 = 75km/h em diante (acima de 100km/h tende a  ficar gastão)

Motor 1.6 = 140km/h em diante

Muita diferença entre um carro 1.0 e 1,6, não é, condutores?

Por isso é que vocês estranham tanto: porque não dá para andar com um carro 1.6 do mesmo jeito que andamos com o carro de motor 1.0, pois a diferença vai ser sentida logo na arrancada, na saída, nas acelerações e, principalmente na troca de marchas.

 

Ao dirigir carro de motor 1.6 não vá direto para o trânsito: treine antes, conheça o carro, pegue as manhas dele. Praticando, tudo dá certo e a direção fica mais segura.

 

Escrito por Márcia Pontes às 10h40
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07/05/2012


Juramento do Motorista Defensivo

 

 

 

 

Condutores,

 

como vocês sabem, sempre que concluímos um curso de Graduação na Universidade fazemos um juramento. Este juramento afirma o compromisso do profissional com o exercício de sua profissão, sua arte, sua ciência. Entre nós, motoristas, o juramento dá identidade a nossa conduta no trânsito. Assim como ocorre na universidade, respeitamos aqueles que, por quaisquer motivos, preferem não jurar, mas que mesmo calados incorporam a direção defensiva como um código de conduta no trânsito que vai orientar todas as suas atitudes, comportamentos e práticas.

 

JURAMENTO DO MOTORISTA DEFENSIVO

 

"Juro, por minha própria honra e vida, perante meus semelhantes, as pessoas que amo e a sociedade, no exercício do ato de dirigir:

 

Manter o mais alto respeito pela vida humana e pelas demais formas de vida no trânsito, colocar a minha segurança e a de meus semelhantes acima de tudo.

 

Jamais omitir socorro a uma vida no trânsito.

 

Conhecer e respeitar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as demais leis que regem o trânsito no meu país.

 

Dirigir com prudência, perícia e sobriedade.

 

Ser ético, respeitar e exercer as regras e valores de convivência em sociedade no trânsito, ser paciente, ser gentil e tolerante com os erros de meus semelhantes, dirigindo sempre com prudência e defensivamente, antecipando-me aos riscos de acidente.

 

Usar e exigir que meus passageiros usem os dispositivos de segurança obrigatórios do veículo, zelando, cuidando e protegendo suas vidas.

 

Fazer de meu veículo um instrumento para servir ao próximo e não um símbolo de poder e status.

 

Fazer da direção defensiva o código de conduta que orienta a minha forma de pensar, de agir, meus comportamentos e práticas no trânsito.

 

Assim o prometo."

 

MÁRCIA PONTES

Educadora de Trânsito em Blumenau (SC)

Blog Aprendendo a Dirigir

 

Escrito por Márcia Pontes às 23h12
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03/05/2012


Lidando com a possibilidade de acidentes no trânsito: como superar a insegurança e se defender

Condutores,

 

essa coisa de terem batido atrás do meu carro está rendendo! O pior é que depois de deixar o carro na oficina presenciei dois acidentes envolvendo motociclistas e um quase acidente que ia dando feio entre um caminhão e um ônibus. Confesso: isso mexeu comigo, pois mesmo nervosa e meio trêmula ainda eu sinalizei, estacionei meu carro, chamei o resgate e permaneci do lado de um dos motociclistas feridos tentando acalmá-lo e tranquilizá-lo até a chegada dos paramédicos. Isso chama-se solidariedade no trânsito, condutores. Sim, mesmo quando acabamos de nos envolver num acidente estúpido causado por um motorista apressado.

 

O fato é que a todo momento na vida corremos riscos e no trânsito não seria diferente. Risco de nos queimarmos fritando um ovo, risco de escorregar no banheiro, risco de nos engasgarmos com a comida, e nem por isso a gente deixa de comer ovo frito, deixa de tomar banho ou de comer. A gente cuida, cuida e POW! acaba acontecendo. Só que no caso dos acidentes de trânsito eles não são eventos que acontecem do nada, coisas que não se pode prever. Todo acidente de trânsito é previsível, é PROVOCADO! Pelo menos, por um dos motoristas.

 

Por exemplo, numa situação como a minha: o trânsito ficou lento, um carro parou na minha frente e eu fui freando lentamente até o carro parar a uma distância de 1 carro e meio do carro da frente. Portanto, distância segura, carro seguro no freio e embreagem, mas... um motorista chutado, apressado e distraído bateu atrás. E agora? 

 

Outro exemplo: estamos trafegando com nosso carro na preferencial de uma via rápida (60km/h no mínimo) e um condutor apressado calcula mal a distância e a velocidade e bate no seu carro. E agora? Estes são os riscos de quem está no trânsito.

 

E os pedestres? Gente, já vi pedestre ser atropelado em cima da faixa, em cima da calçada, em ponto de ônibus e até dentro de loja, quando o motorista perdeu o controle, partiu para cima da calçada e atropelou as pessoas. E isso é espaço do trânsito, onde tem circulação e mobilidade humana.

 

Vocês entendem agora o porquê que eu bato tanto na tecla da direção defensiva?  Porquê estou praticamente pregando a direção defensiva como religião? Como código de conduta? Por quê diariamente estamos correndo riscos o tempo todo no trânsito! E porque temos que saber nos defender.

 

Daí vem alguém e pergunta: qual a graça da direção defensiva se mesmo tomando todos os cuidados milhares de inocentes morrem no trânsito fazendo tudo certinho? E eu respondo: porque é a única forma de nos mantermos vivos no trânsito; porque já tem gente imprudente demais colocando os outros em risco e alguém tem que zelar e proteger a própria vida e a dos outros (inclusive dos imprudentes); porque a direção defensiva minimiza a gravidade do acidente.

 

Por exemplo, se eu tivesse parado colada no carro da frente, o carro de trás ia me arremessar contra o carro a minha frente. Por isso parei o carro em embreagem e freio, por isso meu carro não bateu contra o outro. Tudo bem, eu dei sinais de pisada no freio, mas o motorista de trás vinha chutado e distraído, por isso que não funcionou, mas eu fiz tudo o que podia usando a direção defensiva.

 

Numa outra situação, se você está passando na preferencial e vê um motorista saindo de um cruzamento ou via transversal distraído, dê um toquinho na buzina e ele vai se ligar. Pronto, evita-se um acidente que poderia ser grave.

 

COMO SUPERAR A SENSAÇÃO RUIM DE UM ACIDENTE

 

Pessoal, conheço muita gente que simplesmente parou de dirigir, nunca mais pegou num carro na vida depois de um acidente. Nos casos mais graves isso pode transformar-se num Transtorno de EstressePós-Traumático (TEPT) em que a pessoa tem pesadelos com o acidente, tem palpitações só de lembrar, tem alucinação auditiva ouvindo o barulho da buzina, o som da batida; evita passar pelo local do acidente, etc...

 

Primeira coisa, independente se fomos nós que causamos ou não o acidente: zelar pela vida, verificar se estão todos bem, pois a vida é mais importante. Bateu atrás? Bateu, pronto. Conserta-se depois. Mas a vida humana, essa é muito frágil e não teremos outra além dessa até que se prove o contrário. E aliás, está muito bom aqui do lado das pessoas que nos amam e que amamos para querer ir embora cedo demais. Pense nas pessoas que se envolvem em acidentes de trânsito, vítimas ou causadoras, que ficam mutiladas, em estado vegetativo, dependentes dos outros para tudo (higiene pessoal, se alimentar, se locomover). No seu caso se foi só ferimentos leves e danos materiais, beleza! estamos vivos, pessoal e isso é graça de Deus!

 

Não adianta viver na ilusão de que existe motorista perfeito porque não existe! Todos dias aprendemos mais e mais no trânsito, essa é a grande verdade. Também não adianta viver na ilusão de que nunca nos envolveremos em acidentes seja como causadores ou vítimas porque sempre estamos correndo riscos na vida. É muito fácil a gente ver aquelas reportagens horrorosas de acidentes, com família chorando, gente presa em ferragens ou fotos de carros que viraram amontoados de ferro retorcido e dizer apenas: "Meus Deus!". Mas agora quando é com a gente, uma batidinha na traseira é motivo de chorar, dar depressão, querer morrer. Que é isso, gente!

 

Isso acontece porque a realidade do trânsito no nosso país no dia a dia, em qualquer lugar, só se torna significativa, só faz sentido, quando estamos envolvidos, quando é com a gente. Pessoal, eu venho há 4 anos fazendo esse trabalho forte com Educação Para o Trânsito online, lido diariamente com gente acidentada, gente com medo de dirigir que abandonou a direção depois de um acidente e sei o que estou falando: estamos expostos a riscos o tempo todo. O fato de acontecer uma vez não quer dizer que vá acontecer o tempo todo, todo dia isso com a gente, entendem?

 

Não adianta ir para o trânsito imaginando cenas, sofrendo por antecedência porque isso nos desconcentra, nos atrasa a vida. Temos que ir para o trânsito desconfiando das atitudes e comportamentos dos motoristas que cruzam a nossa frente, isso sim. É normal que algumas horas após o acidente ainda estajamos tensos, nervosos. Mas isso não pode durar muito tempo, uma vida inteira. Deixar de dirigir achando que está protegido de acidentes é ilusão! Temos de saber conviver com isso e a melhor maneira é nos tornando motoristas defensivos, sóbrios, alertas, prontos para nos defendermos de uma situação deperigo no trânsito, seja como motorista ou como pedestres!

 

REAPRENDENDO NOVOS COMPORTAMENTOS

 

1. Ter uma imagem positiva de si mesmo como motoristas

 

2. Realizar o luto do acidente, ou seja, entender o que aconteceu, agradecer por estar vivo e superar, digerir isso

 

3. Compreender que os riscos existem, mas não é todo dia que vamos nos envolver em acidentes

 

4. Dirigir sempre defensivamente, desconfiando de todos no trânsito e estando preparado para se antecipar aos perigos e reagir preventivamente

 

5. Não vivera ilusão de que acidentes só acontecem com os outros (acidentes não acontecem, são provocados por nós e pelos outros)

 

6. Não viver a ilusão de que deixar de dirigir te deixa mais protegido. Pelo contrário, estaremos colocando a nossa vida nas mãos dos outros.

 

Essas são algumas dicas que podem ajudar muita gente a cair na real, a parar de lamentar uma lata amassada por outro motorista e a saber resolver a situação com calma, com negociação, e agradecendo por ter saído vivo e ileso ou simplesmente por ter saído vivo. Ajudar a uitos motoristas que desistiram de dirigir a olhar a realidade do trânsito como ela é, mas que na maior parte do tempo temos controle sobre essa realidade. E, principalmente, ajudar a fazer muita gente apática a compreender a gravidade dos acidentes de trânsito no nosso país, na nossa cidade, na nossa rua.

 

Não espere que você se envolva num acidente para que isso se torne significativo para você!

 

Mude seus comportamentos no trânsito. A direção defensiva é e deveria ser nosso código de conduta que orienta todas nossas ações, atitudes, modos de pensar e nossas práticas no trânsito.

 

Riscos existem o tempo todo em qualquer lugar. Cabe a nós, condutores e pedestres, conhecer esses riscos e usar a direção defensiva para se defender deles.

Escrito por Márcia Pontes às 01h17
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Plano de Treinamento Virtual - 1ª Aula: Achando o ponto ideal da embreagem sem depender da famosa "tremidinha"

Condutores,

 

essa parece ser uma regra clássica de ensino em muitos CFC´s/autoescolas: soltar o pedal de embreagem até sentir a famosa tremidinha. Acontece que os carros estão ficando cada vez mais modernos e muitos deles sequer tremem e acaba-se perdendo o ponto ideal da embreagem. Por outro lado, a tremidinha pode comprometer o sistema de embreagem lentamente, pois essa tremidinha inocente, na verdade, tem o efeito de chacoalhão para um sistema tão sensível quanto ao sistema de embreagem.

 

O mais tranquilo e seguro de se fazer é aprender a arrancar com o carro sem pensar ou se preocupar com a "tremidinha" que vai sacrificando a embreagem e o motor do carro lentamente. E tem como: basta que vocês foquem, se concentrem e procurem encontrar o ponto ideal de embreagem em que o carro está querendo entrar em movimento. Vamos explicar melhor o passo a passo da embreagem para o carro não morrer mais, ok?

 

1. Carro em ponto morto, freio de mão puxado e liga ele sem pisar em pedal nenhum

 

2. Pisa primeiro no freio e depois na embreagem até o fundo e passa a primeira marcha

 

3. Mantém o pé no freio e traz o pedal de embreagem até o meio e abaixa o freio de mão;

 

4. Nesse momento, para saber se a embreagem está no ponto ideal levante pouquinha coisa o pé do freio.

    a) se o carro ficar parado ainda não é o ponto ideal: solte mais um tiquinho de embreagem até o carro querer começar a entrar em movimento;

    b) se o carro quiser voltar por causa de um desnível no asfalto, pise mais um tiquinho na embreagem que ele fica paradinho ou começa a andar para a frente

 

Achando o ponto em que o carro quer começar a andar sozinho só no pedal de embreagem, pise no freio e guarde essa posição até a hora de sair.

 

Para sair com o carro:

 

1. levante o pé do freio

 

2. Mantenha o pé na embreagem

 

3. Pise no acelerador e comece a acelerar lentamente e só depois solte a embreagem de vez.

 

Como o carro já vai estar querendo sair sozinho, na hora que vc acelera e solta a embreagem ele não morre de jeito nenhum.

 

Essa dica é mais eficiente e segura que a dica das tremidinhas, pois vc vai focar, na verdade, no pedal de embreagem, vai estar se ocupando de identificar e controlar o momento em que o carro está saindo, entrando em movimento.

 

Tremidinha engana e é pouco eficiente.

 

Mas tem que treinar, condutores. Pegando essas dicas e treinando, pelo menos, 15 minutos por dia, garanto a vcs que em menos de uma semana o carro não morre nunca mais. Mas tem que treinar, não adianta "decorar" a dica, achar que sabe e ir testar no trânsito que isso é irresponsabilidade, é negligência e imprudência, além de potencializar risco de acidentes por imperícia.

 

Treina antes, na frente de casa mesmo, pois não vai ter trânsito, você não vai se assustar com a buzina dos outros carros (som normal do trânsito), o carro vai ficar praticamente parado, andando só alguns metros e você vai se sentir mais seguro e confiante a cada acerto. É só aperfeiçoar nos treinos e dirigir tranquilo sem a preocupação do carro morrer.

 

Bons treinos, condutores!

 

Depois contem as evoluções!

 


 



Escrito por Márcia Pontes às 00h23
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02/05/2012


Me envolvi num acidente de trânsito, e agora? Pegue as dicas e saiba o que fazer

Condutores,

 

eu preferia ter feito essa postagem em outra situação, mas infelizmente, hoje bateram atrás do meu carro, do meu xodó que eu cuido tanto! Detalhe: bateram com o carro PARADO no trânsito. Eu parei meu carro atrás de outro que já estava parado e simplesmente o motorista de trás veio chutado, distraído, não conseguiu frear e bateu em cheio atrás do meu veículo.

 

Essa também é uma situação que pode acontecer com os motoristas iniciantes, recém habilitados que ainda não tem prática, que ainda estão dominando o carro e não sabem agir nesses casos. O que fazer quando se envolver num acidente de trânsito? Já adianto que chorar não adianta, ficar nervoso, bater boca, isso de nada adianta e só piora a situação. Então, vamos conversar melhor sobre isso.

 

O MOMENTO DO ACIDENTE

 

Acidentes não acontecem do nada, não são coisas que não se pode prever. Acidentes são PROVOCADOS porque um dos motoristas ou dois ou mais motoristas agiram com negligência, com imprudência. Independente de quem estava certo ou errado e provocou a batida entre os carros o correto é sinalizar ligando o pisca-alerta e deixar os carros na mesma posição se isso não atrapalhar o tráfego dos outros carros na via.

 

CALMA E NEGOCIAÇÃO

 

Independente de quem cometeu o erro e provocou o acidente, tentem se acalmar: respirem fundo, saiam calmamente do carro e vão conversar com o outro motorista. Pessoal, nessa hora não adianta se alterar, não adianta se indignar, muito menos chorar, ficar histérico, gritar ou xingar o outro motorista. Isso só piora a situação, que já é tensa. Seja você o motorista que errou ou o motorista errado, seja educado, tenha voz firme e pausada e diga que quer resolver a situação da melhor forma possível. Se o outro motorista estiver alterado e nervoso espere ele se acalmar e comece a negociação. Primeiro, procure saber se o outro motorista tem seguro; se não tiver, acione o seu seguro e tente combinar com o motorista que provocou o acidente que ele vai pagar a franquia. Se os dois não tiverem seguro, aí é na negociação mesmo!

 

Lembrem-se que os agentes da guarda de trânsito não são obrigados a atender ocorrência em que os danos são só materiais. Nestes casos, primeiro de tudo peça ao motorista para ver se os documentos do carro e se habilitação dele estão em dia. Se não estiverem, insistam na presença da guarda de trânsito ou chamem a Polícia Militar. Anote o nome do outro motorista na CNH e no documento do carro (muitas vezes o carro é de outra pessoa e o motorista está só dirigindo), a placa, o RENAVAM do carro, o endereço do motorista e telefones. Ali na mesma hora ligue para os telefones que o motorista lhe deu para confirmar se o número é mesmo verdadeiro, principalmente celular. Você pode sair dali sozinho mesmo e ir até o Departamento de Trânsito registrar um Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito, que é a sua prova de registro do acidente.

 

INTIMIDAR E AMEAÇAR PROCESSAR NÃO ADIANTA

 

Condutores, eu vou falar uma grande verdade para vocês: se o outro motorista não quiser ele não paga o conserto do carro mesmo e não tem juiz no mundo que faça ele pagar. Infelizmente, é assim. Vou explicar melhor:  num acidente de trânsito se o outro motorista for mal intencionado ele não vai deixar você ver os documentos do carro dele e dizer que só mostra para o agente de trânsito, e como o agente de trânsito nãom é obrigado a vir.... entenderam, né? Outra coisa: o outro motorista pode dar o endereço errado, o telefone errado, referências erradas; se ele for mal caráter mesmo vai até fugir do local na hora da batida antes mesmo de você sair de dentro do carro.

 

Outra coisa: na hora ali, o motorista pode até dar os telefones certos, todos os dados certos e fazer cara de anjo, mas se ele quiser mesmo sacanear vai dizer algo do tipo: "não tenho dinheiro para pagar o conserto e se quiser pode me processar!" E agora, condutores? Nem chamando o papa que a coisa entra em acerto! Sem dizer que é um desgaste emocional dos grandes, você vai gastar ligando pro cara, correndo atrás dele em vão, vai gastar com advogado e não vai poder esperar para mandar consertar o carro, essa é a verdade. Então, além de tudo isso, vai morrer com o conserto todo sozinho. Mesmo que entre na Justiça vai ser outro desgaste enorme, esperar até 1 ano para a primeira audiência e sabe-se lá o que vai dar, pois mesmo que este tipo de causa vá para as Varas de Juizados Especiais, é tanto processo na fila que o que deveria ser de resolução rápida leva meses e até anos. E ainda assim, se o outro motorista diz que não tem condições de pagar, o Juiz tende a aplicar penas de prestação de serviços comunitários. Ou seja, cadê você nisso tudo?

 

ESCOLHENDO A OFICINA

 

Pergunte se o outro motorista tem uma oficina de confiança dele para indicar, mas faça sempre 3 orçamentos e negocie para o carro ir para a sua oficina de confiança. Leve o outro motorista na oficina, apresente ele ao gerente da oficina e explique o que aconteceu para que fique claro que quem vai pagar o conserto é o outro motorista. Colabore, ajude a negociar prazos de pagamento para facilitar a vida do motorista que bateu no seu carro. Afinal, é melhor ser compreensivo, tolerante, acessível e demonstrar que está fazendo a sua parte para resolver tudo numa boa, sem prejudicar ninguém. É claro que se o outro motorista não cumprir com o acordo, quem vai ter de amargar o prejuízo todo é você. Então... vamos ser bons negociadores, bons cidadãos, bons camaradas e ajudar um ao outro.

 

Basicamente, a negociação para saber quem vai pagar os prejuízos depende de bom senso, de calma, de tentar encontrar tranquilidade em meio a uma situação tensa dessas. Gritar, xingar, acusar, partir para a briga e as vias de fato só piora as coisas.

 

NINGUÉM ESTÁ LIVRE DE ACIDENTES

 

Condutores, tem muita gente que depois que se envolve num acidente desiste de dirigir. Mas é como levar uma topada: nem por isso a gente vai desistir de andar, muito menos vamos deixar de nos alimentar só porque às vezes nos engasgamos com a comida. O trânsito tem dessas coisas e a gente só compreende isso quando, infelizmente, nos envolvemos num acidente... essa é a forma que, geralmente, torna essa compreensão significativa para nós.

 

Temos que saber que por mais que corramos riscos no trânsito, dirigir vale a pena, que dirigir é uma paixão e um prazer muito maior do que uma decepção ou um acidente no trânsito. Na hora a gente fica nervoso, a primeira noite é um horror para dormir, mas logo passa. Temos que ver que existem coisas piores, acidentes piores em que pessoas ficam mutiladas, amputadas, inválidas e outras morrem. Porquê vocês acham que eu escrevo esse blog? Porquê vocês acham que me preocupo tanto com a aprendizagem significativa e a direção defensiva?  Por quê o trânsitoé fogo na roupa, pessoal. Por quê os motoristas tem tido comportamentos horrorosos, agressivos e porque temos de aprender a nos defender disso.

 

DICAS PARA EVITAR COLISÕES TRASEIRAS

 

1. Quando forem reduzir a velocidade ou mesmo parar o carro no trânsito deem dois ou mais toques no freio antes de parar (fiz isso, mas o outro motorista vinha chutado)

 

2. Quando pararem no trânsito façam a meia embreagem e pisem firme no freio para evitar que seu carro seja empurrado para cima do carro da frente

 

3. Sempre deem 1 carro e meio de distância do carro da frente, assim se o seu carro, mesmo com todos os cuidados, for arremessado para a frente, não baterá no outro

 

4. Usem cinto de segurança para tudo! Por menor que seja a distância ou o percurso.

 

É claro que dá vontade de chorar quando a gente vê o carrinho que a gente cuida com tanto carinho ali, todo amassado, ainda mais am colisão traseira. Mas fazer o quê? Brigar não faz o carro voltar a ser o que era. Então, vamos tentar negociar, pessoal. Achar a saída da melhor maneira possível, isso sim é o que conta!

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 20h33
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Trafegue com segurança em rotatórias

Condutores,

 

já temos algumas postagens aqui no blog sobre rotatórias, mas nunca é demais abordarmos esse assunto tão importante!

Nas rotatórias prevalece a preferência de quem já está trafegando pela rotatória e de quem vem pela ESQUERDA! Vejam a figura abaixo:

 

 

Essa figura ilustra o art. 197 do CTB e indica, pela cor de cada carrinho, os cuidados que o condutor de cada veículo tem que ter para ingressar e trafegar pelas rotatórias com segurança.

 

Alguns videos sobre rotatória:

 

 

Mais um:

 

 

Esse aqui tem depoimentos de motoristas:

Escrito por Márcia Pontes às 18h17
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30/04/2012


Como saber se uma rua é mão ou contramão? E quando for mão inglesa?

Condutores,

 

essa é uma das principais dificuldades de motoristas recém habilitados: saber se aquela via em que trafegam é mão ou contramão. Já no caso de muitos motoristas experientes essa também é uma dificuldade comum quando trafegam por ruas de cidades que não conhecem, que estão de passagem ou visitando. O motorista tem que procurar a saída da cidade e fica na dúvida: será que essa rua aqui é mão ou contramão. Digam a verdade, condutores, quem é que ainda não se fez essa pergunta?

 

Essa postagem me faz voltar às aulas de legislação de trânsito, quando aprendemos, dentre outras coisas, a conhecer as placas de sinalização. Contudo, essas aulas nem sempre são significativas para alunos em processo de habilitação porque falta o principal: o hábito de olhar para as placas. Isso ocorre porque quando ainda não somos habilitados e andamos de ônibus ou de carona com amigos não temos esse hábito, esse costume de ficar olhando as placas. Daí, na aula de teórica o professor apresenta aquelas 65 placas de regulamentação, 88 placas de advertência e 56 placas de sinalização de obras, no mínimo. E aí você me pergunta: mas eu tenho obrigação de conhecer todas elas? E eu respondo: mas, claro que sim. E mais os 340 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pois ele regulamenta e disciplina todos os nossos atos no trânsito. Como vamos respeitar as leis de trânsito se não conhecermos as placas? Se não conhecemos quais são os deveres e direitos de todo motorista e o que pode e não pode fazer no trânsito?

 

Por isso é que um motorista leva, em média, dois anos para ficar pronto, para dirigir sem medo, com calma, com tranquilidade e o principal: com domínio de todos os comandos do carro tendo condições de dirigir com perícia, com prática, com experiência. Dirigindo cada dia um pouquinho o motorista vai conhecendo as vias, a sinalização, mas placas e se familiarizando com elas, pois vai passar praticamente sempre nos mesmos lugares. E assim, quando for para uma cidade que não conhece, terá condições de reconhecer as placas e entender claramente a mensagem de cada uma delas.

 

MAS ESSA RUA É MÃO OU CONTRAMÃO?

 

Por exemplo, vamos dizer que um aluno recém habilitado resolveu ampliar seus treinos para um outro bairro da cidade. Ou mesmo que já esta num nível avançado de aprendizagem em que resolveu visitar uma cidade próxima, mas, lá pelas tantas, se sente "perdido" na via. Então, como saber se a rua em que ele trafega é mão ou contramão?

 

Primeira coisa, condutores: devemos saber que qualquer que seja a cidade, por menorzinha que ela seja, desde que haja uma rua, uma via, ela tem de ser sinalizada em seu perímetro urbano (áreas rurais muito isoladas geralmente não tem sinalização nenhuma além daquelas colocadas pelos moradores locais quando eles a colocam). Então, isso significa que você, obrigatoriamente, vai encontrar placas pelo caminho que vão te indicar se você está na mão ou contramão. Vamos olhar a foto abaixo:

 

 

Essa foto aí de cima é da cidade de Tijucas (SC). Vamos dizer que você está trafegando numa rua como essa e ainda não achou as placas de sinalização que indicam o sentido da via, ok? De qualquer um dos lados que você venha observe as linhas de retenção e a faixa de pedestres nas duas mãos da via: a faixa de retenção (essa linha branca horizontal antes ou depois da faixa de pedestres) sempre estará antes da faixa de pedestres se a rua por onde você trafega é mão e sempre estará depois da faixa de pedestres se for contramão. Portanto, achou uma faixa de pedestres, veja se a linha de retenção está antes ou depois. É a melhor dica para quem está dirigindo numa cidade que nunca foi antes e precisa se localizar: olhe para a sinalização pintada ao longo da via.

 

Note que na foto acima tem uma placa de PARE: se ela estiver de frente para você, você está na mão da via; se estiver de costas, você estará na contramão da via. O mesmo vale para sinaleiras ou semáforos: parece óbvio, mas se estiver de frente para o semáforo é mão; se estiver ao contrário é contramão. Agora vamos ver algumas sinalizações obrigatórias muito parecidas, mas que querem dizer coisas diferentes:

 

 

E aí, condutores, lembram daquela aula de legislação e teoria de trânsito? Lembram o que significa cada uma dessas placas aí em cima e qual a diferença entre elas? A primeira é sentido obrigatório, o que significa que ao avistar uma dessas você está na mão certa da via e deve seguir o sentido obrigatório indicado pela placa para manter-se na mão de direção. A segunda placa chama-se passagem obrigatória, o que significa que para manter-se na via tem que passar pelo lugar indicado pela seta. A terceira placa significa Siga em Frente. No final das contas temos de seguir essa sinalização obrigatória para nos mantermos na mão de direção da via. Existem outras placas de trânsito obrigatórias que nos orientam sobre se a rua em que queremos virar é mão ou contramão. Vejam:

 


 

Cada vez que vocês tiverem trafegando pela via e virem algumas dessas placas de fundo branco e borda vermelha saibam que elas são obrigatórias, portanto, determinam o sentido da via. Na sequência, elas indicam se pode ou não virar na rua que você pretende ir. Por exemplo, quer virar à esquerda, mas viu a segunda placa, segue em frente ou à direita se não tiver nenhuma placa proibindo. Já se você está trafegando numa via preferencial e avistar a 5ª placa aí em cima, saiba que é proibido fazer retorno naquele local. Se é proibido só para veículos grandes, como caminhões, ônibus, etc..., vai ter outra placa embaixo desta indicando o tipo de veículo que não pode fazer retorno. Vamos ver as outras placas que ajudam a nos localizar no trânsito:



Essas duas primeiras placas da figura acima chamam-se Via Lateral à Esquerda e Via Lateral à Direita, o que significa que o motorista está na mão certa e deverá seguir em frente ou na via lateral à direita. Já a terceira placa significa Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da esquerda para a direita, o que diz para o condutor que ele está na mão certa, mas nada de se enfiar na faixa do lado. E a última, caso você aviste, te dirá pelo sentido indicado na seta se está na mão ou contra mão. Por exemplo, se você trafega com seu carro pela pista da esquerda e vê a seta da placa apontando para baixo estará na contramão e vice-versa.E essas duas placas aí da figura abaixo? Lembram o que significa?

 


São placas de advertência e a primeira indica início de pista dupla e fim de pista dupla, transformando a mão única que você vinha em mão e contra mão.E a sinalização de mão inglesa, vocês conhecem?

 

MÃO INGLESA, O QUE É ISSO

 

Condutores, o nosso modelo de sinalização de trânsito é baseado no que chamamos de mão francesa, ou seja, uma rua dividida em suas pistas com pista da direita e pista da esquerda. Sempre que estiverem em dúvida em que parte da via entrar mantenham-se SEMPRE pela direita. se vocês perceberem, todos os carros trafegam pela pista da direita, inclusive os que estão na contramão se formos considerar a visão do motorista de cada carro (da direita e da esquerda). Por isso chama-se mão francesa: porque trafegamos sempre na pista da direita seja pela preferencial, entrando em cruzamentos, fazendo conversões, enfim, em tudo no trânsito. Mas a mão inglesa é diferente. Vejam a foto?

 

 

Na mão francesa, que predomina no Brasil, o volante dos carros é do lado esquerdo, mas trafega-se com o carro pelo lado direito da rua; nos países onde os carros tem o volante do lado direito trafega-se pelo lado esquerdo da via. Já viram que carros de outros países tem volante do lado direito? Na mão inglesa ocorre o oposto: trafegamos na via com o volante do lado esquerdo, mas o sentido é do lado esquerdo também. Ou seja, sentido invertido do que realmente fazemos na mão francesa.

 

Olhem a segunda foto aí em cima: se não tivesse a sinalização com cones e nem a sinalização pintada na via o motorista teria obrigatoriamente pelas nossas leis de trânsito de entrar à direita, deixando o lado esquerdo da via para quem viesse descendo a rua rumo ao cruzamento. Só que como tem os cones e a sinalização pintada na via somos obrigados a entrar pela esquerda, ou seja, em mão inglesa, quando volante e sentido da via são os mesmos. Curioso, não é?

 

Não esqueçam: quando estiverem trafegando por uma via que não conhecem e não sabem se estão na mão ou contramão observem sempre as placas, ok? Tem que ter placas no perímetro urbano indicando o sentido de tráfego da via e outras informações. Guiem-se também pela sinalização pintada na via e pela direção da ponta das setas na placa de regulamentação ou de advertência.

 

Quando for mão inglesa haverá sempre a sinalização de advertência a uma distância adequada e cones (em caso de mão francesa provisória ou em construção) ou canteiros.

 

Guiem-se pelas placas e aprendizagem significativa e direção defensiva sempre, condutores!

 


Escrito por Márcia Pontes às 23h04
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Voltando a dirigir depois de muito tempo habilitado: o que fazer para (re)aprender sem colocar a sua vida e a das outras pessoas em risco

Condutores,

 

não existe uma estatística exata, mas sabe-se que diariamente milhares de pessoas que deixaram a dirigir a muito tempo decidem voltar a dirigir. Provavelmente, essa pessoa que deixou de dirigir passou por um alguma experiência ou vivência que lhe tirou a vontade, a motivação, seja o medo de dirigir, a  ansiedade, a cobrança de amigos e parentes, talvez um acidente ou alguém que tenha minado e destruído a sua autoconfiança e estabilidade emocional. Mas não basta decidir que vai sair por aí dirigindo e pronto: nesses casos, se o condutor não tiver um motorista próximo que seja calmo, tranquilo, paciente, que não domine as técnicas certas para ensinar, os problemas podem ser ainda maiores e mais graves, principalmente se a pessoa que vai ajudar a voltar a dirigir fica incentivando que vá aprender no trânsito de vez. Pelo amor de Deus e de tudo que é mais sagrado prá vocês: não façam isso, pois estarão colocando suas vidas e as vidas das outras pessoas em risco. Então, vamos às dicas para que a sua reabilitação para voltar a dirigir seja consciente e segura.

 

QUEM VAI ME (RE)ENSINAR A DIRIGIR?

 

1. Escolha um motorista calmo, tranquilo, paciente, e de preferência que tenha um mínimo de didática para ensinar a dirigir de novo;

 

2. O motorista que vai te ensinar a dirigir tem que ser defensivo e responsável: converse com ele antes sobre assuntos gerais de trânsito e analise o que ele pensa; como ele age no trânsito, se é um motorista educado, ético, gentil, que não buzina desnecessariamente no trânsito; se ele dirige sem vícios (colocar pé na embreagem, descansara a mão no câmbio de marchas, se dirige com uma mão só, se colocar as mãos para fora ou atira coisas pela janela do carro, se usa cinto de segurança);

 

3. Se o motorista da família ou amigo que vai te ensinar a dirigir vem com aquele papo de ir aprender no trânsito, esquece... descarta na hora, pois não se aprende a dirigir direto no trânsito se não for dentro do carro da autoescola, com a devida Licença de Aprendizagem de Direção Veicular (LADV) e ium instrutor habilitado. O trânsito hoje em dia é outro de quando essa pessoa aprendeu a dirigir. O trânsito muda a cada dia com milhares de carros sendo vendidos diariamente; a vida nas cidades é corrida, muito estresse, pessoas e motoristas sem paciência. Não corra o risco de causar acidentes no trânsito.

 

SERÁ QUE CONSIGO (RE)APRENDER SOZINHO?

 

Condutores, as dicas e exercícios que postamos aqui, diariamente, no Blog Aprendendo a Dirigir, são para alunos que estão fazendo o processo de primeira habilitação, para pessoas que estão enfrentando as dificuldades diárias para dirigir sejam habilitados ou não, mas temos que ter um mínimo de bom senso: cada pessoa é o melhor informante de si mesmo, cada um sabe o tamanho do medo ou da insegurança que tem, o tamanho do medo que tem.

 

Aqui no blog a gente incentiva, apoia, dá acolhimento emocional, dá estímulos positivos para vocês melhorarem a imagem de si mesmos como motoristas, mas acima de tudo, nosso compromisso é com a segurança e a direção defensiva já na fase de aprendizagem, antes mesmo de entrar no carro. Não adianta ler 500 vezes as dicas de exercícios, achar que é fácil (na teoria tudoé fácil) e ir treinar, experiementar, testar as dicas no trânsito logo de cara: tem que escolher uma rua calma, tranquila, com menos trânsito possível, assim você estará livre da falta de paciência dos outros motoristas, da pressa, das buzinadas e dos sustos no trânsito. Estará seguro porque o carro não vai ter velocidade, vai estar ligado, mas praticamente parado e no começo dos treinos você vai sim, andar para frente e para trás para treinar meia embreagem, comandos do carro, manobras de ré, reaprender a olhar nos retrovisores, colocar caixas de papelão para treinar aproximação de outros carros, etc... e tudo isso se faz em local tranquilo, sem velocidade.

 

Quando vocês decidem treinar dessa forma vocês vão superando as dificuldades e ficando mais seguros, confiantes na própria capacidade como motoristas, então, coloquem a vida em primeiro lugar nos treinamentos. E não liguem para os críticos cruéis, ácidos, ferrenhos, que te criticam e tiram sarro de você por estar treinando de forma segura.

 

COMO ESCOLHER O SERVIÇO DE TREINAMENTO PARA HABILITADOS

 

Pode ser que a pessoa que decidiu que vai voltar a dirigir necessite de serviço especializado de treinamento para habilitados, e tem muitas opçõesno mercado. Mas temos que avaliar bem todas as opções, conhecer os serviços, os pacotes de preços, como esses instrutores trabalham, como agem e pensam em relação ao aluno. Por exemplo, há serviços para habilitados que oferecem psicólogos, terapias complementares, em que o psicólogo e instrutor trabalham juntos, cada qual na sua área. São um pouquinho mais caros, mas tem que ver que nem todo medo e patológico, nem todo medo é doença e nem todo medo para ser trabalhado necessita de fechar um pacote desses.Não adianta a pessoa fazer esses testes para avaliar o grau de medo de dirigir na internet, sem fundamentação científica, ler lá no final que precisa de psicólogo ou outros especialistas e contratar logo o serviço pelo número de telefone que está embaixo do teste. Cuidado, condutores, pois infelizmente tem muita gente lucrando com o medo de dirigir dos outros embora tenhamos excelentes profissionais no mercado!

 

Então, vamos às dicas para escolher o profissional certo para atender as suas necessidades:

 

1. se for escolher um serviço de treinamento para habilitados visite o local antes: veja é é limpo, organizado, sinta se o atendimento é acolhedor, se os instrutores ou pessoas no local fazem piada com o medo de dirigir dos outros ou com o desempenho dos seus alunos/clientes. Se ouvirem piadas e risos em relação ao desempenho de determinado cliente deles que vocês nem conhecem saiam fora, porque amanhã estarão rindo da sua cara também;

 

2. não precisa sair pedindo diploma de graduação, mas procure saber a formação dos instrutores, sobre o que eles pensam em relação ao medo de dirigir, se são acolhedores, calmos, tranquilos, pois isso vai refletir o modo como vão te (re)ensinar a dirigir;

 

3. Verifique se eles querem te vender pacotes enormes, com muitas aulas logo de cara, mesmo antes de verificarem como você dirige ou sem ter tido qualquer noção na prática do seu medo de dirigir; feche pacotes com, no mínimo, 10 aulas, depois, se precisar de mais, se você sentir confiança nos instrutores para habilitados, aí sim, contrate mais. Lembrem-se que nem todo medo de dirigir é igual; o medo vem da falta de domínio do carro, mas também do modo como enfrentamos nossos outros medos na vida, de nossas inseguranças, ansiedades, etc... Uns precisam de menos aulas, outros de mais aulas, até porque se trabalha acolhimento emocional junto;

 

4. Verifique se os instrutores de treinamento para habilitados te perguntam sobre a situação da habilitação: a CNH está em dia? está vencida? Profissionais éticos não dão aulas para habilitados com CNH vencida, pois é por aí que já se começa a adotar a direção defensiva como código de conduta do motorista. Dirigir com CNH vencida é infração e se os instrutores permitem esse tipo de infração logo de cara, imagine que outras ele vai permitir no trânsito. Isso serve como indicativo para avaliar se estarão preocupados, realmente, com a tua (re)aprendizagem de modo ético e seguro ou não;

 

5. Não basta contratar um serviço de treinamento para motoristas habilitados que faz um revival dos tempos de autoescola, ou seja, se o instrutor só te coloca sentado no banco do motorista e vai dizendo o que fazer: o instrutor para habilitados tem que se preocupar com você, tem que te acalmar, tem que te tranquilizar, tem que tentar te mostrar o tempo todo,pelo exemplo de motorista que ele é, que seguindo as regras de direção defensiva a direção fica segura, sem estresse, sem riscos;

 

6. Contrate somente instrutores que tenham carro modificado, adesivado, equipado com pedais para o instrutor também. Em São Paulo motorista aprendiz e instrutora morreram depois que a aluna habilitada subiu na calçada, perdeu o controle do carro e ambas caíram num córrego. Não coloque a sua vida em risco e lembre-se que o barato sai caro. Contrate instrutores credenciados pelo Detran, que ofereçam todas as condições e a segurança de uma aprendizagem segura e defensiva;

 

7. Antes de contratar o serviço pergunte ao instrutor e deixe bem claro se ele só vai te ensinar a andar para frente ou se as aulas incluem todas as suas dificuldades, por exemplo, entrar e sair da garagem de casa, estacionar de ré, fazer baliza, tenha certeza que ele vai te levar no estacionamento do shopping, do supermercado para ensinar a entrar e sair da vaga. Ou seja, todo o serviço de treinamento para habilitados deve ser em função das suas dificuldades, condutores, nao das dificuldades que o instrutor pensa que você tem.

 

Dirigir é coisa séria: envolve muitas responsabilidades, os cuidados e o respeito à nossa vida, às vidas de nossos passageiros e de outras pessoas que estão no trânsito. Não vá aprender ou reaprender a dirigir de cara no trânsito. Contrate o profissional certo, habilitado, capacitado e que vai fazer o seu investimento valer cada centavo.

 

Espero ter ajudado a orientá-los quanto a segurança que envolve toda decisão de dirigir e voltar a dirigir depois de muito tempo com a CNH guardada na gaveta.

 

Responsabilidade e direção defensiva sempre, condutores!

 

4.

Escrito por Márcia Pontes às 11h14
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29/04/2012


Plano de treinamento virtual para perder o medo de dirigir e superar as dificuldades

Condutores,

a partir de hoje o Blog Aprendendo a Dirigir vai publicar aqui e nas páginas do grupo Aprendendo a Dirigir no Facebook (incluindo o meu perfil) o plano de treinamento virtual para quem quiser começar os treinos de aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia. Esses exercícios fazem parte do meu livro que está na fase de revisão para ir para o prelo, mas não tem problema nenhum adiantar prá vocês o conteúdo.

 

E para começar, vamos fazer uma reflexão:

 

1. Para quê, porquê eu quero dirigir?

 

2. O que torna o ato de dirigir significativo prá mim?

 

3. Quero dirigir porque me dá liberdade, independência, para facilitar a vida? Ou porquê os outros querem, porque me pressionam? Porquê tenho crianças, idosos e deficientes que dependem de mim? Porque não tenho mais a pessoa que sempre dirigia e me deixava acomodada(o) na zona de conforto do medo de dirigir?

 

 

A partir dessa resposta, que é pessoal, única, subjetiva, própria de cada um, descobrindo o que faz o ato de dirigir significativo para cada um de vocês, vamos propondo as explicações e os exercícios. Combinado?

 

Fica a pergunta para refletir como primeira parte do plano de treinamento virtual.

Escrito por Márcia Pontes às 16h30
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28/04/2012


Medo de dirigir? Está difícil superar? Então vamos refletir um pouco!

Condutores,

 

Para quem está (re)iniciando o processo de habilitação ou já é habilitado há muito tempo e não dirige, tomar a decisão de voltar a dirigir é um avanço, um progresso, mas muitas vezes a gente empaca, a gente chora, a gente se descabela, a gente quer desistir pelo caminho... parece que a barra é tão pesada que não vamos conseguir, mas a gente sempre consegue.

 

Quando conheço alguém que desistiu do sonho de dirigir fico pensando em quantos sonhos mais essa pessoa vai desistir ao longo da vida. Não existe medo que não se enfrente, não existe dificuldade que não se supere, condutores.

 

Alguém aí gosta do Batman? É fã do Batman? Pois saibam que o super-herói caiu num buraco escuro cheio de morcegos e durante anos de sua vida viveu com medo de morcegos até o dia em que, já adulto, resolveu voltar à mesma caverna escura, ao mesmo buraco cheio de morcegos e se tornou o Homem-Morcego, o rei dos morcegos, porque enfrentou seu maior medo, seu maior pesadelo. 

 

Sabem aquela frase motivacional: "me atirem aos lobos e eu voltarei liderando a matilha!"

 

É por aí mesmo, condutores! Porque muitas vezes as barreiras que nos prendem, nos engessam, que nos atam, são mais psicológicas, emocionais, do que físicas. Olhem as fotos abaixo:

 

 

Vocês sabem quanto pesa um elefante? O peso médio é de 8 toneladas, mas eles podem chegar a 13 toneladas. Isso mesmo, 13 mil quilos e ficam amarrados com toda essa força a uma corrente fina. Porquê, condutores? Por quê estão CONDICIONADOS a isso, se acostumaram a isso. Agora vejam a outra foto?

 

 

Um cavalo enorme, imponente, cheio de força e vigor que pode chegar a velocidades incríveis preso a uma cadeirinha de plástico que a gente senta em cima e ela abre as pernas! Esse cavalo está aí porquê, condutores? CON-DI-CIO-NADO.

 

E é assim, como esses gigantes, que muitas pessoas, muitos alunos e muitos motoristas habilitados ficam: só de pensar em pegar o volante dizem: "Não posso", "Não vou conseguir", "Não vou dar conta", "Não nasci para dirigir", e tantos outros NÃO que estão acostumados a dar antes mesmo de tentar, de se esforçar, de negociar forças com sua mente, com seus sentimentos, com sua autoestima.

 

Condutores, eu juro prá vocês que não sei e nunca saberei quem está aí do outro lado lendo isso agora, mas seja você quem for, independente da idade que tenha, da fé, da crença, do medo ou da insegurança que tenha, saiba que eu acredito em você. Saiba que se você quiser dirigir consciente, responsável, defensivamente, eu, Márcia Pontes, sou sua maior fã e estou aqui para dar todo acolhimento emocional, todo apoio, todas as dicas e toda a força que eu puder. Não desista de você nem de seus sonhos, não seja um elefante ou um cavalo amarrado a um fiozinho frágil que você tem condições de romper a qualquer tempo.

 

Se você quer dirigir, se você está disposto a aprender, a seguir o processo como tem de ser, se estiver determinado a vencer as dificuldades com treinos, com responsabilidade, sem se jogar no trânsito de qualquer jeito colocando a si mesmo e aos outros em perigo, pode contar comigo sempre!

 

Parem e reflitam, condutores! será que vocês não estão condicionados a tantas coisas ruins, negativas que te disseram um dia sobre a sua capacidade de dirigir?

 

Amigo, o seu gigante precisa saber que quando você abaixa a cabeça é para pegar a pedra que vai derrubá-lo!

 

Não deixe, não dê o direito a ninguém de enfiar o dedo na sua cara e dizer que você não é bom, que não vai conseguir, que nunca vai dirigir, que não nasceu para dirigir. Não dê esse direito nem a você mesmo! Reaja! Vamos partir prá cima desse medo com coragem, com atitude de enfrentamento, com responsabilidade, muita paciência, determinação e treino.

 

Estamos juntos!

Escrito por Márcia Pontes às 22h24
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27/04/2012


Embreagem é só para passar marcha? É claro que não!

Condutores,

 

vamos esclarecer aqui uma questão muito comum: o uso da embreagem.

Quando um motorista recem habilitado ou que está (re)começando a dirigir vai lá e pergunta para um motorista experiente em que situações se usa a embreagem está acostumado a ouvir: "só prá passar marcha" ou então que vai danificar a embreagem. Pois vamos esclarecer uma coisa: em que situações usamos a embreagem:

 

- para fazer baliza

- para estacionar entre dois carros

- para não deixar o carro morrer

- para ajeitar o carro na vaga

- para sair de ré bem devagarinho antes de colocar o carro em movimento

- para andar no trânsito lento e estabilizar o carro quando ele começa a soquear

- para trocar marchas


 

Então, não se pisa na embreagem só para trocar marchas. Esse é um grande equívoco de motoristas experientes que acham que sabem tudo e não tem paciência para explicar para quem está (re)aprendendo a dirigir.

 

Em trânsito lento se você andar de 1ª marcha só pode ir até 20km/h e sem passar disso senão o carro berra. Mas tem aquele trânsito quase parando, mas que não pára em que temos saber andar com o carro bem lentinho. Se vc andar de primeira marcha assim sem pisar na embreagem a meio pedal para estabilizar o carro ele simplesmente morre, apaga.

 

O tráfego também pode variar de ritmo e quando parece que dá para colocar uma segundamarcha e ir de boa, tome ficar lento de novo, depois anda mais rápido. De 2ª marcha só podemos andar entre 20km/h (aquela velocidade em que 20km/h de primeira o carro berra) e 40 km/k. Mas tem vezes que em 25km;h ou perto de 30km;h o carro soqueia, dá solavancos. Isso significa que tem que pisar na embreagem a meio pedal senão o carro vai soquear mais ainda e morrer.

 

Entenderam o uso da embreagem em diferentes situações no trânsito?

 

Quero ver motorista experiente que não dirige assim em tráfego lento, até porque não tem outro jeito de dirigir. Ou pisa na embreagem para estabilizar o carro ou ele morre.

 

O que não pode é descansar o pé da embreagem em cima do pedal enquanto o carro está em movimento normal de tráfego. Aí ferra com a embreagem mesmo.

 

Dúvidas, postem nos comentários.

 

Abraços, condutores!


Escrito por Márcia Pontes às 15h59
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Saiba a diferença entre acidentes de trânsito por imperícia e por imprudência: dicas para aprender e praticar com segurança

Condutores,

 

Como não adianta fazer de conta que os acidentes de trânsito não existem, hoje vou dar um toque prá vocês sobre os acidentes de trânsito provocados por imperícia e aqueles provocados por imprudência. Vira e mexe a gente assiste na televisão que mais um acidente grave foi provocado por IMPRUDÊNCIA do motorista, e por mais que quase nunca tenhamos ouvido a TV anunciar os acidentes por IMPERÍCIA, isso não quer dizer que eles não existam. Mas o que é ser imprudente?O que é a imperícia?

 

A palavra imprudência define a pessoa prudente, cuidadosa, que pensa antes de fazer alguma coisa, que não age por instinto ou sem pensar nas consequências. Refere-se, também a alguém que detém o conhecimento, as técnicas e a habilidade para fazer alguma coisa e deixa de fazer. No caso dos acidentes de trânsito trata-se do motorista habilitados há bastante tempo, que tem prática ao volante.

 

Já a palavra imperícia é usada para designar aquele que não tem perícia, que não é perito, que não tem prática, ou seja, aquele que não sabe fazer alguma coisa e vai lá fazer assim mesmo. É o caso daque cabeleireiro em São Paulo que não era habilitado, portanto, não tinha formação em legislação, em direção defensiva, que nunca recebeu aulas de direção numa autoescola, e mesmo assim pegou o carro, foi dirigir e entrou pela parede adentro de uma casa.

 

Mas a imperícia não é só coisa de quem não tem carteira de motorista, mas também do motorista recém habilitado que vai dirigir com medo, assustado, sem acolhimento emocional, pressionado por amigos e parentes a ir aprender no trânsito e acaba provocando acidentes que poderiam ser evitados. E olha que não estou falando das arranhadinhas de calotas nem das beliscadas nas colunas e pilastras de supermercado somente, mas dos acidentes graves provocados por falta de comando de pedais do carro e, principalmente, por mudarem de faixa sem olhar o retrovisor.

 

Esse é sempre um asunto muito debatido em minhas palestras sobre superação do medo de dirigir: não se pode fazer as coisas assustado, com pressa só para sair dali daquela situação o mais rápido possível. Isso é dirigir e manobrar no escuro, às cegas, e sempre tem consequências graves.

 

Por isso, pessoal, é que eu insisto tanto que vocês não saiam para treinar no trânsito, para que não caiam na conversa e na pressão de amigos e parentes que os empurram para ir aprender no trânsito porque eles aprenderam assim.

 

Pensem comigo: um motorista com anos de CNH aprendeu a dirigir antes do novo CTB entrar em vigor: eles não tiveram aulas de legislação, muitos mal conheciam as placas de sinalização, não tiveram aulas de direção defensiva, o trânsito era outro, tinha menos carros nas ruas, menos gente estressada nas ruas e muitos aprenderam com vícios horrorosos e perigosos para a segurança de todos no trânsito. Por exemplo: dizem que aprenderam a dirigir só vendo o outro dirigir e mexer os pedais, o que, sinceramente, eu não acredito. Ninguém dirige avião só de ver o piloto mexer nos comandos. Ninguém dirige uma carroça ou comanda um cavalo sem saber os comandos de rédea. Ninguém faz bolo gostoso e que não dá pé só de olhar na TV: tira o som da TV e tenta fazer o bolo depois prá ver a sola que vai ficar! Ou seja, assim como fazer um bolo tem que ter orientação, alguém tem que ensinar, para aprender a dirigir isso é ainda mais importante, é fundamental!

 

Aí aquela pessoa da família que pensa que já dirige desde que nasceu fica cobrando e você acaba ouvindo cobranças cruéis do tipo:

- "Todo mundo aqui em casa dirige bem, todo mundo na sua família sempre dirigiu bem, não vai fazer feio, hein!"

- "Eu aprendi sozinho, como é que você não aprende gastando essa baba com autoescola?"

- "Você tirou carteira prá quê? Não foi prá dirigir? Então vai dirigir no trânsito!"

- "Dirigir se aprende no trânsito e não dando voltinhas em quarteirão!"

 

Gente, essas são cobranças duras, cruéis, mas que temos de aprender a lidar na fase de (re)aprendizagem de direção. Não adianta ir pressionado e com medo para dentro do carro para ir "aprender" no trânsito porque isso não existe. A pessoa só fica mais nervosa, dá branco, treme, sua, se assusta e acaba fazendo algum tipo de besteira que poderia ser evitada. Mesmo que seja o melhor motorista do mundo que esteja do seu lado ensinando, se essa pessoa não for calma, se ela não te tranquilizar não vai adiantar. Se essa pessoa grita, xinga, fica nervosa e transfere o medo dela prá vocês, vai colocar a tua autoestima lá no chão, na lona, vai fazer vocês não terem mais confiança nem no que aprenderam, nem no que já sabem.

 

Também não adianta ler 500 vezes as dicas do blog e só decorar: tem que ir treinar, tem que pegar o carro, colocar ele numa rua calma, tranquila, sem riscos de tomar susto com o movimento do trânsito, com as buzinas (o som normal do trânsito), se acalmar, fazer entrar na cabeça que ali você está seguro e começar a por as dicas em prática. Fazer os exercícios começando dos mais simples mesmo, dificuldade por dificuldade, uma por vez. Se vocês treinarem uns 20 minutos por dia levando a sério, se concentrando e se esforçando, em uma semana, no mínimo, o carro não morre mais, vocês acham o ponto ideal de embreagem, conseguem pegar o domínio do carro nas saídas e paradas. E loguinho, o carro vai comer na mão de vocês e o medo vai embora, vocês ficam mais confiantes, mais seguros.

 

Por favor, já temos acidentes demais e não precisamos que vocês se exponham perigosamente à toa.

 

Estamos aqui para acolher emocionalmente, apoiar, responder todas as dúvidas, fazer postagens de todas as sugestões. Confiem no meu trabalho porque eu sei o que estou dizendo e fazendo: não vão para o trânsito sem dominar os comandos básicos do carro, não provoquem acidentes por imperícia, não se exponham à toa. Se quem incentiva esse tipo de coisa e tira sarro de vocês não se preocupa com a segurança e a sua vida, saiba que a sua vida e a segurança são muito importantes para mim.

 

Aprendizagem significativa e direção defensiva sempre, condutores!

 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 11h14
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26/04/2012


Palestras motivacionais do Blog Aprendendo a Dirigir são divulgadas no site da Perkons Mobilidade e Segurança

Olá, condutores

 

O Blog Aprendendo a Dirigir está dando mais um passo para captar patrocinadores que acreditem no nosso trabalho e possam ajudar a levar as palestras motivacionais com foco na superação do medo de dirigir, aprendizagem significativa e direção defensiva para evitar acidentes por imperícia e ajudar a formar cidadãos para o trânsito. O Blog Aprendendo a Dirigir está concorrendo pelo sistema de votação em duas categorias: Eventos, para divulgar as boas práticas no trânsito por meio das palestras motivacionais, e na categoria Publicação, com o trabalho feito pelo Blog Aprendendo a Dirigir. É só ir no link da página da Perkons, localizar os projetos pelo meu nome MÁRCIA REGINA RIBEIRO PONTES ou pela cidade: Blumenau (SC), clicar nas estrelinhas e o voto já é computado. Funciona assim:

 

1. Os projetos são avaliados pelo público e a votação é aberta a qualquer internauta. No link "Boas Práticas" (http://www.perkons.com.br/boaspraticas/conheca.php) são apresentados todos os projetos inscritos para conhecimento e votação.

 

2. Os que obtêm melhor votação conquistam o melhor posicionamento no ranking e os mais votados de cada tipo (Campanha Educativa; Publicação; Programa; Evento) ganham maior visibilidade neste site.

 

3. Serão reconhecidos por meio de comunicação exclusivo da Perkons S.A. os projetos que ao final do período de inscrições tenham recebido a melhor avaliação do público em cada categoria.

 

Conseguir a aprovação e o apoio da Perkons para aprovar os projetos e divulgá-los já é parte de um sonho realizado. Desta forma, teremos o reconhecimento de um dos maiores promotores da Mobilidade e Segurança no Trânsito no Brasil e no mundo para levar adiante o trabalho do blog e a proposta de palestras motivacionais para vencer o medo de dirigir pelo acolhimento emocional, pela aprendizagem significativa e a direção defensiva como código de conduta de todo motorista.

É mais um passo sendo dado para que possamos levar as palestras, o acolhimento, a motivação, a aprendizagem significativa e a direção defensiva ao maior número de pessoas possível . Aí embaixo está o link para votação.



http://www.perkons.com.br/boaspraticas/conheca.ver.php?p=379&pagina=1&ordenar=ranking

 

Se você quer receber as palestras motivacionais do Blog Aprendendo a Dirigir na sua cidade entre no link acima e deixe seu voto. Com isto, aumentam as chances de conseguirmos o apoio de patrocinadores.

 

Muito obrigada pela força e parceria de sempre, condutores!

Escrito por Márcia Pontes às 14h04
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25/04/2012


Nunca pise na embreagem antes do freio: o carro fica sem controle, bobo, solto e causa acidentes por imperícia

Condutores,

 

tenho recebido alguns emails de alunos de autoescola e motoristas recém-habilitados que estão me deixando muito preocupada: instrutores que ensinam os alunos a pisarem primeiro na embreagem e depois no freio. Gente, isso é um crime contra a aprendizagem da direção defensiva e um crime contra a vida. O último email que recebi foi agora a tarde, de um motorista já habilitado que quase provocou um acidente horrível: ele estava descendo uma rua com declive, pisou primeiro na embreagem e depois no freio, só que o carro ficou bobo, solto, sem controle e avançou para cima de um carro que passava na preferencial. Por sorte, pararam a menos de um palmo um do outro e não houve acidente e ninguém se feriu, mas nem sempre é assim.

 

O pedal de embreagem é ligado a um cabo de aço (cabo de embreagem) que aciona um mecanismo que permite a troca de marchas. No momento em que o pedal é acionado o carro fica sem comunicação entre motor e rodas, portanto, fica sem controle. É como se a comunicação do motor com as rodas fosse interrompida pelo pedal de embreagem para que as rodas do carro continuem girando enquanto colocamos outra marcha, ou seja, outra força no motor. Nesse momento é que o carro fica bobo, sem controle se você pisar na embreagem primeiro. Por este motivo é que pisamos antes no freio, para garantir o controle do carro.

 

1. Se você vem trafegando num terreno plano, em rua asfaltada, vai reduzir para mudar de marcha e pisa na embreagem primeiro vai sentir o carro se atirar para frente, meio que ganhar velocidade, com aquela sensação de que está ficando soltinho, sem controle e te garanto que vai dar um medão enorme. Vai ser um basta susto, isso se o carro não der com tudo na traseira do carro da frente.

 

2. Descer morro com o carro pisando na embreagem primeiro, mesmo que você pise no freio depois, ele fica sem controle, pode patinar em estrada de barro e até sair da pista. Dependendo da inclinação do morro se você puxa o freio de mão o carro sai da pista, roda ou até capota. Estão vendo o tamanho do perigo? Sem falar que o carro já está descendo o morro, já tem embalo e vai precisar do freio para conter a descida pisando gradualmente. Não precisa pisar na embreagem porque o carro já tem embalo e não vai morrer porque a marcha está engrenada. NUNCA PISE NA EMBREAGEM EM DESCIDA DE MORRO! Só no finalzinho, quando estiver parando o carro num cruzamento para ele não morrer.

 

3. Se você está subindo um morro e o carro morre, pisar na embreagem primeiro é assinar a autoria de um acidente na certa, pois o carro vai voltar ladeira abaixo sem controle, pois quando o carro morre os freios perdem a eficiência, não funcionam, o motorista tem que "se matar" se pisar no pedal de freio e nada! Dependendo da descida, como eu disse anteriormente, o carro pode até capotar.

 

Se o seu instrutor está te ensinando dessa forma, converse com ele. Se ele te disser que é bobagem, que é história", imprimam os artigos 18 e 19 da Resolução nº 168 do CONTRAN e mostrem prá ele. O artigo 18 dispõe que os candidatos serão avaliados em função da pontuação negativa na prova prática de direção. Vejam o que diz o art. 19 da Resolução nº 168 do CONTRAN:

 

Art. 19. Constituem faltas no Exame de Direção Veicular, para veículos das categorias “B”, “C”, “D” e “E”:

III – Faltas Médias:

h) usar o pedal da embreagem, antes de usar o pedal de freio nas frenagens;

 

Se o teu instrutor está te ensinando a pisar na embreagem antes do freio, sinto muito, mais ele está te ensinando errado e não conhece um documento que ele deveria saber de cor e salteado, pelo menos, no que diz respeito a esse fundamento de dirigir. E pior, está te ensinando a reprovar na prova. Converse, argumente, conteste!

 

Na meia embreagem em terreno plano pise sempre no freio e depois na embreagem.

Na descida de morro, NUNCA PISE NA EMBREAGEM, só quando o carro estiver lá embaixo, quase parando, aí vc mantém o pé no freio e pisa na embreagem para ele não morrer ao parar.

Vamos salvar vidas e evitar acidentes por imperícia!

 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 16h23
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Plágio é crime e desrespeito ao autor: sempre que repercutirem em suas páginas alguma postagem do Blog Aprendendo a Dirigir, por favor citem a fonte

Sr. blogueiros e donos de páginas na internet,

 

O Blog Aprendendo a Dirigir se sente honrado e lisonjeado em ter suas postagens repercutidas e publicadas em outros blogs e sites, mesmo porque nosso compromisso é formar parcerias, alianças, para levar a direção defensiva e a aprendizagem significativa ao maior número de pessoas possível.

 

Mas, gostaria de pedir aos blogueiros e donos de páginas que postam dicas sobre como aprender a dirigir retiradas do Blog Aprendendo a Dirigir sempre mencionem a fonte de autoria. Todas as postagens são originais, dá um trabalho danado para fazê-las, para explicar, trabalho, muitas vezes até de madrugada para tentar responder todas as solicitações e é justo que os direitos autorais fossem respeitados.

 

Estamos identificando sites que estão publicando postagens do Blog Aprendendo a Dirigir em suas páginas sem mudar sequer uma letrinha e não referencia. Isso é plágio e um desrespeito danado a quem trabalha sério, com dificuldades, tentando levar dicas que salvam vidas ao maior número de pessoas possível.

 

Não tem problema em repercutir as postagens na íntegra desde que referenciem a fonte e respeitem os direitos de autoria do Blog Aprendendo a Dirigir.

 

Código Penal Brasileiro em vigor: Título que trata dos Crimes Contra a Propriedade Intelectual, Previsão de crime de violação de direito autoral

 

Artigo 184 – Violar direito autoral: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

§1º Se a violação consistir em reprodução, por qualquer meio, com intuito de lucro, de obra intelectual, no todo ou em parte, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente, (...): Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, (...).

 

Não vamos chegar a extremos: plágio é crime. 

Vamos firmar parcerias, mas sempre referenciando a fonte das postagens!

Escrito por Márcia Pontes às 13h59
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23/04/2012


Palestra motivacional gratuita "ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR"

Condutores,


No mês de maio o Blog Aprendendo a Dirigir em parceria com Xanda Treinamento para Habilitados dá um presentão para as mamães condutoras e demais interessados em enfrentar o medo de dirigir, habilitados ou não: palestra motivacional gratuita com dinâmicas de grupo, interatividade e uma conversa franca sobre como recuperar e a paixão o prazer de dirigir. Esta é uma parceria forte e pioneira entre o Blog Aprendendo a Dirigir e Xanda Treinamento de Habilitados, em Blumenau, instrutores especialistas na reabilitação de condutores com medo e insegurança, trauma por acidente, direção noturna, direção defensiva e demais dificuldades que o aluno apresentar.

 

CONTEÚDO DA PALESTRA MOTIVACIONAL "ENFRENTANDO E VENCENDO O MEDO DE DIRIGIR"

- Perfil de quem tem medo de dirigir


- Você tem medo, ansiedade, insegurança ou falta de domínio do carro?

 

- Principais dificuldades depois de habilitado

 

- A borracha e o processo de aprendizagem

 

- Síndrome da mola encolhida

 

- Síndrome da buzina

 

- Principais medos do motorista iniciante (bater, estacionar, atrapalhar o trânsito, carro voltar na ladeira, medo do carro morrer em cruzamentos, medo de parar na sinaleira, medo dos outros carros, etc...)

 

- Interatividade e socialização

 

- Dinâmica de grupo

 

- Como enfrentar e vencer o medo de dirigir

 

- Dicas de exercícios para o acolhimento emocional e autoestima

Palestra gratuita para o público em geral, habilitados ou não.

Data: 10 de maio de 2012 (quinta-feira)
Horário: 19hs
Local: Rua São Paulo, 390
Próximo ao Seterb/Guarda Municipal de Trânsito
Palestrante: Márcia Pontes - Blog Aprendendo a Dirigir
Promoção: Xanda Treinamento Para Habilitados
Inscrições gratuitas

Confirme antecipadamente sua presença pelo telefone (47) 3322-7467 c/ Rita

Escrito por Márcia Pontes às 21h59
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22/04/2012


Documentos obrigatórios do motorista: onde guardar? fica sempre no carro?

Condutores, tenho recebido muitos e-mails de alunos e de motoristas recém habilitados com dúvidas sobre quais são os documentos obrigatórios que devem portar ao dirigir e qual o tipo de documento do carro que NUNCA, jamais deve andar junto com o motorista. Então, vamos tirar essa dúvida. Vejam a foto abaixo:

 

 

Esses aí em cima são os documentos obrigatórios que todo motorista deve portar ao dirigir: Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV) aquele documento verdinho com o nome do condutor e dados do carro. Aquele brevê ou emblema prateado que vocês veem na foto é o símbolo da direção defensiva representado pela águia real segurando entre as garras uma roda. Como fiz da direção defensiva o meu código de conduta que orienta a minha forma de pensar, de agir, meus comportamentos e minhas atitudes no trânsito uso esse brevê direto do lado esquerdo do peito com muito orgulho em qualquer situação na minha vida. Quem não quiser usar o brevê, basta que dirija defensivamente, se antecipando a todos os perigos do trânsito que já estará fazendo a sua parte.

 

Mas tem um documento que vem junto com o CRLV que o motorista nunca deve portar: é o recibo de compra e venda do carro, esse aí embaixo na foto:

 

Pessoal, esse documento também é chamado de Documento Único de Transferência (DUT) e só é emitido uma vez, quando o carro saiu de fábrica e foi licenciado pela primeira vez. É até possível fazer a segunda via em caso de perda, extravio ou rasuras profundas, mas o motorista vai precisar:

 

1. fazer Boletim de Ocorrência na delegacia de Polícia Civil;

 

2. registrar a ocorrência no Detran;

 

3. preencher um formulário requerendo a segunda via;

 

4. pagar quase R$ 300,00 para obter a emissão da segunda via;

 

5. vai ter que esperar um tempão;

 

6. corre o risco de se incomodar na Justiça porque a pessoa que achou, furtou ou roubou o recibo pode simplesmente vender o seu carro para outra pessoa.

 

Isso mesmo: o cara pega o DUT, falsifica as assinaturas, registra em cartório, comunica a venda no Detran, já que não precisa apresentar o carro para esses procedimentos, e um belo dia chega um Oficial de Justiça na sua casa com mandado de busca e apreensão do seu carro como se você o tivesse vendido e não quisesse entregar. Estão vendo o tamanho da dor de cabeça que dá perder o DUT?

 

Sempre que vocês comprarem um carro destaquem o recibo de compra e venda (o DUT) que vem junto com o CRLV e guardem em casa em lugar seguro, onde não possa perder, extraviar, rasgar ou rasurar. Esse documento nunca deve andar junto com o motorista.

 

ONDE GUARDAR O CRLV?

 

1. Como o CRLV é um documento de porte obrigatório ele deve andar sempre junto com o motorista, de preferência, no mesmo lugar onde você leva a carteira de habilitação.

 

2. Nunca deixe o CRLV naquele compartimento do quebra sol, no console, no porta trecos, no porta luvas ou em qualquer outro lugar. Coloque na carteira e não desgrude dela para nada porque se você estacionar o seu carro em algum lugar com o CRLV dentro e o seu carro for furtado o ladrão vai fugir de boa com ele como se você tivesse emprestado o veículo.

 

3. Mesmo que o ladrão que furtou seu carro pare numa blitz ele vai seguir bonitinho e sem problemas, pois ele vai ter o CRLV, que é documento obrigatório ao dirigir, e a CNH dele, que também é documento obrigatório. Entenderam o tamanho da cada que pode dar? Pelo menos, se o CRLV não estiver no carro quando ele for furtado e o ladrão parar na blitz o carro fica apreendido, evitando o furto.

 

Essas são dicas importantíssimas para evitar dores de cabeça desnecessárias.

 

Direção defensiva também é isso: comportamento e cuidados do motorista fora do carro.

 


Escrito por Márcia Pontes às 23h09
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21/04/2012


Câmbio automático, automatizado, GPS, airbag, sensor de estacionamento e câmera de ré: Não se engane com essas facilidades, pois nada substitui o motorista!

Condutores,

 

O papo de hoje é sobre as facilidades prometidas por carros que saem das fábricas com cada vez mais facilidades e com a promessa de tornar a vida do motorista cada vez menos complicada. Mas não se enganem com toda essa tecnologia, pois embora elas facilitem a vida do motorista ao dirigir nada substitui o condutor. Lembrem-se que quem faz o carro é o motorista: não adianta o carro com freios ABS se não souber frear; não adianta carro com GPS se o software não estiver atualizado; não adianta sensor de estacionamento e câmera de ré se o motorista não souber os fundamentos de estacionar. Então, vamos comentar com vídeos e fotos cada uma dessas facilidades.

 

FREIOS ABS: a grande diferença entre os freios ABS e os freios a disco e a tambor é que os freios ABS permitem a frenagem do carro sem travar as rodas. Nos freios a disco e a tambor se você freia em alta velocidade as rodas travam fazendo com que o carro rode na pista, capote ou saia da estrada. Sabem esse acidente com o Pedro, filho do cantor Leonardo? O carro dele era um Kia, importado, com freios ABS e mesmo assim o carro capotou. Não adianta o motorista descuidar da segurança confiando que o carro vai evitar acidentes, pois não evita. Não adianta pisar fundo confiando que o freio é ABS porque dependendo da velocidade não tem ABS que evite batidas. Quantos carros com freio ABS se envolvem em acidentes diariamente? Pensem nisso.

 

GPS: na comunidade Aprendendo a Dirigir no Orkut temos vários tópicos sobre vantagens e desvantagens dos GPS, inclusive, vários relatos inclusive em meu e-mail pessoal de condutores que confiaram cegamente no GPS e se envolveram em acidentes. Mas porquê isso acontece? Por quê não basta que você tenha um GPS de última geração se o software que gera os mapas e atualizações por satélite não esteja atualizado. Por quê quando a mocinha que mora dentro do GPS diz prá você: "vire a direita a 100 metros" não é para você esquecer dos fundamentos básicos de direção, que são: dar seta, olhar nos retrovisores, tomar cuidado nos cruzamentos, sinaleiras e negociar o espaço com o outro motorista. Isso não significa que temos de seguir cegamente o GPS gente, afinal, o carro não se dirige sozinho, quem está atrás do volante comandando tudo é você: O MOTORISTA. O motorista é quem toma as decisões atrás do volante, é quem tem tempo de reação, é quem tem a percepção do que acontece no trânsito. O GPS é só uma facilidade, mas ele não evita acidentes. Pelo contrário, em alguns casos, para quem confia cegamente no GPS o risco é maior de acidentes.

 

CÂMERA DE RÉ: muita gente pensa que câmera de ré resolve tudo que é problema de estacionamento e preferem comprar carros que já vem com esse opcional ou gastam uma grana que não podem gastar naquele momento para mandar instalar o equipamento, mas não vai adiantar nada uma câmera de ré se o motorista não souber os pontos de referência para estacionar ou para fazer uma baliza, por exemplo. A câmera de ré ajuda, mas se o motorista não dominar a manobra vai acabar vendo pela câmera de ré o tamanho do estrago que vai fazer por imperícia ao manobrar. Câmera de ré não estaciona o carro sozinho! Tem que saber estacionar sem ela. E se a câmera pifar? Você vai continuar colocando a sua segurança e a dos outros confiando cegamente numa máquina?

 

SENSOR DE ESTACIONAMENTO: a grande vantagem do sensor de estacionamento é apitar quando o motorista coloca o carro muito próximo dos obstáculos, só isso. Alguns sensores até informam a distância em centímetros, mas já vi muita gente manobrando carro com sensor de estacionamento acertar hidrantes, subir na calçada, no meio fio ou ficar horas ali, entalado na vaga, com aquela coisa apitando e irritando. Tem que saber estacionar, pessoal. Tem que treinar, tem que praticar, tem que olhar nos retrovisores sim. Sensor de estacionamento não substitui os olhos do motorista, a sensibilidade, a percepção e a habilidade necessária do motorista para estacionar.

 

AIRBAG: por incrível que pareça tem motorista que pensa que pode descuidar da segurança e correr um pouco mais porque o carro tem airbag e se bater, estará protegido. Pois saibam que embora os airbag protejam o rosto, o pescoço e o tórax em 30% dos casos, mas causam lesõesoculares que podem até cegar em 35% dos acidentes. Assim que o airbag é acionado são expelidos 70 gramas de ácido sódico gerando hidróxido carbonato de sódio, substância que pode queimar a córnea. Se o motorista estiver fumando na hora em que o airbag abrir o cigarro vai entrar no olho e se estiver de óculos, dependendo da velocidade da batida, os cacos de vidro podem entrar no olho com a mesma potência de estrago de um projétil.  Airbag não evita acidentes e ainda pode causar lesões na córnea, hemorragia intraocular, ruptura do cristalino, perfurações e deslocamento de retina.

 

CÂMBIO AUTOMÁTICO E CÂMBIO AUTOMATIZADO: o sonho de todo aprendiz de direção é um carro que não tenha marchas. Para isso já tem os carros automáticos e automatizados, que facilitam bastante a vida, mas embora seja difícil os câmbios automáticos quebrarem, eles quebram porque são engrenagens de máquinas. E aí faz o quê se não sabe dirigir com câmbio manual? Quantos acidentes já tivemos por falta de perícia em usar este tipo de câmbio?  Câmbio automático ajuda, facilita, mas o carro não se dirige sozinho. Digamos que você está numa festa ou reunião com amigos e sem carro, ninguém ali dirige e precisam urgente prestar socorro a alguém. Você vai deixar a pessoa morrer ali na tua frente porque não sabe dirigir carro com câmbio manual? Ou se tem 2 carros da família na garagem; o seu marido ou esposa saiu com o carro automático e só sobrou o de câmbio manual; daí teu filho se machuca e precisa ir rápido ao hospital, vai fazer o quê? Ficar olhando para o carro e para a criança que precisa urgente de ajuda? Vejam a diferença entre o câmbio automático e automatizado:

 

Particularmente, eu acho bacana, legal, dirigir um carro automático, mas tira a graça de dirigir trocando as marchas, comandando os carros nos pedais. uem dirige carro de câmbio manual e pega um automático estranha muito no começo, poiso pé esquerdo fica procurando a embreagem e não acha e a mão fica procurando a alavanca de câmbio o tempo todo para mudar de marcha. Aqui nesse outro vídeo tem dicas de como usar o câmbio automático e melhorar o rendimento do carro:

 

Estacionar carro com câmbio automático também tem as suas manhas. Vejam nesse vídeo:

 

Por mais sofisticado que seja o carro, por mais facilidades que ele tenha para facilitar a vida, quem faz a direção segura é o motorista, nada o substitui.

Esse carro aqui da foto abaixo era uma Ferrari A-F360 MODENA, com airbag, freio ABS, computador de bordo e mais uma série de itens que fariam muitos motoristas se sentirem blindados no trânsito. Olha no que deu! A melhor blindagem de todo motorista é a direção defensiva!


Escrito por Márcia Pontes às 23h30
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19/04/2012


Passar a marcha correta para cada caso

Condutores,

Essa é uma das postagens com solicitações de explicações que mais temos recebido no Grupo Aprendendo a Dirigir (Orkut, MSN, Facebook, Blog) e também em meu e-mail pessoal. Realmente, é uma das maiores dificuldades de quem está (re)começando a dirigir. Antes mesmo de começar as aulas na autoescola a pessoa já fica com aquele pensamento: "ai, caramba, acho que vou ter problema com a troca de marchas". Muitas vezes, a pessoa nem sabe dirigir e quando vê outro motorista trocando as marchas, pensa: "bem que podiam fabricar carros sem marchas". Há, inclusive, motoristas que acabam assumindo financiamentos enormes, fazendo da stripas coração para comprar um carro de câmbio automático ou automatizado só para não ter que trocar as marchas do carro (isso é assunto da próxima postagem).

 

Mas eu garanto uma coisa prá vocês: passar as marchas não é tão complicado assim, basta que alguém ensine pacientemente para que servem as marchas do carro, a relação que cada uma das marchas tem com a velocidade ideal necessária e em quais situações aumentar ou reduzir a marcha. Também não vai adiantar a melhor dica do mundo, a melhor explicação do mundo se você apenas ler, decorar e achar que não vai errar mais quando estiver no trânsito. Isso não é aprendizagem, pessoal. Isso é preguiça e falta de vontade de pegar o carro e ir testar, de ir descobrir qual a resposta que o teu carro vai dar quando você estiver treinando, praticando. Dirigir se aprende dirigindo, mas não dá para assumir riscos desnecessários de causar acidentes por imperícia.

 

PARA QUE SERVEM AS MARCHAS DO CARRO: As marchas do carro fazem parte do sistema de transmissão, umas engrenagens internas na caixa de câmbio que estão conectadas com a alavanca de marcas e as rodas do carro. Cada vez que colocamos o carro em movimento e aceleramos para ele ir mais rápido o motor vai enviar comando e força para as rodas. Imaginem vocês andando devagar, o que equivale a marcha lenta do carro. Agora imaginem que vocês vão "apertar o passo", ou seja, andar mais rápido, o que significa que nesse momento vocês estão mudando de marcha até aumentar essa marcha ao ponto de correr, que seria, por comparação, a marcha mais alta do carro.

 

No carro é o sistema de embreagem que permite a troca de marchas, ou seja, permite que o motor se comunique com as rodas transmitindo a força e o giro ideal de acordo com a velocidade. Então vamos conhecer as marchas do carro e a relação que cada uma tem com a velocidade.

 

CONHECENDO CADA MARCHA DO CARRO: Marcha baixa: a ré, a primeira, a segunda e a terceira. São as chamadas marchas pesadas, porque exigem menor velocidade e o carro fica mais pesado, mais fácil de manobrar, de entrar em curvas e exigem mais giros de volante. Marcha alta: a 4ª e 5ª marchas. São as chamadas marchas leves porque o motor tem mais giro, o carro pede mais velocidade, fica mais leve, mais difícil de manobrar (nas curvas, por exemplo) e exigem menos giros de volante.

 

Vou explicar melhor: com o carro em velocidade baixa (portanto, marcha baixa e mais pesada) fica mais fácil de entrar numa curva e exige-se mais movimentos de volante para as manobras. Agora, com o carro em velocidade mais alta, portanto, com marchas mais leves, o carro fica mais leve, mais rápido, portanto, mais difícil de entrar numa curva, por este motivo é que na entrada de curvas diminui-se a velocidade e a marcha. Com o carro em marcha alta precisa-se de menos giro de volante por causa da velocidade. Ou seja, se vc fizer movimentos bruscos de volante o carro vai desestabilizar e até sair da pista.


Marcha ré: é a marcha mais forte do carro. Curioso, né? Mas é a marcha mais forte, para ser usada só em manobras de estacionamento.

1ª marcha: depois da marcha ré, é outra marcha mais forte do carro, usada somente para sair com o carro até 20km/h.

2ª marcha: outra marcha mais forte do carro, usada nas subidas de morros, ladeiras e aclives sem pavimentação (de barro, macadame, com pedriscos). Para velocidades de 20 a 40km/h. (marcha para ser usada em tráfego lento, engarrafamentos, congestionamentos, quando a fila começa a andar bem devagarinho).

3ª marcha: também é uma marcha forte, usada em baixas velocidades, geralmente para subir morros, ladeiras e aclives pavimentados com asfalto, paralelepípedo, bloquetes, etc...). de 40 a 50km/h (deixa o carro mais pesado e fácil de controlar, mas também mais lento em termos de desempenho) Rodar em velocidades maiores em 3ª marcha deixa o carro pesado, exige que pise mais forte no pedal de aceleração e gasta mais combustível.

4ª marcha: é uma marcha leve, o motor ganha mais giro, pede mais velocidade, o carro fica leve e difícil de fazer manobras rápidas. de 50 a 65km/h (marcha ideal para rodar nas cidades porque não deixa o carro gastão, a direção fica leve e confortável, anda-se na velocidade permitida da via e controla-se melhor o carro).

5ª marcha: geralmente é a marcha mais alta dos carros populares, principalmente com motor 1.0; é uma marcha leve, o carro pede mais velocidade e não permite certas manobras. de 65km/h em diante (marcha levíssima, carro pede mais velocidade, fica mais difícil de ser controlado em entrada de curvas). Prá ser sincera com vocês, eu nunca rodo de 5ª marcha na cidade, só se estiver numa via expressa e ainda assim olhe lá. 5ª marcha foi feita para rodovias, quando a velocidade é constante e os carros não estão muito próximos um do outro.

 

Toda marcha tem uma faixa de velocidade ideal para que o carro rode nas condições ideais. Neste exemplo da relação entre marcha e velocidade vamos generalizar a partir dos carros populares, de motor 1.0. Mas, se vocês pegarem o manual do carro lá vai ter a velocidade certa para cada tipo de marcha indicada pelo fabricante, o que provavelmente não vai dar muita diferença desses valores.

 

APRENDER A CONHECER O CARRO QUANDO ELE PEDE MARCHA MAIS ALTA OU MAIS BAIXA

 

Condutores, eu sempre digo uma coisa que é bem certeira: todo motorista tem que aprender a ouvir o seu carro, a conhecer o seu carro, aprender a se comunicar com o carro, porque o carro sempre avisa quando vai dar problema ou quando está pedindo marcha mais alta ou mais baixa. Se você quer ser motorista mesmo, de verdade, vai ter que ter o seu carro como o melhor amigo. Um não pode deixar o outro na mão. Um tem que entender o que o outro quer e espera dele.

 

Tá bom, o carro é um objeto inanimado, um amontoado de lata, ferro, mangueiras e fios, mas ele tem vida, ele fala com a gente. Se o teu carro te deixou na mão no meio da rua é porque, provavelmente, ele já vinha dando sinais de que algo estava errado, mas você não conseguiu identificar. Acabou a bateria? quantas vezes o teu carro demorou para pegar, falhou na partida, morreu do nada e você não entendeu porque ele continuava andando? Com as marchas é igual: o carro responde, avisa e até berra ou fica pesadão se estamos andando na marcha errada. Vamos aos exemplos:

 

Uma dica bem legal que funciona para entender a relação entre marcha e velocidade é como se você usasse a lista acima como uma espécie de tabelinha, pelo menos no começo da aprendizagem de troca de marchas. Mais tarde, quando dominarem as marchas e aprenderem a se entender com o carro vão descobrir exatamente o que ele pede de vocês.

CARRO FICA PESADO E O MOTOR BERRA: ESTÁ PEDINDO MARCHA MAIS ALTA: Digamos que você acabou de sair com o teu carro. Olhando na tabelinha da relação entre marcha e velocidade você vai ver que a primeira marcha do carro só aguenta velocidade até 20km/h. O que acontece é que se vc continuar acelerando e demorar prá passar a 2ª marcha o motor vai berrar, vai fazer um barulhão: ou seja, é o carro pedindo marcha mais alta.

 

Numa outra situação, se você está rodando de 3ª marcha, cuja faixa de velocidade é entre 40 e 50km/h, mas tem medo de colocar marcha mais alta e continua acelerando o carro vai parecer pesadão, amarrado, você pisa no acelerador prá ele andar mais depressa e nada. Daqui a pouco o motor começa a berrar pedindo marcha. Nesse momento, você estará andando devagar, mas o carro vai estar gastão, vai consumir bem mais combustível, sem falar que estará danificando o motor, pois ele estará sendo exigido demais. Ou seja, o limite do motor em 3ª marcha é até 50km/h e se você exigir mais dele nessa marcha o motor berra. Este princípio vale para todas as outras marchas porque nunca devemos exigir mais velocidade do carro além daquela faixa de velocidade ideal para cada marcha.

 

O CARRO FICA DEVAGAR, MAIS PESADÃO, DÁ SOCOS E PARECE QUE VAI PARAR: CARRO PEDINDO MARCHA MAIS BAIXA: Vamos supor que você já conseguiu chegar à velocidade de 4ª marcha, que olhando na tabela/lista lá em cima da postagem, indica que o carro deve rodar entre 50 e 65km/h. Mas digamos que por algum motivo você teve de reduzir a velocidade seja porque tem uma fila de carros andando devagar na frente, porque o semáforo vai fechar ou porque tem que fazer uma conversão entrando numa rua. Nessa situação, se você apenas aliviar o pé do acelerador é claro que velocidade vai baixar. Mas e a marcha? Lembra que ela está em 4ª? Que é uma marcha ALTA? Que só deve ser usada para velocidades entre 50 e 65 kmh?

 

O que vai acontecer se você apenas aliviar o pé do acelerador para baixar a velocidade e ainda estiver em 4ª marcha é que o carro vai ficar pesadão: você vai pisar no acelerador até o fundo, gastar gasolina à toa e o carro não vai responder. Se a velocidade baixar muito, mas você não reduzir a marcha ele vai corcoviar, dar socos, o motor vai parecer que está falhando. Se estiver numa rua com subida ou desnível o carro pode até morrer e voltar. Então o que fazer nessa situação?

 

Se vc está de 4ª marcha entre 50 e 65km/h e reduziu a velocidade para uns 30 km/h, por exemplo, se consultarmos a tabela de velocidade para cada tipo de marcha o que vamos encontrar? Que é a velocidade ideal para quem roda em 2ª marcha, não é? Então, vc tem que pisar fundo na embreagem e passar a 2ª marcha direto. E pode? pode. E deve. Não tem problema algum em reduzir marchas pulando uma ou mais, o que não pode é aumentar marcha pulando uma que aí danifica a transmissão do carro.

 

PASSO A 1ª E ENTRA A 3ª MARCHA; PASSO A 2ª E ENTRA A 4ª: Pessoal, isso é super comum de acontecer no início da aprendizagem seja nas aulas de direção na autoescola ou depois que já estamos habilitados, dirigindo sozinhos. E vou explicar porque acontece: no começo, quando ainda estamos aprendendo não temos a prática, a manha e a habilidade do motorista experiente. E não temos, principalmente, a calma e a tranquilidade que vem da segurança de quem já dirige a mais tempo. Por isso é que tendemos a mudar a marcha meio rápido demais, com um pouquinho mais de força, e é aonde passa a 1ª e entra a 3ª, onde passa a 2ª e entra a 4ª, onde passa a terceira e entra a quinta. Vamos ver na figura abaixo o que está por trás da alavanca de marchas e como é que funciona o engate de cada uma delas.

 

Pessoal, esse aí é o esquema de uma alavanca de marchas do Fiat Uno, mas o princípio de funcionamento é o mesmo para os outros carros. Basicamente, existe duas molas centralizadoras na horizontal  entre uma marcha e outra que tem a missão de fazer com que a alavanca de marchas engate a marcha certa. Para engatar a primeira marcha tem que empurrar a alavanca para a esquerda e depois para a frente. Se não fazemos isso e passamos a marcha com muita força, a mola, que é sensível, vai fazer engatar a terceira.

 

Então, não precisamos passar as marchas com muita força na alavanca de marchas: basta que façamos com que a alavanca passe pelo ponto morto ou neutro e apenas demos um toquinho suave, segurando a alavanca com se estivesseos segurando o bracinho de um bebê, entendem? Firme, mas com suavidade. Pronto, acabaram os problemas. Se a alavanca arranhar na passagem da marcha, verifique se você pisou certinho na embreagem até o fundo.

 

Agora que vocês já sabem a faixa de velocidade ideal para cada tipo de marcha, já sabem que tem de mover a alavanca suavemente e os principais problemas que dá na passagem da marcha é só treinar, praticar. Não adianta ler e achar que aprendeu: tem que praticar para dominar mais essa dificuldade. Dominando, vocês vão ficar mais seguros, mas calmos, mais tranquilos e dirigir vai ficar muito mais gostoso e econômico. Bons treinos, condutores!

Escrito por Márcia Pontes às 14h12
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18/04/2012


Enfrentando e superando o medo de dirigir: palestras, cursos e dinâmicas de grupo patrocinadas para todo o Brasil

Condutores

O Blog Aprendendo a Dirigir está tentando viabilizar uma iniciativa: palestras, dinâmicas de grupo e cursos patrocinados para enfrentar o medo de dirigir. Se tivermos parceiros que acreditem em nosso projeto as palestras, cursos e dinâmicas serão gratuitas para todos que estiverem interessados.

 

Por enquanto, por se tratar de um trabalho voluntário, feito com doação pessoal, ainda está difícil levar essa proposta adiante por questões financeiras, de custeio das viagens, hospedagem, etc... e a finalidade não é lucrar, mas sim, levar acolhimento, apoio emocional e técnico para enfrentar as dificuldades na aprendizagem a quem estiver precisando.

 

Se tivermos parceiros que abracem essa ideia e estejam dispostos a ajudar a construir um projeto de aprendizagem significativa e direção defensiva para formar cidadãos para o trânsito, será possível:

 

1. ministrar palestras motivacionais sobre como enfrentar e superar o medo de dirigir;

 

2. fazer dinâmicas de grupo com atividades motivacionais para compreender o medo de dirigir e como modificar e aprender comportamentos seguros e defensivos no trânsito;

 

3. atendimento individualizado, construindo a lista de prioridades das principais dificuldades em relação a aprendizagem e ao medo de dirigir, aplicando exercícios específicos;

 

4. promover a aprendizagem significativa e a direção defensiva como código de conduta que vai orientar o modo de pensar, de agir, os comportamentos e as práticas seguras e defensivas no trânsito.

 

Vamos torcer para que haja parceiros (pessoas, empresas, instituições) que acreditem que a mudança é possível e assim possamos fazer tudo que fazemos aqui no Blog e no Grupo Aprendendo a Dirigir mais de perto, de uma forma presencial, atingindo e ajudando um número maior de pessoas, sem fins lucrativos. 

 


 


 


 

 


Escrito por Márcia Pontes às 00h22
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16/04/2012


Manobrando em garagens apertadas - Parte II

 

Condutores,

 

essa postagem foi uma sugestão da Laila, leitora do blog, que brincadeira à parte para quebrar o gelo, dá continuidade à série "garagens com vagas cascudas".

A dificuldade da Laila não é muito diferente da dificuldade da maioria das pessoas que estão (re)começando a dirigir: colocar o carro em vaga apertada e de canto, pois isso limita o espaço que temos para manobrar. Os princípios fundamentais para fazer a manobra são os mesmos da postagem anterior.

 

Então vamos à sequência de fotos enviadas pela Laila. Essa primeira aí é do portão de entrada.

 

Depois de passar pelo portão, a Lailatem que ir até o fundo da vaga e encaixar o carro na vaga do cantinho, do lado de um Crossfox. O carro dela é um Celta, portanto bem menos que o Crossfox, que pode dar uma impressão negativa na hora de manobrar devido a diferença de tamanho entre os carros. Vejam como o carro dela tem que ficar na vaga:

 

 

Na foto seguinte temos uma visão dos carros estacionados na frente da vaga da Laila:

 

Esse aqui é o espaço que ela tem para manobrar:

 

 

O "x" da questão nesse caso está na sensação de que o Cross Fox é muito grande e a vaga apertadinha e o cuidado para não bater nos outros carros nem na pilastra.

 

Nesse caso, Laila, por se tratar de uma vaga apertada e ainda por cima uma vaga de canto, o ideal é que quando você entre na garagem já busque um corredor para entrar de frente e manobrar o carro de ré para encaixá-lo na vaga. Em qualquer manobra de ré olhar os retrovisores o tempo todo é fundamental para garantir que a traseira e as laterais do carro não vão encostar na pilastra ou nos outros carros.

 

Vou retomar aqui a foto que fiz na garagem aqui de casa e cuja explicação vale para toda manobra de ré em vagas ou entre pilastras:

 


 

Sempre que avistarem essa imagem no retrovisor significa que se continuar a manobra de ré vai bater na pilastra. O ideal é que a distância entre a pilastra e a traseira do carro seja de mais de um palmo. Notem que a traseira do carro está torta, o que significa que as rodas da frente estão viradas, o que faz com que, se olhar no outro retrovisor, vai ter espaço de sobra entre o carro e a pilastra, mas vai bater a lateral deste lado. Depois que as laterais do carro em marcha ré estiverem acertadas e a traseira do carro não estiver torta, se tiver um palmo ou mais de distância entre carro e pilastra, vá colocando o carro de ré bem devagarinho.

 

Lembrando que essa postagem é continuação da anterior e tem que ler a postagem anterior para compreender bem todos os princípios de estacionamento.

nesse vídeo aqui do instrutor de direção defensiva Luiz Fonseca explica direitinho como colocar o carro numa vaga de canto e de pilastra e, de quebra, tem as manobras de como acessar o estacionamento do shopping.

 

 

Muito obrigada à Adriana e à Laila pelo envio das fotos. Espero ter ajudado a esclarecer os pontos mais críticos nesse tipo de manobra em espaços apertados.

Boas manobras, condutores!

 

Escrito por Márcia Pontes às 12h37
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Manobrando em garagens apertadas

Condutores,

 

essa postagem foi uma sugestão da Adriana, leitora do blog, que assim como muitos de vocês, tem de manobrar o carro numa garagem com espaços apertados. Antes de postar a sequência de fotos, para manobrar em espaços pequenos seja de uma garagem, no estacionamento do shopping ou em qualquer outro espacinho minúsculo que só caiba o carro, temos que dominar primeiro alguns fundamentos básicos:

 

1. completo controle de pedais do carro, principalmente embreagem e freio, pois são comandos basicamente exigidos para manobrar em espaços pequenos;

 

2. completo domínio das olhadas nos retrovisores externos, pois são eles que avisam o quanto as laterais do carro estão próximas de obstáculos como as pilastras: olhar só pelo retrovisor de dentro não basta, pois a traseira do seu carro nas manobras não está reta. O que pode parecer reto pelo retrovisor de dentro, está torto no retrovisor de fora, e é aí onde acontecem as raladas e batidas durante as manobras em lugares apertados;

 

3. é fundamentar ter bem definido que temos de nos guiar pela frente do carro, pela cara dele, para definir os giros de volante. Quando o motorista não se guia pela cara do carro, ele fica girando o volante tentando adivinhar para que lado a frente ou a traseira do carro vai, o que faz com que fique perdido nos movimentos;

 

4. Eis a regra: quanto mais velocidade, menos giro de volante; quanto menos velocidade, mais giro de volante. Girar o volante com o carro parado torna a manobra mais pesada e mais desgastante. Sempre que for possível, manobre com algum movimento do carro com pedais de embreagem e freio achando aquele ponto ideal de embreagem em que o carro começa a querer andar sozinho, ou seja, sem acelerar;

 

5. Outro fundamento básico de manobras em espaços apertados: todo movimento é feito devagar, quase parando, com calma, com tranquilidade, olhando sempre e conferindo nos retrovisores de fora. Não tenha pressa para manobrar em espaços pequenos. Não interessa se o seu pai, a sua mãe, o seu namorado, marido, o seu irmão ou vizinho faz a manobra rapidamente. Eles tem uma prática que você, que está começando a dirigir, ainda não tem. Então, evite comparações e cobranças. Faça tudo no seu tempo e lembre-se que você está aprendendo, e que no trânsito (transitar, circular, compartilhar espaços) estamos sempre aprendendo.

 

Agora, vamos à sequência de imagens com fotos da garagem da Adriana para compreender a dificuldade em manobrar em espaços pequenos. Essa é a visão da entrada da garagem:

 

Na foto abaixo, temos a visão da Adriana quando ela tem quando entra com o carro e a vaga dela é no fundo, do lado da segunda pilastra.

Agra, na foto seguinte, vocês terão uma ideia de como a Adriana faz para manobrar:

A Adriana tem que vir até esse corredor da foto aí de cima, vai em direção ao Fusca, coloca a ré e entra nas vagas do fundão para colocar o carro de frente para o portão da garagem e encaixar o carro de ré na vaga. A dificuldade está em manobrar sem bater nas pilastras nem no carro prata que está ao lado. No final da manobra, o carro dela, o Uno preto, tem que ficar bem estacionadinho assim:


Agora vamos ao passo a passo:

 

PASSO 1 - MANOBRAR ENTRE AS PILASTRAS

 

Quando temos de manobrar de ré entre pilastras sempre vamos usar os comandos básicos: pedais de embreagem e freio, olhadas atentas no retrovisor e mais giros de volante, sempre se guiando pela posição onde está a frente, a cara do carro.Fui lá na minha garagem posicionar o carro deforma que vocês vejam como tem de ficar a imagem no retrovisor. Vejam a próxima imagem:

 

Suponhamos que o pilar de sustentação da minha garagem seja a pilastra da garagem do prédio: se na hora que você posicionou seu carro de ré e viu essa imagem no retrvisor significa que se continuar a manobra o carro vai bater a lateral na pilastra e se tentar acertar aí nessa posição, se não bater arranca o retrovisor. Então, como consertar para ficar que nem na imagem abaixo?

Nesse momento seu carro estará em marcha ré e com as rodas tortas. Os movimentos de pedais são embreagem e acelerador, evitando acelerar. Para acertar o carro coloque a primeira marcha e continue só em embreagem e acelerador. O espaço será mínimo para a manobra e todo o movimento de acerto do carro vai ser no VOLANTE. Isso mesmo: só com um espacico de nada você coloca o carro pouca coisa para frente em 1ª marcha, verifica onde está a frente dele (a cara do carro) e vira o volante para o lado direito. Isso vai fazer com que, ao andar pouquinha coisa para frente as rodas de trás do carro já se posicionem bem no meio das pilastras, encaixando o carro com as laterais livres para entrar na vaga. Viu a imagem acima no retrovisor trate de deixar as rodas da frente do carro retas e vai entrando de ré que não bate.

 

A imagem que você vê no retrovisor nessa foto fica distorcida e dando a impressão de que o carro fica muito encostado da pilastra porque espelhos de retrovisores são convexos, feitos para compactar as imagens e fazer caber mais coisa dentro do retrovisor. Ou seja, não é a mesma imagem que o olho humano vê. Quer tirar a prova? Olhe a mesma imagem pelo retrovisor de dentro do carro e os de fora para constatar que pelo retrovisor interno os objetos parecem estar mais próximos do que nos retrovisores externos.

 

PASSO 2 - NOÇÃO DE ESPAÇO PARA SE APROXIMAR DOS OBSTÁCULOS (CARROS E PILASTRA)

Quando estamos (re)aprendendo a dirigir e a manobrar em espaços pequenos e comum não termos a completa noção do espaço. Isso significa que de dentro do carro parece que está muito próximo do obstáculo e vai bater quando na verdade ainda tem um bom espaço lá na frente, e até que a gente pegue a manha ainda teremos essa dificuldade ao estacionar e manobrar.

 

Uma boa dica de exercício é pegar caixas de papelão e treinar numa rua calma. Coloque as caixas na frente e atrás do seu carro e vá se aproximando ao máximo. Quando achar que vai bater nas caixas, coloque o carro em ponto morto, puxe o freio de mão e vá verificar. Percebeu que dá para ir mais, aproxime ao máximo até encostar nas caixas de papelão. Assim você irá desenvolvendo de forma segura a noção de distância dos obstáculos.

 

Sempre que for manobrar para se aproximar do carro estacionado a frente ou atrás numa garagem faça todo o movimento só em embreagem e freio, bem devagarinho. Vá alternando entre movimentos de ré e de 1ª marcha até encaixar o carro na vaga, sempre olhando os retrovisores externos para não ralar as laterais nas pilastras.

 

PASSO 3 - CONFERINDO ONDE ESTÁ A FRENTE DO CARRO E O QUANTO VIRAR O VOLANTE

 

Pessoal, vou insistir nesse fundamento de novo: quem é aluno de autoescola sabe muito bem a dificuldade nas primeiras aulas para se entender com o volante, tem aquela fase de apertá-lo como se estivesse esmagando a cabeça de uma cobra com as mãos, a fase de dor na musculatura e a fase de ir girando prá ver para onde a cara do carro vai.

 

Regra nº 1: não esmague o volante quando ficar nervoso(a), pois isso vai imobilizar toda sua mão, seu braço e doer das pontas dos dedos até atrás da nuca. Segure o volante como se estivesse segurando um bebê: com firmeza, mas sem apertar. O que vai segurar o carro é o freio e a embreagem, mas no começo temos essa falsa sensação de que se apertar o volante segura o carro.

 

Regra nº 2: veja aonde está a cara do carro. Se a cara do carro está torta é o movimento de volante que vai dar o comando para as rodas para endireitar para onde o carro tem que ir. E se engana quem pensa que precisamos de muito espaço para ajeitar a frente do carro: toda a manobra é feita devagar, com maior participação das rodas e algum movimento de embreagem e freio para que o carro se mova só o necessário. É assim que todo motorista manobra em espaços pequenos: mais movimento de volante, pouco movimento do carro e olhadas certeiras no retrovisor.

 

Regra nº 3: agora que já sabe para onde a cara do carro aponta, olho nos retrovisores do lado direito e esquerdo. Cada movimento que você fizer com o carro tem que conferir no retrovisor, pois nem sempre a traseira estará plana, rente com a parede, e ao olhar num retrovisor e parecer que dá, quando se olhar no outro já vai se ver a lateral do carro encostando na parede.

 

Basicamente é isso: manobras em espaços apertados necessitam de excelente comando de pedais (embreagem e acelerador), correta leitura do posicionamento da cara do carro, olhadas precisas no retrovisor a cada movimento (vai parando o carro aos poucos e conferindo no retrovisor) e giros precisos de volante.

 

A manobra é lenta? É. Tem gente que faz rápido? Tem. Mas é aquele motorista que já dirige há bem mais tempo e coloca e tira o carro da mesma vaga todo santo dia.

Portanto, para adquirir prática temos que ter segurança e cautela em primeiro lugar. Se todo dia você repetir os mesmos movimentos para colocar e tirar o carro de uma apertada vai ficar ainda mais fácil. Desde que observe e domine bem os fundamentos básicos de que tratamos nessa postagem.

 

Calma, tranquilidade e atenção acima de tudo.

Boas manobras, condutores!

 



Escrito por Márcia Pontes às 11h22
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Campanha MÃO AMIGA NO TRÂNSITO: avise o outro motorista quando for parar na faixa para o pedestre

Condutores,

 

diariamente muitos atropelamentos são provocados (acidentes nunca acontecem do nada!) na faixa de pedestres, seja porque o motorista vem distraído, dirigindo no embalo e não pára para o pedestre atravessar, seja porque tem muito pedestre que não faz a sua parte e acaba atravessando de forma imprudente na faixa sem prestar atenção ao movimento do trânsito e às intenções dos motoristas.

 

Por isso é que o Blog Aprendendo a Dirigir começa hoje uma campanha permanente:  MÃO AMIGA NO TRÂNSITO.

Ao parar para que o pedestre faça a travessia na faixa, estique o braço para fora, em linha reta, mãos estendidas e faça movimentos lentos para cima e para baixo. Assim você avisa o motorista que trafega ao seu lado que parou para o pedestre e ele tem de fazer o mesmo. Vejam o desenho:

 



 

1. Ao se aproximar de um trecho que você sabe que tem faixa de pedestres, já esteja pronto para reduzir e parar para o pedestre atravessar;

 

2. Alguns metros antes da faixa de pedestres já dê alguns toquinhos de leve no freio para o motorista que vem atrás já saber que você vai parar para o pedestre;

 

3. Pare antes da linha de retenção (aquela faixa branca antes da faixa de pedestres), faça o gesto com os braços e avise o outro motorista que o pedestre está passando.

 

Muitas pessoas não conhecem esse gesto, mas ele está regulamentado no Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e deve ser usado preventivamente para ajudar o pedestre a atravessar a  faixa em segurança e como forma de comunicação entre os motoristas.

 

Aqui em Blumenau (SC) ao parar na faixa para o pedestre os motoristas acionam o pisca-alerta, o que não está errado como muitos pensam, pois o pisca-alerta é para ser usado só com o carro parado e em situações de emergência. No entanto, o CTB não define o que seja situação de emergência, subentendendo que se refira à forma de comunicação entre os motoristas para avisar sobre acidentes de trânsito.

 

Não espere para usar o pisca-alerta numa situação em que o pedestre é atropelado na faixa. Pisca-alerta já diz tudo: as luzes de emergência do carro piscam para alertar o outro motorista.

 

Todo motorista também é pedestre, quer e tem o seu direito de atravessar na faixa respeitado.

 

Vamos começar a mudança por nós mesmos, pelo exemplo.

 

Use este gesto do condutor para se comunicar melhor, com mais segurança e fazer a diferença no trânsito.

 


 




Escrito por Márcia Pontes às 09h32
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Você sabe o poder de mudança que tem no trânsito?

Bom diaaaaaaaaaaa, condutores!

 

O que mais a gente escuta, e assim que começa as aulas na autoescola também aprende a sair dizendo por aí, é que o trânsito está um caos, que o trânsito é violento, que esse trânsito não muda e mais uma penca de coisas. Mas será que cada um de nós sabe o poder de mudança, de transformação que temos no trânsito? Essa pergunta pode começar a ser respondida pelos sentimentos e reações dos motoristas mais experientes em relação a um carro de autoescola. Tem motorista que dirige a mais tempo que quando vê um carro de autoescola na sua frente diz coisas tais como: "vixi, vou desviar, pegar um atalho, mudar de rumo" só porque se trata de um aprendiz de direção que vai dirigir mais devagar ou na velocidade da via.

 

Quando o trânsito está fluindo mais lento, existem outros motoristas que quando percebem que tem um carro de autoescola no meio da fila dizem: "mas tinha que ser um carro de autoescola puxando o fio".  Há, inclusive, aqueles que ultrapassam o carro de autoescola em local proibido e ainda buzinam ou xingam o aprendiz. Olha pessoal, no meu tempo de autoescola eu tirava isso de letra, numa boa. A minha instrutora de direção, muito gente boa, dava um sorriso maroto e dizia: "que trânsito, né?", eu respondia com outro sorriso e dizia: "que bom que a gente é o primeiro da fila, né?", e assim eu ia aprendendo a dirigir com segurança e sem me intimidar com a buzina ou a cara feia dos outros motoristas.

 

Acontece que tem muito motorista que hoje tem experiência que ignora as dificuldades que passou um dia para aprender; esquece que já deixou o carro morrer muito; esquece que também já andou devagar demais nas primeiras aulas de direção; que já ficou com medo, indeciso, que já teve problemas com a falta de noção de espaço, dentre muitos outros problemas que os alunos de autoescola enfrentam no início da aprendizagem.

 

Mas o curioso é que esse mesmo motorista que diz que "dirigir se aprende dirigindo" usa o discurso a seu favor quando lhe interessa, mas não tem um pingo de paciência com aprendizes de direção e isso tem uma explicação: é que tem muito motorista que depois que aprende a dirigir, depois que adquire a prática, fica bobo, intolerante, impaciente, passa a dirigir com pressa. Tem uns que ficam ignorantes, pois costumam andar colados atrás de um carro com letras garrafais escrito AUTOESCOLA ou APRENDIZ mesmo sabendo que aquela pode ser a primeira aula do aprendiz de direção e que a pessoa ainda domina completamente o carro. Mas outra explicação para este tipo de comportamento de alguns motoristas também está no poder de mudança que temos no trânsito e é o que as autoescolas começaram a ensinar desde 1997, quando passou a vigorar o Código Brasileiro de Trânsito (CTB).

 

O PODER DO MOTORISTA E O MOTORISTA QUE SE ACHA PODEROSO

 

Os psicólogos do trânsito, como especialistas em comportamento humano, ao longo dos anos de estudo, relacionaram algumas características do motorista imprudente, apressado e são elas:

 

1. muitos motoristas que aprenderam a dirigir e adquiriram a prática pensam que dirigem melhor do que outros;

 

2. motoristas imprudentes tendem a confiar demais nas habilidades que pensam que tem e assumem mais riscos ao dirigir;

 

3. motoristas imprudentes, que dirigem com pressa, tendem a trazer para dentro do carro e para trás do volante, incorporando ao modo como dirigem o estresse, a agressividade, a irritação, a raiva, a pressa, o atraso e acabam "descontando" no carro e nas outras pessoas que estão no trânsito a sua frustração; ou seja, não é o trânsito que o estressa, é que eles já entram no carro estressados, irritados, e pode ter certeza que vão descontar isso no modo como dirigem e nas outras pessoas;

 

4. uma pessoa que acabou de levar o fora de um(a) namorado(a), que recebe uma notícia no celular, que acabou de discutir, que está nervosa, que está correndo para cumprir um compromisso atrasado tende a tentar compensar a raiva e a frustração no trânsito, com comportamentos agressivos; qualquer coisinha vai detonar o gatilho;

 

5. pessoas com algum tipo de sentimento de inferioridade tendem a se mostrar superiores ou melhores no modo como dirigem, agressivamente.

 

Esse é o tipo de motorista que vai se sentir poderoso e achar que tem toda a habilidade do mundo ao ultrapassar em locais proibidos, mudar de faixa sem dar seta, sair rápido cortando a frente do outro num cruzamento, etc..., e se achar "o bom", "o habilidoso". Já o motorista que sabe usar o poder que tem para mudar o trânsito vai fazer diferente:

 

1. numa via em que a velocidade máxima permitida é de 50km/h ele vai usar o poder que tem para andar na velocidade permitida pela sinalização e fazer com que os motoristas de trás também acompanhem o fluxo na mesma velocidade; não porque quer dar o troco ou ser "o bom", mas porque sabe que se ali existe uma placa determinando a velocidade da via é porque houve estudos que comprovaram que rodar além disso é perigoso e pode provocar acidentes;

 

2. o motorista que sabe usar o poder que tem para mudar o trânsito não fica só reclamando do mal comportamento e mal exemplo dos outros: ele dá o exemplo sendo tolerante com o motorista da frente que deixou o carro morrer ou está com algum tipo de dificuldade; ele não vai buzinar desnecessariamente para irritar ou apressar o outro motorista; vai exigir dele mesmo e que todos os seus passageiros usem o cinto de segurança e não vai sair com o carro enquanto todos não estiverem com o cinto afivelado;

 

3. o motorista que sabe usar o poder que tem não vai sair se atirando de qualquer jeito num cruzamento só porque o apressadinho de trás acha que o carro dele é o único que tem buzina no mundo ou acha que é o único que tem compromissos e horários a cumprir. O motorista que sabe usar o poder que tem no trânsito vai evitar acidentes, vai esperar a hora de sair do cruzamento com segurança, vai fazer o motorista de trás esperar a sua vez de ir, porque se você se intimida com a buzina e com a pressa do outro motorista vai agir com imprudência, vai causar um acidente e o motorista de trás segue a vida, vai passar por você rapidinho, te xingar e te deixar lá resolvendo o problema, acionando seguro, se entendendo com o guarda de trânsito, etc.

 

4. o motorista que sabe usar o poder que tem no trânsito vai diminuir a marcha e a velocidade num cruzamento, mas não vai se atirar precipitadamente numa rótula, trevo ou rotatória, e vai parar sim se for preciso. Mas e o motorista de trás? Vai esperar, uai! Quem sabe aprenda que a buzina dele não aciona o pedal do acelerador do teu carro. Quem sabe descubra que o seu carro não levita quando ele xinga ou buzina;

 

5. O motorista que sabe usar o poder que tem no trânsito vai ser gentil, educado, vai ser prudente e buscar a comunicação com o outro motorista olhando no olho; vai saber se antecipar aos perigos da via e farejar uma possibilidade de acidente de longe; vai desconfiar da intenção de todo condutor, por mais experiente que esse outro condutor possa ser; vai ter prazer em ceder a vez para o outro motorista e responder com a maior satisfação do mundo aos dois toquinhos de agradecimento na buzina; e mais, vai gostar de fazer isso sempre e vai sentir ainda mais o poder que tem de mudar o trânsito por ele mesmo, por onde passar.

 

Para que está chegando agora, para quem vai começar as aulas de direção, para quem já está fazendo o processo ou acabou de pegar a habilitação é normal a preocupação de estar atrapalhando o trânsito; é comum sentir medo da buzina do outro motorista; é comum "ter medo" de ser xingado e tantas outras inseguranças. Mas vou contar uma coisa prá vocês se ainda não disseram isso: "não existe motorista perfeito"; mesmo fazendo a coisa certa sempre vai ter um apressadinho que vai buzinar atrás de você ou aquele motorista "inteligente" que mesmo vendo que o trânsito está parado, que não anda um milímetro, mas vai insistir em enfiar o dedo na buzina. É o mesmo que enfiar o dedo no olho e apertar, pessoal! Ou seja, não vai funcionar!

 

O mais importante no trânsito é a segurança, não interessa se o cara pegou a CNH hoje ou dirige há anos. Segurança e prudência é o que faz a diferença entre chegar vivo e inteiro em casa ou nunca mais voltar prá casa.

 

O mais importante no trânsito não é o risco de buzina do apressado, do xingamento do mal educado: o mais importante é fazer a coisa certa, com calma, com segurança; é não se intimidar com a pressa dos outros; com a falta de tolerância dos outros; é reconhecer que podemos usar o poder que temos para o bem no trânsito, usá-lo e fazer a diferença de verdade.

 

O que você pensa quando está no trânsito ou preso no meio de um engarrafamento daqueles? se pensar coisa ruim vai fazer bosta, vai se estressar a toa, vai ficar nervoso, alterar a pressão, o ânimo e estragar o seu dia e o do outro. Ficar nervoso adianta? Faz a fila andar mais depressa? Não, né?

 

No meio do engarrafamento, do trânsito lento, do atraso, redobre a atenção no trânsito, olhe para o motorista do lado e tenha certeza que ele está passando as mesmas dificuldades que você naquela hora. Experimente um sorriso, experimente deixar o apressado ir cedendo a preferencial, pois deixar um carro passar na sua frente não vai fazer muita diferença, não vai te atrasar tanto assim. Se esse motorista for educado, se ele reconhecer o teu gesto e te der duas buzinadinhas de agradecimento aprenda a retribuir, a multiplicar e aí você vai que sensação maravilhosa de aceitação, de bem-estar. 

 

Se um dos maiores "medos" dos motoristas novatos no trânsito é de estar atrapalhando, é o medo de levar buzinada, de ser xingado, isso também é sintoma de medo da falta de aceitação, ou seja, medo de não ser aceito, de não ser bem-vindo pelo outro motorista. Então a gente responde com gentileza, com tolerância. Aí meu amigo, a buzinada vai ser diferente. Vai ser aqueles toquinhos de agradecimento que soa como música para os ouvidos.

 

Aprenda a usar o poder que você tem para mudar o trânsito e vai ver que tudo muda à sua volta. Podemos não conseguir mudar o trânsito todo, mas mudamos e fazemos a diferença, pelo menos, por onde passarmos.


Escrito por Márcia Pontes às 08h59
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02/04/2012


Aprendendo a conviver com os caminhões, ônibus, carretas e outros gigantões no trânsito: identifique os pontos cegos e evite acidentes

Condutores,

se o ponto cego já é uma dificuldade para motoristas de carros pequenos, de passeio, imagine para os motoristas de caminhões, trucks, cegonhas, carretas e bitrens, aqueles gigantões que rebocam carrocerias conjugadas, uma emendada na outra. Olha o gigantão aí na foto:

 

Trafegar próximo, na frente, atrás e principalmente ao lado de caminhões, seja na cidade ou na rodovia, exige cuidados específicos, redobrados, pois o ponto cego desses grandões é maior do que o dos veículos menores. Na verdade, quanto maior for o veículo, maior é o ponto cego.Vejam a diferença entre o ponto cego de um carro de passeio e de um caminhão:

 

Notem que caminhões tem ponto cego bem maior nas laterais, atrás e, pasmem: na frente também, apesar da cabine ser alta e termos a impressão de que o motorista está tendo uma visão privilegiada de cima. Vejam de um outro ângulo, na foto, os pontos cegos de um caminhão:

 

Nos carros menores, de passeio, o ponto cego fica quando o carro que trafega ao seu lado está com a frente, mais ou menos, na metade das portas traseiras do seu carro, o que faz com que não os vejamos numa mudança de pista ou manobra de conversão. Então vamos às dicas para trafegar com segurança na cidade e na rodovia, sabendo se defender dos pontos cegos dos caminhões:

 

1. Seja na cidade ou na rodovia, ver e ser visto é a primeira regra de segurança para compartilhar o espaço do trânsito;

 

2. Nas conversões e mudanças de faixa a direita os pontos cegos dos veículos e os caminhões são maiores: assim que perceber um caminhão mudando de faixa ou sinalizando que vai entrar numa rua (convergir), mantenha distância e lembre-se que eles tem pontos cegos também atrás (que se estendem por vários metros) e nas laterais;

 

3. se você consegue ver o rosto do motorista do caminhão no espelho retrovisor do seu carro, do dele ou pela janela, isso significa que você não está no ponto cego, mas o que também não quer dizer que o motorista do caminhão esteja te vendo;

 

4. Sempre que trafegar atrás de caminhões saiba que está no ponto cego dele, portanto, afaste-se: a distância de segurança recomendada é de 100 metros para evitar acidentes;

 

5. Nunca trafegue nas laterais de um caminhão, seja ele pequeno ou grande: veja na foto abaixo quantas bicicletas cabem no ponto cego de uma carreta:

 

6. Mantenha a distância lateral segura e, se possível, nunca trafegue ao lado de um caminhão, redobrando os cuidados nas ultrapassagens, pois em dia de chuva eles lançam um sprint, um jato de água no vidro da frente que pára-brisa nenhum dá jeito. A distância lateral recomendada é de 5 metros. Além disso, os caminhões, carretas, cegonhas, bitrens, causam um deslocamento de ar nas laterais e próximo às rodas que podem desestabilizar um carro de passeio e, principalmente, motos;

 

7. Nunca se deve trafegar muito perto atrás dos caminhões, pois se forma um turbilhão de ar que tende a puxar os veículos mais para perto deles;

 

8. Nunca trafegue próximo a uma caminhão na parte dianteira, perto do ponto cego da frente dos gigantões porque o deslocamento de ar forma um turbilhão que tende a empurrar os veículos mais leves para a lateral.

 

9. Nunca freie na frente de um caminhão, pois com os veículos na mesma velocidade o caminhão já precisa do dobro do tempo até parar, o que pode fazer com que o caminhão colida na traseira e arraste o carro da frente por muitos metros;

 

10. Quando um caminhão freia muito depressa o cavalinho, que é a parte da carga, tende a tombar em L e vir arrastando a cabine do caminhão sem controle;

 

11. Infelizmente, muitos motoristas de caminhão andam "rebitados", cansados, dirigem por longas horas sem dormir, à base de uma mistura perigosa de bebidas alcoólicas e barbitúricos, o que faz com que só os olhos estejam abertos, mas os sentidos entorpecidos. Não confie: trafegue longe dos caminhões e quando estiver passando por eles sinalize com piscas de farol e buzinadas curtas de alerta;

 

12. Nunca, jamais, nem em pensamento ultrapasse um caminhão na descida; ainda existem motoristas que lançam o carro na banguela, ou seja, descem a serra sem marcha engrenada, o que faz com que o caminhão ganhe mita velocidade e fique sem controle. Nessas condições, se o motorista do caminhão tiver de frear vai sobrecarregar o sistema de freios e desestabilizar a carga, que pode tombar para os lados, sem falar que a velocidade costuma passar de 150 km/h ligeirinho. Quem dirigecaminhão sabe do que estou falando;

 

13. Nunca trafegue atrás de caminhões de qualquer tipo, e evite ainda mais os que trasportam cargas sem proteção, tais como cascalho. adubo, areia, brita, mudanças ou ferro-velho e sucatas. Uma vez na BR 101, indo para Florianópolis, segui um rastro de melancias pela pista: um caminhãozinho que transportava as frutas não acondicionou nem amarrou bem a carga e as melancias se soltaram. Já pensou no impacto de uma melancia pequena a mais de 80km/h caindo no parabisas do carro que vem atrás? Mesmo os pedriscos ou pedrinhas lançadas por um caminhão podem quebrar o cidro da frente e causas acidentes.

 

Nos vídeos abaixo vocês terão uma ideia melhor, inclusive com fotos de situações cotidianas no trânsito envolvendo o ponto cego dos caminhões:


 

Esse vídeo aqui, abaixo, dá dicas de segurança por meio de desenhos que identificam os pontos cegos de todos os veículos, com atenção especial para as motocas no trânsito.

Escrito por Márcia Pontes às 08h33
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01/04/2012


Estacionar em local proibido. No final de semana pode?

 

 

Condutores,

por incrível que pareça tem muito motorista iniciante que chama aquele motorista experiente para ensinar e o cara ensina errado: a estacionar em vaga proibida. E tem também aqueles motoristas experientes que arrumam a maior briga com os caronas palpiteiros que exigem que estacione em local não permitido com a desculpa de que é final de semana, que é "só por um minutinho" ou que o condutor vai ficar dentro do carro e isso não tem problema.Tem problema sim, e o maior deles não é a multa, mas sim a falta de educação e de civilidade.

Vejamos o que diz o CTB sobre isso:

 

ESTACIONAMENTO EM ÁREA AZUL

 

Art. 181. Estacionar o veículo:

XVII - em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização (placa - Estacionamento Regulamentado):
Infração - leve;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;

 

Pessoal, não tem condições: a área azul existe para que todos os motoristas tenham a chance de estacionar em pontos específicos da cidade onde o tráfego e a circulação é muito grande. Nesses pontos, se não se regulamenta, vai existir motoristas que vão ficar o tempo que quiserem na vaga, talvez um dia inteiro estacionado na frente do trabalho. Isso é justo para com os outros? Para com você, que só precisava de meia horinha prá estacionar enquanto resolve uns assuntos? Carro demais nas ruas, pouco espaço para estacionar, então se regulamenta para o espaço ter rotatividade.

 

O uso do cartão da área azul é justamente para ajudar a controlar a fiscalização e evitar os abusos. Mas aí, sempre tem aquele motorista metido a esperto, que se acha melhor que os outros ou que pensa que "não dá nada" que vai lá, infringe as regras de compartilhamento do espaço, infringe a lei e estaciona sem cartão. Depois que toma a multa fica chorando que nem um bebê mimado e reclamando da "indústria da multa" que ele mesmo alimenta. É simples: não quer receber multa deste tipo? Coloca o cartão da área azul e respeita os horários. Dar uma de esperto pode sair caro: este tipo de motorista corre o risco de chegar no local onde estacionou irregularmente o carro e não encontrar mais: o carro será guinchado, levado para o pátio, a infração lavrada, e ainda tem de pagar o guincho e a diária do carro no pátio. Não é mais fácil colocar o cartão da área azul?

 

Nos finais de semana, aí sim, pode estacionar sem cartão na área azul se a placa assim o permitir. Leia bem a placa, preste atenção nos horários e estacione com segurança e civilidade no trânsito.

 

ESTACIONAR EM LOCAL PROIBIDO

 

Art. 181. Estacionar o veículo:

XVIII - em locais e horários proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Estacionar):
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;

 

Se você enxerga aquela vaguinha dos sonhos, vê a placa proibido estacionar e ainda assim estaciona, isso é uma tremenda falta de respeito às pessoas que compartilham aquele espaço, falta de respeito às leis de trânsito e falta de respeito às regras de convivência em sociedade. Se ali está escrito que não pode estacionar é porque não pode. Tudo tem um motivo e se a placa está lá é porque trata-se de uma via de trânsito intenso, ou muito estreita, ou com muita circulação de pedestres ou por qualquer outro motivo apontado em estudos técnicos para a sinalização naquele local.

 

Ninguém vai lá e planta uma placa de proibido estacionar à tôa, a esmo, sem motivo. E isso vale para o estacionamento no final de semana também. Aquele papo de que a placa proibindo estacionar só vale para o dia de semana é papo furado, assim como a tentativa de justificativa de que, só porque é final de semana não vai atrapalhar o trânsito. Nós não exigimos que nossos direitos sejam cumpridos também aos finais de semana? O motorista deve ser ético, honesto, só aos finais de semana? Antes de sermos motoristas somos cidadãos com direitos e deveres e isso é que deve contar o tempo todo, dentro ou fora do carro. Então, se não pode estacionar é porque não pode e se estacionar tem que levar uma caneteada bem dada, ter o carro removido e arcar com todas as despesas da negligência e da falta de civilidade.

 

PROIBIDO PARAR E ESTACIONAR

 

Vejamos a diferença entre parar e estacionar: parar é quando o motorista imobiliza o carro e fica dentro dele com o motor ligado. Estacionar é quando o motorista estaciona o carro em algum lugar e desliga o motor, independente de estar dentro do carro ou não.

 

XIX - em locais e horários de estacionamento e parada proibidos pela sinalização (placa - Proibido Parar e Estacionar):
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo.

§ 1º. Nos casos previstos neste artigo, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade preferencialmente após a remoção do veículo.

 

Caramba, se existe uma placa bem grande ou qualquer outro tipo de sinalização dizendo que não pode PARAR nem ESTACIONAR naquele local, não adianta a cara de pau de tentar dizer que é só por um minutinho ou que já vai sair ou ainda "mas eu estou dentro do carro, seu guarda".Quem age assim está infringindo o art. 182 do CTB:

 

Art. 182 - Parar o veículo:

X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Parar):

Infração - média;

Penalidade - multa.

 

Ninguém gosta de ter os seus direitos desrespeitados, fica brabo, furioso, mas tem muita gente que vai lá e desrespeita os direitos dos outros, o que não dá para aceitar. Não é só porque a vaga está ali, sinalizada, pintada, que devemos desrespeitar os horários permitidos para estacionar.

 


Art. 181. Estacionar o carro:

X- em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - proibido parar)

Infração - média

Penalidade - multa

 

Viver em sociedade requer regras de convivência, tais como:

 

1. compartilhar o espaço, sobretudo do trânsito;

 

2. respeitar os direitos dos outros;

 

3. cumprir com os deveres de cidadão;

 

4. ter tolerância;

 

5. ter paciência;

 

6. saber respeitar a vez do outro;

 

7. ser gentil, ético e educado.

 

Quando se tratar de desrespeitar vaga de idoso e de deficiente, aí é o fima da picada, né gente? Se já é difícil para nós, que ainda não carregamos o peso da cidade nem as dificuldades impostas por uma deficiência, imagine para essas pessoas que precisam um pouco mais de tempo, de cuidado, e a quem devemos todo nosso respeito assim como a qualquer outro cidadão. Respeitar os outros como queremos ser respeitados.

 

A verdade é que o que fazemos no trânsito, atrás do volante ou como passageiros, reflete o que somos e como agimos em outros aspectos da vida. Por exemplo:

 

1. a pessoa que joga lixo na rua, tende a jogar pela janela do carro e além de poluir o meio ambiente expõe os demais usuários do trânsito a riscos;

 

2. a pessoa que fura uma fila de banco, que corta a frente e esbarra nos outros com o carrinho de supermercado, tende a fazer isso no trânsito: podar, costurar, andar sempre com pressa, correr, ultrapassar em locais proibidos pela sinalização;

 

3. a pessoa que discute, que faz barraco, que desce do salto, que grita com os filhos e a mulher em casa, tende a fazer isso no trânsito erguendo "aquele dedinho" para os outros motoristas, xingando, buzinando, se estressando e deixando os outros estressados.

 

O trânsito é um espaço compartilhado que exige o respeito às mesmas regras e normas de convivência em sociedade, em outras situações na vida. Querer levar vantagem em tudo é desrespeitar os direitos dos outros, é egoísmo, é se achar mais, melhor e mais importante que o outro quando enchemos a boca para exigir igualade e que as pessoas sejam justas conosco.

 

Então, se existe uma sinalização dizendo que é proibido estacionar num local sem indicação de horários permitidos, é porque é proibido estacionar também aos finais de semana.

 

Se existe uma sinalização dizendo que o estacionamento é exclusivo de motos e você não está dirigindo uma moto, nada de tentar levar vantagem em tudo e enfiar o seu carro numa vaga que não lhe pertence só porque é final de semana.

 

Não adianta o motorista ter passado de primeira na prova prática e dirigir muito bem se ele não respeita a mais importante das leis: as leis de convivência em sociedade, se não respeita o outro motorista, o pedestre, o idoso, o cadeirante, se não respeita as leis que ele vai ser o primeiro a evocar quando sentir que seus direitos estão sendo lesados.

 

O respeito ao próximo vem (e deverá sempre vir) em primeiro lugar.

 

Vejam os vídeos abaixo e reflitam, condutores!

 

 

Fazer a coisa certa, fazer o que deve ser feito, nos dá uma sensação indescritível de dever cumprido, de se sentir útil, de poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, com paz e consciência tranquila.

 

Quando fazemos o que deve ser feito, o que é ético na vida ou no trânsito, criamos uma imensa corrente do bem, somos mais um elo dessa corrente. Se você entende e respeita a dificuldade do outro motorista, se é tolerante, gentil, se cede a vez num cruzamento, numa preferencial ou num estacionamento, pode crer que vai receber o mesmo respeito, a mesma tolerância, a mesma gentileza de volta.

 

 

Vamos respeitar para sermos respeitados, condutores!

Escrito por Márcia Pontes às 21h21
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29/03/2012


Peguei a PPD, morro de medo de ir para o trânsito e o carro não me obedece

 

Bom diaaaaaaaaaaa, condutores!

 

Se você está passando por essa situação, de acabar de pegar a PPD ou de recomeçar a dirigir depois de anos habilitado, mas morre de medo do trânsito, dos outros carros e tem aquela sensação de que o carro tem vida própria e não te obedece, vamos a algumas reflexões sobre isso. O fato é que temos, primeiro, de desembaçar nossa visão como motoristas sobre o trânsito, trabalhar o acolhimento emocional e praticar. Mas praticar muito em lugares calmos antes de se jogar no trânsito. Aí sim, essa sensação ruim passa.

 

PARECE QUE O CARRO TEM VIDA PRÓPRIA E MANDA EM MIM


No começo da aprendizagem todo motorista iniciante tem a tendência a pensar como as crianças pequenas pensam em relação aos seus brinquedos e praticam o que Piaget chama de animismo, ou seja, dar vida própria ao carro. Aí começa a pensar que o carro não obedece, que o carro vai sair sozinho, que não vai conseguir segurar o carro e vai bater nos outros, dentre outras imagens terríveis que vem a nossa mente só de pensar em sair com o carro. Na verdade, o carro é uma máquina: um amontoado de lata, motor, fios e outros comandos que dependem só do motorista. Se você liga o carro o motor ronca; se você não liga ele fica lá quietinho esperando o teu comando. se você aprendeu a dominar as pisadas graduais no freio o carro vai parar aonde você quiser e essa sensação de que não vai conseguir pará-lo a tempo de evitar um acidente vai ser dominada também. Todo motorista só perde o controle do carro se ele está com defeito ou em alta velocidade.

 

TENHO MEDO DE BATER

 

Sim, eu também tenho, todo mundo tem, e é por isso que devemos dar 2 carros de distância a nossa frente em relação ao carro da frente. O ideal é acompanhar a velocidade do motorista da frente ou andar em uma velocidade um pouco menor que a dele, assim, se o motorista da frente precisar frear de repente você já estará ligado nas lanternas de freio dele e terá tempo de fazer uma parada ou reduzida segura a tempo de evitar o acidente.

 

Vou contar uma que me aconteceu prá vocês: eu vinha numa ocasião numa via em que a velocidade é de 60km/h, aqui em Blumenau. Tarde tranquila, rua calma e nenhum carro na minha frente. Tinha tudo para rodar a 60km/h porque é a velocidade permitida, mas preferi vir a 50km/h, de boa, curtindo dirigir. De repente, numa curva, ia saindo um carro de uma via transversal e o cara não sinalizou, saiu se atirando e atropelou um pedestre que vinha passando. No trânsito é tudo muito rápido, mas só vi o pedestre sendo juntado para cima do capô do carro e lançado no meio da via, por onde meu carro estava passando. Como vinha numa velocidade boa e tinha completo comando da parada e freada do carro, deu tempo de frear gradual, sinalizar com o pisca alerta e desviar do pedestre até estacionar mais adiante e ir verificar como ele estava.

 

O mesmo acontece em relação ao carro da frente: quando estiverem dirigindo fiquem sempre ligados, não só nas luzes do carro que trafega a sua frente, mas nas luzes de todos os carros à frente desse carro até onde sua vista alcance. Isso porque se alguns dos carros que está bem lá na frente tiver problemas a primeira coisa que ele vai fazer é frear, e bem antes do motorista que está a sua frente. Isso vai te dar tempo de tomar a decisão certa com calma, sem atropelo.

 

Todo motorista roda no trânsito com medo de bater, tem aquele que quer proteger o carro mais usadinho, tem o que morre de ciúme do carro importado, tem o que roda sem seguro, tem aquele que mesmo rodando com seguro quer evitar de pagar franquia a tôa. Ou seja, todo mundo dirige cuidando de seu próprio carro e cuidando para evitar batidas por menores que sejam. Então, quando estiverem dirigindo, muita atenção, olho vivo, ligado em tudo, enxergando lá na frente para se antecipar aos problemas. Quando o pensamento ruim vier, quando vierem aquelas imagens horrorosas à sua mente, neutraliza com a atenção, se concentra no que está fazendo e não deixa esses monstros imaginários abalarem a sua concentração. 

 

NÃO TEM JEITO, EU NÃO APRENDO, EU NÃO CONSIGO

 

Vou dizer uma coisa prá vocês, condutores: não vai adiantar a melhor explicação do mundo, a dica mais didática do mundo, o melhor vídeo do mundo se vocês não praticarem antes de ir tentar fazer no trânsito. Isso porque quando a explicação é boa a gente entende na teoria, mas na prática é diferente. Não adianta ler as dicas, iimprimir, decorar achando que é fácil e depois ir todo alegre e faceiro "experimentar" pela primeira vez no trânsito. Aí não dá, e o previsível é que você passe sufoco e cause até um acidente que poderia ser evitado.

 

Tem que ler a dica e se imaginar naquela situação: se imaginar colocando os pés no pedal certo, executando os comandos certos, mas tem que treinar antes. Não se faz de uma vez o que ainda não se fez, então não adianta pegar o manual do avião supersônico, ver as figurinhas e ir lá pilotar. Até receita de bolo bem facinho a gente erra, fica solado, dá pé, e na hora que leu parecia moleza.

 

Prestem bastante atenção no que vou dizer agora: um motorista, por melhor que tenha sido na autoescola, por mais que tire a carteira de primeira, precisa ter COMPLETO E ABSOLUTO comando do seu carro antes de ir para o trânsito. E isso significa:

 

1. comando total dos pedais, da meia embreagem para fazer manobras, para estacionar, para fazer baliza, para andar no tráfego lento, para saber parar e sair de um cruzamento, para tudo;

 

2. tem que ter completo e absoluto domínio das freadas do carro para cada situação: frear gradual para não bater nos outros, para parar na sinaleira, frear reduzindo uma marcha para ajudar a frear mais rápido e com segurança diante de imprevistos (vou fazer uma postagem específica e bem diática sobre isso);

 

3. tem que ter domínio emocional suficiente para não ficar nervoso, para não dar branco, não esquecer o que está fazendo e não dirigir no escuro; para quando levar uma buzinada, etc...

 

PARE E REFLITA COMO VOCÊ AGIRIA NESSAS SITUAÇÕES?

 

Como um motorista que não sabe frear, não treinou, não praticou em diferentes situações vai querer dirigir num trânsito que exige de nós mil e uma formas de frear para evitar acidentes? E se um pedestre passa correndo na sua frente? Uma criança? Um animal? Vai fazer o quê se não domina as diferentes técnicas de frenagem?

 

Como um motorista que ainda não domina a meia embreagem e deixa o carro morrer o tempo todo vai querer sair no trânsito sem praticar antes em lugar calmo e seguro? E se o carro morre na saída de um cruzamento?

 

Como um motorista que tem medo de olhar nos retrovisores externos e foge desse tipo de treino como o diabo da cruz vai querer sair no trânsito? Como vai ver a moto do seu lado? Como vai ver o carro atrás de você? Como vai mudar de faixa? Como vai dar ré sem atingir o pedestre ou ciclista que passa atrás do seu carro mesmo com ele parado?

 

DIRIGIR SE APRENDE TREINANDO, PRATICANDO ANTES DE SE JOGAR ÀS ESCURAS NO TRÂNSITO

 

Quantas vezes já não ouvimos que dirigir se aprende dirigindo? Mas isso não quer dizer que se tenha que ir às escuras para o trânsito, condutores!

 

Muitas vezes somos estimulados negativamente por outros motoristas mais experientes da família a se jogar no trânsito direto, com frases tipo: "Tirou carteira prá quê?"; "Você não sabe dirigir?" ou ainda "Tirou carteira prá dirigir só na rua de casa ou dar voltinhas em quarteirão?". So que quando você vai com toda tua falta de prática, com toda a tua insegurança e falta de prática para o trânsito e erra, é esse mesmo motorista "incentivador" que vai te criticar, te xingar, ser cruel, te diminuir e te culpar por uma prática que você não tem. Fico pensando se realmente essas pessoas estão respeitando o motorista novato e se os amam tanto assim ao ponto de incentivar que se joguem às escuras no trânsito, ignorando o risco de acidentes causados por motoristas sem prática.

 

Condutores, dirigir a gente sabe, mas dirigir não é só fazer o carro andar. Isso a gente aprende na primeira aula de direção, mas não é garantia de nada. No trânsito o que conta é a prática, é saber frear, é ter completo domínio do carro, até para se defender acidentes.

 

Aquele discurso de condutores mais experientes que dizem que aprenderam sozinhos (e eles ainda acreditam nisso!) ou vendo o outro dirigir, que aprenderam direto indo para o trânsito, é um discurso perigoso. Antigamente, quando tinha menos carro nas ruas, quando o trânsito não era tão perigoso, quando a frota era menor, quando a vida não era tão corrida, atribulada e os motoristas eram menos estressados, quem sabe fosse diferente porque a mentalidade da época era diferente. Antigamente os carros vinham de fábrica sem cinto de segurança, só que hoje andar sem cinto é assinar atestado de óbito antecipado. Pensem nisso!

 

Já disse isso em quase todas as postagens, e vou continuar dizendo, alertando e garantindo: não se deve nunca ir arriscar, experimentar, testar qualquer dica que seja direto no trânsito sem treinar antes. Tem que dominar todos os comandos básicos do carro antes:

 

1. tem que dominar meia embreagem antes

 

2. tem que dominar freadas, paradas e saídas com o carro antes

 

3. tem que ter controle emocional antes de ir para as ruas dirigir

 

4. tem que saber olhar para os espelhos retrovisores antes, tem que perder esse medo antes

 

E isso tudo só se consegue praticando, treinando em ruas calmas, sem movimento, com o carro quase parado, a baixíssima ou nenhuma velocidade, com segurança, sem trânsito, testando todas as possibilidades.

 

Se tem medo de olhar para os retrovisores e ver outro carro, coloque caixas de papelão e treine o olhar, acostume a ver os obstáculos, a se aproximar deles.

 

Estabeleça limites imaginários aonde deve parar o carro e com isso treine as freadas graduais, treine meia embreagem, treine os comandos de ré, as viradas de volante, aprenda a ver e se acostumar para onde vai a cara e a traseira do carro conforme você gira o volante; treine antes a aproximação do meio fio pelos retrovisores antes de fazer baliza de verdade.

 

Não adianta, não tem jeito: sem treinar antes os comandos básicos do carro não vamos nos dar bem no trânsito de verdade e vamos causar acidentes por imperícia.Sem treinar antes a aprendizagem não vai ser significativa e você vai dirigir no escuro, às cegas, colocando a sua vida e o seu patrimônio e dos outros em risco.

 

Qualquer que seja a dúvida, o medo, a insegurança, a dificuldade, poste, comente, peça ajuda, sugira postagens. Estamos aqui para isso: ajudar, facilitar as coisas, ensinar exercícios, acolher, entender e ajudar a superar.

 

Contem comigo sempre!

 



 


 

 


 


 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 09h52
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28/03/2012


Você sabe a diferença entre estacionar na calçada e estacionar no passeio?

Bom dia, condutores,

 

Mais uma da série CTB em gotas rsrs.

Pessoal, é dever de todo motorista conhecer a legislação de trânsito para respeitá-la. Como vai respeitar uma lei que tem a obrigação de conhecer e não conhece? Na fase de aulas teóricas tudo ainda é muito complicado para o aluno. Tem pessoas que nunca tiveram uma aula de legislação na vida e, de repente, se veem diante da obrigação de conhecer o Código de Trânsito Brasileiro, com 341 artigos mais os seus anexos e leis complementares. Daí a coisa complica, o cara bate cabeça para estudar tudo isso para a prova, apela para a memorização, o decoreba, e aquilo que deveríamos conhecer (a legislação de trânsito) para dirigir no dia a dia não se torna significativo.

 

As pessoas acabam se perdendo no juridiquês do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e não aprendem o que deveriam conhecer. Muitos, só vão lembrar da legislação de trânsito na hora de fazer um recurso de multa. Por isso, é que vamos tentar, daqui para frente, traduzir esse juridiquês do CTB para o dia a dia. Para estimular os motoristas a conhecerem o CTB, a desmistificar a legislação de trânsito, a traduzi-la e torná-la significativa por meio dos exemplos do dia a dia.

 

Que todo mundo sabe que a calçada é destinada exclusivamente aos pedestres e, nos casos em que o órgão executivo de trânsito das cidades permitir e sinalizar, passa a ser espaço compartilhado para o tráfego de bicicletas, como no caso das ciclofaixas pintadas nas calçadas. Mas daí parar ou estacionar um carro em cima da calçada não dá para aceitar, né?

 

Quando vimos uma coisa dessas, até uma pessoa que não sabe dirigir tem certeza que é proibido estacionar em cima da calçada. Mas vocês sabem a diferença entre estacionar na calçada e estacionar no passeio? Respondo: nenhuma. E explico: a confusão trata-se do modo como o legislador que escreveu o CTB empregou as palavras calçada e passeio. O anexo I do CTB define ambos como:

 

CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e em nível diferente (está acima da pista de rolamento dos carros), não destinada a circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano (bancos, lixeiras), sinalização (placas), vegetação (canteiros de flores) e outros fins.

 

PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador (é o caso de ciclovias pintadas com tinta vermelha no canto da pista de rolamento e separada por tachões), livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas. 

 

Ocorre que o CTB menciona a palavra calçadas somente para caracterizar o trânsito sobre elas, tipo, andar com o carro ou a moto em cima das calçadas, mas utiliza o termo passeio para especificar o tipo de infração, a penalidade e a multa. Daí é onde pode criar a confusão de interpretação na definição de calçada e passeio: mas o passeio não fica em cima da calçada, uai? Vejamos o que diz o art. 193 do CTB, que menciona calçada e passeio:

 

Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas (essas duas também caracterizam o passeio), ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos (quando o motorista se acha o esperto e anda pelo acostamento em rodovias para fugir da fila), marcas de sinalização, gramados e jardins públicos.

Infração - gravíssima (7 pontos na CNH)

Penalidade - multa (multiplicada por 3 - R$ 574,62)

 

A este respeito também tem o art. 206, inciso III:

Art. 206. Executar operação de retorno:

III - passando por cima de calçada, passeio, ilhas, ajardinamento ou canteiros de divisões de pista de rolamento, refúgios e faixas de pedestres e nas de veículos não motorizados.

 

Diz ainda o art. 57 do CTB que os ciclomotores (motos, motonetas, Biz, Mobilette e bicicletas elétricas) são proibidos de circuclar sobre as calçadas, sendo somente autorizados a circular nas calçadas as bicicletas, desde que autorizado e devidamente sinalizado pela autoridade competente (art. 59).

 

Tudo bem, até aqui ficou bem claro que não pode trafegar, circular, passar com o carro por cima de calçadas e passeios, ou seja, a lei define bem o que não pode com o carro em movimento. Mas na hora de tratar da infração e da penalidade para quem pára ou estaciona em cima do espaço de circulação destinada aos pedestres, os arts. 181 e 182 do CTB falam em passeio e não em calçada. Curioso, né?

 

Art. 181. Estacionar o veículo:

inciso VIII: no passeio ou sobre a faixa destinada ao pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público.

Infração - grave (5 pontos na CNH)

Penalidade - multa (R$ 127,69)

medida administrativa - remoção do veículo

 

Agora vejamos o art. 182, inciso VI:

Art. 182. Parar o veículo (ficar dentro do carro com o motor ligado)

VI - no passeio ou sobre a faixa destinada a pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e divisores d epista de rolamento e marcas de canalização:

Infração - leve (3 pontos na CNH)

Penalidade - multa (R$ 53,20)

 

Esperam que a postagem não tenha ficado confusa e vocês tenham entendido a diferença entre passeio e calçada. Desvendando o juridiquês do CTB, na prática, significa a mesma coisa: não pode circular, parar ou estacionar em cima de calçada e de passeio, incluindo os passeios em partes sinalizadas das pistas de rolamento (ciclovias).

 

Só se respeita aquilo que se conhece, mas não respeitar o CTB e a legislação de trânsito com a justificativa de que não o conhece quando é dever e obrigação de todo motorista conhecer não justifica.

 

Se tiverem mais sugestões de postagens sobre legislação de trânsito, por favor, não façam cerimônia. Sugiram pela seção de comentários ou mandem e-mail pessoal que está na página principal do blog.

 

Vamos ajudar a traduzir o juridiquês do CTB e tornar a aprendizagem da legislação significativa.


 


Escrito por Márcia Pontes às 12h43
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27/03/2012


As imagens de acidentes de trânsito e a decisão de não dirigir: isso não resolve o problema

Condutores,

 

Só no ano de 2009 (e olha que estamos 3 anos a frente), foram 54 pessoas mortas em acidentes de trânsito no Brasil; 257 mil acidentes de trânsito; 4.500 mortes por mês; 148 vítimas fatais por dia e 7 mortos por hora. Mais de 199 mil pessoas ficaram inválidas entre sequelados e amputados. E o que nós temos a ver com isso?

 

Sabe, isso me lembra as aulas teóricas na autoescola, quando o professor fica lá na frente mostrando vídeos, estatísticas, apresentando números, se esgoelando todo para que as pessoas entendam a gravidade do problema e a classe presta atenção ou não, porque por mais que o professor fale isso não se torna significativo para nós, alunos. Como motoristas, depois de habilitados, a gente lê, ouve, assiste notícias assim e nada, não cai a ficha. Até que um dia a gente vê um acidente de trânsito violento de perto, vê fotos chocantes de carros que viraram um amontoado de ferro retorcido, fica horrorizado, a ficha começa a cair e decide numa mais dirigir. E eu pergunto: a sua decisão vai mudar a realidade? De quem?

 

Não, a sua decisão de nunca mais dirigir ou de não aprender a dirigir só vai mudar a sua realidade de convivência com o medo, só vai te fazer mais refém do medo de dirigir, só vai fazer você se sentir fraco e impotente duas vezes: uma, porque se rendeu de vez ao medo de dirigir sem reagir, sem lutar contra ele; e outra, porque vai desistir de fazer a sua parte na luta diária por um trânsito mais defensivo e humano. Só vai roubar de nós, motoristas defensivos, mais um parceiro, mais um multiplicador, mais um cidadão que pode fazer a diferença pelos seus comportamentos éticos, seguros, preventivos ao volante.

 

Há quem diga: "dirigir é perigoso demais, daqui por diante vou viver de carona para sempre que é mais seguro". Mas será que é mais seguro mesmo?

 

1. Num acidente, o carona é o que menos pode fazer alguma coisa para evitar o acidente;

 

2. Pedir que o motorista faça isso ou aquilo, que dirija com mais cuidado, com menos velocidade, dizendo "olha o carro", "olha a moto", "olha a velhinha", "olha o bêbado", isso não vai ajudar, só vai estressar o motorista ainda mais, que pode pensar que tem mais um carona medroso e palpiteiro ao lado que, mesmo sem intenção, o está deixando inseguro, estará transferindo o seu medo para ele;

 

3. O carona, por maior que seja a sua vontade, não controla com a boca as decisões do motorista, não controla os pés dele, as mãos dele, não controla e nem muda a convicção e a intenção de ultrapassar em local proibido ou de cometer qualquer infração de trânsito ou ao código de conduta de todo motorista defensivo que possa provocar um acidente;

 

4. Estamos sujeitos a acidentes de trânsito até dentro de casa. Quantos motoristas que provocam acidentes já invadiram e mataram pessoas em pontos de ônibus? Em cima da faixa de segurança? Quantos desses motoristas imprudentes já invadiram muros, quintais, partes da casa de alguém como a varanda, a sala ou o quarto? Quantos acidentes de trânsito já mataram pedestres nas calçadas?

 

Se render ao medo de dirigir e ficar na zona de conforto que ele cria não vai diminuir os acidentes de trânsito, não é garantia de nos defender de acidentes, não vai nos livrar deles. No comando do carro, a frente do volante, dirigindo defensivamente, com cuidado, pela gente e pelo outro, é mais garantia de poder fazer algo de efetivo, pois o motorista defensivo tem tempo de reagir, pode se antecipar a qualquer coisa que perceba de errado na via ou no comportamento do outro motorista.

 

Dirigir com cuidado, respeitando a vida, praticar para ser um motorista melhor ainda; dar o exemplo pelos nossos comportamentos ao volante surte mais efeito do que decidir que nunca mais vai dirigir e colocar a sua vida nas mãos de outros, do que confiar a própria segurança a outras pessoas que consideramos os melhores motoristas que conhecemos, mas que em algum momento, seja por excesso de confiança ou por assumir riscos demais no trânsito, podem celar o nosso destino no trânsito.

 

Essa manhã postei, indignada, inquieta e com toda carga de revolta e de outros sentimentos que uma educadora de trânsito pode ter diante de um acidente que poderia ter sido evitado, as fotos da tragédia sobre rodas para que todos pudessem ver a realidade como ela é, para ver se a ficha cai para quem dirige agressivamente, confiando demais nas habilidades que pensa que tem, ou na sorte que acha que tem. Mas trânsito, carro, dirigir, é mais que habilidade, pessoal. Não tem nada a ver com sorte.

 

Dirigir tem a ver com responsabilidade, tem a ver com amor à própria vida e a vida dos outros; tem a ver com desconfiar de todo motorista por mais experiente e por anos de carteira que ele tenha porque quem causa acidentes violentos, quem ultrapassa em local proibido, quem abusa da velocidade não são os principiantes, os que pegaram a PPD agora, são os que dirigem a mais tempo, são os que pensam que sabem tudo no trânsito. São os que pensam que dirigir é fácil demais, quando na verdade, dirigir não é só saber fazer o carro andar como muitos pensam. 

 

Dirigir exige que todos os sentidos do motorista estejam alertas; exige dirigir sóbrio, de cara limpa, com a visão e intuição de uma águia mesmo usando óculos. Dirigir exige compromisso existencial com a segurança; exige que o motorista estabeleça seu próprio código de conduta antes de qualquer lei de trânsito, antes de qualquer multa. É estar ligado em tudo; é desconfiar do comportamento, da reação, é se esforçar para ler o pensamento e desconfiar do outro motorista seja pelo modo como ele dirige, como se comporta num cruzamento, pelo modo como segura o volante, como olha para você e se busca se comunicar ou não no trânsito. Fazendo essa leitura do outro motorista você pode prever o que ele vai fazer e ter tempo de frear, de não seguir em frente, de dar a vez num cruzamento, numa preferencial, de ter tempo de evitar um acidente.

 

Uma amiga me disse agora de manhã: "Márcia, você é louca de postar umas fotos dessas. Como o pessoal que lê o teu blog e visita a tua página vai reagir? Será que não vai ter medo e desistir de dirigir?"

 

E eu respondi à minha amiga que o pessoal que lê o blog, que visita minha página, que tem medo de dirigir precisa conhecer melhor o meu trabalho, a minha luta, o que me move, o que me faz acordar todas as manhãs e dar sentido à minha vida: ajudar a formar motoristas defensivos, conscientes, cidadãos responsáveis que vão dirigir pela vida deles e dos outros, cidadãos que vão fazer a diferença no trânsito.

 

Expliquei à minha amiga que o pessoal que lê o blog, que visita a minha página no facebook, que quer dirigir defensivamente não merece, não precisa e não pode viver iludido achando que tomar a decisão de deixar de dirigir porque viu uma foto de acidente de trânsito vai resolver o problema ou vai deixá-los mais seguros, ou ainda que vai defendê-los de acidentes de trânsito.

 

Deixar de falar de acidentes de trânsito, pessoal, não vai fazer com que deixem de ser provocados diariamente. É uma realidade a que todos nós estamos expostos seja como motoristas, como pedestres. Não adianta alimentar a ilusão de que deixar de dirigir vai nos proteger disso. Não adianta alimentar a ilusão de que ser carona para o resto de suas vidas vai livrá-los de qualquer perigo quando, na verdade, quando perdemos um motorista cheio de desejo, de vontade, de sonhos de dirigir defensivamente, com cuidado.

 

Quando um motorista, um aluno, quando qualquer pessoa desiste de dirigir porque viu uma imagem de acidente de trânsito perdemos mais um parceiro, perdemos mais um multiplicador, perdemos (o trânsito perde, a sociedade perde) um cara, um homem, uma mulher, um motorista jovem na faixa das estatísticas que vai fazer a diferença no trânsito. Perdemos um motorista que vai morrer na casca e que poderia dar o exemplo de como se dirige defensivamente, que poderia mudar o trânsito sim com suas atitudes e comportamentos, pelo menos, por onde ele passar. Perdemos alguém que poderia fazer muito mais atrás do volante do que no banco do carona, encolhido pelo medo, tentando se proteger entregando sua vida nas mãos de outra pessoa, de outro motorista cujos atos ele não tem controle algum.

 

Vou confessar uma coisa prá vocês: meu carro ninguém dirige além de mim. Tenho pessoas na família que dirigem há anos, que dirigem bem, que dirigem com cuidado, mas isso não é garantia de nada. Atrás do volante do meu carro eu dirijo como se pés e pedais fossem extensão um do outro; como se mãos e volante fossem extensão um do outro; como se a visão que tenho pelo vidro da frente fosse a visão que tenho de tudo que pode acontecer de errado. Atrás do volante do meu carro eu tenho intuição, eu tenho sintonia perfeita com a máquina e só eu sei o que vou fazer, o que esperar de mim como motorista, só eu sei o meu tempo de reação, so eu sei a decisão certa a tomar naquela hora de acordo com o que sou como pessoa, como motorista, de acordo com o que acredito sobre o que é dirigir um carro, de acordo com meu código de conduta.

 

E isso não é querer ser melhor que os outros motoristas. É querer ser como todo motorista deve ser: cuidadoso, não confiar nos outros motoristas porque quando um condutor confia no outro e deixa de fazer o que deve ser feito o acidente vai ser provocado e não vai poder fugir das consequências. Isso é responsabilidade, isso é vontade de mudar meus próprios comportamentos. Essa é a única garantia que tenho de que vou poder fazer alguma coisa para evitar acidentes no trânsito.

 

Condutores, tomar a decisão de deixar de dirigir porque viu uma foto ou uma imagem de acidentes de trânsito não resolve o problema, pode até dar a falsa sensação de que estaremos protegidos de acidentes, mas não estaremos.

 

O que nos protege de acidentes de trânsito é estar atrásdo volante fazendo a diferença, dirigindo com cuidado, defensivamente, respeitando a vida, exigindo que seus passageiros coloquem o cinto, não furando sinal vermelho, não ultrapassando em locais proibidos.

 

Mais de 90% dos acidentes de trânsito são provocados por falhas humanas, pelo motorista imprudente. Então, temos de ser prudentes, temos de parar de nos sentir encolhidos pelo medo de dirigir, temos de parar de matar nossos sonhos por causa dos outros e do que os outros fazem de errado atrás do volante. A falha é deles, não é nossa. A imprudência é deles, não é nossa, embora todos estejamos expostos a acidentes. É a lei do trânsito, é o risco de estar vivo.

 

Se existe uma maneira de mudar essa realidade é dirigindo defensivamente. E é isso, é essa luta, é essa vontade de ajudar a formar cidadãos éticos, responsáveis, conscientes, que vão fazer a diferença no trânsito.

 

Podemos não mudar o mundo. Mas podemos mudar a realidade do nosso trânsito, pelo menos, por onde passamos.

 


 


 


 


 



 


Escrito por Márcia Pontes às 12h23
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26/03/2012


Papo sério sobre o medo de dirigir: com exercícios mentais, emocionais e práticos

Condutores,

 

É incrível como aumentaram as postagens sobre o medo de dirigir nos canais do Grupo Aprendendo a Dirigir, incluindo o blog e meu e-mail pessoal. Equanto muitos leitores do blog se lamentam de não poder pagar os melhores especialistas para tirar o medo de dirigir, recebo e-mails que já passaram por vários especialistas em medo de dirigir e estão na mesma situação. Então tá, já que é para falarmos do assunto, puxa a cadeira, senta aí e vamos refletir sobre algumas coisas.

 

O que percebi é que depois que muitas pessoas assistem os vídeos postados aqui, pegam as dicas, os macetes, aí é que o problema se revela: tenho medo de ir para o trânsito. Mas quem foi que disse que é para ir treinar no trânsito? Daí a pessoa diz: mas eu tenho medo até de entrar no carro para treinar em ruas calmas.

 

Gente, eu vou contar uma coisa prá vocês: eu adiei por durante anos a aprendizagem de direção por medo. Eu sei exatamente cada reaçãozinha que acontece com a mente e com o corpo quando uma pessoa com medo de dirigir só pensa em pegar o carro. Sei exatamente o que acontece quando, mesmo assim, ela pega o carro, vai para o trânsito por mais calmo que seja e fica com aquela sensação de estar sozinho no mundo, aquela sensação de "e agora, o que é que eu faço?".

 

Primeiro, um dos princípios desse blog é: aprendizagem significativa e defensiva para evitar acidentes; outro princípio: treinar os fundamentos básicos do carro em ruas calmas, sem movimento, a baixíssima velocidade do carro e sem riscos para o motorista. Porquê: Por quê nessas situações o aluno ou motorista se sente seguro, calmo; ele sabe que não vai levar buzinada, sabe que não vai atrapalhar o trânsito, sabe que pode se dar o direito do carro morrer à vontade sem riscos e tesar todas as possibilidades até que pegue o jeito, a manha. Porque treinar sozinho? Porque o medo é seu, só seu, está aí dentro convivendo contigo e é você que tem de se entender com ele, saber o que fazer com ele.

 

Pessoal, na boa, tem motorista que está (re)aprendendo, (re)começando, que pensa que a solução para o medo de dirigir está em outra pessoa, num terceiro, que pode ser um psicólogo, um especialista para habilitados, ou até mesmo num carona insuportável, que grita, xinga, humilha, desrespeita e exige uma prática que a pessoa não tem. Outros, pensam que medo de dirigir se resolve como se estivesse comprando um GPS, quando na verdade, motoristas que se orientam cegamente pelo GPS também batem, provocam acidentes.

 

No caso do GPS, se o motorista não tem o software dos mapas atualizados, a moça que mora lá dentro do aparelhinho vai dizer: "vire na próxima rua a direita a 50 metros", quando na verdade essa rua já é contramão. Ou o motorista se concentra demais nas instruções, vira e vai, deixando de olhar a sinalização, deixando de olhar se vem outro carro, pedestres, etc...Ou tem aquele motorista com medo de olhar os retrovisores, tenta fugir disso ao máximo e pede para o carona dizer se dá para ir. Aí o carona julga com as ferramentas dele, com os sentidos e a convicção dele (visão, percepção, noção de distância, tempo de reação) e está provocado o acidente.

 

Aprender a dirigir e vencer o medo de dirigir depende de abandonarmos nossas muletas psicológicas, depende de não ficarmos esperando a solução cair do céu ou vir de terceiros. Lembre-se, o medo de dirigir está dentro de você, na sua cabeça, no seu emocional, e enquanto você não se resolver sozinho com isso, não vai ter psicólogo, especialista ou instrutor milagroso para habilitados que tire esse medo de você. Eles podem ajudar, mas só se você se abrir, permitir, só se você lançar uma visão de enfrentamento para esse medo que te assola.

 

Depois de muito tempo convivendo, alimentando e vivendo à sombra da zona de conforto do meu medo de dirigir, como não podia pagar especialistas e tinha o enorme e profundo desejo de dirigir, fui testando as possibilidades sozinha, as quais testei e compartilho com vocês:

 

1. A rua calma e deserta dá segurança para treinar: não vem carro, não vou levar buzinada, não vou atrapalhar o trânsito e a velocidade é baixíssima, portanto, estou livre de acidentes;

 

2. Pare de se imaginar dirigindo no trânsito doido, sem experiência, no meio dos motoristas impacientes e com mais experiência que você. Pergunte-se: "como eu quero dirigir lá no meio deles se ainda deixo o carro morrer?" "Como vou sair de um cruzamento?".

Resposta: treine antes o comando de parada e saída do carro com calma, repita quantas vezes for necessário, com calma, com paciência e sem comparações com os outros até sentir que o carro não morre mais. Isso já responde ao questionamento sobre como vai sair com segurança do cruzamento.

 

3. Pare de ficar alimentando aquelas imagens horríveis de você batendo, causando acidente, machucando as pessoas e se machucando. escolha um lugar calmo e reine a parada e a saída com o carro; o controle de embreagem, as olhadas em retrovisores, as manobras de ré. Por mínimo que seja o avanço vibre, comemore, sinta-se emocionalmente forte, seguro, confiante. Repita um fundamento de dirigir corretamente e ele vai se automatizar.

 

4. Pense que um motorista pisa centenas de vezes nos pedais por dia; troca de marchas centenas de vezes; faz o mesmo movimento e o mesmo comando sempre e que se você repetir certinho esse comando vai ser usado em todas as outras situações no trânsito, vai se automatizar, vai se tornar natural;

 

5. Enquanto você fica com aquelas imagens horríveis na cabeça, as imagens estão na mente, mas o corpo vai reagir com suores, tremedeira; perna bamba, garganta seca e musculatura dura, rija, retesada, causando muitas dores. Essas reações desconcentram a gente, aumentam a adrenalina, o nervosismo, causa o famoso "branco" e você se pega dirigindo no escuro. Quando isso acontecer, pare o carro em local seguro, respire fundo, solte o ar bem devagar, acalme-se. Olhe os outros motoristas dirigindo e pegue a dinâmica da coisa: ter calma, sinalizar, dar distância de segurança dos outros carros.

 

6. Não dê bola, ignore os comentários de outros motoristas caso eles te perguntem se vc tirou CNH para ficar andando para frente e para trás ou para dar voltinhas no quarteirão. Fique na sua, concentre-se. Quando se treina meia embreagem treina-se comando do carro, treina-se retrovisores, treina-se aproximação do meio fio, treina-se manobras de ré, treina-se giro de volante e controle total do carro.

 

7. Não vá, de jeito nenhum, se enfiar no trânsitosem antes ter o controle completo dos comandos do carro; ele vai morrer no meio da rua, vai voltar de uma ladeira e você pode causar acidentes por imperícia. Não dê mole, não bobeie; a única maneira de dirigir com segurança é treinando esses comandos antes, em ruas calmas, tranquilas, no seu ritmo. "Ah, mas vai demorar mais ainda prá dirigir no trânsito de verdade!". Mas é melhor demorar um pouquinho mais e sair no trânsito seguro, com confiança, com domínio do carro do que se arriscar e arriscar a vida de outras pessoas por pressa ou pressão dos outros.

 

8. Quando estamos superando o medo de dirigir nunca olhamos e reconheceos os nossos avanços, o quanto já progredimos. Algumas pessoas se tornam cruéis consigo mesmas, verdadeiros carrascos. Como você quer acolhimento dos outros se você mesmo não se acolhe emocionalmente, se não se ampara, não se entende, não entende nem respeita suas próprias dificuldades?

 

9. Condutores, enfrentar e vencer o medo de dirigir é possível e estou eu aqui para provar isso. Todos os moderadores da comunidade Aprendendo a Dirigir no orkut, no grupo do msn e no facebook são guerreiros que venceram o medo de dirigir, e isso é fundamental para o trabalho voluntário que fazemos: mostrar, pelo exemplo, que podemos vencer esse medo de dirigir. Uma coisa é um motorista que diz que nunca teve medo ou que teve menos medo que os outros ensinar a dirigir, outra coisa, é alguém que já passou por tudo, mas tudinho mesmo que vocês estão passando. Existe identificação, existe respeito, existe acolhimento, existe força, estímulos positivos, existe vontade de ajudar e de ver o outro progredir e vencer seus medos porque sabemos como é o processo, como é a resistência, como são as recaídas. Mas também sabemos o quanto é bom, valioso e sem preço vencer o medo de dirigir.

 

Por mais difícil que esteja sendo, por mais incompreensão que você esteja tendo em relação às pessoas em quem mais confia e que esperava que ajudasse mais, não desista.

 

Não se apoie nas muletas psicológicas quando você pode muito mais que isso.

 

Esteja disposto a aprender, a praticar, aos treinos em locais calmos, tranquilos.

 

Apoie-se, ajude-se, controle-se emocionalmente, tire a venda dos olhos e enxergue todas as possibilidades. Não coloque lente de aumento nas dificuldades; não se recolha no seu medo. Todo guerreiro, numa batalha, quando perde os 2 braços, as 2 pernas, luta com a cabeça, com o coração e com a coragem.

 

Dentro de cada um de nós habitam o medo e a coragem. Vai ser maior, vai sobreviver, vai te dominar, aquele que você alimenta.

 

Força, meus guerreiros! Coragem prá enfrentar esse medo! E lembrem-se que a força, a coragem e o sucesso de um guerreiro está na proteção do escudo do outro guerreiro ao seu lado.

 

Por favor, não desistam de vocês porque eu, uma pessoa que vocês nunca viram na vida, não vai desistir de cada um de vocês!


 

Com paciência, com responsabilidade, com calma, com determinação, o carro deixa de soquear na saída, deixa de morrer

 


 


 

 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 12h15
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23/03/2012


A famosa buzinada no trânsito: você sabe usar a buzina do seu carro?

 

 

Pois é condutores, tomar uma buzinada no trânsito é o terror de todo motorista iniciante, mas não pensem que esse comportamento de alguns motoristas é só em relação aos iniciantes não, pois tem muito motorista experiente levando buzinada na orelha. Mas atenção, aprendam a interpretar uma buzinada, pois nem sempre isso significa que você está errado.

 

Por exemplo, eu parei num cruzamento bem na saída de uma rótula: carro vindo de tudo que é lado. Parei, dei a vez a quem vinha da esquerda, só que atrás do carro que tinha a preferencial vinha um motociclista chutado, por isso atrasei a saída na rótula. Vixi, mas tomei uma buzinada daquelas, mas vocês pensam que eu liguei? Se isso acontecer com vocês pensem o seguinte: não adianta se atirar na saída de um cruzamento para evitar levar buzinada porque:

 

1. o motorista de trás não está tendo a mesma visão que o motorista da frente;

 

2. se você sai depressa, sem cuidado, num cruzamento, vai bater, vai provocar um acidente, vai se machucar e machucar as pessoas e o babaca de trás que buzinou vai buzinar mais ainda, vai colocar a cabeça de caixa 'água dele prá fora da janela, te xingar e sair fora, seguir caminho, deixando você ali com a dor e o prejuízo. te garanto que a pressa vai sair caro demais;

 

3. tem muito motorista apressado que pensa que a tecnologia avançou tanto que a buzina dele vai acionar o seu pedal de acelerador, ou se buzinar o seu carro levita prá ele passar; você é o primeiro carro da fila? nesse momento o poder de segurar os demais motoristas é todo seu e é isso que incomoda. Não precisa se estressar, não precisa xingar, nem se apressar se atirando no cruzamento ou rótula. Aja em nome da segurança em primeiro lugar e só saia do cruzamento com calma, quando estiver seguro; não se arrisque nem arrisque a vida de seus passageiros á tôa.

 

Manda o CTB, a prudência e a direção defensiva que todo motorista parado ou que esteja passando por uma rótula tem que olhar bem para a esquerda, que é a preferencial dos outros carros. No entanto, se vcê já está trafegado na rótula, se já iniciou a entrada na rótula, a preferencial é sua - ou seja, a preferencial é de quem já está trafegando por ela. Então, não esquenta com essa de ir embicando ou se enfiando que isso é coisa de apressado e sempre acaba mal.

 

ALGUNS SINAIS DE COMUNICAÇÃO COM A BUZINA

 

Um toquinho rápido: geralmente vem do outro motorista num cruzamento e significa que está dando a vez; você também pode usar um toquinho rápido na buzina quando pára na faixa e o pedestre está distraído ou indeciso para atravessar; se o motorista de trás der um toquinho rápido desses na buzina quando você está manobrandp significa que está dando a vez para você passar;

 

Dois toquinhos rápidos na buzina: significa agradecimento; "muito obrigado por me ceder a vez" ou uma forma de agradecer qualquer gentileza no trânsito;

 

Um toque longo de alguns segundos: bom, essa forma de apertar a buzina acontece quando o outro motorista cometeu uma imprudência ou fez uma besteira. Mas se a buzina soar por mais de 2 segundos, aí significa palavrão, que o outro motorista está te xingando mesmo. Mas... isso não significa que ele esteja certo; pode ser um apressadinho daquele tipo "vai que dá" ou que se acha o bonzão ao ponto de dizer: "se fosse eu já tinha ido". Mas como você não vai se arriscar a causar um acidente só prá alegrar um motorista apressadinho.... deixa buzinar.

 

Tive um professor que sempre comparava a buzinada no trânsito ao latido de um cão territorialista e o motorista que buzina agressiva e ofensivamente como o cão bravo que está, a todo custo, defendendo o seu espaço.

 

Vejamos o que diz o CTB, no artigo 41 sobre o uso da buzina:

 

Art. 41. O condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde que em toque breve, nas seguintes situações:

I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;

II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.

 

Lembrem-se, condutores: vocês não tem que se sentir menos motoristas que os outros só porque são iniciantes, porque são recém-habilitados ou estão (re)começando a dirigir. Não tem nada que um motorista experiente saiba que vocês não saibam quando se trata de botar um carro para andar; o que eles tem a mais que vocês e não dá para comparar é a prática. E não adianta querer dirigir que nem um motorista experiente sem praticar, sem aprender, sem aperfeiçoar. Esse papo de aprender no trânsito de verdade é imprudência, causa acidentes, só detona a auto-estima do motorista iniciante, além de ser muito perigoso.

 

Se alguém buzinar prá você no trânsito não liga; já foi; procura entender o que você fez de errado e corrige das próximas vezes.

 

Mas se o cara buzinou de apressado, liga menos ainda. Se nesse momento você ficar nervoso, se quiser se apressar prá sair logo daquela situação vai dar porcaria, caca, acidente. Todo motorista precisa de calma, cuca fresca e auto-controle.

 

Mas agora, usar e abusar dos dois toquinhos rápidos é muito bacana, é educado, para agradecer a gentileza do outro motorista.

 

Mas quando é a gente que recebe esses dois toquinhos em sinal de agradecimento, ah... é melhor ainda. Nos alegra, deixa feliz, com a sensação de dever e cidadania cumpridos. No trânsito, gentileza gera gentileza, faz a gente se sentir em paz, contagia. Pode crer que logo ali na frente, na hora em que você estiver em apuros, sempre vai ter um motorista bacana que vai te dar a vez, esperar você sair de uma vaga de estacionamento, dar a vez numa preferencial, etc... etc... etc...

 

Liga não prás buzinadas. Tem motorista que pensa que o carro dele é o único que tem buzina e aí fica querendo contar prá todo mundo.

 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 18h02
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Dirigindo sozinho: hora de se livrar da dependência do carona

Essa postagem é uma sugestão da Fabiana, leitora do blog, e confesso que é um tema que me identifiquei muito. Em minhas palestras sobre como enfrentar e superar o medo de dirigir tem um ponto em que faço questão de tocar: a individualidade, a liberdade e a independência de cada um. Isso porque em algum momento de nossas vidas vamos nos ver sozinhos apesar da família, dos amigos, das pessoas que nos rodeiam. Um amigo já me dizia: "nascemos sozinhos e morremos sozinhos". O teu filho não vai morrer com você, o teu marido, noivo, namorado, tua mãe, o teu melhor amigo não vai morrer com você.

 

Na vida como no trânsito a gente vive compartilhando espaços na nossa vida e na dos outros, mas já repararam como passamos a maior parte do tempo sozinhos? Podemos dividir tudo, mas o nosso pensamento, por mais que tentemos compartilhar, são só nossos. E são nossos pensamentos que orientam as nossas ações. A todo momento tomamos nossas decisões sozinhos. Até podemos pedir opiniões, mas as decisões quem toma somos nós. Portanto, se algo der errado, sabemos que foi por conta de uma decisão nossa. E assim é no trânsito.

 

Há motoristas iniciantes que só saem com o carro se tiver alguém do lado. Às vezes a dependência da figura do carona é tão grande devido a nossa insegurança, que nos sentimos mais tranquilos mesmo quando o carona não sabe dirigir, não é sequer habilitado; a falta de apoio, o pedido de socorro é tão grande e necessário que inclusive suportamos os caronas mal humorados, sem paciência, exigentes, que nos xingam e tratam mal só para não sairmos dirigindo sozinhos.

 

Um grande erro, perigo e risco é quando o motorista iniciante, com medo de olhar no retrovisor, pede para que o carona olhe e diga se "dá prá ir" ou "se dá prá mudar de faixa". Isso porque no volante do carro o motorista é dono e senhor de seus atos; ele é quem olha, quem percebe, quem avalia, quem toma as decisões de acordo com os seus sentidos, com a velocidade em que capta a realidade, de acordo com o seu tempo de reação. Se o carona sabe dirigir e é experiente piora, pois ele vai te cobrar uma prática que você não tem, vai exigir uma destreza, uma habilidade que você não tem. Um "vai que agora dá" de um mtorista experiente pode ser que dê para ele, mas não para o motorista iniciante, que ainda não tem prática.

 

Mas porquê será que o motorista iniciante, mesmo morrendo de raiva, nervoso, inseguro, triste por ser ofendido, xingado, desrespeitado nas suas possibilidades de dirigir, ainda quer, se sujeita a sair dirigindo com um carona desses do lado? A resposta é: porque se sente inseguro, porque tem medo de bater, de acontecer alguma coisa enquanto dirige e porque essas pessoas (caronas) que xingam, que gritam, que perdem a paciência, que dizem que você não nasceu para dirigir, que é uma "burra", um "burro" são aquelas em que mais confiamos. São maridos, namorados, noivos, irmãos, primos, aqueles que o motorista iniciante admira como motorista, são os melhores exemplos de motoristas com quem eles imaginam e gostariam de aprender.

 

Quantas vezes a pessoa se pega pensando: "vou convidar meu marido prá me ensinar a dirigir, porque ele dirige há anos", ou porque ele dirige bem, ou porque é o melhor motorista que conheço? Daí, essa pessoa em quem confiamos tanto e esperamos o mínimo de paciência nos xinga, manda voltar para a autoescola, pergunta porque nos deram a carteira de motorista, e por aí vai. Ficamos tristes, magoados, choramos, ficamos nervosos, dá um "branco" e aí é que o acidente acontece. Depois, não adianta pedir desculpas porque já machucou, já magoou, já deixou prá baixo, já jogou nossa auto-estima na lona.

 

Uma coisa é fato: você ter um, dois, quatro caronas dentro do carro, mas ele não pode ser os seus pés (quem pisa na embreagem, acelera ou freia é o motorista), ele não pode ser suas mãos (quem comanda o volante e o câmbio de marchas é o motorista), ele não pode ser os seus olhos (quem registra a imagem, a processa e toma decisões, reage no trânsito, comanda o automóvel é o motorista). 

 

Muitas vezes ficamos mal acostumados, nos acomodamos na zona de conforto de ter alguém para dirigir pela gente e aí vem aquele "meu marido me leva" mesmo com a cara amarrada, mas leva. A gente se acostuma a ter pessoas que pensam e decidam pela gente e vem aquele "amor, o que é que eu faço" como se outra pessoa subesse o que é melhor prá gente além de nós mesmos. Criamos uma dependência, condutores. Lembro que depois que me separei e saí de um relacionamento de 8 anos parecia que o mundo ia acabar: não sabia mais nem atravessar a rua sozinha. E isso também acontece com quem está (re)aprendendo a dirigir e estava acostumado, ate então, a ter alguém dirigindo por ele, decidindo os trajetos por ele, escolhendo as ruas onde entrar. E agora que estou sozinho na vida e no volante?

 

Recebo muitos e-mails e postagens nas redes sociais de pessoas que contam suas histórias: são pessoas que ficaram viúvas e perderam o marido ou a esposa motorista para sempre; são motoristas jovens com medo de dirigir que tem parentes, pais, filhos doentes ou deficientes e que precisam levar ao médico, às consultas, mas travam por causa do medo de dirigir. São pessoas que se separaram e perderam o motorista, a facilidade de alguém dirigindo por eles. A vida nos prega essas peças e nós ficamos lá, com o carro na garagem olhando prá gente doidinho prá fazer amizade conosco e sair no trânsito, mas travamos.

 

O MOTORISTA INICIANTE E OS MONSTROS IMAGINÁRIOS

 

O mal de todo motorista iniciante (e falo por mim também porque já passei por isso) é que só de pensar em sair com o carro já começa a tremer, suar, sente a garganta seca, as pernas tremem; alguns tem ânsia de vômito, tonturas e até desmaiam. Tudo isso por causa dos fantasmas, dos monstros imaginários que só existem na nossa cabeça. Querem exemplos?

 

1. a pessoa só de pensar em sair com o carro já imagina o trânsito de doido, carro por todo lado, na frente, atrás, do lado.... ai meu Deus! Pronto: já é suficiente para o corpo responder e somatizar, incorporar aquelas sensações, responder com suores e calafrios. Gente, foi só a mente produzindo imagens, mas as sensações são reais, e daí já é motivo de deixar o carro na garagem pelo resto da vida.

 

2. a pessoa se imagina atrapalhando o trânsito quando na verdade cada motorista que está no trânsito está bem mais preocupado com seus assuntos, seus compromisso, suas próprias vidas. Tanto é que nenhum motorista dirige pensando se o outro é habilitado há 50 anos ou se saiu da autoescola ontem.

 

3. a pessoa pensa em pegar o carro e lá vem a imagem dela mesma atropelando alguém, batendo no carro dos outros, etc... quando na verdade, ao alimentar esses pensamentos, deixa de focar no principal: se eu der distância de 2 carros do carro da frente eu não bato em ninguém; se eu dirigir prestando atenção eu vou me antecipar aos perigos da via; se eu dominar bem os comandos de meia embreagem, se eu souber frear suave e gradualmente o carro não vai soquear; e por aí vai, mas muitos preferem ir para o trânsito de sopetão antesde treinar os fundamentos básicos de direção num lugar calmo, tranquilo, com o carro quase parando, em velocidade baixíssima, sem riscos à segurança. Assim não dá gente, isso é queimar etapas.E o que acontece? nem entra no carro e já está doente do medo.

 

4. muita gente acha que o carona experiente vai ensinar melhor, vai acalmar, vai fazer mágica, e não faz. E aquele carona que critica os treinos em ruas calmas e tranquilas, andando com o carro para frente e para trás? Pior que ele é o carona que diz, afirma e incentiva a ir aprender no trânsito logo de cara, como eles aprenderam um dia. Ledo engano, condutores: eles aprenderam em outra época, com menos trânsito, com ruas com menos carros, com carros que não tem a tecnologia de motores de hoje e numa época em que segurança no trânsito não era tão fundamental quanto hoje em dia.

 

5. Há o motorista que admiramos e que esperamos que nos ensine mesmo com os vícios horríveis de andar com o carro pisando no pedal de embreagem, colocando a mão em cima do câmbio; cruzando as mãos e braços no volante; dirigindo com o braço para fora ou assando em lombada na diagonal.

 

OS OUTROS MEDOS E INSEGURANÇAS QUE TRAZEMOS PARA DENTRO DO CARRO

 

O medo de dirigir vem de outros medos que temos na vida. O medo de dirigir vem da falta de domínio do carro. O medo de dirigir vem, também, da dependência que temos dos outros. Imagine um pai que faz os deveres, tarefas, a lição de casa pelo filho. O que esse filho vai aprender? Nada.

 

Imagine um marido que dirige pela esposa, que decide tudo por ela. Na hora em que ela precisar de independência para tomar uma decisão, como vai agir? Ou não vai agir, né?

 

Imagine uma pessoa que passou boa parte da vida sendo superprotegida, desencorajada, diminuída, subestimada, ouvindo: "voce nunca vai conseguir"; "você não nasceu prá isso"; "você é muito frágil" ou "você é muito burra", dentre outras coisas. Como vai dirigir, se dirigir exige independência, tomada de decisões certas na hora certa, exige atenção, firmeza, exige um autocontrole que essa pessoa não aprendeu a ter?

 

Daí, por dificuldade de enfrentar os próprios medos da vida, essa pessoa passa a pensar que o medo dela é patológico. Procura psicólogo, paga aulas para habilitados, faz terapia, procura tudo que é saída e nada. Porquê? Por quê o psicólogo vai aplicar técnicas de mudanças de comportamento que não vão adiantar se a pessoa se fechar nesse medo. O instrutor para habilitados vai se matar tentando ensinar de tudo que é jeito, mas o motorista nada. Desanima, perde a confiança em si mesmo, fica com a auto-estima na lona e decide engavetar a CNH de vez.

 

Você quer aprender a dirigir? Quer superar o medo de dirigir? Então tenha um motivo para isso. Saiba para quê você quer dirigir, porque você quer dirigir. É por você ou porque os outros querem ou cobram?

 

Torne significativo o ato de dirigir. Associe o ato de dirigir a coisas boas, a emoções boas, positivas e busque isso para a sua vida.

 

Esteja disposto a enfrentar seus medos, a não depender dos outros para as coisas mais simples da vida; reconheça-se como um ser individual (não individualista), capaz, único, que tem o seu tempo certo para tudo. Não se compare aos outros porque ninguém é igual. Nem todas as partes do corpo que temos duplicados (mãos, olhos, pulmão, rins) são iguais. Não se compare a um motorista que já tem anos de CNH, que já tem prática. Não queira ounão caia na ilusão de ainda na PPD querer dirigir como um motorista experiente se não estiver disposto a treinar, a praticar.

 

Pare de se colocar nas mãos dos outros; levanta essa cabeça, olha de frente prá vida, para os seus medos mais profundos e decida vencê-los com paciência, com determinação, com fé em Deus, em si mesmo e na sua capacidade de aprender.

 

Antes de ir para o trânsito domine a meia embreagem para o carro não morrer; acolha-se emocionalmente; veja-se como aprendiz capaz de aprender sempre, de melhorar sempre; liste suas dificuldades para dirigir por ordem de prioridade; tenha calma, faça tudo com paciência, com determinação. Busque mais de uma solução para o mesmo problema, não se entregue, não se coloque nas mãos dos outros porque você é muito mais do que isso.

 

No carro, o motorista está o tempo todo sozinho; vai dirigir sozinho; vai terde aprendera confiar em si mesmo porque é o seu melhor amigo, orientador e protetor nessa hora. O motorista manda, o motorista trava se alguém está sem cinto; o motorista passa segurança para si mesmo; o motorista acredita em si mesmo; o motorista toma suas próprias decisões e não permite que palpiteiros se intrometam na sua tarefa de dirigir com responsabilidade, com segurança.

 

O motorista, quando pratica, quando treina em ruas calmas, quando repete mihões de vezes o mesmo exercício é um guerreiro que está afiando a sua espada e adestrando suas habilidades. Pensem nisso, condutores! Treinem, pratiquem. Nã ajam nem pensem que o carro tem vida própria. Ele só faz o que você manda, o que você quer. Torne o ato de dirigir significativo, seguro, enfrentem seus próprios medos e logo descobrirão o prazer, a paixão e a arte de dirigir que está dentro de vocês!

 


 


 


Escrito por Márcia Pontes às 01h12
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22/03/2012


Como eu, Márcia Pontes, superei o meu medo de dirigir

Bom dia, condutores,

 

Diante do grande número de postagens dos leitores do blog nesta página e na página do Facebook, na comunidade Aprendendo a Dirigir no Orkut, no msn do grupo Aprendendo a Dirigir, no meu perfil pessoal no Facebook e por e-mail sobreo medo de dirigir, decidi contar prá vocês um pouco da minha história como aprendiz de motorista e do processo de enfrentamento e superação do medo de dirigir. Isso porque o medo de um é o medo do outro, na fase de aprendizagem passamos as mesmas dificuldades, mas a diferença está no modo como lidamos com esse medo e como o enfrentamos. Na verdade, o que vou enviar a vocês é a resposta que enviei a um dos leitores do blog por e-mail.

 

No meu tempo de autoescola, quando reprovei pela primeira vez na prova prática ou quando depois de habilitada precisava de ajuda e não tinha, não existiam sites específicos nem pessoas que ajudassem a aprender a dirigir como tentamos fazer por meio do blog; não tinha tantos detalhes, fotos, por isso sei o quanto isso é importante.

 

Tirar habilitação prá mim também foi um sonho que permaneceu distante por muito tempo. Primeiro, porque não tinha condições de comprar um carro e ao mesmo tempo eu sabia que as pessoas não iam emprestar o deles para uma condutora recém-habilitada como eu.  Depois, o sonho ficou distante porque consegui juntar o dinheiro para comprar o meu primeiro carro, mas era o medo que me impedia de me dirigir até a autoescola me matricular. No dia em que me matriculei saí da autoescola correndo, bem depressinha, antes que me arrependesse. Só que a vida nos coloca algumas situações em que temos de aprender na marra.

 

Já passei cenas hilárias nos ônibus e a maior delas foi, num dia de chuva, carregando 8 sacolas de supermercado cheias, e eu lá, me equilibrando em ônibus cheio. Ninguém dava lugar, ninguém podia se mexer no ônibus lotado e a alça de uma sacola arrebentou. Imagina a cena: laranja correndo por debaixo dos pés das pessoas, repolho embaixo do banco e eu já estava destruída da vergonha, do constrangimento. Tive de deixar o ônibus esvaziar um pouco até para tentar juntar as coisas da sacola com a ajuda das outras pessoas. Não foi um mico, foi um King Kong. Acontece que quando o ônibus esvaziou, pois eu ia descer no ponto final, o repolho que estava embaixo do banco foi parar lá nos degraus da frente, da porta do motorista. Quando ele abriu a porta para o último passageiro subir, o repolho desceu, e aí os risos foram maiores ainda. Naquele dia pensei: basta! Chega! Passar por isso de novo nunca mais! Foi quando me matriculei na autoescola.

 

A parte teórica foi moleza porque naquela época já trabalha com pesquisas e já orientava trabalhos de conclusão de curso, mas logo eu percebi que estava memorizando, decorando, e a prática ensina que nenhum motorista decora para dirigir: ele vai lá, senta no carro e faz o que tem que fazer com naturalidade porque sabe o que fazer. Então comecei a me colocar no lugar das situações, dos enunciados das questões teóricas da prova. Fui analisando, interagindo com os textos, com as cartilhas de direção defensiva, com o CTB. É como bem colocou a leitora do blog para quem enviei essa postagem: estava diante do melhor prato, do mais gostoso, mas estava comendo comida quente: eu desejava muito, mas não saboreava o desejo.

 

Na prova teórica só errei uma questão e aí vieram as aulas práticas. Sentar no banco do motorista era um sonho que estava se realizando, mas nos primeiros minutos, depois de ser apresentada aos comandos do carro, senti perder o controle dele e isso me apavorou. Mas ainda assim, foi minha primeira volta na cidade, e eu repetia o tempo todo que dirigir era muito bom mesmo, que dava uma sensação de liberdade, de independência, mas exigia uma responsabilidade enorme.


Na primeira semana de aula a instrutora já tinha dito assim: “o bom motorista a gente conhece quando ele entra no carro, o jeito como senta”... ai ai ai.... tava feita a nóia: e eu ficava matutando: será que sou boa motorista, será que dá certo? E assim, eu estava me comparando aos demais motoristas... tava errado e eu não percebia.  Somos seres únicos, temos o nosso valor, cada um tem seu tempo, seu ritmo, suas restrições e suas possibilidades.

 

Na primeira prova prática eu treinei baliza até minutos antes do examinador chegar, estava confiante, tava certa que ia passar; minutos antes fiz a baliza mais perfeita do mundo e gritei lá de dentro do carro: “BALIZÃO!”, e todo mundo que estava esperando prá fazer a prova riu. Só que chegou a hora e fui deixando todo mundo ir na frente; a reprovação de alguns foi minando me confiança, fiquei fraca, nervosa, deu branco, errei a baliza, subi no meio fio. Nessas alturas eu era a penúltima a fazer a prova. Chorei 3 dias e 3 noites, foi uma batalha. Mas eu pensei: tem que ter um jeito, tem um jeito e eu vou achar esse jeito.

 

Parei de me cobrar, de me comparar aos outros alunos e motoristas. Me conscientizei de que o erro estava no emocional que tinha me derrubado. Comprei mais aulas, treinei mais baliza e os instrutores perguntavam o que eu estava fazendo ali, pois já sabia o básico para passar e as balizas de treino eram perfeitas.

 

No dia da segunda prova eu cheguei diferente no pátio: mais calma, mais serena, menos agitada. Me afastei da turma, respirava fundo, pedia a Deus em oração o tempo todo, olhei fixo aquele circuito e pensei: a minha habilitação começa aqui e termina ali, numa daquelas vagas. Me concentrei em cada pedacinho do trajeto, no que tinha de fazer e sabia fazer. Tinha treinado, sabia o que tinha de fazer. Controlei o meu emocional e deu certo, consegui. Na saída do carro o olhinho começou a encher de lágrima e eu chorei feito criança. Todo mundo tava olhando e os que me conheciam pensavam: “ixi, reprovou de novo, coitada!”. Olhavam tanto prá mim que tive de dizer: “estou chorando, mas é de alegria, eu passei”.

 

Daquele dia em diante a minha vida mudou por completo: coloquei na cabeça que assim como eu superei as dificuldades, ia ajudar as outras pessoas a superarem as suas; ia ajudar como ninguém me ajudou, ia ter a paciência que não tinham comigo, ia me doar para que outras pessoas não passassem pelo que eu passei. E cá estou, com a comunidade no Orkut, com o blog, com parceiros, seguidores e multiplicadores incríveis, que também se doam e ajudam a manter a comunidade no Orkut e o grupo no MSN. O blog já está no facebook e continuo esse trabalho no meu perfil.

 

Quando descobrimos nosso real motivo e necessidade para dirigir, já avançamos; é quando assumimos esse compromisso com o ato de dirigir seguro, responsável e defensivo.

 

Quando nos conscientizamos de que estamos sozinhos, sem ajuda, a sós com o nosso medo e temos de enfrentá-lo porque não resta mais nada a fazer a não ser enfrentá-lo, a gente cresce, se agiganta... a gente parte prá cima!

 

Quando estamos dispostos a ter mais calma, mais paciência, quando nos determinamos a fazer o que for preciso para enfrentar nossos medos, aí a gente enfrenta de vez.

 

Fico pensando em milhares de pessoas que morrem de medo de dirigir, mas em outros aspectos da vida são verdadeiras guerreiras, fortes, resistentes, determinadas. E muitas vezes, essa garra toda é imposta pela vida, pelas situações do dia a dia. Nós nos agigantamos diante das dificuldades, as enfrentamos e superamos até sem saber.  Enquanto ficamos chorando e sentindo dor e medo nem percebemos o quanto estamos crescendo, superando, enfrentando e conseguindo.

 

Quem sabe esteja faltando só abrir os olhos. Quem sabe esteja faltando só a gente se reconhecer como gigante que somos. Quem sabe esteja faltando só sermos esse guerreiro forte que somos na vida, cada vez que sentarmos no banco do motorista e fazer aquilo que aprendemos com a vida: enfrentar os nossos medos.

 

Há um tipo de coragem que nunca pensamos que temos, até o momento em que essa coragem é tudo o que temos. Assim é que nasce um guerreiro. Assim é que o aluno supera as suas dificuldades, assim é que nasce o motorista responsável, consciente e defensivo.

 

Que esse medo que sentimos quando estamos aprendendo a dirigir permaneça na dose certa, para impedir que quando formos pegando a prática, não fiquemos bobos como muitos motoristas que existem por aí, que acreditam demais nas habilidades que pensam que tem e colocam a própria vida e a dos outros em risco. Que essa coragem que temos e ainda não demos conta nos faça enfrentar os monstros imaginários do início da aprendizagem e nos deixe mais fortes e determinados.

 

O medo de dirigir vem de outros medos que temos na vida.

A força, a determinação, a vontade, a dedicação, a coragem para enfrentá-lo  vem do modo como enfrentamos outras situações na vida.

Vontade de superar, concentração máxima em tudo que estiver fazendo no carro, consertar o que está dando errado e repetir certo faz os movimentos se automatizarem, nos dá mais confiança, derruba os bloqueios emocionais e nos faz sentir mais seguros.

 

Concentrem-se nas metas, condutores e não nos obstáculos. Esses, já existem por si só, não precisamos colocar lente de aumento neles.

 

Pensem nisso. Vocês não estão sozinhos. O medo de um é o medo do outro. A coragem de um é a coragem do outro. Sentir medo é normal. A diferença está no que vamos fazer com esse medo. Se vamos deixar ele vencer a gente ou se vamos enfrentá-los.

 

 

 

 


Escrito por Márcia Pontes às 09h38
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18/03/2012


Motorista defensivo: mas será que existe um motorista todo certinho assim?

Pois bem, condutores,

Hoje eu vinha dirigindo uns bons quilômetros pela BR-101 e cá pensando com os meus botões: direção defensiva, motorista defensivo, mas será que existe um motorista perfeito?

 

Conheço muitos motoristas chamados de "cricas", sinônimo de CDF do trânsito, de cara chato, exigente, porque não descuidam da segurança no trânsito nos mínimos detalhes, tipo: não sair com o carro enquanto algum passageiro estiver sem o cinto de segurança, não permitir que atirem papel de bala e outros objetos pela janela, porque não aceleram no sinal amarelo, ou até mesmo porque param para um único pedestre quando atrás dele não vem nenhum carro.

 

Conversando com uma amiga hoje ela levantou esse questionamento: "mas será que tem motorista perfeito?", daqueles que cumpre o código à risca.

 

Papo vem, papo vai e chegamos a um consenso: não existe motorista perfeito por mais que ele cumpra do primeiro ao último artigo do CTB, mesmo porque, antes do CTB, o motorista tem que cumprir com o código de conduta voltado para a segurança do trânsito. Eu, quando sinalizo com a seta para sair ou entrar numa vaga não é porque o CTB manda que faça; é porque eu sei que a comunicação por sinal luminoso é a única forma de eu me comunicar com o outro motorista e deixar claras as minhas intenções no trânsito. Código de conduta voltado para a minha segurança e a do outro que, por consequência, leva ao cumprimento do CTB.

 

Quando eu não estaciono numa vaga de idoso ou de deficiente não é porque o CTB ou a lei da acessibilidade manda; é porque faz parte do meu código de conduta respeitar as outras pessoas e os direitos das outras pessoas. Por tabela, por via reflexa, eu acabo respeitando o CTB.

 

Quando eu paro na faixa de pedestres é porque eu também sou pedestre e gostaria que o motorista me desse a vez de atravessar com segurança na faixa, sem risco de ser atropelada.

 

Quando eu cedo a vez para alguém no trânsito é porque, em primeiro lugar, eu vejo aquela pessoa em dificuldades e penso que quando eu estiver em dificuldades para sair de um cruzamento, de uma vaga, de uma via movimentada, alguém vai fazer a gentileza de me deixar sair do enrosco. Ou, porque vejo que um motorista estressado está com pressa e pode jogar o carro dele na frente ou contra o meu de forma imprudente e eu não quero provocar acidentes ou contribuir para que sejam provocados.

 

Eu respeito a sinalização da via não porque o CTB manda, mas porque meu código de conduta como pessoa e como motorista é que orienta as minhas ações dentro e fora do carro. Porque eu tenho um compromisso existencial com a segurança no trânsito, com o modo de dirigir cautelosamente, sempre me antecipando aos perigos da via, ao risco que os outros motoristas assumem.

 

Uma pessoa que corta a frente de outra com seu carrinho no supermercado vai fazer isso no trânsito.

 

Uma pessoa que fura a fila do banco, tem tudo prá ser o motorista que vai trafegar pelo acostamento, colocando pedestres e ciclistas em risco.

 

Uma pessoa sem tolerância para com os erros dos outros não vai ter tolerância, nem paciência, nem vai ser solidário no trânsito.

 

Não existe motorista perfeito, uma lambancinha, por menor que seja, todo motorista, por mais cuidadoso que assuma ser, vai acabar fazendo no trânsito. Mas a diferença é o que vamos com isso; o que vamos tirar de positivo, de aprendizagem, com os nossos erros.

 

Seja aluno de autoescola/CFC, seja motorista habilitado, se tomar para si a atitude de se cobrar, de não se permitir erros, de ser cruel consigo mesmo, de se punir por um erro, não irá muito longe. Somos humanos, somos sujeitos a falhas, somos sujeitos a erros. Mas o melhor de tudo é que aprendemos com os nossos erros.

 

No trânsito faça tudo com calma, sem pressa, sem perfeccionismo. Direção defensiva é isso: é dirigir atento, é desconfiar das intenções de qualquer pessoa no trânsito, é se antecipar ás próprias falhas e às dos outros, mas não fazer dessas falhas um cavalo de batalha caso elas ocorram.

 

Direção defensiva é compromisso existencial com a segurança, é respeitar o outro, saber esperar a sua vez, saber ceder a vez, a preferencial.É ser paciente, é ser tolerante, é evitar dores de cabeça desnecessárias, é dirigir de cuca fresca.

 

Ser legal no trânsito é uma coisa dúbia, afinal, o que ser legal? É dirigir respeitando as leis? Ou dirigir respeitando o código de conduta e as regras de convivência pacífica em sociedade?

 

Um cidadão pode me dizer: "esse carro é meu, essa CNH é minha e eu dirijo como eu quiser". Mas esse cidadão tem que entender que o carro é dele, mas a CNH é uma concessão do Estado para que ele possa dirigir um automóvel. E esse automóvel roda numa rua que é pública, de uso compartilhado, roda no espaço compartilhado do trânsito, que fica dentro de uma cidade, que fica dentro de um país, que pertence a uma sociedade que precisa de regras mínimas de convivência.

 

Não, condutores. Não existe motorista perfeito e nem vai existir.

 

O que existe são cidadãos conscientes, motoristas que respeitam a própria vida e a dos outros, cidadãos éticos, que sabem que são livres para agirem como quiserem desde que não firam os direitos e a vida das outras pessoas, mas que serão eternamente prisioneiros das consequências do modo como dirigem.

 

Está aqui um vídeo que nos faz sentir muito bem, orgulhosos de fazermos o que tem de ser feito. Que nos faz sentir mais humanos dentro e fora do carro. Vale a pena assistir.


 

E como não custa nada ser bacana, ser humano e se sentir humano por nossas ações, vale a pena conferir esse outro vídeo aqui.

Na vida ou no trânsito, basta que sejamos nós mesmos, procuremos melhorar sempre, fazer o bem, sermos éticos, sermos o tipo de pessoa que gostaríamos que os outros fossem com a gente. Não seremos perfeitos nunca. Nem como pessoa nem como motoristas. Mas, tenham certeza, que estaremos mudando muita coisa à nossa volta. E para melhor. Vamos tentar?

 

Escrito por Márcia Pontes às 23h10
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Está na dúvida no que vai fazer no trânsito? Olhe no olho do motorista!

Olá condutores,

 

Vira e mexe a gente fica numa situação em que surge a dúvida. E agora? Vou ou não vou? Será que o outro motorista vai dar a vez?

Nesses casos, olhe no olho do motorista, comunique-se, tente saber e confirme a intenção dele; não faça nada na dúvida. Vamos ver algumas situações em que batea dúvida e o que fazer:

 

1. Cruzamentos: você sabe que a preferencial até pode ser sua, mas com o trânsito parado ou aguardando para ingressar na vida ou fazer uma conversão pode ser que você dê de cara com um motorista apressadinho. Sinalize tudo, pare o carro nas situações em que tiver de parar, mas se você sentir ou perceber que o outro motorista está com pressa, dê a vez, ceda a sua preferencial, olhe no olho dele, faça um sinal com a mão, abra a boca, pergunte em vez baixa que o motorista vai entender;

 

Muitos acidentes são provocados em cruzamentos porque os dois motoristas ficam um esperando pelo outro e, na dúvida, os dois colocam o carro em movimento ao mesmo tempo e daí é acidente na certa. Não tenha medo de perguntar, de sinalizar; se der a vez faça um sinal de positivo, movimente as mãos de modo que o outro motorista entenda que você está dando, olhe no olho do outro motorista e/ou pisque os faróis uma ou duas vezes.

 

2. Sinaleira/farol/semáforo: digamos que você está parado no semáforo esperando o sinal abrir para seguir em frente, só que tem uma saída de loja, de comércio, de padaria ou mesmo de uma garagem. Muito cuidado nessas situações, condutores, pois muitos motoristas gostam de "embicar", de ir se aproximando, de ir se enfiando na sua frente. Nada de "zoiudice" no trânsito; o trânsito é um espaço compartilhado, então, deixar o apressado ir na sua frente é mais seguro, não vai te atrasar muito e é, acima de tudo, uma gentileza que você vai receber de volta de outro motorista. Olhe no olho dele, faça sinal de positivo, ceda a vez e siga tranquilo.

 

3. Vaga de estacionamento: tudo bem que está todo mundo esperando a melhor vaguinha da vez, mas preste atenção se já não tem outro motorista só aguardando o condutor sair da vaga para ocupá-la. Isso já me aconteceu num estacionamento, sinalizei, fui entrando na vaga, só que quando percebi o outro motorista que estava aguardando dei ré, saí da vaga e pedi desculpas explicando que não tinha visto. Não faça aos outros aquilo que não quer que façam com você.

 

4. Faixa de pedestre: bom, essa nem precisa comentar, né? A preferência é sempre do pedestre e temos de parar e aguardar ele atravessar. mas sempre tem aquele pedestre que fica com vergonha de ficar ai, colocando o pé na faixa e os outros motoristas desrespeitando. Pare na faixa, olhe no olho do pedestre prá que ele não fique na dúvida do "vai não vai"; se o pedestre estiver distraído, olhando para o lado, dê um toque na buzina, olhe no olho dele e faça um sinal de positivo dizendo: "pode ir".

 

Nesse momento, se existe a possibilidade de passar outro carro ou moto pelo lado da sua janela, estenda o braço reto para fora, faça movimentos lentos para cima e para baixo comunicando ao outro motorista que você parou para o pedestre e queeles devem reduzir a marcha, parar e esperar também. Quantos atropelamentos já foram provocados porque um motorista parou e o do lado não? Ou porque uma moto passou no corredor?

 

Está no trânsito? Pintou dúvida? Negocie o espaço: olhe no olho do pedestre, do outro motorista, de quem for e comunique a sua intenção de deixar ir, dar a vez, ceder a preferencial. Faça um sinal de positivo ou pisque uma ou duas vezes, bem rápido, os faróis. Gentileza gera gentileza e evita acidente.

 

Depois que o acidente é provocado não adianta vir com aquele papo de "a preferencial é minha" porque seu carro já estará batido, pifado, quebrado, amassado, uma pessoa pode estar ferida (inclusive você), tem que acionar seguro, vai se incomodar a tôa. Nada de cabeça quente no trânsito. Deixar uma pessoa entrar na sua frente não é o fim do mundo. Certamente, esse motorista cederá a vez para outro e faremos uma corrente de gentileza.

 

Muitas vezes, já tive de parar atrás de motoristas apressadinhos que se jogam na frente da gente e eles ainda agradecem como se eu tivesse feito uma grande gentileza, quando na verdade eu estava evitando um acidente. Pois é... tem gente que pensa que o mundo inteiro é como eles e sai se enfiando na frente dos outros.

 

Lembram a letra da música? "Olhos nos olhos quero ver o que você faz". No trânsito é assim mesmo, quem não se comunica está potencializando o risco de acidentes.

 


 



Escrito por Márcia Pontes às 22h21
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11/03/2012


Dicas para montar um kit de primeiros socorros para ter no carro

 

Olá condutores,

 

essa postagem foi mais uma sugestão do Cainan Castro, leitor do blog que está iniciando o processo de habilitação e, desde já, demonstrando ser um aprendiz de condutor preocupado com a segurança.

 

Bem, aqui damos as dicas de montagem de um kit de primeiros socorros básico, não para ser usado especificamente no atendimento às vítimas de acidentes, mas para tornar a viagem mais tranquila para o condutor seus passageiros.  Como sabemos, diante de um acidente o correto é deixarmos as vítimas imóveis até que venha o socorro especializado, mas também podemos ajudar uma vítima com lesões leves, superficiais, com um arranhão, queimadura ou coisa parecida.

 

Quem viaja de carro não está livre de uma indisposição estomacal, uma dor de barriga ou dor de cabeça básica. É importante que a montagem do seu kit de primeiros socorros seja adaptada às suas necessidades. Por exemplo, um condutor que toma remédios controlados vai incluir esses medicamentos no seu estojo; um condutor diabético incluirá algum doce, bolacha ou chocolate para os casos de crise de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), e por aí vai. O condutor que vai acampanhar deve ter sempre uma pomadinha contra picadas de insetos. Então, vamos às dicas de um kit de primeiros socorros básico para ter no carro, lembrando que a legislação de trânsito não exige nem obriga ao kit de primeiros socorros, mas prevenção nunca é demais.

 

INSTRUMENTOS:

- Tesoura para cortar roupas, ataduras, e gazes e esparadrapos;

- Uma pinça de tirar sobrancelhas para puxar eventuais farpas que entrem no dedo, espinhos ou ferrão de abelha;

- Termômetro digital (é baratinho);

- Luvas de procedimento (de silicone).

 

ITENS PARA CURATIVOS

- 1 caixa de algodão hidrófilo (que absorve facilmente a água, fluidos das feridas, sangue);

- 1 rolo de gaze para limpar o ferimento;

- 1 rolo de gaze para atadura;

- Esparadrapo;

- Micropore;

- Band-Aid;

- Merthiolate ou Andolba;

- 1 toalha de rosto para estancar o sangue de cortes e perfurações.


 

PARA LIMPAR AS FERIDAS

- Soro fisiológico;

- Água oxigenada;

- Água boricada para lavar os olhos;

- Álcool gel;

- Cotonetes.

 

MEDICAMENTOS

- Leve os medicamentos de uso pessoal receitados pelo médico;

- Paracetamol para dor;

- Doril ou Dorflex para dor de cabeça;

- Sal de fruta para mal-estar estomacal;

- Pomada Nebacetin, para infecções de pele ou tratar cortes;

- Gelol e outros relaxantes musculares em pomada ou spray para dores musculares ou batidas;

- Dextamine para alergias a picadas de abelha;

- Pomada Fenergan para picadas de insetos.

 

Lembrando: em caso de queimaduras não fure as bolhas; lave com soro fisiológico ou água.

 

Em caso de acidente, chame o socorro imediatamente e tente acalmar as vítimas, dizer que vai dar tudo certo, apoiar, tentar mantê-las conscientes;

 

Não dê água para a pessoa acidentada, pois a vítima pode estar com hemorragia interna e complicar ainda mais seu estado; se precisar de cirurgia, o estômago deverá estar vazio.

 

Dica básica para evitar imprevistos e desconfortos e ter uma viagem tranquila, condutores!







 


 

 

 

 

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 00h05
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08/03/2012


Você sabe qual o significado do emblema da direção defensiva?

 

 

Olá condutores,

 

Em Heráldica, que é a ciência que estuda os símbolos dos brasões e dos distintivos, o símbolo da Direção Defensiva é uma águia real de asas abertas segurando em suas garras uma roda.

 

A utilização do símbolo da águia é milenar e faz parte do distintivo de algumas armas, como a Aeronáutica.

 

Na direção defensiva, a águia simboliza a atenção, a visão apurada, o instinto, a precisão. Uma das principais características da águia é que ela é determinada e certeira; avisa a presa a quilômetros de distância e nunca erra um bote, não falha, calcula bem as suas investidas.

 

No símbolo da direção defensiva, a roda significa o automóvel, a estrada, a direção, a condução.

 

Portanto, a águia real de asas abertas segurando a roda em suas garras simboliza a atitude defensiva que devemos ter no trânsito: ter a cautela de uma águia, a observação de uma águia, a visão apurada, a atenção, a precisão nas manobras e em todas as decisões que tomarmos no trânsito. Avistar os perigos de longe, fazer a coisa certa, não falhar.

 

Está aí explicado prá vocês, condutores, o símbolo da direção defensiva.

 

Não existe motorista perfeito, não existe motorista que não erra, mas o quão mais próximo conseguirmos chegar da águia em suas características, mais defensiva será a nossa direção. Na vida e no carro.

 

Dirijam defensivamente, tenham orgulho disso e façam a diferença no trânsito!

Escrito por Márcia Pontes às 17h06
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Você sabia que bicicleta elétrica exige habilitação e uso de equipamentos obrigatórios?

 

 

Condutores,

 

Tem acontecido de muita gente comprar uma bicicleta elétrica sem saber que precisa de habilitação e de uso de equipamentos obrigatórios. Nas lojas, nem sempre os vendedores informam ou explicam que a pessoa só poderá andar com a bike elétrica (independente de ter pedais ou não) se estiver habilitado com a Autorização Para Conduzir Ciclomotores (ACC), e ainda assim com retrovisores de ambos os lados, faróis, lanternas e até buzina. Detalhe: o capacete para bike elétrica é o de moto e não o de ciclistas.

 

A Resolução nº 315, de 8 de maio de de 2009 estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos, portanto, bicicletas elétricas, aos ciclomotores e define os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação.

 

Pela definição da Resolução 315 entende-se como veículo ciclo-elétrico todo veículo de 2 ou 3 rodas, provido de motor de propulsão elétrica com potência máxima de 4 quilowatts, com ou sem pedais acionados pelo condutor, cujo peso máximo, incluindo o peso do condutor, do passageiro e da carga até 140kg e cuja velocidade máxima seja de 50 km/h (Art. 1º, resolução 315 CONTRAN).

 

Diz o parágrafo único que inclui-se nessa categoria a definição de ciclo-elétrico a bicicleta dotada originalmente de motor elétrico ou cujo motor tenha sido instalado posteriormente. Isso significa que independente se você comprou uma bicicleta elétrica direto na loja ou se mandou instalar o motor depois, vai ter que seguir o que diz o art. 2º da Resolução nº 315 do Contran e passar a usar, obrigatoriamente, os seguintes equipamentos de segurança:

 

1. Espelhos retrovisores de ambos os lados

 

2. Farol dianteiro, de cor branca ou amarela

 

3. Lanterna de cor vermelha na parte traseira;

 

4. Velocímetro;

 

5. Buzina;

 

6. Pneus que pfereçam condições mínimas de segurança

 

Como a bicicleta motorizada não é uma bicicleta comum e atinge até 50km/h, o artigo do CTB que dispõe sobre a bicicleta elétrica é o 244:

 

Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor:

I - sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo Contran;

II - transportando passageiro sem capacete de segurança, na forma estabelecida pelo inciso anterior, ou fora do assento suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral;

III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;

IV - com os faróis apagados;

V - transportando criança menor de 7 anos ou que não tenha , nas circunstâncias, condições de cuidar da sua própria segurança

Infração - gravíssima

Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação.

 

a) Dirigir uma bicicleta elétrica sem as duas mãos no guidom rende infração média e multa;

 

b) fazer trabalho de mototaxista ou motoboy com a bicicleta elétrica é infração grave e multa;

 

c) levar passageiro fora da garupa, andar em vias de trânsito rápido (via expressa) ou rodovias só se tiver acostamento ou faixa de rolamento própria para bikes, caso contrário, é infração média e multa.

 

Não adianta ser habilitado em qualquer outra categoria ou na categoria B (carros de passeio): se não tiver Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) é infração gravíssima, multa, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do documento de habilitação. E se a bike não for sua, vai sobrar para o dono que te emprestou, que ainda vai responder por soltar veículo na mão de condutor sem habilitação.

 

Sobre o emplacamento, a Resolução 231/2007 do Contran traz no seu art. 6º que todo veículo de 2 ou 3 rodas do tipo motoneta, motocicleta, ciclomotor e triciclo ficam obrigados a usar placa traseira de identificação com 3 letras e 4 dígito, com película refletiva. E como a Resolução 315/2009 do Contran equipara a bike elétrica a ciclomotores, já sabem condutores: emplaquem a bicicleta elétrica e usem todos os equipamentos e aparatos de segurança obrigatória dos motociclistas.

 

No mercado os preços de bikes elétricas variam de R$ 2 mil até R$ 5 mil, dependendo do modelo. Portanto, condutores, e amantes das bikes, se vocês pretendem comprar uma bike elétrica, confiram na legislação se os modelos à venda trazem todos os acessórios e equipamentos obrigatórios, pois os vendedores, na ânsia de vender o produto, nem sempre explicam e orientam o consumidor, que acaba sendo penalizado depois.

 

DIFERENÇA ENTRE MOTOCICLETA, MOTONETA E CICLOMOTOR (ANEXO 1, CTB)

 

Motocicleta: veículo automotor de 2 rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada:

 

Motoneta: veículo automotor de 2 rodas, dirigido por condutor em posição sentada:

Ciclomotor: veículo de 2 ou 3 rodas, provido de motor a combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 centímetros cúbicos e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a 50 quilômetros por hora.





Escrito por Márcia Pontes às 14h04
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Dicas e macetes para trocar pneu (com vídeo e fotos)

 

 

A dica dessa postagem veio do Cainan, leitor do blog que está começando o processo de habilitação.

Condutores, uma coisa é certa: se você nunca passou por essa situação, esteja certo de que um dia irá trocar o pneu do seu carro. Por algum motivo o pneu esvazia e, muitas vezes, não tem borracheiro por perto e se você continuar a rodar com o carro com pneu furado pode ter o prejuízo de ter que comprar uma roda nova e, tenham certeza, que isso não sai por menos de R$ 700,00. Então... vale a pena aprender a trocar pneu, né?

 

Vamos às dicas em foto e vídeo, mas primeiro, sobre como saber se o pneu está furado:

 

1. Geralmente, o motorista sente que o pneu furou quando o carro perde estabilidade e a direção puxa para um dos lados;

 

2. Só quando o pneu esvazia por completo é que faz um barulho mais alto e o carro não acelera naturalmente mesmo com você pisando no acelerador.

 

3. Sentiu algo de estranho no carro, sinalize e pare o seu carro em local seguro, permitido pela sinalização. Se o pneu furar na rodovia e não der tempo de ir até um posto de gasolina, sinalize, pare no acostamento, ligue o pisca-alerta, coloque o triângulo a mais ou menos 30 metros de distância para sinalizar aos outros motoristas e mãos à obra.

 

TROCANDO PNEU PASSO A PASSO

 

 

1. Pegue o manual do seu carro e siga as instruções. Se não tiver o manual, não tem problema;

 

2. Abra o capô ou porta-malas e desenrosque o pneu reserva para soltá-lo do suporte que o prende.

 

3. Coloque o triângulo a uma distância da traseira do seu carro que os outros motoristas percebam o aviso para reduzirem a marcha e a velocidade; se não quiser sujar as mãos, tenha junto com o kit de troca de pneus um par de luvas daqueles com pontinhos de borracha na parte de dentro porque eles não deixam a mão escorregar;


 

4.Ainda com as rodas no chão, sem colocar o macaco, pegue a chave de roda, encaixe nos parafusos e gire para a esquerda só para afruxar os parafusos (você vai terminar de retirá-los quando o carro estiver suspenso no macaco); vejam dois modelos de chave de roda:

 

Detalhe: se o seu carro tem aqueles parafusos de plástico decorativos para disfarçar a aparência dos parafusos de roda, retire-os com a ajuda de um alicate ou algo que funcione como uma pinça porque as danadas das capinhas são bonitas, mas escorregam que é um jundiá na hora de retirá-las; próximo passo, retire a calota da roda.



 

5. Uma coisa chatinha em trocar pneu é ter que fazer força; às vezes o formato da chave de roda não ajuda, temos que usar os pés para fazer força e quando abaixamos isso força a coluna. Então, eis aqui o macete: tenha sempre no seu carro uma barra de cano de ferro de 3/4 de 80cm de comprimento para encaixar no braço da chave de roda. Com isso o trabalho fica bem mais leve, exigirá menos esforço e forçará menos a coluna e os braços. Essa barra compra-se em qualquer casa de material de construção.


 

6. Com os parafusos de roda frouxos, encaixe o macaco na parte da estrutura de encaixe mais próximo à roda a ser substituída; depois que estiver bem firme, gire a manivela do macaco até que a roda fique a uns 2cm do chão. Para facilitar e não dar sobrecarga, retire todas as pessoas de dentro do carro, inclusive crianças:


 

7.  Com o pneu erguido pelo macaco a mais ou menos 2cm do chão, encaixe a chave de roda nos parafusos já frouxos, encaixe a barra de cano de ferro e termine de retirar os parafusos de roda girando para o lado esquerdo. Macete: solte todos aos poucos, ou seja, dá uma afrouxadinha em um, depois em outro, depois em outro até que todos os parafusos sejam afrouxados por igual. Se afrouxar primeiro um até o fim e depois o outro, isso pode complicar e exigir mais força, então, distribua os afrouxamentos;

 

8. Tire a roda com pneu furado e substitua pelo estepe; ainda com o estepe erguido no macaco, comece a apertar os parafusos um a um, mas deixe para fazer a força final com o pneu no chão, sem o macaco; com o pneu no chão, para garantir, termine de apertar subindo na barra de cano para ter certeza que ficou tudo bem certinho;

 

9. Vá imediatamente a uma borracharia, pois rodar com estepe furado é um crime à segurança e rende multa. Mas, preocupem-se mais com a segurança.

 

Viram que molezinha? tem luvinha prá proteger as mãos e tudo, e ainda o macete da barra de cano que é fundamental e reduz o esforço manual em mais de 70%.

 

Agora o vídeo, condutores!

 

 

 

Escrito por Márcia Pontes às 10h02
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07/03/2012


Homenagem do blog às mulheres no Dia Internacional da Mulher

 

 

Uma homenagem do Blog Aprendendo a Dirigir à essas mulheres maravilhosas que dirigem nossas vidas!




Às mães, irmãs, avós, professoras, motoristas, instrutoras, amigas, companheiras, motoristas, leoas, frágeis, guerreiras no dia a dia.
Porque todo dia é o nosso dia!

 

Parabéns!

Escrito por Márcia Pontes às 22h55
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Dicas para a hora de sair da baliza

 

 

Condutores, essa dúvida me foi enviada pela Eliana, leitora do blog, que também sugeriu a postagem anterior sobre a baliza passo a passo.

Nessa dúvida aqui a Eliana quer saber como sair da vaga da baliza com segurança, sem bater no carro estacionado nem nos que estão trafegando pela via. Ela também quer saber quanto virar o volante. Então, vamos às dicas.

 

1. Quando estiver saindo de toda baliza temos de sinalizar antes, para fora da vaga, no sentido da via, e olhar bem nos retrovisores de fora;

 

2. Quando estiver saindo da vaga, vire todo o volante para a esquerda (no caso dessa foto);

 

3. Vá saindo só nos comandos de freio e embreagem. Se a embreagem estiver naquele ponto em que o carro quer sair sozinho, começa a andar sem aceleração, voc~e vai conseguir posicioná-lo na saída sem problemas; só use o acelerador bem pouquinho para ir saindo de 1ª marcha até 20km/h;

 

4. E quando devo desvirar o volante? É o seguinte: quando você vira todo o volante para fora da vaga para sair com o carro, no momento em que o vidro retrovisor do lado do carona já estiver passado da quina da traseira ou dos faróis traseiros do carro estacionado, se você olhar para a quina do capô do seu carro, do lado direito, vai ver que ele já colocou as rodas numa posição para desvirar o volante AOS POUCOS, condutores.

 

5. Toda a manobra é feita devagar, com calma, com tranquilidade, sinalizando e olhando os retrovisores do lado do carona (para sair sem ralar o carro do coleguinha) e do lado do motorista (para não acertar o carro que vem trafegando na via);

 

6. Quando o retrovisor do lado do carona tiver passado pelas lanternas e faróis traseiros do carro estacionado, comece a virar o volante aos poucos para encaixar a cara do seu carro na via e deixá-lo alinhado, rente, lado a lado, com o carro estacionado. Pronto: é hora de sair ajeitando aos pouquinhos a frente do seu carro para se engajar na via.

 

7. Se precisar dar uma esticadinha no pescoço para enxergar melhor as partes do seu carro e os pontos de referência, não hesite em fazer isso; notem que na foto tem um espação atrás do carro vermelho: se na hora de sair a frente estiver muito apertada e mesmo virando todo o volante para fora a frente do seu carro ameaçar encostar no parachoque do carro da frente, dê uma rézinha, coloque seu carro um teco mais para trás e saia com segurança (dê mais ou menos 2 palmos de distância entre o seu carro e o que está estacionado);

 

8. Não se impressione com quem sai rápido da vaga: faça a manobra bem DE-VA-GAR, com calma e toda cautela do mundo. Não é vergonha nenhuma ser cauteloso e cuidadoso com a sua vida e a dos outros; com o seu patrimônio e o dos outros. O CTB manda o motorista de trás esperar a manobra do carro da frente ser feita, então, muita calma nessa hora e 50% da saída da vaga já foi feita.

 

No trânsito, cuca fresca e tudo tranquilo.

Boas manobras, condutores!

Escrito por Márcia Pontes às 10h33
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06/03/2012


Você sabe o que é um lote lindeiro?

 

 

Condutores, vocês sabem o que é um lote lindeiro? Vejam na foto que a entrada da garagem é um lote lindeiro, assim como o bar e as outras construções em volta.

LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.

Ou seja, lotes são os terrenos, extensão de terra (garagens, casas que fazem limite com o meio fio e a pista de rolamento) lindeiro, deriva da palavra linde, ou seja, limite ou fronteira. Portanto, lotes que fazem limite com as vias públicas. Vejamos o exemplo do CTB:

Art. 36. O condutor que for ingressar numa via, procedente de um lote lindeiro(terreno, prédio, casa, sítio, garagem) a essa via, deverá dar preferência aos veículos e pedestres que por ela estejam transitando.

Em outras palavras: sempre que estiverem saindo de casa com o carro deem preferência aos veículos que trafegam pela via (incluindo bicicletas, carrinho de reciclado) e aos pedestres que caminham na calçada e cruzam a frente do seu portão.

 

CTB em gotas!

Escrito por Márcia Pontes às 22h34
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01/03/2012


Estacionamento: como entrar e sair de uma vaga permitida de frente para a calçada? (Com desenhos)

Condutores,

 

a Eliana, leitora do blog, nos mandou mais umas dúvida interessantes sobre estacionamento, e como as dúvidas de um são as dúvidas de todos no começo da aprendizagem, só temos que agradecer à Eliana pelo envio da foto e desenhos, proporcionando que todos possam aprender significativamente.

 

A dúvida da Eliana é sobre como estacionar naquelas vagas na frente da padaria, do açougue, em que você pode estacionar de frente para a loja em cima da calçada. Como entrar nessa vaga sem bater no carro estacionado dos lados e no carro estacionado rente ao meio fio? Bem, condutores, o princípio é o mesmo para entrar em vagas de garagem: alinhar primeiro as rodas traseiras do carro quase encostando a quina do capô do seu carro na traseira do veículo estacionado, sempre defendendo para não bater. Vamos às explicações detalhadas a partir do desenho abaixo:

 

 

Vejam na imagem do desenho que existe 2 carros estacionados na calçada. Vamos dizer que esses motoristas pararam na frente de uma padaria e a Eliana quer fazer o mesmo colocando o carro dela na vaguinha esperta no meio desses dois carros. Ela vem trafegando pela rua, mas tem um outro carro estacionado, desta vez na via, rente ao meio fio.

 

1. Aproximando-se da padaria sinalize a sua intenção de entrar, diminua a marcha e deixe passar mais da metade do seu carro em relação ao carro estacionado na calçada. Isso vai fazer com que na hora em que você girar o volante para dentro da vaga para puxar a frente do carro, as laterais passem sem risco de bater no carro estacionado na via.

 

2. Motoristas mais experientes e que já dominam essa manobra com facilidade entram de 2ª marcha a uma velocidade entre 15 e 20km/h, mas como em todo começo de aprendizagem temos de fazer tudo com a segurança em primeiro lugar, ao se aproximar do carro estacionado na via, sinalize, páre o carro primeiro e só depois coloque a 1ª marcha. Isso está em qualquer manual de carro: nunca devemos reduzir de 2ª para primeira com o carro em movimento, pois danifica a engrenagem da 1ª marcha;

 

3. Depois que frente do seu carro passou pelo carro estacionado na via e você já está se posicionando para entrar na vaga em meio aos dois carros, analise o tamanho da vaga. Se for seguro, apenas estacione com o carro em linha reta como ele está. Se a vaga estiver tortinha, aproxime a quina do capô do seu carro do lado do carro da vaga que você vai entrar, só defendendo para não bater que aí as rodas de trás se alinham com a frente da vaga deixando as laterais do seu carro protegida.

 

4.  Para sair dessa vaga depois que fez as compras na padaria, sinalize com seta para o lado que você vai sair da vaga, dê a marcha ré e vá virando o volante de modo que a quina do capô do seu carro só defenda de não bater no carro estacionado. Lembra da manobra para entrar na vaga? É a mesma coisa, só que de ré;

 

5. Temos que ter muita calma, cautela e nada de pressa, ok, condutores? Preste bastante atenção na quina do capô do seu carro para ela não encostar na lateral do carro do lado; olhe os retrovisores externos com calma e olhe no retrovisor interno, pois pode estar passando pedestres ou ciclistas atrás do seu carro.

 

6. Quando o carro estiver saindo da vaga, verifique se ao desvirar o volante todo para o outro lado você já consegue sair sem encostar a quina do capô do outro lado do carro sem bater na traseira do carro da frente. Lembre-se que o volante estará torto e que se for muito para trás pode bater em diagonal em outro carro estacionado. Para evitar isso, olhe sempre os retrovisores durante toda  a manobra.

 

No começo pode parecer complicado porque ainda não temos prática, mas praticando com calma, com segurança e olhando os retrovisores sempre, vai chegar uma hora que a manobra automatiza e você a repetirá sempre em diferentes lugares, vagas e situações.

 

Aprendizagem significativa e defensiva evita acidentes por imperícia.

 

Bons treinos, condutores!

 



Escrito por Márcia Pontes às 13h44
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Como entrar na garagem em ruas estreitas e com carros estacionados (com foto)

Condutores,

 

a dúvida de hoje nos foi enviada pela Eliana, que está tendo dificuldades para saber o ponto de referência exato para entrar na garagem sem bater ou ralar a lateral do carro dela nos carros que ficam estacionados. Como vocês podem ver na foto abaixo, a rua é estreita, praticamente só passa um carro por vez e, para complicar, os motoristas estacionam dos dois lados da entrada da garagem ao longo da via, tornando a entrada mais estreita ainda.

 

 

As setas brancas indicam o caminho que a Eliana faz até chegar à entrada do portão da garagem e a seta vermelha indica a manobra que ela tem de fazer para entrar com o carro na garagem. Detalhe: depois que passou o portão garagem adentro tem uma rampa. Então, vamos às dicas com as referências exatas para a manobra, que valem para todo tipo de estacionamento e entrada em garagem nessas condições.

 

1. Se você viver pela rua de cima, ja sinalize antes do cruzamento, com bastante antecedência, para se comunicar com os outros condutores avisando que vai entrar na sua rua;

 

2. Assim que sair do cruzamento, coloque a 1ª marcha, vá entrando na rua e, com ou sem carro estacionado ao longo da via, perto da garagem, foque a atenção no portão da garagem. Porquê o portão e não nos carros estacionados? Por quê o máximo que os carros podem ocupar da via para estacionar é justamente onde começa um lado do portão da garagem e onde ele termina. Independente de ter carro estacionado lá ou não, a referência será sempre onde o portão começa lateralmente e onde ele termina;

 

3. Como você vem sinalizando desde a entrada no cruzamento, os carros de trás já sabem que você vai entrar na garagem, então, não se preocupe com isso porque eles vão reduzir, parar e esperar você fazer a manobra;

 

4. Eliana, na hora em que estiver parando em frente à garagem seu carro vai estar paralelo, então, se você vem da rua de cima, pare o carro de modo a quina do capô do lado que vai entrar na rua fique a mais ou menos 2 palmos do canto direito da garagem. É como se você mirasse a quina do capô do lado direito no canto direito da garagem fazendo uma trajetória para alcançá-lo, só defendendo para não bater. Com isso, as rodas de trás do teu carro já vão ficar na posição de entrada bem pelo meio do espaço do portão, com as laterais do teu carro livre. Nesse momento, ao endireitar o volante para deixar a frente do carro reta com o portão, o carro ficará alinhado.

 

5. Se tiver carro estacionado, o ponto de referência será o mesmo: guie-se pelas laterais do portão da garagem e não pela quina do capô do carro branco estacionado na foto. Porquê? Por quê geralmente os motoristas afastam um pouquinho a frente do carro da entrada da garagem e se você se guiar pela quinta do capô do carro vai errar a manobra;

 

6. Se você vier pela rua de baixo da foto sinalize, pare o seu carro mais ou menos alinhado com o carro branco da foto e mire no canto esquerdo do portão de entrada da garagem como se você quisesse encostar a quina do capô do teu carro nele, mas só defendendo para não bater.

 

Pessoal, nesse tipo de manobra em garagens apertadas e com ruas estreitas, o segredo, o macete, o ponto de referência universal será sempre aproximar a quina do capô do seu carro da coluna, pilastra, portão ou canto da garagem ou obstáculo. Isso dá a impressão de que o carro está atravessado, enviesado, mas nesse momento você está endireitando primeiro as rodas de trás do carro, posicionando-as para ficarem no meio da entrada do portão.

 

Aproximar a quina do capô do carro do obstáculo só defendendo para não bater parece esquisito, mas na hora que você girar o volante para endireitar a frente do carro, as rodas de trás estarão na posição exata para entrar bem pelo meio do espaço do portão com as laterais do carro protegidas de ralar ou amassar.

 

Lembrem-se, condutores: a maioria dos acidentes que resultam em laterais de carros amassadas, retrovisores quebrados e pára-choques arranhados são provocados porque o condutor só mira a frente do carro na vaga e na hora em que ele "puxa" a frente do carro para entrar as rodas de trás não ficaram na posição certa, fazendo com que a frente do carro passe, mas as laterais não. O único jeito de passar a frente do carro e as laterais em garagens apertadas, portões, etc... é aproximando a quina do capô do carro  do obstáculo só defendendo para não bater.

 

Façam a manobra com calma, com tranquilidade e nada de pressa. Lembre-se que o seu carro não levita e o carro de trás não vai passar por cima do seu por mais que o motorista apressado morra de vontade de fazer isso.

 

Na descida da garagem, valem as instruções dadas na postagem anterior, do dia 29/02/2012, quando respondemos as dúvidas da Mary sobre como entrar e sair de uma garagem com rampa e pilastra.

 

Eliana, obrigada pela confiança no blog e pela preocupação com a sua segurança e a dos outros no trânsito.

 

Aprendizagem significativa e defensiva sempre!

 

 


 


Escrito por Márcia Pontes às 13h02
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